Foram encontradas 25 questões.
Texto 1
Um SPA para o cérebro
1 Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade
e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente
para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para
conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.
5 A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo
Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais
uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,
ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as
notícias suspeitas enviadas no grupo da família.
10 No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre
“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de
engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.
Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são
“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de
15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se
sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade
de fugir.
Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação
com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o
20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de
conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de
todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos
agregam.
Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,
25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo
prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não
digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.
É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de
todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será
30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz
muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a
de ensinar.
A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não
estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real
35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos
melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido
falar a respeito...
Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos
selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso
40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.
Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.
Texto 2

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.
Texto 3

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.
Sobre os Textos 1, 2 e 3, é CORRETO afirmar:
Provas
O concreto de cimento Portland desenvolve suas propriedades pelo endurecimento da pasta de cimento (cimento e água) e, em sua composição, podem ser adicionados aditivos visando a alterar alguma dessas propriedades. Acerca da tecnologia dos concretos e argamassas, marque a alternativa CORRETA.
Provas
INSTRUÇÃO: Leia o Texto 3 a seguir e responda às questões que a ele se referem.
Texto 3

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.
Os elementos de referenciação são importantes para a construção da coesão textual, uma vez que evita repetições de termos os quais já foram usados no texto. Sendo assim, o termo que exerce essa função, no Texto 3, é:
Provas
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisQuadrinhos
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemLinguagem Verbal e Não Verbal
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 2

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.
Sobre a construção do Texto 2, é CORRETO afirmar que se verifica o uso de
Provas
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisQuadrinhos
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 2

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 out. 2021.
Analise as passagens do Texto 1 que se seguem.
I - “A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer ‘não li esse livro’, ‘não conheço esse autor’ ou ‘não estou sabendo dessa notícia’ criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros.” (Linhas 33-34) ,
II - “Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada [...].” (Linhas 14-15)
III - “Esquecemos que somos, de fato, nativos selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso intelecto guloso.” (Linhas 38-40)
IV - “Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las, consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada.” (Linhas 24-25)
As passagens do Texto 1 que estão relacionadas discursivamente ao Texto 2 são:
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Um SPA para o cérebro
1____Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade
e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente
para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para
conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.
5____A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo
Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais
uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,
ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as
notícias suspeitas enviadas no grupo da família.
10___No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre
“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de
engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.
Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são
“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de
15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se
sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade
de fugir.
Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação
com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o
20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de
conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de
todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos
agregam.
Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,
25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo
prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não
digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.
É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de
todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será
30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz
muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a
de ensinar.
A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não
estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real
35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos
melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido
falar a respeito...
Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos
selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso
40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.
Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.
A alternativa em que se verifica uma marca de uso da oralidade é
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Um SPA para o cérebro
1____Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade
e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente
para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para
conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.
5____A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo
Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais
uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,
ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as
notícias suspeitas enviadas no grupo da família.
10___No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre
“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de
engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.
Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são
“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de
15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se
sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade
de fugir.
Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação
com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o
20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de
conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de
todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos
agregam.
Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,
25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo
prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não
digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.
É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de
todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será
30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz
muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a
de ensinar.
A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não
estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real
35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos
melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido
falar a respeito...
Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos
selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso
40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.
Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.
No trecho “Se não soubermos controlá-las, consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada.” (Linhas 24-25), a conjunção subordinativa negritada insere uma ideia de
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Um SPA para o cérebro
1____Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade
e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente
para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para
conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.
5____A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo
Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais
uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,
ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as
notícias suspeitas enviadas no grupo da família.
10___No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre
“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de
engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.
Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são
“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de
15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se
sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade
de fugir.
Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação
com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o
20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de
conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de
todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos
agregam.
Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,
25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo
prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não
digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.
É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de
todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será
30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz
muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a
de ensinar.
A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não
estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real
35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos
melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido
falar a respeito...
Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos
selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso
40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.
Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.
Considere o trecho: “Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são ‘leitura obrigatória’ para se reinventar no ‘novo normal’”. (Linhas 13-14)
E CORRETO afirmar que os usos das aspas nos trechos sublinhados têm a função de assinalar
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Um SPA para o cérebro
1____Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade
e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente
para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para
conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.
5____A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo
Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais
uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,
ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as
notícias suspeitas enviadas no grupo da família.
10___No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre
“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de
engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.
Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são
“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de
15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se
sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade
de fugir.
Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação
com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o
20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de
conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de
todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos
agregam.
Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,
25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo
prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não
digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.
É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de
todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será
30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz
muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a
de ensinar.
A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não
estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real
35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos
melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido
falar a respeito...
Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos
selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso
40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.
Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.
Sobre as consequências do excesso de uso das tecnologias digitais, análise os itens que se seguem.
I. Assimilação consistente dos conteúdos.
II. Conexão necessária com a natureza.
III. Debilidade física, mental e emocional.
IV. Ensino e aprendizagem dialogados.
Está(ão) CORRETO(S) o(s) item(ns):
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Um SPA para o cérebro
1____Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade
e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente
para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para
conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.
5____A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo
Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais
uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,
ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as
notícias suspeitas enviadas no grupo da família.
10___No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre
“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de
engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.
Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são
“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de
15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se
sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade
de fugir.
Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação
com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o
20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de
conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de
todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos
agregam.
Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,
25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo
prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não
digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.
É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de
todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será
30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz
muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a
de ensinar.
A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não
estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real
35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos
melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido
falar a respeito...
Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos
selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso
40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.
Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.
Sobre as ideias defendidas no texto, é CORRETO afirmar que
Provas
Caderno Container