No processo de interação com o mundo, as
crianças adquirem experiências de narrativas
veiculadas pelas linguagens oral, escrita e visual. O
contato com a diversidade dos textos orais e
escritos por meio da participação em conversas
cotidianas, o contato com textos simples (receitas,
bilhetes, etc.) e outros da cultura oral (cantigas,
adivinhas, etc.) amplia o repertório das narrativas
infantis. Entre as situações, propostas na escola,
que ampliam o repertório e as capacidades de
narrativas das crianças pequenas, podemos
assinalar:
I. Manuseio de livros e de outros portadores de
texto.
II. Exibição de filmes e de programas de TV.
III. Participação em rodas de conversa com adultos
e outras crianças.
IV. Momentos de reconto onde as crianças falem de
histórias ou de fatos vivenciados por elas
mesmas.
V. Reescrita de histórias ouvidas observando a
estrutura do gênero trabalhado.
Na educação infantil, a rotina possui relevância
por apresentar uma regularidade na organização do
tempo, tão necessária às diferentes idades. Isso
porque as atividades que se repetem regularmente
passam a atuar como reguladores do tempo para as
crianças, permitindo que elas se organizem no
espaço e no tempo, por meio de referências que se
tornam estáveis. Ao criar algumas referências na
instituição, a criança é capaz de antecipar
atividades que ocorrerão, tendo a possibilidade de
organizar seu tempo, sentindo-se mais confiante.
Sobre os tempos que devem compor a rotina da
Educação Infantil, temos:
Em seus estudos, acerca das concepções
infantis de tempo, espaço, causalidade física,
movimento e velocidade, Piaget criou um campo de
investigação que denominou epistemologia
genética: uma teoria do conhecimento centrada no
desenvolvimento natural da criança. Segundo ele, o
pensamento infantil passa por quatro estágios,
desde o nascimento até o início da adolescência,
quando a capacidade plena de raciocínio é atingida.
Na sequência elaborada por Piaget, os estágios de
desenvolvimento do pensamento da criança são
respectivamente:
As questões da estética sofreram
transformações ao longo do tempo. Adolfo Sanchez
Vázquez (1999), ao se posicionar frente à Estética
como ciência do belo, nos alerta que o estético
também se denota na presença do feio, do trágico,
do cômico, do sublime, do monstruoso. O
fundamental para este autor é que o estético traz
em si a qualidade do sensível e, diferentemente de
algumas filosofias da arte, trata também das coisas
do cotidiano. Segundo o autor, a Estética se ocupa
também do estético não-artístico, ou seja, de uma
ampla esfera de objetos elaborados pelo homem –
produtos artesanais, artefatos mecânicos ou
técnicos, artigos usuais da vida cotidiana–, que, se
reagem bem a uma finalidade extra-estética,
também têm seu lado estético. Sobre a construção
estética das crianças não está coerente a
afirmativa:
Os artigos 10 e 11 das Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI), que
tratam especificamente da avaliação e das relações
entre Educação Infantil e Ensino Fundamental,
versam sobre como as instituições de Educação
Infantil devem criar procedimentos para
acompanhamento do trabalho pedagógico e para
avaliação do desenvolvimento das crianças,
garantindo: I. A observação crítica e criativa das atividades, das
brincadeiras e interações das crianças no
cotidiano;
II. Utilização de múltiplos registros realizados por
adultos e crianças (relatórios, fotografias,
desenhos, álbuns etc.);
III. A continuidade dos processos de aprendizagens
por meio da criação de estratégias adequadas
aos diferentes momentos de transição vividos
pela criança (transição casa/instituição de
Educação Infantil, transições no interior da
instituição, transição creche/pré
-escola e
transição pré
-escola/ Ensino Fundamental);
IV. Documentação específica que permita às
famílias conhecer o trabalho da instituição
, junto
às crianças e
aos processos de desenvolvimento
e aprendizagem da criança na Educação Infantil;
V. A retenção das crianças na Educação Infantil
,
caso as expectativas de aprendizagens
referentes à etapa não sejam alcançadas pela
criança, possibilitando assim, a consolidação de
um processo de desenvolvimento qualitativo.
Estão corretas:
Para analisarmos a história da Didática,
precisamos conhecer quem foi o seu precursor, ou
seja, Comenius - pensador e educador pacifista, o
“pai da Didática”. Entre outros fatores, destacamos
que ele desejava ensinar “tudo a todos” e atingir o
sonho de uma “educação ideal”. Sobre Comenius,
NÃO é correto afirmar:
A didática, tendo um papel importante no
processo de socialização do conhecimento, auxilia
no processo de formação do professor e afeta
diretamente a sua forma de ensinar, que exprime
uma atividade pedagógica e de aprender, que
envolve a realização de uma tarefa com êxito.
Diante das diversas abordagens referentes às
práticas e concepções de ensino e sobre
aprendizagem, é possível entender que o processo
de ensino-aprendizagem varia de acordo com
determinadas perspectivas. Santos (2005), em seus
estudos, classifica e agrupa as correntes teóricas
pedagógicas, segundo as teorias de Libâneo (1982),
Bodernave (1984), Saviani (1984) e Mizukami
(1986), que descrevem e comparam os processos
de ensino-aprendizagem, da seguinte forma: I. Pedagogia da transmissão, pedagogia da
moldagem e pedagogia da problematização.
II. Teorias não críticas (pedagogia tradicional,
pedagogia nova, pedagogia tecnicista), teorias
crítico-reprodutivas (sistema de ensino enquanto
aparelho ideológico, escola enquanto aparelho
ideológico do Estado e escola dualista) e teoria
crítica (pedagogia histórico-crítica).
III. Pedagogia liberal (pedagogia conservadora,
pedagogia renovada progressista, pedagogia
renovada não diretiva) e pedagogia progressista
(pedagogia libertadora, pedagogia libertária e
pedagogia de conteúdos).
IV. Abordagem tradicional, abordagem comportamentalista,
abordagem humanista, abordagem
cognitivista e abordagem sociocultural. O agrupamento das perspectivas teóricas, acima,
corresponde, na sequência elencada, aos autores:
Conforme Martins (1989), a avaliação permite
ao educador verificar até que ponto o ensino tem
alcançado suas metas, possibilitando a mudança
dos rumos dos objetivos. Segundo o autor, pode ser
desenvolvida nas abordagens da escola tradicional,
da escola nova e da escola tecnológica. As
caracterizações da avaliação, nessas perspectivas,
estão enumeradas, respectivamente, na sequência:
I. Processo de “aprender a aprender”, autoavaliação
e comportamento do aluno.
II. Competência individual do aluno – a avaliação é
feita através de testes objetivos elaborados, a
partir dos objetivos pretendidos.
III. Através de conhecimentos memorizados, testes
orais, provas e trabalhos escritos.
Desde a Constituição de 1988, o Brasil vem se
preocupando com a inclusão do tema da
diversidade racial na educação escolar. O Estatuto
da Criança e do Adolescente (ECA) assegura a toda
criança o direito de igualdade de condições para a
permanência na escola, de ser respeitada pelos
educadores, de ter sua identidade e seus valores
preservados e ser posta a salvo de qualquer forma
de discriminação, negligência ou tratamento
vexatório. Atualmente, existem normas
constitucionais que prescrevem, textualmente, a
valorização da diversidade étnica e da identidade
dos diferentes grupos formadores da sociedade
brasileira. Baseadas neste preceito, as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil
(DCNEIs) estabelecem que a “identidade étnica,
assim como a língua materna, é elemento de
constituição da criança”. Entre as ações que dizem
respeito ao atendimento a esse preceito, pode-se
assinalar: