Foram encontradas 70 questões.
“As conquistas exteriores tanto quanto a navegação, o desvio da
tradição imperial assim como o expansionismo ibérico, as
ambições universalistas do cristianismo, a ostentação das riquezas
contribuíram assim para forjar uma outra abordagem do mundo,
doravante concebido como um conjunto de terras ligadas entre si
e submetidas a um mesmo príncipe. A mobilização dos imaginários
nutriu-se também das esperanças messiânicas e milenaristas que
sustentam os empreendimentos de Cristóvão Colombo, as políticas
dos reis Católicos e do rei de Portugal, dom Manuel, antes de
aflorar nas especulações ligadas à figura imperial de Carlos Quinto
e a de seu sucessor.”
(GRUZINSKY, Serge. As quatro partes do mundo: História de uma mundialização. Belo Horizonte: UFMG; São Paulo: EDUSP. 2014. p. 91).
Ao propor uma aula sobre o Renascimento europeu, o professor seleciona e distribui o trecho acima entre os alunos para iniciar o debate. Tendo como referência o texto, o objetivo traçado pelo professor é
(GRUZINSKY, Serge. As quatro partes do mundo: História de uma mundialização. Belo Horizonte: UFMG; São Paulo: EDUSP. 2014. p. 91).
Ao propor uma aula sobre o Renascimento europeu, o professor seleciona e distribui o trecho acima entre os alunos para iniciar o debate. Tendo como referência o texto, o objetivo traçado pelo professor é
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“O discurso pedagógico da atualidade defende por unanimidade,
em nível nacional e internacional, o compromisso com ideias ou
objetivos educacionais, tais como desenvolver o pensamento
autônomo, aprender a enfrentar os problemas da vida social,
superando-os em casa, no trabalho, no mundo ao redor, tomar
iniciativas, expressar pensamentos e ideias, saber ouvir e trabalhar
em grupo. A meta principal da educação resume-se, então, em
formar pessoas completas, jovens capazes de viver a própria vida
por inteiro.”
(AMARAL, Maria Nazaré de Camargo Pacheco. Ciências do espírito: relações entre história e educação. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 61).
“A abertura a uma história mais plural foi reclamada pelos países que vivenciaram, no século XX, transformações estruturantes. No Brasil, por exemplo, o final do século XX impôs transformações profundas à sociedade. A área de ensino de História surgiu no final dos anos 1970 e início dos anos 1980 no período de abertura política e do processo de redemocratização do país. Foi diante desse contexto de vivência democrática que cresceu o sentimento de insatisfação com o modelo escolar-acadêmico, que pregava a ideia de um ensino submisso e subserviente ao poder de estado. A democracia exigia indivíduos ativos e críticos para que seu projeto inclusivo pudesse existir.”
(RIBEIRO, Renilson Rosa; SANTOS, Amauri, Júnior da. Historiografia escolar e Historiografia acadêmica: relações possíveis na produção do conhecimento sobre ensinar e aprender História. In: ANDRADE, Juliana Alves de; PEREIRA, Nilton Mullet. Ensino de História e suas práticas de pesquisa. São Leopoldo: Oikos, 2021. p. 24)
O diálogo entre a História acadêmica e o ensino de História tem contribuído para a reflexão teórica sobre a pesquisa em história e seu ensino.
A partir da leitura dos textos sobre pedagogia e o ensino de História, é correto afirmar que a aproximação entre eles está relacionada à
(AMARAL, Maria Nazaré de Camargo Pacheco. Ciências do espírito: relações entre história e educação. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 61).
“A abertura a uma história mais plural foi reclamada pelos países que vivenciaram, no século XX, transformações estruturantes. No Brasil, por exemplo, o final do século XX impôs transformações profundas à sociedade. A área de ensino de História surgiu no final dos anos 1970 e início dos anos 1980 no período de abertura política e do processo de redemocratização do país. Foi diante desse contexto de vivência democrática que cresceu o sentimento de insatisfação com o modelo escolar-acadêmico, que pregava a ideia de um ensino submisso e subserviente ao poder de estado. A democracia exigia indivíduos ativos e críticos para que seu projeto inclusivo pudesse existir.”
(RIBEIRO, Renilson Rosa; SANTOS, Amauri, Júnior da. Historiografia escolar e Historiografia acadêmica: relações possíveis na produção do conhecimento sobre ensinar e aprender História. In: ANDRADE, Juliana Alves de; PEREIRA, Nilton Mullet. Ensino de História e suas práticas de pesquisa. São Leopoldo: Oikos, 2021. p. 24)
O diálogo entre a História acadêmica e o ensino de História tem contribuído para a reflexão teórica sobre a pesquisa em história e seu ensino.
A partir da leitura dos textos sobre pedagogia e o ensino de História, é correto afirmar que a aproximação entre eles está relacionada à
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Extraído de: CAIMI, Flávia Eloiza. Cultura, memória e identidade: o ensino de história e a construção de discursos identitários. In: SILVA, Cristiane Bereta da; ZAMBONI, Ernesta. Ensino de História, memórias e culturas. Curitiba, PR: CRV, 2013, p.23
A professora de História elabora um plano de aula sobre a relação entre sociedade civil e Estado durante a ditadura civil-militar brasileira. Para desenvolver a proposta pedagógica a ser aplicada em uma turma do nono ano de ensino fundamental, a professora propõe utilizar a imagem acima como recurso didático.
Nesse caso, é correto afirmar que a professora propõe como objetivo tratar de questões referentes
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A experiência com a aprendizagem temporal e histórica que
pautaram meu processo de escolarização, bem com o de minha
colega – ambas com mais de 40 anos – é sensivelmente distinta
daquela vivenciada por minha filha e duas colegas, hoje alunas do
sexto ano do ensino fundamental. Por um lado, essa vivência é
pautada por um cenário historicamente novo, engendrado pela
nova conformação das tecnologias de informação e comunicação
que provocam no indivíduo um presentismo fugaz, acompanhado
pela experimentação constante da simultaneidade como marca
temporal central.
(MIRANDA, Sonia Regina. Aprender e ensinar o tempo histórico em tempos de incertezas. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 243)
A partir da análise do texto, é correto concluir que
(MIRANDA, Sonia Regina. Aprender e ensinar o tempo histórico em tempos de incertezas. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 243)
A partir da análise do texto, é correto concluir que
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“Algumas características também acompanham essa narrativa
oficial do Brasil como colônia: a exploração de recursos naturais na
colônia para manufaturas na metrópole, o plantation como modo
de produção baseado monocultura em latifúndios com uso da mão
de obra escrava, que, por sua vez, iniciou-se pela escravidão dos
nativos da terra – e, em segundo essa versão, após concluírem que
os índios “não eram bons para o trabalho”, iniciou-se a importação
de mão-de-obra de imigrantes para ocuparem os postos de
trabalhos assalariados, a fim de criar um mercado consumidor dos
produtos manufaturados que provinham das fábricas, do processo
de industrialização.”
(MENEZES, Paula Mendonça. Outros tesouros das Minas Gerais. In: PIMENTA, Angelise Nadal e MENEZES, Paula Mendonça. Firmando o pé no território.: temática indígena em escolas. Rio de Janeiro: Pachamam, 2020. p. 46)
A narrativa histórica oficial possui marcadores históricos, o que o texto explicita. O tipo de narrativa descrito no fragmento foi comumente usada nos livros didáticos e sua consolidação pode ser explicada, em grande parte, pelo seguinte aspecto:
(MENEZES, Paula Mendonça. Outros tesouros das Minas Gerais. In: PIMENTA, Angelise Nadal e MENEZES, Paula Mendonça. Firmando o pé no território.: temática indígena em escolas. Rio de Janeiro: Pachamam, 2020. p. 46)
A narrativa histórica oficial possui marcadores históricos, o que o texto explicita. O tipo de narrativa descrito no fragmento foi comumente usada nos livros didáticos e sua consolidação pode ser explicada, em grande parte, pelo seguinte aspecto:
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“A utilização de fontes documentais no ensino de história não é
recente, elas já foram utilizadas nos mais antigos manuais e livros
didáticos. Estes compêndios reproduziam a concepção de
documento histórico dos historiadores positivistas, pois
priorizavam o documento escrito como única fonte possível para
se conhecer o passado.”
(HORN, Geraldo Balduíno; GERMINARI, Geyso Dongley. O ensino de História e seu currículo: teoria e método. Petrópolis, RJ: Vozes. 2013. p. 131-132)
Para a analisar as mudanças no uso do documento histórico nas aulas de história na educação básica, devemos considerar o fato de que
(HORN, Geraldo Balduíno; GERMINARI, Geyso Dongley. O ensino de História e seu currículo: teoria e método. Petrópolis, RJ: Vozes. 2013. p. 131-132)
Para a analisar as mudanças no uso do documento histórico nas aulas de história na educação básica, devemos considerar o fato de que
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“Entre 1776 e 1825, a Europa perdeu a maior parte de suas
colônias americanas devido a uma série de revoluções,
movimentos de independência e rebeliões. Os afro-latinos tinham
desempenhado um papel preponderante na constituição dos
impérios ibero-hispânicos. Haviam servido não só como mão-deobra escrava, mas também enquanto tripulantes, exploradores,
oficiais, colonos, proprietários de terra e, em certos casos homens
livres e senhores de escravos. Quando da dissolução dos impérios
e dos levantes anticoloniais ao longo do século XIX, voltamos a
encontrá-los em diversos papéis, seja como soldados, seja a
encabeçar movimentos políticos. Com as estruturas imperiais do
mundo Atlântico arruinadas e substituídas pelos Estados-nações,
as relações entre as colônias e a metrópole sofreram alterações.
Uma classe de brancos crioulos se implantou e consolidou sua
influência. As velhas questões de heterogeneidade, diferença e
liberdade foram ressuscitadas, ao passo que as novas elites se
aproveitaram da ideologia da mestiçagem para negar e
desqualificar a questão racial. A contribuição dos afro-latinos e dos
escravos negros para o desenvolvimento histórico da América do
Sul acabou sendo, se não apagada, pelo menos severamente
ocultada.”
(MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: n-1 edições, 2018. p. 37)
As ideias presentes no texto propõem uma abordagem inovadora para a compreensão dos processos históricos da independência das colônias ibéricas na América Latina. Essas ideias podem ser explicitadas quando o professor
(MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: n-1 edições, 2018. p. 37)
As ideias presentes no texto propõem uma abordagem inovadora para a compreensão dos processos históricos da independência das colônias ibéricas na América Latina. Essas ideias podem ser explicitadas quando o professor
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“As discriminações e refinamentos de Dante em sua poética
percepção do islã são um exemplo da inevitabilidade esquemática,
quase cosmológica, com que este e os seus representantes
designados são criaturas da percepção geográfica, histórica e
acima de tudo moral do ocidente. Os dados empíricos sobre o
Oriente ou sobre qualquer das suas partes contam muito pouco; o
que importa e é decisivo é o que venho chamando de visão
orientalista, uma visão que, de maneira alguma, está confinada ao
estudioso profissional, mas é antes propriedade comum de todos
os que pensaram sobre o Oriente no Ocidente.”
(SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 79)
Ao elaborar um plano de aula sobre as relações entre as sociedades islâmicas e as sociedades europeias, tendo como referência o conceito de orientalismo de Edward Said, o/a professor/a de História dos Anos Finais do ensino Fundamental II cumpre a seguinte proposta da Base Comum Curricular:
(SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 79)
Ao elaborar um plano de aula sobre as relações entre as sociedades islâmicas e as sociedades europeias, tendo como referência o conceito de orientalismo de Edward Said, o/a professor/a de História dos Anos Finais do ensino Fundamental II cumpre a seguinte proposta da Base Comum Curricular:
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“Para Baku fui com um grupo de uns vinte estudantes, a maioria
latino-americanos, em uma excursão a passeio, organizada pela
universidade. Após chegarmos ao aeroporto Vinukovo, de Moscou,
e resolvida a questão das passagens, passamos para a pista, onde
estavam estacionados vários aviões modernos, mas nós
continuamos caminhando até chegarmos ao avião turbo hélice
gigante que nos levaria direto para Baku. Ficamos um pouco
frustrados, pois queríamos viajar em um avião mais moderno.
Depois de algumas horas de voo, chegamos a Baku, no Cáucaso,
onde a população é majoritariamente muçulmana. Assim,
conhecemos o lado asiático da União Soviética. Bem diferente de
Moscou, principalmente para nós brasileiros que não estávamos
acostumados com as tradições do islamismo seguida pela maioria
da população naquela região.”
(MASSENA, João. Kanimambo: autobiografia de João Massena. Rio de Janeiro: Letra capital, 2017).
O ensino sobre as ditaduras no Brasil tem se fundamentado nos aspectos relativos às torturas contra opositores políticos ou à economia brasileira durante a ditadura civil militar. Com o fito de propor uma abordagem diferente, um professor de História do ensino fundamental planeja uma aula que tem como fonte histórica o depoimento de João Massena. Tendo como referência a biografia do personagem, a abordagem a ser elaborada e proposta pelo professor pode tratar
(MASSENA, João. Kanimambo: autobiografia de João Massena. Rio de Janeiro: Letra capital, 2017).
O ensino sobre as ditaduras no Brasil tem se fundamentado nos aspectos relativos às torturas contra opositores políticos ou à economia brasileira durante a ditadura civil militar. Com o fito de propor uma abordagem diferente, um professor de História do ensino fundamental planeja uma aula que tem como fonte histórica o depoimento de João Massena. Tendo como referência a biografia do personagem, a abordagem a ser elaborada e proposta pelo professor pode tratar
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“Essa História cívico-patriótica, particularmente a escolar, teve
bastante sucesso comercial e pedagógico, havendo excelentes
estudos que se debruçam sobre essa duradoura literatura, que dá
espaço especial à língua, à história, e à geografia do Brasil.
Entretanto, são ainda poucos os estudos que priorizam o que
chamo de escrita da história ensinável para um grande público, que
também floresceu na Primeira República e foi se conformando,
numa matriz narrativa da história do Brasil, que contribuiu
decisivamente para o enquadramento de uma memória histórica
da nação.”
(GOMES, Angela de Castro. Escrita da História, usos políticos do passado e republicanismo no Brasil da Primeira República. In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES; Marcelo (orgs). Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV, 2022. p. 180)
“O que faz portanto com que a história seja, no fim do século XIX, uma matéria ensinável de pleno direito é inseparavelmente um método científico, uma concepção da evolução e ainda a eleição de um campo de estudos ao mesmo tempo cronológico e especial. As regras elementares da ars antiquaria codificadas pelos positivistas, entram no ensino secundário por intermédio de um consenso provisório quanto ao seu sentido de história. Para chegar a esse consenso, Lavisse e Seignobos retomam os dois temas da história filosófica desde o século XVIII: a história é a nação; a história é a civilização.”
(FURET, François. A oficina de História. Lisboa: Gradiva. n/d. p. 133)
Ao analisar os dois textos, podemos concluir que a História ensinável foi marcada por uma função social e política de
(GOMES, Angela de Castro. Escrita da História, usos políticos do passado e republicanismo no Brasil da Primeira República. In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES; Marcelo (orgs). Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV, 2022. p. 180)
“O que faz portanto com que a história seja, no fim do século XIX, uma matéria ensinável de pleno direito é inseparavelmente um método científico, uma concepção da evolução e ainda a eleição de um campo de estudos ao mesmo tempo cronológico e especial. As regras elementares da ars antiquaria codificadas pelos positivistas, entram no ensino secundário por intermédio de um consenso provisório quanto ao seu sentido de história. Para chegar a esse consenso, Lavisse e Seignobos retomam os dois temas da história filosófica desde o século XVIII: a história é a nação; a história é a civilização.”
(FURET, François. A oficina de História. Lisboa: Gradiva. n/d. p. 133)
Ao analisar os dois textos, podemos concluir que a História ensinável foi marcada por uma função social e política de
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