Foram encontradas 50 questões.
Uma informação preocupante divulgada há alguns anos
indicava que 5 mulheres eram espancadas a cada dois
minutos no Brasil. Sendo assim, a cada hora, o número
de mulheres espancadas no Brasil era
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Duas salas de aula, uma com 30 alunos e outra com 36, participarão dos jogos escolares. Para isso, ambas as
salas serão divididas em grupos contendo, cada grupo, o
mesmo e o maior número de alunos possível. Cada aluno
dessas salas deve participar de apenas um grupo, e cada
grupo deve conter apenas alunos de uma mesma sala.
Nessas condições, a diferença entre o número de grupos
que será formado pela sala com 36 alunos e o número de
grupos que será formado pela sala com 30 alunos, nessa
ordem, será
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A alternativa que contém a solução correta juntamente
com um procedimento matematicamente válido para subtrair o número 3/4 do número 7/6 é:
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Avalie as duas resoluções da equação 8x + 10 = –12x – 4
apresentadas a seguir.

A respeito dessas resoluções, é correto afirmar que,

A respeito dessas resoluções, é correto afirmar que,
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O gráfico a seguir apresenta a distribuição das idades
dos professores do 2º
ano de uma escola.

A média aritmética das idades desses professores, em anos, é

A média aritmética das idades desses professores, em anos, é
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Leia o texto para responder à questão.
Outro dia, mostrei uma máquina de escrever a um grupo de adolescentes. Observaram, depois tocaram o pequeno
objeto azul e prateado que jazia ao lado do estojo preto.
“Isso aí imprime?” Você escreve e imprime ao mesmo
tempo, respondi.
A fita era velha, do século passado; mesmo assim, datilografei cinco letras: as marcas cinzentas na folha branca formaram a palavra “tempo”. Eles riram, examinando o objeto
como se fosse um totem. Mas não era nem foi um totem, e
sim uma musa sempre presente, inseparável. Com ela saí do
Brasil numa noite da década de 1970; moramos juntos num
quartinho em Madri.
“E se você quiser cortar umas frases…? Tem que escrever tudo de novo?” Sim, tudo de novo. “Perda de tempo”, resmungou um menino, impaciente.
Mas naquela época ainda se perdia tempo, pensei. E
o tempo perdido parecia fora do tempo, que é o tempo do
sonho e do prazer.
Recordei as primeiras aulas de datilografia no porão de
uma casa manauara, perto do Luso Sporting Clube. Eu era
o único curumim* numa sala de cunhantãs*, mas isso não
me envergonhava. E ali, entre o Luso e a Escola Normal,
moravam duas irmãs, amigas de minha irmã. A mais nova,
rechonchuda e baixinha, sorria com uma alegria solar; parecia desconhecer a angústia e a aspereza da vida. É provável
que uma pessoa muito deprimida, ao lado dela, encontrasse
algum sentido à vida. Mas eu não era esse deprimido, e sim
um tímido fascinado pela irmã dessa Eufrosina do Amazonas.
Alta e esguia, essa irmã mais velha era séria, fechada
feito um cofre. Não sabia, até hoje não sei o que guardava
aquele cofre. Eu emergia do porão e passava em frente à
casa das duas irmãs, com a esperança de ver o rosto misterioso na varanda. Quando dava sorte, o rosto olhava para
mim e sorria, mas era um sorriso também guardado, talvez
condescendente: os lábios se separavam e se alongavam
um pouco, e eu via nessa morosa dança labial uma remota
promessa de amor. O tempo me revelou que era apenas um
aceno para o irmão de uma amiga.
Mal sabe ela quantos poemas escrevi para o seu sorriso,
o rosto e o corpo inteiro. Poemas e cartas datilografados no
porão mais úmido de Manaus, onde eu cruzava a fronteira da
infância com a juventude: fronteira imaginária, mas a travessia era real, com seus perigos e prazeres.
A barulheira dos jovens ao redor me tirou desse devaneio.
Dedos fortes batiam no teclado e escreviam letras invisíveis.
Mais um pouco, arrebentariam a musa de metal. Não sabem
datilografar, esses moleques. E ainda não sabem nada do
amor… Mas será que alguém sabe, de verdade?
(Milton Hatoum. O Estado de S.Paulo.17.06.2016. Adaptado)
* curumim e cunhantã, palavras de origem tupi que designam, respectivamente, menino, criança e menina, mulher.
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Leia o texto para responder à questão.
Outro dia, mostrei uma máquina de escrever a um grupo de adolescentes. Observaram, depois tocaram o pequeno
objeto azul e prateado que jazia ao lado do estojo preto.
“Isso aí imprime?” Você escreve e imprime ao mesmo
tempo, respondi.
A fita era velha, do século passado; mesmo assim, datilografei cinco letras: as marcas cinzentas na folha branca formaram a palavra “tempo”. Eles riram, examinando o objeto
como se fosse um totem. Mas não era nem foi um totem, e
sim uma musa sempre presente, inseparável. Com ela saí do
Brasil numa noite da década de 1970; moramos juntos num
quartinho em Madri.
“E se você quiser cortar umas frases…? Tem que escrever tudo de novo?” Sim, tudo de novo. “Perda de tempo”, resmungou um menino, impaciente.
Mas naquela época ainda se perdia tempo, pensei. E
o tempo perdido parecia fora do tempo, que é o tempo do
sonho e do prazer.
Recordei as primeiras aulas de datilografia no porão de
uma casa manauara, perto do Luso Sporting Clube. Eu era
o único curumim* numa sala de cunhantãs*, mas isso não
me envergonhava. E ali, entre o Luso e a Escola Normal,
moravam duas irmãs, amigas de minha irmã. A mais nova,
rechonchuda e baixinha, sorria com uma alegria solar; parecia desconhecer a angústia e a aspereza da vida. É provável
que uma pessoa muito deprimida, ao lado dela, encontrasse
algum sentido à vida. Mas eu não era esse deprimido, e sim
um tímido fascinado pela irmã dessa Eufrosina do Amazonas.
Alta e esguia, essa irmã mais velha era séria, fechada
feito um cofre. Não sabia, até hoje não sei o que guardava
aquele cofre. Eu emergia do porão e passava em frente à
casa das duas irmãs, com a esperança de ver o rosto misterioso na varanda. Quando dava sorte, o rosto olhava para
mim e sorria, mas era um sorriso também guardado, talvez
condescendente: os lábios se separavam e se alongavam
um pouco, e eu via nessa morosa dança labial uma remota
promessa de amor. O tempo me revelou que era apenas um
aceno para o irmão de uma amiga.
Mal sabe ela quantos poemas escrevi para o seu sorriso,
o rosto e o corpo inteiro. Poemas e cartas datilografados no
porão mais úmido de Manaus, onde eu cruzava a fronteira da
infância com a juventude: fronteira imaginária, mas a travessia era real, com seus perigos e prazeres.
A barulheira dos jovens ao redor me tirou desse devaneio.
Dedos fortes batiam no teclado e escreviam letras invisíveis.
Mais um pouco, arrebentariam a musa de metal. Não sabem
datilografar, esses moleques. E ainda não sabem nada do
amor… Mas será que alguém sabe, de verdade?
(Milton Hatoum. O Estado de S.Paulo.17.06.2016. Adaptado)
* curumim e cunhantã, palavras de origem tupi que designam, respectivamente, menino, criança e menina, mulher.
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Leia o texto para responder à questão.
Outro dia, mostrei uma máquina de escrever a um grupo de adolescentes. Observaram, depois tocaram o pequeno
objeto azul e prateado que jazia ao lado do estojo preto.
“Isso aí imprime?” Você escreve e imprime ao mesmo
tempo, respondi.
A fita era velha, do século passado; mesmo assim, datilografei cinco letras: as marcas cinzentas na folha branca formaram a palavra “tempo”. Eles riram, examinando o objeto
como se fosse um totem. Mas não era nem foi um totem, e
sim uma musa sempre presente, inseparável. Com ela saí do
Brasil numa noite da década de 1970; moramos juntos num
quartinho em Madri.
“E se você quiser cortar umas frases…? Tem que escrever tudo de novo?” Sim, tudo de novo. “Perda de tempo”, resmungou um menino, impaciente.
Mas naquela época ainda se perdia tempo, pensei. E
o tempo perdido parecia fora do tempo, que é o tempo do
sonho e do prazer.
Recordei as primeiras aulas de datilografia no porão de
uma casa manauara, perto do Luso Sporting Clube. Eu era
o único curumim* numa sala de cunhantãs*, mas isso não
me envergonhava. E ali, entre o Luso e a Escola Normal,
moravam duas irmãs, amigas de minha irmã. A mais nova,
rechonchuda e baixinha, sorria com uma alegria solar; parecia desconhecer a angústia e a aspereza da vida. É provável
que uma pessoa muito deprimida, ao lado dela, encontrasse
algum sentido à vida. Mas eu não era esse deprimido, e sim
um tímido fascinado pela irmã dessa Eufrosina do Amazonas.
Alta e esguia, essa irmã mais velha era séria, fechada
feito um cofre. Não sabia, até hoje não sei o que guardava
aquele cofre. Eu emergia do porão e passava em frente à
casa das duas irmãs, com a esperança de ver o rosto misterioso na varanda. Quando dava sorte, o rosto olhava para
mim e sorria, mas era um sorriso também guardado, talvez
condescendente: os lábios se separavam e se alongavam
um pouco, e eu via nessa morosa dança labial uma remota
promessa de amor. O tempo me revelou que era apenas um
aceno para o irmão de uma amiga.
Mal sabe ela quantos poemas escrevi para o seu sorriso,
o rosto e o corpo inteiro. Poemas e cartas datilografados no
porão mais úmido de Manaus, onde eu cruzava a fronteira da
infância com a juventude: fronteira imaginária, mas a travessia era real, com seus perigos e prazeres.
A barulheira dos jovens ao redor me tirou desse devaneio.
Dedos fortes batiam no teclado e escreviam letras invisíveis.
Mais um pouco, arrebentariam a musa de metal. Não sabem
datilografar, esses moleques. E ainda não sabem nada do
amor… Mas será que alguém sabe, de verdade?
(Milton Hatoum. O Estado de S.Paulo.17.06.2016. Adaptado)
* curumim e cunhantã, palavras de origem tupi que designam, respectivamente, menino, criança e menina, mulher.
Recordei as primeiras aulas de datilografia no porão de uma casa manauara, perto do Luso Sporting Clube. Eu era o único curumim numa sala de cunhantãs…
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Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão.
Outro dia, mostrei uma máquina de escrever a um grupo de adolescentes. Observaram, depois tocaram o pequeno
objeto azul e prateado que jazia ao lado do estojo preto.
“Isso aí imprime?” Você escreve e imprime ao mesmo
tempo, respondi.
A fita era velha, do século passado; mesmo assim, datilografei cinco letras: as marcas cinzentas na folha branca formaram a palavra “tempo”. Eles riram, examinando o objeto
como se fosse um totem. Mas não era nem foi um totem, e
sim uma musa sempre presente, inseparável. Com ela saí do
Brasil numa noite da década de 1970; moramos juntos num
quartinho em Madri.
“E se você quiser cortar umas frases…? Tem que escrever tudo de novo?” Sim, tudo de novo. “Perda de tempo”, resmungou um menino, impaciente.
Mas naquela época ainda se perdia tempo, pensei. E
o tempo perdido parecia fora do tempo, que é o tempo do
sonho e do prazer.
Recordei as primeiras aulas de datilografia no porão de
uma casa manauara, perto do Luso Sporting Clube. Eu era
o único curumim* numa sala de cunhantãs*, mas isso não
me envergonhava. E ali, entre o Luso e a Escola Normal,
moravam duas irmãs, amigas de minha irmã. A mais nova,
rechonchuda e baixinha, sorria com uma alegria solar; parecia desconhecer a angústia e a aspereza da vida. É provável
que uma pessoa muito deprimida, ao lado dela, encontrasse
algum sentido à vida. Mas eu não era esse deprimido, e sim
um tímido fascinado pela irmã dessa Eufrosina do Amazonas.
Alta e esguia, essa irmã mais velha era séria, fechada
feito um cofre. Não sabia, até hoje não sei o que guardava
aquele cofre. Eu emergia do porão e passava em frente à
casa das duas irmãs, com a esperança de ver o rosto misterioso na varanda. Quando dava sorte, o rosto olhava para
mim e sorria, mas era um sorriso também guardado, talvez
condescendente: os lábios se separavam e se alongavam
um pouco, e eu via nessa morosa dança labial uma remota
promessa de amor. O tempo me revelou que era apenas um
aceno para o irmão de uma amiga.
Mal sabe ela quantos poemas escrevi para o seu sorriso,
o rosto e o corpo inteiro. Poemas e cartas datilografados no
porão mais úmido de Manaus, onde eu cruzava a fronteira da
infância com a juventude: fronteira imaginária, mas a travessia era real, com seus perigos e prazeres.
A barulheira dos jovens ao redor me tirou desse devaneio.
Dedos fortes batiam no teclado e escreviam letras invisíveis.
Mais um pouco, arrebentariam a musa de metal. Não sabem
datilografar, esses moleques. E ainda não sabem nada do
amor… Mas será que alguém sabe, de verdade?
(Milton Hatoum. O Estado de S.Paulo.17.06.2016. Adaptado)
* curumim e cunhantã, palavras de origem tupi que designam, respectivamente, menino, criança e menina, mulher.
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Leia o texto para responder à questão.
Outro dia, mostrei uma máquina de escrever a um grupo de adolescentes. Observaram, depois tocaram o pequeno
objeto azul e prateado que jazia ao lado do estojo preto.
“Isso aí imprime?” Você escreve e imprime ao mesmo
tempo, respondi.
A fita era velha, do século passado; mesmo assim, datilografei cinco letras: as marcas cinzentas na folha branca formaram a palavra “tempo”. Eles riram, examinando o objeto
como se fosse um totem. Mas não era nem foi um totem, e
sim uma musa sempre presente, inseparável. Com ela saí do
Brasil numa noite da década de 1970; moramos juntos num
quartinho em Madri.
“E se você quiser cortar umas frases…? Tem que escrever tudo de novo?” Sim, tudo de novo. “Perda de tempo”, resmungou um menino, impaciente.
Mas naquela época ainda se perdia tempo, pensei. E
o tempo perdido parecia fora do tempo, que é o tempo do
sonho e do prazer.
Recordei as primeiras aulas de datilografia no porão de
uma casa manauara, perto do Luso Sporting Clube. Eu era
o único curumim* numa sala de cunhantãs*, mas isso não
me envergonhava. E ali, entre o Luso e a Escola Normal,
moravam duas irmãs, amigas de minha irmã. A mais nova,
rechonchuda e baixinha, sorria com uma alegria solar; parecia desconhecer a angústia e a aspereza da vida. É provável
que uma pessoa muito deprimida, ao lado dela, encontrasse
algum sentido à vida. Mas eu não era esse deprimido, e sim
um tímido fascinado pela irmã dessa Eufrosina do Amazonas.
Alta e esguia, essa irmã mais velha era séria, fechada
feito um cofre. Não sabia, até hoje não sei o que guardava
aquele cofre. Eu emergia do porão e passava em frente à
casa das duas irmãs, com a esperança de ver o rosto misterioso na varanda. Quando dava sorte, o rosto olhava para
mim e sorria, mas era um sorriso também guardado, talvez
condescendente: os lábios se separavam e se alongavam
um pouco, e eu via nessa morosa dança labial uma remota
promessa de amor. O tempo me revelou que era apenas um
aceno para o irmão de uma amiga.
Mal sabe ela quantos poemas escrevi para o seu sorriso,
o rosto e o corpo inteiro. Poemas e cartas datilografados no
porão mais úmido de Manaus, onde eu cruzava a fronteira da
infância com a juventude: fronteira imaginária, mas a travessia era real, com seus perigos e prazeres.
A barulheira dos jovens ao redor me tirou desse devaneio.
Dedos fortes batiam no teclado e escreviam letras invisíveis.
Mais um pouco, arrebentariam a musa de metal. Não sabem
datilografar, esses moleques. E ainda não sabem nada do
amor… Mas será que alguém sabe, de verdade?
(Milton Hatoum. O Estado de S.Paulo.17.06.2016. Adaptado)
* curumim e cunhantã, palavras de origem tupi que designam, respectivamente, menino, criança e menina, mulher.
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