No livro O coordenador pedagógico e o atendimento à
diversidade, organizado por Almeida e Placco (2015),
encontram-se interessantes contribuições para uma reconstrução crítica da educação escolar, que, orientada
pelo trabalho de coordenação pedagógica, leve em conta
a realidade multicultural e socialmente desigual, caminhando no sentido de assegurar a todos os estudantes
aprendizagens significativas e construção de identidades
sadias. O artigo de André e Dias sobre a relação do coordenador pedagógico com a formação do professor para
a diversidade articula contribuições de diversos autores
e sintetiza-as numa proposta de método de formação
apoiada “no pressuposto de que a finalidade do processo
de ensino- aprendizagem não é a transmissão de conteúdos prontos, mas sim a formação de sujeitos autônomos,
capazes de compreender a realidade que os cerca e agir
sobre ela.” Essa concepção concretiza-se, segundo as
autoras, na metodologia da pesquisa que tem vantagens
óbvias na formação dos professores, das quais, “uma
bastante evidente é a possibilidade de que o professor
Marcos, coordenador pedagógico numa escola municipal,
organizou com os professores debates sobre as relações
entre Conhecimento, Igualdade e Sociedade Democrática,
a partir de alguns textos, dentre os quais, o de Dietrich
e Hashizume (2017), cuja discussão reforçou a compreensão da importância da escola, pois, de acordo com as
autoras, “existe um longo caminho a ser trilhado para se
praticar a igualdade, o respeito e a tolerância. A escola
é um espaço privilegiado de ensino-aprendizagem para
desenvolver consciências e formar cidadãos. Assim, é um
espaço que tem o potencial para serem desenvolvidas
“práticas relacionadas
O município de São Paulo definiu a “Política Paulistana
de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva”, no âmbito de sua Secretaria de Educação, por
meio do Decreto n° 57.379, de 2016, em consonância
com acordos internacionais, com a legislação nacional e
com a municipal. Nos termos do citado decreto, os educandos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou com superdotação, os quais constituem a
clientela da Educação Especial, deverão ter acesso ao
AEE – Atendimento Educacional Especializado que lhe
for pertinente. Considerando-se o estabelecido por essa
legislação, é correto afirmar que o AEE é entendido como
“o conjunto de atividades e recursos pedagógicos e de
acessibilidade organizados institucionalmente”, o qual
deverá ser prestado
A UNESCO é a agência líder da ONU quanto à promoção
da educação para o desenvolvimento sustentável (EDS).
Segundo o documento Educação para os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável: objetivos de aprendizagem
(UNESCO, 2017), “questões globais – como a mudança
climática – exigem uma mudança urgente no nosso estilo
de vida e uma transformação do nosso modo de pensar e
agir. Para alcançar essa mudança, precisamos de novas
habilidades, valores e atitudes que levem a sociedades
mais sustentáveis. Os sistemas de educação devem responder a essa necessidade premente, definindo objetivos
e conteúdos de aprendizagem relevantes, introduzindo
pedagogias que _______os educandos, e instando suas
instituições a incluir princípios de sustentabilidade em suas
estruturas de gestão.”
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna
do texto.
A Resolução CNE/CP n° 2, em 2017, dando cumprimento
às determinações do artigo 210 da Constituição Federal
de 1988 e do artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (Lei n° 9.394/96), institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), a ser respeitada ao longo das etapas e modalidades no âmbito da Educação Básica, e que, no Ensino
Fundamental, está organizada em 5 Áreas do Conhecimento, com as respectivas competências. Cabe observar
o artigo 13 da citada Resolução CNE/CP n° 2/2017, o qual
estabelece que “os currículos e propostas pedagógicas
devem prever medidas que assegurem aos estudantes
um percurso contínuo de aprendizagens ao longo do
Ensino Fundamental, promovendo integração nos nove
anos desta etapa da Educação Básica, evitando a ruptura
no processo e garantindo
A Instrução Normativa SME n° 02/2019 aprova a Orientação Normativa n° 01/2019, que dispõe sobre os registros
na Educação Infantil e estabelece uma multiplicidade de
instrumentos de registros utilizados pelas Unidades Educacionais (UE) da Rede Municipal de Ensino (RME) – planejamento, carta de intenção, semanário, diário de bordo,
caderno de observação, caderno de passagem, portfólio,
mural, painel, agenda, redes sociais, relatório individual
do bebê e da criança, registros de reuniões e horários formativos, projeto político-pedagógico, entre outros. Esses
registros contribuem para acompanhar e avaliar o processo das aprendizagens e do desenvolvimento de cada
bebê e criança. A concepção de avaliação que dialoga
com esse entendimento é a de avaliação
Na obra Para uma teoria da avaliação no domínio das
aprendizagens, Fernandes (2008) examina duas das tradições
que têm predominado na literatura referente à avaliação da
aprendizagem dos alunos: a francófona e a anglo-saxônica.
São perspectivas que diferem em vários aspectos, dentre os
quais, destaca-se o feedback.
Para os francófonos, “o feedback é um elemento a considerar sem que, no entanto, ocupe o lugar de destaque que lhe é atribuído pelos autores anglo-saxônicos”.
Os francófonos sustentam que “a presença do feedback
não garante, por si só, uma adequada orientação para as
aprendizagens e que estas são influenciadas por outros
fatores importantes”. Entre esses fatores, o autor cita,
como exemplo, a natureza das tarefas e
Lendo o texto de Fujikawa (2012), é possível verificar
que, devido à necessidade de se articular as distintas
instâncias da gestão, a escola dispõe de variados registros que devem manter coerência com os princípios de
seu projeto político-pedagógico. A elaboração desses
registros permite objetivar as questões que ocorrem nessa realidade. Contudo, para a autora, “isso não significa cristalizar as ações, as atitudes, os comportamentos,
considerando-os imóveis, imutáveis ou determinados
porque jazem escritos. Implica, sim, considerar as possibilidades que o registro escrito apresenta no sentido de
revelação da realidade capturada”. Desse modo, a elaboração desses registros permite analisar também
A Secretaria Municipal de Educação (SME) estabeleceu,
em São Paulo, o “Currículo da Cidade: Educação Infantil”
(2019), fundamentado no Currículo Integrador da Infância
Paulistana (2015), o qual destaca, na Educação Infantil, o
cuidar e o educar, assumindo compromisso com a humanização dos bebês e das crianças e não apenas com a
instrução. Visando à qualidade do trabalho desenvolvido
nesses locais, a SME estabeleceu Indicadores de Qualidade da Educação Infantil, que têm, entre os objetivos, o
de auxiliar as equipes de profissionais dessas Unidades,
juntamente com as famílias e pessoas da comunidade,
a desenvolver um processo que leve a um diagnóstico
coletivo sobre a qualidade da educação promovida em
cada Unidade, de forma a obter melhorias no trabalho
educativo desenvolvido com as crianças. Esse processo
é denominado
No cotidiano escolar, o Coordenador Pedagógico (CP)
desempenha diversas funções, entre as quais a de mediar
e facilitar o trabalho que os professores realizam em sala de
aula, ajudando-os a identificarem as dificuldades apresentadas pelos alunos e como procederem quanto à avaliação de
suas aprendizagens. Com esse objetivo, Otávio, CP numa
unidade de ensino municipal, escolheu o texto O professor
e a avaliação em sala de aula (Gatti, 2003) para discutir a
prova como instrumento de avaliação. A escolha de Otávio se
justifica, pois a prova escrita ainda permanece como a mais
tradicional forma de avaliação utilizada nas escolas.
É notório que muitos alunos manifestam ansiedade no
momento da prova, pois se sentem pressionados. Nesse
aspecto, o texto de Gatti (2003) é de grande valia, uma
vez que a autora orienta os professores no sentido de
ajudarem os alunos a superarem a tensão emocional durante as provas, empregando alguns meios, como: “tomar
conhecimento da prova toda para ter uma ideia geral de
seu conteúdo, da extensão e do tipo de questões, a fim de
programar seu tempo e as respostas que dará em primeiro
lugar etc.; responder às questões que sabe bem e deixar
as mais problemáticas para tratar com mais vagar depois;
não se preocupar com a resposta perfeita, ideal, mas com