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Foram encontradas 70 questões.

1421893 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A2AAA

Na obra satírica de Gregório de Matos, não há o ânimo documentário ou a transfiguração hiperbólica, mas o flagrante expressivo até a caricatura, o ataque se elevando a denúncia, a ironia alegre ombreando com a revolta amarga, em contraste com a transfiguração eufórica de outros autores do tempo, em relação aos quais a sua poesia satírica aparece como contracorrente desmistificadora. Ele desdenha as aparências do mundo e desvenda a sua iniquidade, com um pessimismo realista que não hesita em entrar pela obscenidade e a crueza da vida do sexo. Poucos foram tão fundo nos aspectos considerados baixos, que ele trata com uma espécie de ímpeto justiceiro, que forra de inesperado moralismo as suas diatribes. Através da sua obra de rebelde apaixonado, transparece a irregularidade do mundo brasileiro de então, com uma sociedade em que o branco brutalizava o índio e o negro, as autoridades prevaricavam, os clérigos pecavam a valer e a virtude parecia às vezes uma farsa difícil de representar.

Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira: resumo para principiantes.

São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1999, p. 24-5 (com adaptações)

A partir do texto 10A2AAA, é correto afirmar que a representação dos tipos sociais do Brasil do século XVII na sátira de Gregório de Matos revela
 

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1421892 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Sem dúvida foram as teses ilustradas que clandestinamente entraram a formar a bagagem ideológica dos nossos árcades e lhes deram mais de um traço constante: o gosto da clareza e da simplicidade graças ao qual puderam superar a pesada maquinaria cultista; os mitos do homem natural, do bom selvagem, do herói pacífico; enfim, certo mordente satírico em relação aos abusos dos tiranetes, dos juízes venais, do clero fanático, mordente a que se limitou, de resto, a consciência libertária dos intelectuais da Conjuração Mineira. A análise a que a historiografia mais recente tem submetido o conteúdo ideológico da Inconfidência é, nesse ponto, inequívoca: zelosos de manter o fundamento jurídico da propriedade (que a Revolução Francesa, na sua linha central, iria ratificar), os dissidentes de Vila Rica apenas se propunham evitar a sangria que nas finanças mineiras, já em crise, operaria a cobrança de impostos sobre o ouro (a derrama).

Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1997, p. 66-7 (com adaptações).

De acordo com o texto precedente, as relações entre o Arcadismo e a Inconfidência Mineira se limitaram aos interesses das elites locais, sem ter havido reivindicação de mudanças profundas na estrutura da sociedade brasileira. Essa perspectiva dos árcades brasileiros se expressou esteticamente pela

 

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1421891 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A2CCC

Canção do Tamoio

(Natalícia)

Não chores, meu filho;

Não chores, que a vida

É luta renhida:

Viver é lutar.

A vida é combate,

Que os fracos abate,

Que os fortes, os bravos

Só pode exaltar.

Um dia vivemos!

O homem que é forte

Não teme da morte;

Só teme fugir;

No arco que entesa

Tem certa uma presa,

Quer seja tapuia,

Condor ou tapir.

E pois que és meu filho,

Meus brios reveste;

Tamoio nasceste,

Valente serás.

Sê duro guerreiro,

Robusto, fragueiro,

Brasão dos tamoios

Na guerra e na paz.

Teu grito de guerra

Retumbe aos ouvidos

D’imigos transidos

Por vil comoção;

E tremam d’ouvi-lo

Pior que o sibilo

Das setas ligeiras,

Pior que o trovão.

Porém se a fortuna,

Traindo teus passos,

Te arroja nos laços

Do inimigo falaz!

Na última hora

Teus feitos memora,

Tranquilo nos gestos,

Impávido, audaz.

E cai como o tronco

Do raio tocado,

Partido, rojado

Por larga extensão;

Assim morre o forte!

No passo da morte

Triunfa, conquista

Mais alto brasão.

As armas ensaia,

Penetra na vida:

Pesada ou querida,

Viver é lutar.

Se o duro combate

Os fracos abate,

Aos fortes, aos bravos,

Só pode exaltar.

Gonçalves Dias. Canção do Tamoio. Internet: <www.dominiopublico.gov.br> (com adaptações).

A partir do texto 10A2CCC, é correto afirmar que, na poesia indianista, a configuração estética do indígena reflete valores e costumes da sociedade brasileira do século XIX, pois, no poema,
 

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1421890 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A2CCC

Canção do Tamoio

(Natalícia)

Não chores, meu filho;

Não chores, que a vida

É luta renhida:

Viver é lutar.

A vida é combate,

Que os fracos abate,

Que os fortes, os bravos

Só pode exaltar.

Um dia vivemos!

O homem que é forte

Não teme da morte;

Só teme fugir;

No arco que entesa

Tem certa uma presa,

Quer seja tapuia,

Condor ou tapir.

E pois que és meu filho,

Meus brios reveste;

Tamoio nasceste,

Valente serás.

Sê duro guerreiro,

Robusto, fragueiro,

Brasão dos tamoios

Na guerra e na paz.

Teu grito de guerra

Retumbe aos ouvidos

D’imigos transidos

Por vil comoção;

E tremam d’ouvi-lo

Pior que o sibilo

Das setas ligeiras,

Pior que o trovão.

Porém se a fortuna,

Traindo teus passos,

Te arroja nos laços

Do inimigo falaz!

Na última hora

Teus feitos memora,

Tranquilo nos gestos,

Impávido, audaz.

E cai como o tronco

Do raio tocado,

Partido, rojado

Por larga extensão;

Assim morre o forte!

No passo da morte

Triunfa, conquista

Mais alto brasão.

As armas ensaia,

Penetra na vida:

Pesada ou querida,

Viver é lutar.

Se o duro combate

Os fracos abate,

Aos fortes, aos bravos,

Só pode exaltar.

Gonçalves Dias. Canção do Tamoio. Internet: <www.dominiopublico.gov.br> (com adaptações).

A partir do texto 10A2CCC, é correto afirmar que a poesia indianista de Gonçalves Dias, para alcançar seu pendor nacionalista, recorre predominantemente a elementos tradicionais
 

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1421889 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A3DDD

É no seu quarto romance, Vidas secas, publicado em 1938 e, portanto, produto do aprendizado vivido pelo escritor enquanto esteve preso, que emerge pela primeira vez uma visão social completa do processo histórico da modernização, aparecendo com clareza no romance aqueles que ficaram somente com a face do atraso nesse processo.

Em Vidas secas, Graciliano dedica um capítulo do livro para cada membro da família, e demonstra cada ângulo de visão, mas fica claro que o ponto de vista do narrador, é de observar o coletivo, a família, e as saídas possíveis, ainda que, nesse caso, a única disponível seja a da fuga. Mesmo que fique clara uma separação entre o narrador e os personagens, Graciliano é, de uma maneira ou de outra, parte da realidade social que ele está retratando, e não há, portanto, uma relação de distância propriamente dita.

O que se observa, em Vidas Secas, é que não há uma tentativa de dar voz aos camponeses. Graciliano não tem a coragem de entrar na pele de Fabiano, porque ele não sabe as palavras que estão na boca dele, e não quer colocá-las na boca dele. Ele não vai, por uma enorme simpatia que tenha pelo operário, pelo camponês, de repente começar a emprestar conteúdos esperançosos a ele, porque inclusive esse indivíduo não tem a mesma noção de esperança que ele. Não vai impor aos retirantes uma determinada forma de pensamento que fosse compatível com a maneira que ele pensava a marcha da História.

Marisa S. de Mello. Graciliano Ramos: modernista engajado. Internet: <www.unicamp.br/cemarx/anais> .

Assinale a opção que apresenta o assunto principal do texto 10A3DDD.
 

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1421888 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A4BBB

Conversamos com especialistas de Portugal e do Brasil para saber como está a situação, e quais são as dificuldades, do ensino da língua portuguesa. Quanto aos desafios, os docentes concordam em um ponto: a forma de ensinar a língua portuguesa deveria ser modificada.

O professor doutor José Fiorin, da Universidade de São Paulo, acredita que o conteúdo não pode nem deve ser entendido como algo isolado, pois precisa fazer parte de um todo. “Não formamos leitores com proficiência, gente que seja capaz de produzir, e ler, textos claros e concisos. Hoje o ensino está voltado para a descrição da língua. O professor se contenta, em suas aulas, em explicar a gramática, explicar o que é análise sintática, sintaxe etc.”, conta.

Segundo a professora doutora Luísa Marinho Paolinelli, da Universidade da Madeira, em Portugal, a união de gramática e literatura, em seu país, afasta o aluno de ambas as disciplinas e dificulta o ensino. “Em minha opinião pessoal, acredito que ganharíamos se separássemos o estudo da língua portuguesa do estudo do texto literário. A ideia de partir do texto artístico para aprender a sintaxe, a morfologia etc. tem duas consequências nefastas: o aluno não gosta de gramática e o aluno não gosta de literatura. A língua é comunicação e a literatura é um dos muitos usos da língua.”

Revista Giz. 25/maio/2012. Internet: <http://revistagiz.sinprosp.org.br> (com adaptações).

Com relação ao exposto no texto 10A4BBB quanto ao ensino da língua portuguesa, infere-se que os professores José Fiorin e Luísa Marinho Paolinelli propõem, respectivamente,
 

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1421887 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A4BBB

Conversamos com especialistas de Portugal e do Brasil para saber como está a situação, e quais são as dificuldades, do ensino da língua portuguesa. Quanto aos desafios, os docentes concordam em um ponto: a forma de ensinar a língua portuguesa deveria ser modificada.

O professor doutor José Fiorin, da Universidade de São Paulo, acredita que o conteúdo não pode nem deve ser entendido como algo isolado, pois precisa fazer parte de um todo. “Não formamos leitores com proficiência, gente que seja capaz de produzir, e ler, textos claros e concisos. Hoje o ensino está voltado para a descrição da língua. O professor se contenta, em suas aulas, em explicar a gramática, explicar o que é análise sintática, sintaxe etc.”, conta.

Segundo a professora doutora Luísa Marinho Paolinelli, da Universidade da Madeira, em Portugal, a união de gramática e literatura, em seu país, afasta o aluno de ambas as disciplinas e dificulta o ensino. “Em minha opinião pessoal, acredito que ganharíamos se separássemos o estudo da língua portuguesa do estudo do texto literário. A ideia de partir do texto artístico para aprender a sintaxe, a morfologia etc. tem duas consequências nefastas: o aluno não gosta de gramática e o aluno não gosta de literatura. A língua é comunicação e a literatura é um dos muitos usos da língua.”

Revista Giz. 25/maio/2012. Internet: <http://revistagiz.sinprosp.org.br> (com adaptações).

No texto 10A4BBB, os professores emitem opiniões
 

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enunciado 1419767-1

Depreende-se do texto CB1A1AAA que a “sensação íntima de derrota pessoal” (. 3 e 4) que levava Damião a “isolar-se num canto do terreiro, metido consigo” (.5) se devia ao fato de


 

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1419261 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A2AAA

Na obra satírica de Gregório de Matos, não há o ânimo documentário ou a transfiguração hiperbólica, mas o flagrante expressivo até a caricatura, o ataque se elevando a denúncia, a ironia alegre ombreando com a revolta amarga, em contraste com a transfiguração eufórica de outros autores do tempo, em relação aos quais a sua poesia satírica aparece como contracorrente desmistificadora. Ele desdenha as aparências do mundo e desvenda a sua iniquidade, com um pessimismo realista que não hesita em entrar pela obscenidade e a crueza da vida do sexo. Poucos foram tão fundo nos aspectos considerados baixos, que ele trata com uma espécie de ímpeto justiceiro, que forra de inesperado moralismo as suas diatribes. Através da sua obra de rebelde apaixonado, transparece a irregularidade do mundo brasileiro de então, com uma sociedade em que o branco brutalizava o índio e o negro, as autoridades prevaricavam, os clérigos pecavam a valer e a virtude parecia às vezes uma farsa difícil de representar.

Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira: resumo para principiantes.

São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1999, p. 24-5 (com adaptações)

De acordo com o texto 10A2AAA, a poesia satírica de Gregório de Matos, no que diz respeito à representação da realidade brasileira do século XVII, se diferencia da produção poética de seus contemporâneos barrocos porque
 

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1419260 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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enunciado 1419260-1

De acordo com o texto 10A4CCC, uma hipótese para explicar o aumento do número de leitores no país relaciona-se com
 

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