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3481641 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ

Medo do medo

Tenho observado alguns esforços psicopedagógicos no sentido de tornar nossas crianças politicamente corretas – postura que muitas vezes nos transforma em seres tediosos, sem graça nem fervor. Contos de fadas, por exemplo, alimento da minha alma de criança, raiz de quase toda a minha obra adulta, sobretudo romances e contos, foram originalmente – dizem estudiosos – narrativas populares, orais, de povos muito antigos. Assim eles representavam e tentavam controlar seus medos e dúvidas, carentes das quase excessivas informações científicas de que hoje dispomos. Nascimento e morte, sexo, sol e lua, raios e trovões, o brotar das colheitas lhes pareciam misteriosos, portanto fascinantes.

Porém, faz algum tempo, há um movimento para reformular tais relatos, tirando-lhes sua essência, isto é, o misterioso e até o assustador. Lobos seriam bobalhões e vovozinhas umas pândegas, só existiriam fadas boas, e as bruxas, ah, essas passam a ser velhotas azaradas. Até cantigas de roda seculares tendem a ser distorcidas, pois atirar um pau num gato é uma crueldade, como se fosse preciso explicar isso para as crianças saberem que animais a gente ama e cuida – se é assim que se faz em casa.

Vejo em tudo isso um engano e um atraso. Impedindo nossas crianças do natural contato com essas antiguíssimas histórias, que retratam as possibilidades boas e negativas do mundo, nós as deixamos despreparadas para a vida, cujos perigos entram hoje em seus quartos, rondam escolas e clubes, esperam na esquina com um revólver na mão de um drogado, ou de um psicopata lúcido e frio, sem falar nos insidiosos pedófilos na internet.

Estamos emburrecendo nossas crianças e jovens, mesmo querendo seu bem? E, afinal, o que será o seu bem? Ignorar o que existe de sombrio e mau, caminhar feito João e Maria alegrinhos, não abandonados pelos pais, mas procurando borboletas no mato? Receio que a gente esteja cometendo um triste engano, deformando histórias e até cantigas que fazem parte do nosso imaginário mais básico com arquétipos humanos essenciais.

Em compensação, adolescentes e crianças procuram o encanto do misterioso lendo sobre vampiros, bruxos e avatares, vendo seus filmes e pesquisando na internet. Precisa conhecer o mal para se acautelar e se proteger, o belo e o bom para crescer com esperança.

(Fragmento / Lya Luft)

Em “Vejo em tudo isso um engano e um atraso.” o ponto final ( · ) foi utilizado para:

 

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3481640 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ

Medo do medo

Tenho observado alguns esforços psicopedagógicos no sentido de tornar nossas crianças politicamente corretas – postura que muitas vezes nos transforma em seres tediosos, sem graça nem fervor. Contos de fadas, por exemplo, alimento da minha alma de criança, raiz de quase toda a minha obra adulta, sobretudo romances e contos, foram originalmente – dizem estudiosos – narrativas populares, orais, de povos muito antigos. Assim eles representavam e tentavam controlar seus medos e dúvidas, carentes das quase excessivas informações científicas de que hoje dispomos. Nascimento e morte, sexo, sol e lua, raios e trovões, o brotar das colheitas lhes pareciam misteriosos, portanto fascinantes.

Porém, faz algum tempo, há um movimento para reformular tais relatos, tirando-lhes sua essência, isto é, o misterioso e até o assustador. Lobos seriam bobalhões e vovozinhas umas pândegas, só existiriam fadas boas, e as bruxas, ah, essas passam a ser velhotas azaradas. Até cantigas de roda seculares tendem a ser distorcidas, pois atirar um pau num gato é uma crueldade, como se fosse preciso explicar isso para as crianças saberem que animais a gente ama e cuida – se é assim que se faz em casa.

Vejo em tudo isso um engano e um atraso. Impedindo nossas crianças do natural contato com essas antiguíssimas histórias, que retratam as possibilidades boas e negativas do mundo, nós as deixamos despreparadas para a vida, cujos perigos entram hoje em seus quartos, rondam escolas e clubes, esperam na esquina com um revólver na mão de um drogado, ou de um psicopata lúcido e frio, sem falar nos insidiosos pedófilos na internet.

Estamos emburrecendo nossas crianças e jovens, mesmo querendo seu bem? E, afinal, o que será o seu bem? Ignorar o que existe de sombrio e mau, caminhar feito João e Maria alegrinhos, não abandonados pelos pais, mas procurando borboletas no mato? Receio que a gente esteja cometendo um triste engano, deformando histórias e até cantigas que fazem parte do nosso imaginário mais básico com arquétipos humanos essenciais.

Em compensação, adolescentes e crianças procuram o encanto do misterioso lendo sobre vampiros, bruxos e avatares, vendo seus filmes e pesquisando na internet. Precisa conhecer o mal para se acautelar e se proteger, o belo e o bom para crescer com esperança.

(Fragmento / Lya Luft)

No trecho “Porém, faz algum tempo, há um movimento para reformular tais relatos, ...” a palavra em destaque exprime ideia de:

 

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3481639 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ

Medo do medo

Tenho observado alguns esforços psicopedagógicos no sentido de tornar nossas crianças politicamente corretas – postura que muitas vezes nos transforma em seres tediosos, sem graça nem fervor. Contos de fadas, por exemplo, alimento da minha alma de criança, raiz de quase toda a minha obra adulta, sobretudo romances e contos, foram originalmente – dizem estudiosos – narrativas populares, orais, de povos muito antigos. Assim eles representavam e tentavam controlar seus medos e dúvidas, carentes das quase excessivas informações científicas de que hoje dispomos. Nascimento e morte, sexo, sol e lua, raios e trovões, o brotar das colheitas lhes pareciam misteriosos, portanto fascinantes.

Porém, faz algum tempo, há um movimento para reformular tais relatos, tirando-lhes sua essência, isto é, o misterioso e até o assustador. Lobos seriam bobalhões e vovozinhas umas pândegas, só existiriam fadas boas, e as bruxas, ah, essas passam a ser velhotas azaradas. Até cantigas de roda seculares tendem a ser distorcidas, pois atirar um pau num gato é uma crueldade, como se fosse preciso explicar isso para as crianças saberem que animais a gente ama e cuida – se é assim que se faz em casa.

Vejo em tudo isso um engano e um atraso. Impedindo nossas crianças do natural contato com essas antiguíssimas histórias, que retratam as possibilidades boas e negativas do mundo, nós as deixamos despreparadas para a vida, cujos perigos entram hoje em seus quartos, rondam escolas e clubes, esperam na esquina com um revólver na mão de um drogado, ou de um psicopata lúcido e frio, sem falar nos insidiosos pedófilos na internet.

Estamos emburrecendo nossas crianças e jovens, mesmo querendo seu bem? E, afinal, o que será o seu bem? Ignorar o que existe de sombrio e mau, caminhar feito João e Maria alegrinhos, não abandonados pelos pais, mas procurando borboletas no mato? Receio que a gente esteja cometendo um triste engano, deformando histórias e até cantigas que fazem parte do nosso imaginário mais básico com arquétipos humanos essenciais.

Em compensação, adolescentes e crianças procuram o encanto do misterioso lendo sobre vampiros, bruxos e avatares, vendo seus filmes e pesquisando na internet. Precisa conhecer o mal para se acautelar e se proteger, o belo e o bom para crescer com esperança.

(Fragmento / Lya Luft)

De acordo com o texto “Medo do medo”, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

( ) Contos de fadas são alimento da alma de criança da autora, raiz de quase toda a sua obra adulta.

( ) Cantigas de roda seculares tendem a ser distorcidas, pois atirar um pau num gato é uma crueldade.

( ) Adolescentes e crianças procuram o encanto do misterioso lendo sobre vampiros, bruxos e avatares, vendo seus filmes e pesquisando na internet.

A sequência está correta em:

 

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1419795 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ
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Palavras e ideias

Há alguns anos, o Dr. Johnson O’Connor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais (industrial executives), os executivos. Cinco anos mais tarde, verificou que os dez por cento que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos” nenhum alcançara igual posição. Isso não prova, entretanto, que, para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias. Mas parece não restar dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para a tarefa vital de comunicação.

Pensamento e expressão são interdependentes, tanto é certo que as palavras são o revestimento das ideias e que, sem elas, é praticamente impossível pensar. Como pensar que “amanhã tenho uma aula às 8 horas”, se não prefiguro mentalmente essa atividade por meio dessas ou de outras palavras equivalentes? Não se pensa in vácuo. A própria clareza das ideias (se é que as temos sem palavras) está intimamente relacionada com clareza e a precisão das expressões que as traduzem. As próprias impressões colhidas em contato com o mundo físico, através da experiência sensível, são tanto mais vivas quanto mais capazes de serem traduzidas em palavras – e sem impressões vivas não haverá expressão eficaz. É um círculo vicioso, sem dúvida: “... nossos hábitos linguísticos afetam e são igualmente afetados pelo nosso comportamento, pelos nossos hábitos físicos e mentais normais, tais como a observação, a percepção, os sentimentos, a emoção, a imaginação”. De que forma que um vocabulário escasso e inadequado, incapaz de veicular impressões e concepções, mina o próprio desenvolvimento mental, tolhe a imaginação e o poder criador, limitando a capacidade de observar, compreender e até mesmo de sentir. “Não se diz nenhuma novidade ao afirmar que as palavras, ao mesmo tempo que veiculam o pensamento, lhe condicionam a formação. Há século e meio, Herder já proclamava que um povo não podia ter uma ideia sem que para ela possuísse uma palavra”, testemunha Paulo Rónai em artigo publicado no Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, e mais tarde transcrito na 2ª edição de Enriqueça seu vocabulário (Rio, Civilização Brasileira, 1965), de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

Portanto, quanto mais variado e ativo o vocabulário disponível, tanto mais claro, tanto mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão. Reciprocamente, quanto mais escasso e impreciso, tanto mais dependentes estamos do grunhido, do grito ou do gesto, formas rudimentares de comunicação capazes de traduzir apenas expansões instintivas dos primitivos, dos infantes e... dos irracionais.

(GARCIA, Othon Moacir. Comunicação em prosa moderna. 8. Ed. Rio de Janeiro, FGV, 1980. p. 155-6)

A frase que melhor sintetiza o terceiro parágrafo é, EXCETO:

 

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492364 Ano: 2010
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ
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São sistemas de arquivos válidos para instalação do sistema operacional Windows XP Professional:
 

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492363 Ano: 2010
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ
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São exemplos de sistemas operacionais distribuições Linux, EXCETO:
 

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492362 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ
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No Microsoft Outlook (versão 2003 – configuração padrão) são recursos que podem ser gerenciados em seu painel de navegação, EXCETO:
 

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492360 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ
Em sistemas operacionais Windows XP (configuração padrão), as teclas de atalho com suas funções descritas INCORRETAMENTE são:
 

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492359 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ
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O BrOffice.org é um conjunto de aplicativos para escritório livre, sendo distribuído para Microsoft Windows, Linux e Mac OS. É uma alternativa gratuita à utilização do Microsoft Office. Sobre o BrOffice, analise as afirmativas: I. O BrOffice.org Writer é um processador de texto com capacidade e visual similares ao Microsoft Word e WordPerfect. II. O BrOffice.org Calc é uma folha de cálculo (planilha eletrônica) similar ao Microsoft Excel, Numbers e Quattro Pro. III. O BrOffice.org Slides é um programa de apresentação de slides ou transparências similar em capacidades ao Microsoft PowerPoint. Está(ão) correta(as) apenas a(s) afirmativa(s):
 

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492358 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Resende-RJ
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Em sistemas operacionais Windows XP Professional (configuração padrão), o aplicativo de gerenciamento de correio eletrônico nativo do sistema (não precisa ser instalado) é denominado:
 

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