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1659597 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ

Leia o texto a seguir e responda às questões de nº 01 a 10.

A ARTE DE MORRER

Num artigo publicado na semana passada na Folha de São

Paulo, Ruy Castro narrou as extraordinárias circunstâncias da mor-

te do advogado Henrique Gandelman, um especialista em direitos

autorais que, entre outros feitos, dedicou anos à tarefa de trazer os

5 direitos sobre a obra de Villa-Lobos, desencaminhados mundo afo-

ra, para o espólio do artista. “Foi um trabalho de amor, poucos ama-

vam tanto Villa-Lobos”, escreve Ruy Castro. Gandelman, que estu-

dou música na juventude, era, além de defensor dos direitos, um

profundo conhecedor da obra do grande compositor brasileiro. No

10 dia 24 de setembro, ele ia dar uma palestra no Museu Villa-Lobos,

no Rio de Janeiro, e receber uma homenagem. Enquanto, no ca-

marim, esperava a hora de se apresentar, o sistema de som come-

çou a tocar a Floresta Amazônica. Gandelman, de mãos dadas com

a mulher, comentou: “Fico sempre arrepiado de ouvir isso. O Villa é

15 mesmo o maior”. E mais não disse, nem lhe foi perguntado. Soltou

um suspiro e caiu morto. Aneurisma. Tinha 80 anos.

É o caso de dizer, para cunhar uma expressão nova, que “a

vida imita a arte”.

Ruy Castro chamou a morte de Gandelman de “a morte ideal”.

20 O advogado morreu sob o impacto de uma emoção estética, e não

uma emoção estética qualquer, mas da obra predileta, ou uma das

obras prediletas, do artista predileto. Os santos morrem, ou morri-

am, com antevisões do paraíso. Santa Teresa de Ávila morreu di-

zendo: “Chegou enfim a hora, Senhor, de nos vermos face a face”.

25 São Francisco disse: "Seja bem-vinda, irmã morte”. A morte ideal,

na era dos santos, era acompanhada pelo transe mística. Numa

era laica, de valores racionalistas, como a nossa, a arte substitui 0

misticismo no provimento de uma elevação espiritual compatível

com esse momento grave entre todos que é o momento da morte.

30__O som de Villa-Lobos substitui a citara dos anjos que os místicos

começavam a ouvir na iminência da morte. Mas não é só nisso que a

morte ideal do homem de hoje se diferencia da do antigo. Morte ide-

al, hoje, é a morte repentina, sem dor, sem remédios e sem UTI, De

preferência, tão repentina que poupe até da consciência de que se

35 está morrendo. Os santos morriam tão conscientes da morte que até:

podiam saudar sua chegada. Antes deles, Sócrates morreu despe-

dindo-se dos amigos e filosofando sobre a morte. Para os gregos,

era a morte ideal. Em nosso tempo, um valor altamente apreciado é

a morte que nos poupe da angústia, ou do susto, ou do pânico, de

40 saber que se está morrendo. É uma espécie de ludíbrio que aplicamos

na morte. O.k., você chegou. Mas nem nos demos conta disso.

A visita foi humilhada por um anfitrião que nem olhou para a sua cara,

(Roberto Pompeu de Toledo, Revista Veja, 7 de outubro de 2009, com adaptações)

acerca da ocupação profissional de Henrique Gandelman, pode-se afirmar que o advogado:

 

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1659596 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ

Leia o texto a seguir e responda às questões de nº 01 a 10.

A ARTE DE MORRER

Num artigo publicado na semana passada na Folha de São

Paulo, Ruy Castro narrou as extraordinárias circunstâncias da mor-

te do advogado Henrique Gandelman, um especialista em direitos

autorais que, entre outros feitos, dedicou anos à tarefa de trazer os

5 direitos sobre a obra de Villa-Lobos, desencaminhados mundo afo-

ra, para o espólio do artista. “Foi um trabalho de amor, poucos ama-

vam tanto Villa-Lobos”, escreve Ruy Castro. Gandelman, que estu-

dou música na juventude, era, além de defensor dos direitos, um

profundo conhecedor da obra do grande compositor brasileiro. No

10 dia 24 de setembro, ele ia dar uma palestra no Museu Villa-Lobos,

no Rio de Janeiro, e receber uma homenagem. Enquanto, no ca-

marim, esperava a hora de se apresentar, o sistema de som come-

çou a tocar a Floresta Amazônica. Gandelman, de mãos dadas com

a mulher, comentou: “Fico sempre arrepiado de ouvir isso. O Villa é

15 mesmo o maior”. E mais não disse, nem lhe foi perguntado. Soltou

um suspiro e caiu morto. Aneurisma. Tinha 80 anos.

É o caso de dizer, para cunhar uma expressão nova, que “a

vida imita a arte”.

Ruy Castro chamou a morte de Gandelman de “a morte ideal”.

20 O advogado morreu sob o impacto de uma emoção estética, e não

uma emoção estética qualquer, mas da obra predileta, ou uma das

obras prediletas, do artista predileto. Os santos morrem, ou morri-

am, com antevisões do paraíso. Santa Teresa de Ávila morreu di-

zendo: “Chegou enfim a hora, Senhor, de nos vermos face a face”.

25 São Francisco disse: "Seja bem-vinda, irmã morte”. A morte ideal,

na era dos santos, era acompanhada pelo transe mística. Numa

era laica, de valores racionalistas, como a nossa, a arte substitui 0

misticismo no provimento de uma elevação espiritual compatível

com esse momento grave entre todos que é o momento da morte.

30__O som de Villa-Lobos substitui a citara dos anjos que os místicos

começavam a ouvir na iminência da morte. Mas não é só nisso que a

morte ideal do homem de hoje se diferencia da do antigo. Morte ide-

al, hoje, é a morte repentina, sem dor, sem remédios e sem UTI, De

preferência, tão repentina que poupe até da consciência de que se

35 está morrendo. Os santos morriam tão conscientes da morte que até:

podiam saudar sua chegada. Antes deles, Sócrates morreu despe-

dindo-se dos amigos e filosofando sobre a morte. Para os gregos,

era a morte ideal. Em nosso tempo, um valor altamente apreciado é

a morte que nos poupe da angústia, ou do susto, ou do pânico, de

40 saber que se está morrendo. É uma espécie de ludíbrio que aplicamos

na morte. O.k., você chegou. Mas nem nos demos conta disso.

A visita foi humilhada por um anfitrião que nem olhou para a sua cara,

(Roberto Pompeu de Toledo, Revista Veja, 7 de outubro de 2009, com adaptações)

O significado global do texto, resultante das relações de sentido que nele se estabelecem, é:

 

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1659595 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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As hemiatroplastias de ombro nos idosos ou as artroplastias totais são indicadas nas fraturas multifragmentadas de cabeça umeral.

No pós-operatório imediato, durante a hospitalização, devem-se observar, durante º tratamento fisioterapêutico, as seguintes manifestações:

 

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1659594 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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Nas fraturas diafisárias do fêmur na criança, ouso da fixação externa permite a movimentação precoce do paciente.

A maior dificuldade encontrada pelo Fisioterapeuta durante esse tratamento é:

 

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1659593 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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A intensidade do exercício prescrito para o idoso acamado é indicada para desenvolver força e restaurar a função.

O treino de alta intensidade deve ser feito com:

 

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1659592 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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A fratura de colo de fêmur é frequentemente associada à osteoporose. Contudo, um movimento rotatório de alta velocidade seguido de queda também pode provocá-la. Os cuidados principais no pós-operatório imediato das artroplastias de quadril são:

 

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1659591 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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Os exercícios pendulares com elevação anterior passiva e rotação externa passiva até 40º, feitos em supino, são indicados no tratamento conservador das fraturas:

 

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1659590 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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No pós-operatório imediato das artroplastias de quadril; vários cuidados referentes ao deslocamento de cargas e exercícios de alta intensidade devem ser observados. Na fase final do tratamento fisioterapêutico, as recomendações mais frequentes são:

 

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1659589 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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O processo de restauração da saúde funcional do paciente submetido a tratamento cirúrgico da síndrome do desfiladeiro cervicotorácico fundamenta-se na cinesioterapia, cujos objetivos fisioterapêuticos principais são:

 

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1659588 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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A presença na mão dos nódulos de Heberden e Bouchard frequentemente comprometem o processo de recuperação da saúde funcional, e estão associados a algumas patologias, tais como:

 

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