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Leia o texto para responder à questão.
Os pequenos príncipes
Nos EUA, viajo de trem todas as semanas. Pode ser a melhor viagem do mundo. Ou a pior. Depende das crianças. Da existência delas.
Quando não há crianças a bordo, são três horas de puro hedonismo pessoal. Entro na carruagem, desligo o celular, sento-me. Descalço os sapatos. Leio um pouco, escrevo um pouco, escuto música e durmo, são 30 minutos de meditação profunda, só para restaurar a minha beleza natural.
Quando chego ao destino, sinto-me tão relaxado que a minha vontade é comprar uma passagem de volta e repetir o spa ferroviário.
São as crianças que estragam tudo. Minto. São os pais das crianças. Existem dois grupos nas minhas experiências ambulantes.
O primeiro é composto por múmias deslumbradas com os filhos. Não se mexem. Contemplam. E contemplam com orgulho a forma como a descendência berra, suja e destrói a carruagem. O amor dos pais-múmia não se manifesta por ação, mas por omissão.
O segundo grupo é tão pernicioso quanto o primeiro. Mas onde antes havia déficit de disciplina, agora há excesso. Um gesto brusco dos filhos é mimetizado por um gesto brusco dos pais. Os filhos levantam-se subitamente, os pais levantam-se logo a seguir. Os filhos destroem a carruagem, os pais destroem os filhos.
Seja como for, o resultado é sempre o mesmo: uma viagem arruinada para terceiros.
Deus meu, serei um monstro por pensar assim?
Pamela Druckerman diz que não. A sra. Druckerman é uma escritora americana a viver em França, mãe de três crianças e admiradora confessa das crianças dos outros. Crianças francesas, entenda-se.
Como explicar a educação esmerada dos pequenos gauleses [franceses] por oposição à rebeldia incontrolável dos pequenos americanos?
O segredo, conta a autora, não está no excesso de disciplina; muito menos na escassez dela. Está na forma adulta como os adultos normalmente lidam com as crianças. Ou descem ao nível mental delas; ou, pior, procuram elevá-las violentamente ao nível mental deles.
Que cada um tenha um papel específico na relação (a saber: educar e ser educado), eis um pensamento simplório que não passa pela cabeça dos pais modernos.
E, no entanto, é precisamente esse papel que os pais franceses tentam imprimir nos filhos. Como? Mostrando-lhes, de preferência sem berrar ou bater, que “não” é simplesmente “não”; que a frustração e o tédio fazem parte da existência humana; e que, às vezes, é preciso adiar uma gratificação.
Tudo isso é comunicado sem violência ou sentimentalismo; apenas com respeito e firmeza.
O resultado, escreve Druckerman, é visível: paz na hora das refeições; paz nas compras cotidianas; paz na aprendizagem
escolar; e paz, também, para amigos ou convidados da família.
Moral da história? Da próxima vez que tomar meu trem, prometo levar na mala alguns exemplares do livro da sra. Druckerman. Para oferecer em caso de emergência.
(João Pereira Coutinho, Folha de S. Paulo, 07.02.2012. Adaptado)
Considere as afirmações sobre o título do texto: Os pequenos príncipes.
I. Refere-se a crianças de famílias francesas cuja origem é nobre, histórica e tradicional.
II. Apresenta duplo sentido: as crianças americanas são comparadas, negativamente, a pequenos príncipes, pois exercem domínio sobre os adultos; e as crianças francesas são comparadas, positivamente, a príncipes, pois se comportam de forma educada e elegante.
III. Também pode ser atribuído ao autor que se sente privilegiado como um príncipe, quando viaja de trem, pois é avesso aos transtornos causados pelo excesso de veículos.
Está correto o que se afirma em
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Considere a norma-padrão da língua portuguesa para responder à questão.
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
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Disciplina: Matemática Financeira
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José dos Campos-SP

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Considere a norma-padrão da língua portuguesa para responder à questão.
Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase está corretamente empregado.
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Leia o texto para responder à questão.
Os pequenos príncipes
Nos EUA, viajo de trem todas as semanas. Pode ser a melhor viagem do mundo. Ou a pior. Depende das crianças. Da existência delas.
Quando não há crianças a bordo, são três horas de puro hedonismo pessoal. Entro na carruagem, desligo o celular, sento-me. Descalço os sapatos. Leio um pouco, escrevo um pouco, escuto música e durmo, são 30 minutos de meditação profunda, só para restaurar a minha beleza natural.
Quando chego ao destino, sinto-me tão relaxado que a minha vontade é comprar uma passagem de volta e repetir o spa ferroviário.
São as crianças que estragam tudo. Minto. São os pais das crianças. Existem dois grupos nas minhas experiências ambulantes.
O primeiro é composto por múmias deslumbradas com os filhos. Não se mexem. Contemplam. E contemplam com orgulho a forma como a descendência berra, suja e destrói a carruagem. O amor dos pais-múmia não se manifesta por ação, mas por omissão.
O segundo grupo é tão pernicioso quanto o primeiro. Mas onde antes havia déficit de disciplina, agora há excesso. Um gesto brusco dos filhos é mimetizado por um gesto brusco dos pais. Os filhos levantam-se subitamente, os pais levantam-se logo a seguir. Os filhos destroem a carruagem, os pais destroem os filhos.
Seja como for, o resultado é sempre o mesmo: uma viagem arruinada para terceiros.
Deus meu, serei um monstro por pensar assim?
Pamela Druckerman diz que não. A sra. Druckerman é uma escritora americana a viver em França, mãe de três crianças e admiradora confessa das crianças dos outros. Crianças francesas, entenda-se.
Como explicar a educação esmerada dos pequenos gauleses [franceses] por oposição à rebeldia incontrolável dos pequenos americanos?
O segredo, conta a autora, não está no excesso de disciplina; muito menos na escassez dela. Está na forma adulta como os adultos normalmente lidam com as crianças. Ou descem ao nível mental delas; ou, pior, procuram elevá-las violentamente ao nível mental deles.
Que cada um tenha um papel específico na relação (a saber: educar e ser educado), eis um pensamento simplório que não passa pela cabeça dos pais modernos.
E, no entanto, é precisamente esse papel que os pais franceses tentam imprimir nos filhos. Como? Mostrando-lhes, de preferência sem berrar ou bater, que “não” é simplesmente “não”; que a frustração e o tédio fazem parte da existência humana; e que, às vezes, é preciso adiar uma gratificação.
Tudo isso é comunicado sem violência ou sentimentalismo; apenas com respeito e firmeza.
O resultado, escreve Druckerman, é visível: paz na hora das refeições; paz nas compras cotidianas; paz na aprendizagem
escolar; e paz, também, para amigos ou convidados da família.
Moral da história? Da próxima vez que tomar meu trem, prometo levar na mala alguns exemplares do livro da sra. Druckerman. Para oferecer em caso de emergência.
(João Pereira Coutinho, Folha de S. Paulo, 07.02.2012. Adaptado)
Expor uma ideia de forma exagerada é um recurso para enfatizar um ponto de vista. Assinale o trecho em que o autor serviu-se desse recurso.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José dos Campos-SP
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José dos Campos-SP
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José dos Campos-SP
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