Foram encontradas 28 questões.
Ser de casa
Yuri Al'Hanati
O processo de mudar de cidade se completa
quando a urgência de visitar um lugar novo que
abriu se impõe sobre o desejo de aclimatação.
Até então o que há é um estranhamento cotidiano
que pede reconhecimento para se desestranhar.
Caminhar por um bairro novo ao qual de repente
se precisa ir – para uma consulta médica ou outra
frivolidade qualquer – é uma novidade ao qual
o migrante está acostumado. O oximoro parece
inadequado, mas o migrante o reconhece. Ter, a
cada dia na nova urbe, algo diferente a se explorar
é um fato que descamba para a banalidade antes
que se perceba. Ainda assim, continua-se um
explorador da própria terra, na esperança de que
possa chamá-la de própria terra o quanto antes.
Alguém que se mude para uma cidade nova
precisará, necessariamente e em primeiro lugar,
encontrar âncoras em ruas desconhecidas.
Lugares de conveniência e refúgio da estranheza,
úteis tanto para fixar a geografia quanto para não
ser soterrado pela indiferença do espaço. Um bar,
um banco, um mercado, uma farmácia, alguns
comércios benfazejos à manutenção da rotina, por
mais aquebrantada que se encontre, enfim. Em tais
âncoras a vida nativa começa a se desenvolver, em
seu gérmen, no interior do migrante. É lá em que
ele descobre idiossincrasias locais, estabelece
relações comerciais duradouras, esboça suas
primeiras conversas fiadas e registra, para os
locais, sua estrangeirice. Afixa sua biografia
parcial para o improvisado parceiro de cerveja,
confessa suas necessidades aos atendentes da
farmácia, passa itens domésticos básicos pelos
caixas do mercado, enfim, diz ao mundo sobre de
onde veio e para onde vai. Arruma alguns amigos,
experimenta os mesmos caminhos em direção às
mesmas instituições e enfim, sente-se aclimatado.
Ainda não.
É quando, portanto, parte para a situação
descrita no começo do texto que a operação o
acomete. Agora não é mais a cidade que o examina,
partícula invasora da mesmice, mas o contrário. A
novidade deixa de ser um enfrentamento diário e
passa a ser um acontecimento a ser celebrado,
um fenômeno buscado voluntariamente por quem
já superou a repetição das gentes, a rigidez do mapa e agora precisa de mais. Tem tempo de
urbe o suficiente, inclusive, para experimentar
um lugar novo como uma novidade de fato, e
não apenas como mais um dos tantos ainda não
visitados. Vivencia o novo de forma coletiva,
junto aos nativos e, ao examinar em vez de ser
examinado, se torna, ele também, um nativo. Ao
fim, eis o que o torna uno com o todo: o tédio
que exige notícia, a avaliação que o torna parte
do conclave tácito de cidadãos.
Disponível em: <http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/serde-casa/>. Acesso em: 16 jul. 2019.
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Ser de casa
Yuri Al'Hanati
O processo de mudar de cidade se completa
quando a urgência de visitar um lugar novo que
abriu se impõe sobre o desejo de aclimatação.
Até então o que há é um estranhamento cotidiano
que pede reconhecimento para se desestranhar.
Caminhar por um bairro novo ao qual de repente
se precisa ir – para uma consulta médica ou outra
frivolidade qualquer – é uma novidade ao qual
o migrante está acostumado. O oximoro parece
inadequado, mas o migrante o reconhece. Ter, a
cada dia na nova urbe, algo diferente a se explorar
é um fato que descamba para a banalidade antes
que se perceba. Ainda assim, continua-se um
explorador da própria terra, na esperança de que
possa chamá-la de própria terra o quanto antes.
Alguém que se mude para uma cidade nova
precisará, necessariamente e em primeiro lugar,
encontrar âncoras em ruas desconhecidas.
Lugares de conveniência e refúgio da estranheza,
úteis tanto para fixar a geografia quanto para não
ser soterrado pela indiferença do espaço. Um bar,
um banco, um mercado, uma farmácia, alguns
comércios benfazejos à manutenção da rotina, por
mais aquebrantada que se encontre, enfim. Em tais
âncoras a vida nativa começa a se desenvolver, em
seu gérmen, no interior do migrante. É lá em que
ele descobre idiossincrasias locais, estabelece
relações comerciais duradouras, esboça suas
primeiras conversas fiadas e registra, para os
locais, sua estrangeirice. Afixa sua biografia
parcial para o improvisado parceiro de cerveja,
confessa suas necessidades aos atendentes da
farmácia, passa itens domésticos básicos pelos
caixas do mercado, enfim, diz ao mundo sobre de
onde veio e para onde vai. Arruma alguns amigos,
experimenta os mesmos caminhos em direção às
mesmas instituições e enfim, sente-se aclimatado.
Ainda não.
É quando, portanto, parte para a situação
descrita no começo do texto que a operação o
acomete. Agora não é mais a cidade que o examina,
partícula invasora da mesmice, mas o contrário. A
novidade deixa de ser um enfrentamento diário e
passa a ser um acontecimento a ser celebrado,
um fenômeno buscado voluntariamente por quem
já superou a repetição das gentes, a rigidez do mapa e agora precisa de mais. Tem tempo de
urbe o suficiente, inclusive, para experimentar
um lugar novo como uma novidade de fato, e
não apenas como mais um dos tantos ainda não
visitados. Vivencia o novo de forma coletiva,
junto aos nativos e, ao examinar em vez de ser
examinado, se torna, ele também, um nativo. Ao
fim, eis o que o torna uno com o todo: o tédio
que exige notícia, a avaliação que o torna parte
do conclave tácito de cidadãos.
Disponível em: <http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/serde-casa/>. Acesso em: 16 jul. 2019.
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Yuri Al'Hanati
O processo de mudar de cidade se completa
quando a urgência de visitar um lugar novo que
abriu se impõe sobre o desejo de aclimatação.
Até então o que há é um estranhamento cotidiano
que pede reconhecimento para se desestranhar.
Caminhar por um bairro novo ao qual de repente
se precisa ir – para uma consulta médica ou outra
frivolidade qualquer – é uma novidade ao qual
o migrante está acostumado. O oximoro parece
inadequado, mas o migrante o reconhece. Ter, a
cada dia na nova urbe, algo diferente a se explorar
é um fato que descamba para a banalidade antes
que se perceba. Ainda assim, continua-se um
explorador da própria terra, na esperança de que
possa chamá-la de própria terra o quanto antes.
Alguém que se mude para uma cidade nova
precisará, necessariamente e em primeiro lugar,
encontrar âncoras em ruas desconhecidas.
Lugares de conveniência e refúgio da estranheza,
úteis tanto para fixar a geografia quanto para não
ser soterrado pela indiferença do espaço. Um bar,
um banco, um mercado, uma farmácia, alguns
comércios benfazejos à manutenção da rotina, por
mais aquebrantada que se encontre, enfim. Em tais
âncoras a vida nativa começa a se desenvolver, em
seu gérmen, no interior do migrante. É lá em que
ele descobre idiossincrasias locais, estabelece
relações comerciais duradouras, esboça suas
primeiras conversas fiadas e registra, para os
locais, sua estrangeirice. Afixa sua biografia
parcial para o improvisado parceiro de cerveja,
confessa suas necessidades aos atendentes da
farmácia, passa itens domésticos básicos pelos
caixas do mercado, enfim, diz ao mundo sobre de
onde veio e para onde vai. Arruma alguns amigos,
experimenta os mesmos caminhos em direção às
mesmas instituições e enfim, sente-se aclimatado.
Ainda não.
É quando, portanto, parte para a situação
descrita no começo do texto que a operação o
acomete. Agora não é mais a cidade que o examina,
partícula invasora da mesmice, mas o contrário. A
novidade deixa de ser um enfrentamento diário e
passa a ser um acontecimento a ser celebrado,
um fenômeno buscado voluntariamente por quem
já superou a repetição das gentes, a rigidez do mapa e agora precisa de mais. Tem tempo de
urbe o suficiente, inclusive, para experimentar
um lugar novo como uma novidade de fato, e
não apenas como mais um dos tantos ainda não
visitados. Vivencia o novo de forma coletiva,
junto aos nativos e, ao examinar em vez de ser
examinado, se torna, ele também, um nativo. Ao
fim, eis o que o torna uno com o todo: o tédio
que exige notícia, a avaliação que o torna parte
do conclave tácito de cidadãos.
Disponível em: <http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/serde-casa/>. Acesso em: 16 jul. 2019.
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O processo de mudar de cidade se completa
quando a urgência de visitar um lugar novo que
abriu se impõe sobre o desejo de aclimatação.
Até então o que há é um estranhamento cotidiano
que pede reconhecimento para se desestranhar.
Caminhar por um bairro novo ao qual de repente
se precisa ir – para uma consulta médica ou outra
frivolidade qualquer – é uma novidade ao qual
o migrante está acostumado. O oximoro parece
inadequado, mas o migrante o reconhece. Ter, a
cada dia na nova urbe, algo diferente a se explorar
é um fato que descamba para a banalidade antes
que se perceba. Ainda assim, continua-se um
explorador da própria terra, na esperança de que
possa chamá-la de própria terra o quanto antes.
Alguém que se mude para uma cidade nova
precisará, necessariamente e em primeiro lugar,
encontrar âncoras em ruas desconhecidas.
Lugares de conveniência e refúgio da estranheza,
úteis tanto para fixar a geografia quanto para não
ser soterrado pela indiferença do espaço. Um bar,
um banco, um mercado, uma farmácia, alguns
comércios benfazejos à manutenção da rotina, por
mais aquebrantada que se encontre, enfim. Em tais
âncoras a vida nativa começa a se desenvolver, em
seu gérmen, no interior do migrante. É lá em que
ele descobre idiossincrasias locais, estabelece
relações comerciais duradouras, esboça suas
primeiras conversas fiadas e registra, para os
locais, sua estrangeirice. Afixa sua biografia
parcial para o improvisado parceiro de cerveja,
confessa suas necessidades aos atendentes da
farmácia, passa itens domésticos básicos pelos
caixas do mercado, enfim, diz ao mundo sobre de
onde veio e para onde vai. Arruma alguns amigos,
experimenta os mesmos caminhos em direção às
mesmas instituições e enfim, sente-se aclimatado.
Ainda não.
É quando, portanto, parte para a situação
descrita no começo do texto que a operação o
acomete. Agora não é mais a cidade que o examina,
partícula invasora da mesmice, mas o contrário. A
novidade deixa de ser um enfrentamento diário e
passa a ser um acontecimento a ser celebrado,
um fenômeno buscado voluntariamente por quem
já superou a repetição das gentes, a rigidez do mapa e agora precisa de mais. Tem tempo de
urbe o suficiente, inclusive, para experimentar
um lugar novo como uma novidade de fato, e
não apenas como mais um dos tantos ainda não
visitados. Vivencia o novo de forma coletiva,
junto aos nativos e, ao examinar em vez de ser
examinado, se torna, ele também, um nativo. Ao
fim, eis o que o torna uno com o todo: o tédio
que exige notícia, a avaliação que o torna parte
do conclave tácito de cidadãos.
Disponível em: <http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/serde-casa/>. Acesso em: 16 jul. 2019.
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Yuri Al'Hanati
O processo de mudar de cidade se completa
quando a urgência de visitar um lugar novo que
abriu se impõe sobre o desejo de aclimatação.
Até então o que há é um estranhamento cotidiano
que pede reconhecimento para se desestranhar.
Caminhar por um bairro novo ao qual de repente
se precisa ir – para uma consulta médica ou outra
frivolidade qualquer – é uma novidade ao qual
o migrante está acostumado. O oximoro parece
inadequado, mas o migrante o reconhece. Ter, a
cada dia na nova urbe, algo diferente a se explorar
é um fato que descamba para a banalidade antes
que se perceba. Ainda assim, continua-se um
explorador da própria terra, na esperança de que
possa chamá-la de própria terra o quanto antes.
Alguém que se mude para uma cidade nova
precisará, necessariamente e em primeiro lugar,
encontrar âncoras em ruas desconhecidas.
Lugares de conveniência e refúgio da estranheza,
úteis tanto para fixar a geografia quanto para não
ser soterrado pela indiferença do espaço. Um bar,
um banco, um mercado, uma farmácia, alguns
comércios benfazejos à manutenção da rotina, por
mais aquebrantada que se encontre, enfim. Em tais
âncoras a vida nativa começa a se desenvolver, em
seu gérmen, no interior do migrante. É lá em que
ele descobre idiossincrasias locais, estabelece
relações comerciais duradouras, esboça suas
primeiras conversas fiadas e registra, para os
locais, sua estrangeirice. Afixa sua biografia
parcial para o improvisado parceiro de cerveja,
confessa suas necessidades aos atendentes da
farmácia, passa itens domésticos básicos pelos
caixas do mercado, enfim, diz ao mundo sobre de
onde veio e para onde vai. Arruma alguns amigos,
experimenta os mesmos caminhos em direção às
mesmas instituições e enfim, sente-se aclimatado.
Ainda não.
É quando, portanto, parte para a situação
descrita no começo do texto que a operação o
acomete. Agora não é mais a cidade que o examina,
partícula invasora da mesmice, mas o contrário. A
novidade deixa de ser um enfrentamento diário e
passa a ser um acontecimento a ser celebrado,
um fenômeno buscado voluntariamente por quem
já superou a repetição das gentes, a rigidez do mapa e agora precisa de mais. Tem tempo de
urbe o suficiente, inclusive, para experimentar
um lugar novo como uma novidade de fato, e
não apenas como mais um dos tantos ainda não
visitados. Vivencia o novo de forma coletiva,
junto aos nativos e, ao examinar em vez de ser
examinado, se torna, ele também, um nativo. Ao
fim, eis o que o torna uno com o todo: o tédio
que exige notícia, a avaliação que o torna parte
do conclave tácito de cidadãos.
Disponível em: <http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/serde-casa/>. Acesso em: 16 jul. 2019.
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1096659
Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AOCP
Orgão: Pref. São Bento Sul-SC
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AOCP
Orgão: Pref. São Bento Sul-SC
Provas:
50 anos depois, a chegada do homem à Lua apaixona. No dia 20 de julho de 2019, fez meio
século que o homem pisou na Lua. Pelo menos ¼ da população mundial acompanhou a
missão Apolo 11 pelas imagens em preto e branco apresentadas na televisão. Além da
disputa política entre Estados Unidos e da extinta União Soviética, de 1961 a 1972, as viagens
espaciais mudaram a vida da humanidade segundo os cientistas.
Adaptado de: <https://agora.folha.uol.com.br/sao-paulo/2019/07/50-anos-depois-chegada-do-homem-a-lua-ainda apaixona.shtml>. Acesso em: jul. 2019.
Sobre o tema e fatores relacionados a ele, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. A chegada do homem à Lua tem um contexto geopolítico envolvendo especialmente os Estados Unidos, que defendiam a economia de mercado, e a União Soviética, que colocou em prática a economia planificada.
II. O período da corrida espacial, a exemplo da ida do homem à Lua, refletiu a Guerra Fria e trouxe grandes avanços tecnológicos para o mundo.
III. A criação do GPS e dos computadores tem ligação direta com a chegada do homem à Lua.
IV. As informações do contexto do enunciado demonstram que muitas transformações ocorreram no mundo desde que o homem pisou pela primeira vez na Lua.
Adaptado de: <https://agora.folha.uol.com.br/sao-paulo/2019/07/50-anos-depois-chegada-do-homem-a-lua-ainda apaixona.shtml>. Acesso em: jul. 2019.
Sobre o tema e fatores relacionados a ele, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. A chegada do homem à Lua tem um contexto geopolítico envolvendo especialmente os Estados Unidos, que defendiam a economia de mercado, e a União Soviética, que colocou em prática a economia planificada.
II. O período da corrida espacial, a exemplo da ida do homem à Lua, refletiu a Guerra Fria e trouxe grandes avanços tecnológicos para o mundo.
III. A criação do GPS e dos computadores tem ligação direta com a chegada do homem à Lua.
IV. As informações do contexto do enunciado demonstram que muitas transformações ocorreram no mundo desde que o homem pisou pela primeira vez na Lua.
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1417945
Ano: 2019
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: AOCP
Orgão: Pref. São Bento Sul-SC
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: AOCP
Orgão: Pref. São Bento Sul-SC
Provas:
O Prefeito Jorge fraudou licitação pela
modalidade concorrência adulterando o
conteúdo das propostas de forma a que a
empreiteira de seu amigo João vencesse
o certame. Em razão da adulteração do
processo licitatório, o Prefeito recebeu
3% do valor do contrato a título de
propina. O contrato vigorou até o término
do mandato do Prefeito, que ocorreu
em 31 de dezembro de 2011. Em 01 de
abril de 2012, as irregularidades foram
descobertas pelo Ministério Público
local, contudo o promotor, à época, em
razão do temor do poder político do
Prefeito, não deu andamento à denúncia.
Em janeiro de 2016, Jorge foi eleito
prefeito novamente, iniciando novo
mandato, após quatro anos afastado do
Paço Municipal. Em janeiro de 2017, foi
designado novo promotor para atuar
na cidade. Ao tomar conhecimento da
denúncia estagnada em seu gabinete,
propôs imediatamente Ação Civil Pública.
Com base nos fatos ora narrados,
assinale a alternativa correta.
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Considere a seguinte proposição: “José
é funcionário público ou Maria é
empresária do ramo de roupas”.
Assinale a alternativa que apresenta
uma equivalência lógica a essa
proposição.
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