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Foram encontradas 312 questões.

3724677 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
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FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:
— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então pare de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.
Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.
(Fernando Sabino)
Leia o trecho do texto:

“O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho.”

A figura de linguagem presente nesse trecho é:
 

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3724676 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
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FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:
— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então pare de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.
Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.
(Fernando Sabino)
Observe os trechos do texto:

“— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.”
“Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala.”

Com base nas regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa correta:
 

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3724675 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
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FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:
— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então pare de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.
Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.
(Fernando Sabino)
Leia o trecho extraído do texto:

“Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro.

A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences [...]”

A oração destacada (“arrastada no chão”) pode ser classificada como:
 

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3724674 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
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FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:
— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então pare de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.
Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.
(Fernando Sabino)
No trecho:
“Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:”

A oração destacada pode ser classificada como:
 

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3724673 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
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FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:
— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então pare de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.
Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.
(Fernando Sabino)
“Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas.”

A palavra "paternas" pertence à classe gramatical de:
 

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3724672 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) organiza o currículo escolar por áreas do conhecimento e define competências gerais e específicas. Qual das alternativas a seguir representa uma competência geral da BNCC?
 

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3724671 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
Durante uma reunião pedagógica, professores debatem sobre os desafios enfrentados em sala de aula. Esse tipo de prática está diretamente relacionado à:
 

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Questão presente nas seguintes provas
3724670 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
Em uma sala de aula onde a relação professor/aluno é baseada no diálogo e no respeito mútuo, é possível observar:
 

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Questão presente nas seguintes provas
3724669 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
O trabalho interdisciplinar contribui para uma aprendizagem mais significativa. Com base nessa ideia, qual das alternativas representa uma ação interdisciplinar em sala de aula?
 

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Questão presente nas seguintes provas
3724668 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Santa Bárbara-MG
No planejamento de ensino, cada elemento tem sua função específica. O momento de definir o que se espera que o aluno aprenda corresponde a qual componente?
 

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