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Leia o texto a seguir e responda à questão:
Quando a Vó me recebeu nas férias, ela me apresentou aos amigos: Este é meu neto. Ele foi estudar no Rio e voltou de ateu. Ela disse que eu voltei de ateu. Aquela preposição deslocada me fantasiava de ateu. Como quem dissesse no Carnaval: aquele menino está fantasiado de palhaço. Minha avó entendia de regências verbais. Ela falava de sério. Mas todo mundo riu. Porque aquela preposição deslocada podia fazer de uma informação um chiste. E fez. E mais: eu acho que buscar a beleza nas palavras é uma solenidade de amor. E pode ser instrumento de rir. De outra feita, no meio da pelada um menino gritou: Disilimina esse, Cabeludinho. Eu não disiliminei ninguém. Mas aquele verbo novo trouxe um perfume de poesia à nossa quadra. Aprendi nessas férias a brincar de palavras mais do que trabalhar com elas. Comecei a não gostar de palavra engavetada. Aquela que não pode mudar de lugar. Aprendi a gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam. Por depois ouvi um vaqueiro a cantar com saudade: Ai morena, não me escreve / que eu não sei a ler. Aquele a preposto ao verbo ler, ao meu ouvir, ampliava a solidão do vaqueiro.
Trecho de Manuel de Barros, em Memórias
inventadas: a infância. São Paulo: Planeta, 2003.
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Disciplina: Serviço Social
Banca: FAUEL
Orgão: Pref. São José dos Pinhais-PR
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Disciplina: Terapia Ocupacional
Banca: FAUEL
Orgão: Pref. São José dos Pinhais-PR
I. A terapia ocupacional, ao ter como objetivos a inclusão social, a autonomia e singularidade do sujeito - corresponde às finalidades preconizadas pelo campo psicossocial. II. Um dos conceitos de base na perspectiva da RP relaciona-se à necessidade de promover oportunidades de espaços de trocas pelos sujeitos, com vistas à produção do direito às relações e aos intercâmbios sociais. III. A terapia ocupacional, para que possa constituir-se efetivamente como promotora da reabilitação psicossocial, deve também estar nas ruas, nos mercados, nas praças e na vida. IV. O terapeuta ocupacional com a tríade sujeitoatividade-terapeuta consegue incorporar a concepção da RP ao produzir práticas institucionais que se traduzam em treino e hipóteses de assunção de papéis sociais pelos sujeitos na sociedade em “setting” terapêutico controlado para tanto, sem perder a dimensão das trocas sociais na vida concreta das pessoas.
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