Foram encontradas 358 questões.
Palavras, palavras, palavras
Criadas pelos humanos, as palavras são
suscetíveis ao tempo, como os humanos. Algumas
mudam de significado, outras vão desbotando aos
poucos, e há as que morrem na inanição do silêncio.
Ninguém mais chama o libertino de bilontra, a amante
de traviata ou o inocente de cândido. Depois de soar
na boca do povo e iluminar a escrita, bilontra, traviata
e cândido foram sepultadas nos dicionários junto as
que lá descansavam em paz. Em seus lugares
brotam novas, frescas e saltitantes, com significado
igual - ou quase. A língua é a mais genuína criação
coletiva, feita da contribuição anônima. O agito das
palavras traduz as mudanças do mundo - na ciência
e tecnologia, na economia e política, nas leis e
religiões, no comércio e publicidade, no esporte e
comunicação, nos costumes e valores.
[...]
Faz tempo não ouço a palavra cavalheirismo.
Parece que a igualdade de direitos das mulheres
botou fora o bebê, a água do banho e a bacia. Lá se
foram também delicadeza e cordialidade: louvadas
no passado, antes de sumir viraram sinônimo de
perda de tempo. Pessoa cordial passou a ser chata,
cheia de frescura, pé-no-saco, puxa-saco. Cortesia
não morreu, mas mudou: agora quer dizer brinde,
boca-livre, promoção! Crimes tem cúmplices, mas é
rara a cumplicidade entre casais.
[...]
Se as palavras morrem ou mudam de sentido, os
gestos, intenções e atitudes que designam também
morrem ou mudam de sentido. Cabe indagar: que
sociedade é essa que sepulta o cavalheirismo, a
delicadeza, a cordialidade e a compaixão? Que gente
é essa que enterra a honra? Que país é esse que
esvazia valores como educação e ética e faz da
cortesia um gesto interesseiro? Que confere respeito
e perdão aos poderosos e impõe aos destituídos o
dever e o sacrifício?
Criadas pelos homens, palavras são do humano.
Intriga sejam justamente as que dizem o mais humano do humano a perderem o sentido ou
morrerem. Ou será que estamos perdendo o prazer
da convivência? Ah, palavras, palavras, palavras...
ARAÚJO, Alcione. Palavras, palavras, palavras. Estado de
Minas, Belo Horizonte, 05 jul. 2010. Caderno Cultura, p. 8.
Adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas


Provas
Questão presente nas seguintes provas
Palavras, palavras, palavras
Criadas pelos humanos, as palavras são suscetíveis ao tempo, como os humanos. Algumas mudam de significado, outras vão desbotando aos poucos, e há as que morrem na inanição do silêncio. Ninguém mais chama o libertino de bilontra, a amante de traviata ou o inocente de cândido. Depois de soar na boca do povo e iluminar a escrita, bilontra, traviata e cândido foram sepultadas nos dicionários junto as que lá descansavam em paz. Em seus lugares brotam novas, frescas e saltitantes, com significado igual - ou quase. A língua é a mais genuína criação coletiva, feita da contribuição anônima. O agito das palavras traduz as mudanças do mundo - na ciência e tecnologia, na economia e política, nas leis e religiões, no comércio e publicidade, no esporte e comunicação, nos costumes e valores.
[...]
Faz tempo não ouço a palavra cavalheirismo. Parece que a igualdade de direitos das mulheres botou fora o bebê, a água do banho e a bacia. Lá se foram também delicadeza e cordialidade: louvadas no passado, antes de sumir viraram sinônimo de perda de tempo. Pessoa cordial passou a ser chata, cheia de frescura, pé-no-saco, puxa-saco. Cortesia não morreu, mas mudou: agora quer dizer brinde, boca-livre, promoção! Crimes tem cúmplices, mas é rara a cumplicidade entre casais.
[...]
Se as palavras morrem ou mudam de sentido, os gestos, intenções e atitudes que designam também morrem ou mudam de sentido. Cabe indagar: que sociedade é essa que sepulta o cavalheirismo, a delicadeza, a cordialidade e a compaixão? Que gente é essa que enterra a honra? Que país é esse que esvazia valores como educação e ética e faz da cortesia um gesto interesseiro? Que confere respeito e perdão aos poderosos e impõe aos destituídos o dever e o sacrifício?
Criadas pelos homens, palavras são do humano. Intriga sejam justamente as que dizem o mais humano do humano a perderem o sentido ou morrerem. Ou será que estamos perdendo o prazer da convivência? Ah, palavras, palavras, palavras...
ARAÚJO, Alcione. Palavras, palavras, palavras. Estado de Minas, Belo Horizonte, 05 jul. 2010. Caderno Cultura, p. 8.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Quanto às variantes linguísticas presentes nas
orações a seguir, assinale a alternativa em que a
norma-padrão da língua portuguesa é rigorosamente
obedecida.
Provas
Questão presente nas seguintes provas


Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 03
A Estrela
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
BANDEIRA, Manuel. Melhores poemas de Manoel Bandeira.
Seleção de Francisco de Assis Barbosa. 15. ed. São Paulo:
Global, 2003.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 03
A Estrela
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
BANDEIRA, Manuel. Melhores poemas de Manoel Bandeira.Seleção de Francisco de Assis Barbosa. 15. ed. São Paulo:Global, 2003.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 03
A Estrela
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Porque da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Porque tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
BANDEIRA, Manuel. Melhores poemas de Manoel Bandeira
Seleção de Francisco de Assis Barbosa. 15. ed. São Paulo:
Global, 2003.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 03
A Estrela
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha Luzindo no fim do dia.
Porque da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Porque tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
BANDEIRA, Manuel. Melhores poemas de Manoel Bandeira Seleção de Francisco de Assis Barbosa. 15. ed. São Paulo: Global, 2003.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 03
A Estrela
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Porque da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Porque tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
BANDEIRA, Manuel. Melhores poemas de Manoel Bandeira Seleção de Francisco de Assis Barbosa. 15. ed. São Paulo: Global, 2003.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container