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Leia o texto para responder à questão.
Pouco depois de ser divulgado um estudo norte-americano demonstrando que lembranças podem ser suprimidas de nosso cérebro, Paulo leu num jornal da cidade, na casa de Antônio, seu vizinho, anúncio sobre Instituto de Pesquisas que estava, desde o início do mês, em busca de voluntários que quisessem fazer exatamente o que fora noticiado: apagar da memória lembranças penosas. Aquilo mexeu com ele. Porque havia, sim, algo que queria apagar de sua memória, um doloroso trauma, uma recordação que não o deixava em paz há mais de trinta anos. Por que não recorrer à ciência e resolver o problema? Se se tratasse de uma dor no ombro, ou no joelho, ele não hesitaria em procurar o médico; nada indicava que não devesse fazer o mesmo com o sofrimento emocional. Assim pensando, já no dia seguinte, lá estava Paulo no Instituto de Pesquisas. Foi encaminhado a um jovem pesquisador, Doutor Marcelo, que garantiu manter sigilo absoluto.
O procedimento foi rápido, um aparelho foi colocado sobre seu crânio, Dr. Marcelo pediu que ele evocasse a recordação penosa e aí apertou um botão. Ouviu-se um zumbido e, no instante seguinte, ele já não lembrava daquilo que lhe causara tanto sofrimento. De que se tratava mesmo? De uma mulher que o rejeitara? De que mulher? Como se chamava? Onde vivia?
Ainda espantado, foi para casa, achando que sua vida se transformaria, poderia divertir-se muito. Realmente isso aconteceu, porém, mesmo assim, a inquietude persistia. Mas deu-se conta de que o que agora incomodava era o fato de ele ter esquecido. Queria lembrar o tal incidente esquecido, por mais deprimente que fosse. Voltaria a sofrer, mas o que ele agora buscava era a verdade, a amarga verdade. E só uma pessoa lhe poderia dizer qual era: Dr. Marcelo. Foi ao Instituto, falou com a secretária do Dr. Marcelo que arregalou os olhos: “– Mas você não sabe? O doutor morreu num acidente.” Sem uma palavra, ele voltou para casa, cabisbaixo e acabrunhado. Sua esperança é de que o destino, um dia, o faça encontrar-se com o seu passado.
(Moacyr Scliar. Folha de S.Paulo 23.07.07. Adaptado)
Pela expressão – Aquilo mexeu com ele. (1.º parágrafo) – entende-se, de acordo com o texto, que, diante da notícia sobre o procedimento que estava sendo anunciado, Paulo ficou
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- 25 candidatos optaram por frequentar o curso de noções sobre a estrutura do transporte público;
- 15 candidatos optaram pelos dois cursos.
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Na questão, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das frases dadas.
O Instituto _____________ muitos confiavam ficou esquecido _________ partir do falecimento do médico.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José dos Campos-SP
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| Avaliação |
Número de indicações |
Porcentagem de indicações |
| Ruim | 760 | 25 |
| Regular | 15 | |
| Bom | 180 | |
| Ótimo | 30 | |
| Excelente | ||
| Total |
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- a primeira foi dividida em 5 partes iguais, e quatro dessas partes foram dadas à Carol;
- a segunda foi dividida em 7 partes iguais, e cinco dessas partes foram dadas a Piero.
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Leia o texto para responder à questão.
Pouco depois de ser divulgado um estudo norte-americano demonstrando que lembranças podem ser suprimidas de nosso cérebro, Paulo leu num jornal da cidade, na casa de Antônio, seu vizinho, anúncio sobre Instituto de Pesquisas que estava, desde o início do mês, em busca de voluntários que quisessem fazer exatamente o que fora noticiado: apagar da memória lembranças penosas. Aquilo mexeu com ele. Porque havia, sim, algo que queria apagar de sua memória, um doloroso trauma, uma recordação que não o deixava em paz há mais de trinta anos. Por que não recorrer à ciência e resolver o problema? Se se tratasse de uma dor no ombro, ou no joelho, ele não hesitaria em procurar o médico; nada indicava que não devesse fazer o mesmo com o sofrimento emocional. Assim pensando, já no dia seguinte, lá estava Paulo no Instituto de Pesquisas. Foi encaminhado a um jovem pesquisador, Doutor Marcelo, que garantiu manter sigilo absoluto.
O procedimento foi rápido, um aparelho foi colocado sobre seu crânio, Dr. Marcelo pediu que ele evocasse a recordação penosa e aí apertou um botão. Ouviu-se um zumbido e, no instante seguinte, ele já não lembrava daquilo que lhe causara tanto sofrimento. De que se tratava mesmo? De uma mulher que o rejeitara? De que mulher? Como se chamava? Onde vivia?
Ainda espantado, foi para casa, achando que sua vida se transformaria, poderia divertir-se muito. Realmente isso aconteceu, porém, mesmo assim, a inquietude persistia. Mas deu-se conta de que o que agora incomodava era o fato de ele ter esquecido. Queria lembrar o tal incidente esquecido, por mais deprimente que fosse. Voltaria a sofrer, mas o que ele agora buscava era a verdade, a amarga verdade. E só uma pessoa lhe poderia dizer qual era: Dr. Marcelo. Foi ao Instituto, falou com a secretária do Dr. Marcelo que arregalou os olhos: “– Mas você não sabe? O doutor morreu num acidente.” Sem uma palavra, ele voltou para casa, cabisbaixo e acabrunhado. Sua esperança é de que o destino, um dia, o faça encontrar-se com o seu passado.
(Moacyr Scliar. Folha de S.Paulo 23.07.07. Adaptado)
Em – Queria lembrar o tal incidente... (3.º parágrafo) – substituindo-se a expressão destacada por um pronome, de acordo com a norma-padrão, tem-se: Queria
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