As unidades de ensino do sistema municipal que ofertam
a Educação Bilíngue para os educandos e educandas
com surdez, surdez associada a outras deficiências, surdocegueira, de acordo com os dispositivos presentes na
Portaria n° 8.764, de 23 de dezembro de 2016, que regulamenta a Política Paulistana de Educação Especial, na
Perspectiva da Educação Inclusiva, deverão organizar-se
considerando
Segundo o “Currículo da Cidade: Ensino Fundamental:
Língua Portuguesa (SME, 2019), “é preciso que a unidade linguística básica do trabalho de Língua Portuguesa
seja o texto, pois é nele, materialidade do discurso, que a
língua, por encontrar-se em funcionamento, torna-se linguagem.” Buscando concretizar o trabalho com textos, a
Instrução Normativa SME n° 26/2018 esclarece a organização dos Projetos de salas de leitura, espaços de leitura,
núcleos de leitura. Conforme essa Instrução, as salas e
espaços de leitura terão, entre outras diretrizes para a sua
ação pedagógica, a leitura
No cotidiano escolar, o Coordenador Pedagógico (CP)
desempenha diversas funções, entre as quais a de mediar
e facilitar o trabalho que os professores realizam em sala de
aula, ajudando-os a identificarem as dificuldades apresentadas pelos alunos e como procederem quanto à avaliação de
suas aprendizagens. Com esse objetivo, Otávio, CP numa
unidade de ensino municipal, escolheu o texto O professor
e a avaliação em sala de aula (Gatti, 2003) para discutir a
prova como instrumento de avaliação. A escolha de Otávio se
justifica, pois a prova escrita ainda permanece como a mais
tradicional forma de avaliação utilizada nas escolas.
Outra orientação de grande valor que Gatti (2003) proporciona aos professores, cujo objetivo consiste em avaliar para alavancar e acompanhar as aprendizagens de
seus alunos, é a de que é “produtivo oferecer aos alunos,
o mais cedo possível, os resultados de suas provas, com
comentários, dando oportunidade para uma discussão
detalhada sobre por que a questão correta está correta,
quais os principais problemas de compreensão sobre a
matéria foram encontrados entre os alunos, qual o raciocínio necessário a cada questão”. Segundo a autora, com
esta medida, “suprem-se dúvidas e lacunas de aprendizagens anteriores e
Paulo Fochi (2015), na obra Afinal, o que os bebês
fazem no berçário?, apresenta o resultado de sua pesquisa, em uma escola de educação infantil do interior
do Rio Grande do Sul, cujos sujeitos foram os bebês e
sua professora. Para a realização desse trabalho, ele
utilizou-se da fotografia para registrar o cotidiano dos
sujeitos pesquisados. Ele destaca que os bebês têm
uma enorme capacidade de realizar e empreender em
suas atividades. Fochi ressalta, ainda, que, em vez de
planejar a atividade para ser “aplicada” com os bebês,
seria interessante o planejamento de outros elementos:
o tempo, os espaços, os materiais, a organização
Numa primeira aproximação e concretização do significado amplo que nos sugere Sacristán (2000), propomos definir
o currículo como “o projeto seletivo de cultura, cultural, social,
política e administrativamente condicionado, que preenche a
atividade escolar e que se torna realidade dentro das condições da escola tal como se acha configurada”. Este conceito
de currículo, referencial para a ordenação teórica da problemática correspondente, sugere-nos que existem três grandes
grupos de problemas ou elementos em interação recíproca,
que são os que definitivamente concretizam a realidade curricular como cultura escolar.
O segundo grupo ao qual Sacristán (2000) se refere está
relacionado ao projeto cultural, que “(...) se realiza dentro
de condições políticas, administrativas e institucionais,
porque a escola é um campo institucional organizado
que proporciona uma série de regras que ordenam a
experiência que os alunos e os professores podem obter
participando nesse projeto. As condições o modelam e
são fonte por si mesmas de um currículo
Numa primeira aproximação e concretização do significado amplo que nos sugere Sacristán (2000), propomos definir
o currículo como “o projeto seletivo de cultura, cultural, social,
política e administrativamente condicionado, que preenche a
atividade escolar e que se torna realidade dentro das condições da escola tal como se acha configurada”. Este conceito
de currículo, referencial para a ordenação teórica da problemática correspondente, sugere-nos que existem três grandes
grupos de problemas ou elementos em interação recíproca,
que são os que definitivamente concretizam a realidade curricular como cultura escolar.
O primeiro grupo ao qual Sacristán (2000) se refere está
relacionado à aprendizagem dos alunos nas instituições
escolares, “organizada em função de um projeto cultural
para a escola, para um nível escolar ou modalidade”. Isso
significa que “o currículo é, antes de tudo, uma seleção
de
Segundo o documento “Orientações ao projeto de apoio
pedagógico: recuperação paralela” (SME, 2018), o Projeto de Apoio Pedagógico, regulamentado pela Portaria
n° 1.084/14, tem como premissa auxiliar estudantes com
dificuldade de aprendizagem nos três ciclos do ensino
fundamental, garantindo o direito de aprender, com vistas
Norberto e Elaine, respectivamente, diretor e coordenadora pedagógica da escola pública de Ensino Médio
Nova Era, realizaram uma reunião pedagógica, com todos os professores que lá trabalham, com o objetivo de
analisarem a Resolução CNE/CEB n° 3, de 21 de novembro de 2018, e poderem compreender a reorganização
curricular do Ensino Médio, em âmbito nacional. Foram
numerosos os aspectos discutidos, porém a questão dos
“itinerários formativos”, para os quais a mídia havia chamado a atenção, mereceu destaque. No item III, do artigo
6° da citada resolução, encontraram a seguinte definição
de “itinerários formativos: cada conjunto de unidades curriculares ofertadas pelas instituições e redes de ensino
que possibilitam ao estudante aprofundar seus conhecimentos e se preparar para o prosseguimento de estudos
ou para o mundo do trabalho de forma a contribuir para a
construção de soluções de problemas
De acordo com o “Currículo da Cidade: Ensino Fundamental: Arte” (SME, 2019), recomenda-se a integração
entre os saberes de diferentes componentes curriculares,
sendo que, no âmbito da Arte, serão trabalhados os campos conceituais: processos de criação, linguagens artísticas, saberes e fazeres culturais e experiências artísticas
e estéticas que são propostos como os conceitos que
transversalmente compõem essa área de conhecimento. No que se refere ao componente curricular Educação
Física, serão desenvolvidos, ao longo dos ciclos e anos,
os eixos temáticos: Jogos/Brincadeiras; Lutas; Esportes;
Danças; Ginásticas e
Na publicação “Magistério: Gestão: articulando esforços
para uma educação de qualidade”, SME/COPED, n° 5,
2018, encontramos a análise e conclusões de um estudo de Solange S. S. Fagliari e Thaís R. F. Soler sobre
um percurso formativo, realizado em articulação com o
acompanhamento das equipes gestoras de quatro escolas. Além das idas às escolas, foram organizados “momentos formativos entre as equipes gestoras das diversas escolas”, com estudo e discussão da prática. Entre
outras conclusões, as autoras explicitam: “ao analisarmos o percurso trilhado, refletimos que esta formação
propiciou aprendizagens mútuas, mobilização dos conhecimentos dos diversos atores, momentos de estudo,
dúvidas e compartilhamento de reflexões,