Foram encontradas 40 questões.
Texto 1:
Pobres, negros e da periferia
Pesquisador da UFSC identifica como o sistema penal
criminaliza jovens com menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as medidas
socioeducativas do sistema penal brasileiro produzem o
jovem "menor infrator" e consolidam essa figura. É o que
defende a tese de Gustavo Meneghetti no Programa de
Pós-Graduação em Serviço Social (PGSS) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes cumprem alguma
medida socioeducativa no Brasil. Dentre as mais
utilizadas estão as ações de internação, semiliberdade e
internação provisória, segundo o levantamento anual do
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(Sinase) de 2016, último ano da pesquisa. Essas
medidas são aplicadas a jovens com menos de 18 anos
que cometeram algum ato considerado infracional, de
acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa Catarina, a polícia, o
judiciário e as medidas socioeducativas agem de
maneira coordenada na criminalização, principalmente,
de jovens pobres, negros e moradores das regiões
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo investigou
documentos do Juizado da Infância e Juventude e das
comarcas de Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 2015.
Naquele ano, entrava em vigor a Lei do Sinase, que
estabelece as normas de execução de medidas para
jovens e adolescentes que cometem atos infracionais.
Ao todo, chegou a analisar 20 processos de apuração e
mais 20 processos de execução. "Totalizaram mais de
dez mil páginas", ele afirma. Esses arquivos se referiam
a processos de apuração de ato infracional, aplicado em
investigações e processos de execução de medida
socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem gradativa e
cumulativa do rótulo de menor infrator sem sequer nos
darmos conta disso, apenas cumprindo o nosso dever
profissional", comenta Gustavo, que também é
assistente social do Judiciário catarinense. Em sua tese,
o pesquisador enquadra e detalha as três fases da
construção do 'menor infrator', como produto final do
ciclo que deveria ressocializar.
A polícia inicia esta rede de criminalização juvenil, com a
produção do "menor suspeito", "a partir de estereótipos e
preconceitos sociais e raciais, passando a vigiá-lo e
persegui-lo até lograr sua apreensão", afirma Gustavo.
Na segunda etapa, descreve o pesquisador, o Poder
Judiciário processa, julga e condena o adolescente
criminalizado, principalmente a partir do mecanismo de
confissão, independente da gravidade do ato infracional.
Nesta segunda etapa, cria-se o perfil do "menor
perigoso", portador de antecedentes criminais, o que lhe
causa maior exclusão.
A terceira e última fase do processo de criminalização de
adolescentes negros e moradores de periferia passa
pelo Sistema Socioeducativo, onde o jovem tem de
enfrentar condições desumanas que fracassam em
ressocializar, mas têm êxito em produzir o "menor
infrator", que interioriza e reproduz este rótulo
definitivamente, segundo Gustavo. "O atestado de
reclusão e a certidão de óbito são os
documentos-símbolos desse fracasso/sucesso", escreve
Gustavo.
Problema complexo
Antes de propor algumas estratégias de resistência,
Gustavo alerta: "Não existem soluções simples para
problemas de tamanha complexidade". Com ações
voltadas para a opinião pública, ele ressalta a
importância de promover debates sobre criminalização
juvenil e a violência do sistema penal contra
adolescentes, que indiquem formas alternativas de
controle social e que defendam os direitos humanos
desses jovens. Ele também sugere ações mais práticas,
como a abolição de medidas restritivas de liberdade.
"Creio que seja necessário subverter a lógica disciplinar
socioeducativa, para estimular o pensar e o agir político
do adolescente criminalizado e, em vez de discipliná-lo,
tratar de reconhecer sua capacidade política", propõe
Gustavo.
Retrato do Sistema Socioeducativo
Pesquisa de Gustavo Meneghetti
- 82,2% com renda per capita familiar de até meio salário
mínimo
- 86,66% têm ensino fundamental incompleto
- 73,33% são pardos, negros ou não-brancos
Medidas Socioeducativas*
- Total de 26.450 atendidos, sendo:
- 18.567 em medida de internação (70%)
- 2.178 em regime de semiliberdade (8%)
- 5.184 em internação provisória (20%)
Perfil demográfico*
- 25.360 são homens e 1.090 são mulheres
- 15. 627 são pretos ou pardos
(* Fonte: Sinase - 2016)
Retirado e adaptado de: https://ciencia.ufsc.br/2019/12/19/pobresnegros-e-da-periferia/. Acesso em: 17 mar. 2023.
Texto 2:
Em ação racista, homem joga marmita em
funcionária de padaria em Ribeirão Preto: "Essa
raça?"
Rafael Beutler Marconato é acusado de promover o ato racista
Uma denúncia de racismo está mobilizando a Polícia de
São Paulo. A agressão aconteceu em frente à porta
lateral de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que já
estava fechada.
De acordo com denúncia reproduzida no portal G1, um
homem sem camisa, o advogado Rafael Beutler
Marconato, queria fazer uma reclamação para a gerente.
Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não
aceitou.
"Ele entrou na padaria e pediu para falar com a gerente.
Foi na hora que eu virei e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou
eu a gerente'. Ele virou para mim e falou assim: 'Essa
raça?' Foi essa a frase que ele falou", conta Alessandra
Silva Biserra.
Os funcionários contaram que ele invadiu o corredor
querendo trocar a marmita, que teria vazado e sujado o
carro dele. "Ele questionou que caiu dentro do carro
dele, que sujou tudo o carro dele, que o carro dele
estava todo cheirando a feijão, que o carro dele,
inclusive, valia R$ 250 mil. Que eu tinha que ressarcir ele
e ainda fazer a limpeza do mesmo", diz Alessandra.
Depois, Rafael joga a marmita nela. Outros funcionários
também disseram que foram ofendidos por ele:
"Acabando com todo mundo, falando que a gente era
favelado. Foi isso que aconteceu. Ele estava muito
alterado", relembra a operadora de caixa Cristiane
Aparecida do Nascimento.
Retirado e adaptado de:
https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/emaoo-racista-homem-joga-marmita-em-funcionaria-de-padaria-em-ribeiraopreto-essa-raca. Acesso em: 17 mar. 2023
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Texto 1:
Pobres, negros e da periferia
Pesquisador da UFSC identifica como o sistema penal
criminaliza jovens com menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as medidas
socioeducativas do sistema penal brasileiro produzem o
jovem "menor infrator" e consolidam essa figura. É o que
defende a tese de Gustavo Meneghetti no Programa de
Pós-Graduação em Serviço Social (PGSS) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes cumprem alguma
medida socioeducativa no Brasil. Dentre as mais
utilizadas estão as ações de internação, semiliberdade e
internação provisória, segundo o levantamento anual do
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(Sinase) de 2016, último ano da pesquisa. Essas
medidas são aplicadas a jovens com menos de 18 anos
que cometeram algum ato considerado infracional, de
acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa Catarina, a polícia, o
judiciário e as medidas socioeducativas agem de
maneira coordenada na criminalização, principalmente,
de jovens pobres, negros e moradores das regiões
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo investigou
documentos do Juizado da Infância e Juventude e das
comarcas de Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 2015.
Naquele ano, entrava em vigor a Lei do Sinase, que
estabelece as normas de execução de medidas para
jovens e adolescentes que cometem atos infracionais.
Ao todo, chegou a analisar 20 processos de apuração e
mais 20 processos de execução. "Totalizaram mais de
dez mil páginas", ele afirma. Esses arquivos se referiam
a processos de apuração de ato infracional, aplicado em
investigações e processos de execução de medida
socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem gradativa e
cumulativa do rótulo de menor infrator sem sequer nos
darmos conta disso, apenas cumprindo o nosso dever
profissional", comenta Gustavo, que também é
assistente social do Judiciário catarinense. Em sua tese,
o pesquisador enquadra e detalha as três fases da
construção do 'menor infrator', como produto final do
ciclo que deveria ressocializar.
A polícia inicia esta rede de criminalização juvenil, com a
produção do "menor suspeito", "a partir de estereótipos e
preconceitos sociais e raciais, passando a vigiá-lo e
persegui-lo até lograr sua apreensão", afirma Gustavo.
Na segunda etapa, descreve o pesquisador, o Poder
Judiciário processa, julga e condena o adolescente
criminalizado, principalmente a partir do mecanismo de
confissão, independente da gravidade do ato infracional.
Nesta segunda etapa, cria-se o perfil do "menor
perigoso", portador de antecedentes criminais, o que lhe
causa maior exclusão.
A terceira e última fase do processo de criminalização de
adolescentes negros e moradores de periferia passa
pelo Sistema Socioeducativo, onde o jovem tem de
enfrentar condições desumanas que fracassam em
ressocializar, mas têm êxito em produzir o "menor
infrator", que interioriza e reproduz este rótulo
definitivamente, segundo Gustavo. "O atestado de
reclusão e a certidão de óbito são os
documentos-símbolos desse fracasso/sucesso", escreve
Gustavo.
Problema complexo
Antes de propor algumas estratégias de resistência,
Gustavo alerta: "Não existem soluções simples para
problemas de tamanha complexidade". Com ações
voltadas para a opinião pública, ele ressalta a
importância de promover debates sobre criminalização
juvenil e a violência do sistema penal contra
adolescentes, que indiquem formas alternativas de
controle social e que defendam os direitos humanos
desses jovens. Ele também sugere ações mais práticas,
como a abolição de medidas restritivas de liberdade.
"Creio que seja necessário subverter a lógica disciplinar
socioeducativa, para estimular o pensar e o agir político
do adolescente criminalizado e, em vez de discipliná-lo,
tratar de reconhecer sua capacidade política", propõe
Gustavo.
Retrato do Sistema Socioeducativo
Pesquisa de Gustavo Meneghetti
- 82,2% com renda per capita familiar de até meio salário
mínimo
- 86,66% têm ensino fundamental incompleto
- 73,33% são pardos, negros ou não-brancos
Medidas Socioeducativas*
- Total de 26.450 atendidos, sendo:
- 18.567 em medida de internação (70%)
- 2.178 em regime de semiliberdade (8%)
- 5.184 em internação provisória (20%)
Perfil demográfico*
- 25.360 são homens e 1.090 são mulheres
- 15. 627 são pretos ou pardos
(* Fonte: Sinase - 2016)
Retirado e adaptado de: https://ciencia.ufsc.br/2019/12/19/pobresnegros-e-da-periferia/. Acesso em: 17 mar. 2023.
Texto 2:
Em ação racista, homem joga marmita em
funcionária de padaria em Ribeirão Preto: "Essa
raça?"
Rafael Beutler Marconato é acusado de promover o ato racista
Uma denúncia de racismo está mobilizando a Polícia de
São Paulo. A agressão aconteceu em frente à porta
lateral de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que já
estava fechada.
De acordo com denúncia reproduzida no portal G1, um
homem sem camisa, o advogado Rafael Beutler
Marconato, queria fazer uma reclamação para a gerente.
Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não
aceitou.
"Ele entrou na padaria e pediu para falar com a gerente.
Foi na hora que eu virei e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou
eu a gerente'. Ele virou para mim e falou assim: 'Essa
raça?' Foi essa a frase que ele falou", conta Alessandra
Silva Biserra.
Os funcionários contaram que ele invadiu o corredor
querendo trocar a marmita, que teria vazado e sujado o
carro dele. "Ele questionou que caiu dentro do carro
dele, que sujou tudo o carro dele, que o carro dele
estava todo cheirando a feijão, que o carro dele,
inclusive, valia R$ 250 mil. Que eu tinha que ressarcir ele
e ainda fazer a limpeza do mesmo", diz Alessandra.
Depois, Rafael joga a marmita nela. Outros funcionários
também disseram que foram ofendidos por ele:
"Acabando com todo mundo, falando que a gente era
favelado. Foi isso que aconteceu. Ele estava muito
alterado", relembra a operadora de caixa Cristiane
Aparecida do Nascimento.
Retirado e adaptado de:
https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/emaoo-racista-homem-joga-marmita-em-funcionaria-de-padaria-em-ribeiraopreto-essa-raca. Acesso em: 17 mar. 2023
Uma denúncia de racismo está chamando a Polícia de São Paulo à ação. A agressão aconteceu ao lado de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que __quela altura do dia já estava fechada. De acordo com denúncia trazida a público pelo portal G1, um homem sem camisa, __ cuja identificação se teve acesso mais tarde como advogado, queria reclamar __ gerente. Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não __ aceitou como responsável pelo estabelecimento. "Ele entrou na padaria e pediu para falar __ gerente. Eu me voltei à pessoa e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou eu __ responsável. Ele virou __ mim e falou assim: 'Essa raça?' Foi essa a expressão que ele usou", relata a gerente (Excerto adaptado do texto 1)
Assinale a alternativa com a sequência correta:
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Texto 1:
Pobres, negros e da periferia
Pesquisador da UFSC identifica como o sistema penal
criminaliza jovens com menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as medidas
socioeducativas do sistema penal brasileiro produzem o
jovem "menor infrator" e consolidam essa figura. É o que
defende a tese de Gustavo Meneghetti no Programa de
Pós-Graduação em Serviço Social (PGSS) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes cumprem alguma
medida socioeducativa no Brasil. Dentre as mais
utilizadas estão as ações de internação, semiliberdade e
internação provisória, segundo o levantamento anual do
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(Sinase) de 2016, último ano da pesquisa. Essas
medidas são aplicadas a jovens com menos de 18 anos
que cometeram algum ato considerado infracional, de
acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa Catarina, a polícia, o
judiciário e as medidas socioeducativas agem de
maneira coordenada na criminalização, principalmente,
de jovens pobres, negros e moradores das regiões
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo investigou
documentos do Juizado da Infância e Juventude e das
comarcas de Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 2015.
Naquele ano, entrava em vigor a Lei do Sinase, que
estabelece as normas de execução de medidas para
jovens e adolescentes que cometem atos infracionais.
Ao todo, chegou a analisar 20 processos de apuração e
mais 20 processos de execução. "Totalizaram mais de
dez mil páginas", ele afirma. Esses arquivos se referiam
a processos de apuração de ato infracional, aplicado em
investigações e processos de execução de medida
socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem gradativa e
cumulativa do rótulo de menor infrator sem sequer nos
darmos conta disso, apenas cumprindo o nosso dever
profissional", comenta Gustavo, que também é
assistente social do Judiciário catarinense. Em sua tese,
o pesquisador enquadra e detalha as três fases da
construção do 'menor infrator', como produto final do
ciclo que deveria ressocializar.
A polícia inicia esta rede de criminalização juvenil, com a
produção do "menor suspeito", "a partir de estereótipos e
preconceitos sociais e raciais, passando a vigiá-lo e
persegui-lo até lograr sua apreensão", afirma Gustavo.
Na segunda etapa, descreve o pesquisador, o Poder
Judiciário processa, julga e condena o adolescente
criminalizado, principalmente a partir do mecanismo de
confissão, independente da gravidade do ato infracional.
Nesta segunda etapa, cria-se o perfil do "menor
perigoso", portador de antecedentes criminais, o que lhe
causa maior exclusão.
A terceira e última fase do processo de criminalização de
adolescentes negros e moradores de periferia passa
pelo Sistema Socioeducativo, onde o jovem tem de
enfrentar condições desumanas que fracassam em
ressocializar, mas têm êxito em produzir o "menor
infrator", que interioriza e reproduz este rótulo
definitivamente, segundo Gustavo. "O atestado de
reclusão e a certidão de óbito são os
documentos-símbolos desse fracasso/sucesso", escreve
Gustavo.
Problema complexo
Antes de propor algumas estratégias de resistência,
Gustavo alerta: "Não existem soluções simples para
problemas de tamanha complexidade". Com ações
voltadas para a opinião pública, ele ressalta a
importância de promover debates sobre criminalização
juvenil e a violência do sistema penal contra
adolescentes, que indiquem formas alternativas de
controle social e que defendam os direitos humanos
desses jovens. Ele também sugere ações mais práticas,
como a abolição de medidas restritivas de liberdade.
"Creio que seja necessário subverter a lógica disciplinar
socioeducativa, para estimular o pensar e o agir político
do adolescente criminalizado e, em vez de discipliná-lo,
tratar de reconhecer sua capacidade política", propõe
Gustavo.
Retrato do Sistema Socioeducativo
Pesquisa de Gustavo Meneghetti
- 82,2% com renda per capita familiar de até meio salário
mínimo
- 86,66% têm ensino fundamental incompleto
- 73,33% são pardos, negros ou não-brancos
Medidas Socioeducativas*
- Total de 26.450 atendidos, sendo:
- 18.567 em medida de internação (70%)
- 2.178 em regime de semiliberdade (8%)
- 5.184 em internação provisória (20%)
Perfil demográfico*
- 25.360 são homens e 1.090 são mulheres
- 15. 627 são pretos ou pardos
(* Fonte: Sinase - 2016)
Retirado e adaptado de: https://ciencia.ufsc.br/2019/12/19/pobresnegros-e-da-periferia/. Acesso em: 17 mar. 2023.
Texto 2:
Em ação racista, homem joga marmita em
funcionária de padaria em Ribeirão Preto: "Essa
raça?"
Rafael Beutler Marconato é acusado de promover o ato racista
Uma denúncia de racismo está mobilizando a Polícia de
São Paulo. A agressão aconteceu em frente à porta
lateral de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que já
estava fechada.
De acordo com denúncia reproduzida no portal G1, um
homem sem camisa, o advogado Rafael Beutler
Marconato, queria fazer uma reclamação para a gerente.
Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não
aceitou.
"Ele entrou na padaria e pediu para falar com a gerente.
Foi na hora que eu virei e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou
eu a gerente'. Ele virou para mim e falou assim: 'Essa
raça?' Foi essa a frase que ele falou", conta Alessandra
Silva Biserra.
Os funcionários contaram que ele invadiu o corredor
querendo trocar a marmita, que teria vazado e sujado o
carro dele. "Ele questionou que caiu dentro do carro
dele, que sujou tudo o carro dele, que o carro dele
estava todo cheirando a feijão, que o carro dele,
inclusive, valia R$ 250 mil. Que eu tinha que ressarcir ele
e ainda fazer a limpeza do mesmo", diz Alessandra.
Depois, Rafael joga a marmita nela. Outros funcionários
também disseram que foram ofendidos por ele:
"Acabando com todo mundo, falando que a gente era
favelado. Foi isso que aconteceu. Ele estava muito
alterado", relembra a operadora de caixa Cristiane
Aparecida do Nascimento.
Retirado e adaptado de:
https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/emaoo-racista-homem-joga-marmita-em-funcionaria-de-padaria-em-ribeiraopreto-essa-raca. Acesso em: 17 mar. 2023
I. A maior parte dos jovens submetidos a medidas socioeducativas é constituída por pobres e periféricos,
UMA VEZ QUE
II. Eles são negros ou pardos.
É correto o que se afirma em:
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Texto 1:
Pobres, negros e da periferia
Pesquisador da UFSC identifica como o sistema penal
criminaliza jovens com menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as medidas
socioeducativas do sistema penal brasileiro produzem o
jovem "menor infrator" e consolidam essa figura. É o que
defende a tese de Gustavo Meneghetti no Programa de
Pós-Graduação em Serviço Social (PGSS) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes cumprem alguma
medida socioeducativa no Brasil. Dentre as mais
utilizadas estão as ações de internação, semiliberdade e
internação provisória, segundo o levantamento anual do
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(Sinase) de 2016, último ano da pesquisa. Essas
medidas são aplicadas a jovens com menos de 18 anos
que cometeram algum ato considerado infracional, de
acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa Catarina, a polícia, o
judiciário e as medidas socioeducativas agem de
maneira coordenada na criminalização, principalmente,
de jovens pobres, negros e moradores das regiões
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo investigou
documentos do Juizado da Infância e Juventude e das
comarcas de Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 2015.
Naquele ano, entrava em vigor a Lei do Sinase, que
estabelece as normas de execução de medidas para
jovens e adolescentes que cometem atos infracionais.
Ao todo, chegou a analisar 20 processos de apuração e
mais 20 processos de execução. "Totalizaram mais de
dez mil páginas", ele afirma. Esses arquivos se referiam
a processos de apuração de ato infracional, aplicado em
investigações e processos de execução de medida
socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem gradativa e
cumulativa do rótulo de menor infrator sem sequer nos
darmos conta disso, apenas cumprindo o nosso dever
profissional", comenta Gustavo, que também é
assistente social do Judiciário catarinense. Em sua tese,
o pesquisador enquadra e detalha as três fases da
construção do 'menor infrator', como produto final do
ciclo que deveria ressocializar.
A polícia inicia esta rede de criminalização juvenil, com a
produção do "menor suspeito", "a partir de estereótipos e
preconceitos sociais e raciais, passando a vigiá-lo e
persegui-lo até lograr sua apreensão", afirma Gustavo.
Na segunda etapa, descreve o pesquisador, o Poder
Judiciário processa, julga e condena o adolescente
criminalizado, principalmente a partir do mecanismo de
confissão, independente da gravidade do ato infracional.
Nesta segunda etapa, cria-se o perfil do "menor
perigoso", portador de antecedentes criminais, o que lhe
causa maior exclusão.
A terceira e última fase do processo de criminalização de
adolescentes negros e moradores de periferia passa
pelo Sistema Socioeducativo, onde o jovem tem de
enfrentar condições desumanas que fracassam em
ressocializar, mas têm êxito em produzir o "menor
infrator", que interioriza e reproduz este rótulo
definitivamente, segundo Gustavo. "O atestado de
reclusão e a certidão de óbito são os
documentos-símbolos desse fracasso/sucesso", escreve
Gustavo.
Problema complexo
Antes de propor algumas estratégias de resistência,
Gustavo alerta: "Não existem soluções simples para
problemas de tamanha complexidade". Com ações
voltadas para a opinião pública, ele ressalta a
importância de promover debates sobre criminalização
juvenil e a violência do sistema penal contra
adolescentes, que indiquem formas alternativas de
controle social e que defendam os direitos humanos
desses jovens. Ele também sugere ações mais práticas,
como a abolição de medidas restritivas de liberdade.
"Creio que seja necessário subverter a lógica disciplinar
socioeducativa, para estimular o pensar e o agir político
do adolescente criminalizado e, em vez de discipliná-lo,
tratar de reconhecer sua capacidade política", propõe
Gustavo.
Retrato do Sistema Socioeducativo
Pesquisa de Gustavo Meneghetti
- 82,2% com renda per capita familiar de até meio salário
mínimo
- 86,66% têm ensino fundamental incompleto
- 73,33% são pardos, negros ou não-brancos
Medidas Socioeducativas*
- Total de 26.450 atendidos, sendo:
- 18.567 em medida de internação (70%)
- 2.178 em regime de semiliberdade (8%)
- 5.184 em internação provisória (20%)
Perfil demográfico*
- 25.360 são homens e 1.090 são mulheres
- 15. 627 são pretos ou pardos
(* Fonte: Sinase - 2016)
Retirado e adaptado de: https://ciencia.ufsc.br/2019/12/19/pobresnegros-e-da-periferia/. Acesso em: 17 mar. 2023.
Texto 2:
Em ação racista, homem joga marmita em
funcionária de padaria em Ribeirão Preto: "Essa
raça?"
Rafael Beutler Marconato é acusado de promover o ato racista
Uma denúncia de racismo está mobilizando a Polícia de
São Paulo. A agressão aconteceu em frente à porta
lateral de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que já
estava fechada.
De acordo com denúncia reproduzida no portal G1, um
homem sem camisa, o advogado Rafael Beutler
Marconato, queria fazer uma reclamação para a gerente.
Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não
aceitou.
"Ele entrou na padaria e pediu para falar com a gerente.
Foi na hora que eu virei e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou
eu a gerente'. Ele virou para mim e falou assim: 'Essa
raça?' Foi essa a frase que ele falou", conta Alessandra
Silva Biserra.
Os funcionários contaram que ele invadiu o corredor
querendo trocar a marmita, que teria vazado e sujado o
carro dele. "Ele questionou que caiu dentro do carro
dele, que sujou tudo o carro dele, que o carro dele
estava todo cheirando a feijão, que o carro dele,
inclusive, valia R$ 250 mil. Que eu tinha que ressarcir ele
e ainda fazer a limpeza do mesmo", diz Alessandra.
Depois, Rafael joga a marmita nela. Outros funcionários
também disseram que foram ofendidos por ele:
"Acabando com todo mundo, falando que a gente era
favelado. Foi isso que aconteceu. Ele estava muito
alterado", relembra a operadora de caixa Cristiane
Aparecida do Nascimento.
Retirado e adaptado de:
https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/emaoo-racista-homem-joga-marmita-em-funcionaria-de-padaria-em-ribeiraopreto-essa-raca. Acesso em: 17 mar. 2023
I.Outras políticas que se voltem à segurança pública, à inclusão e ao respeito aos cidadãos são fundamentais,
EMBORA
II.jovens com menos de 18 não sejam criminalizados.
É correto o que se afirma em:
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Texto 1:
Pobres, negros e da periferia
Pesquisador da UFSC identifica como o sistema penal
criminaliza jovens com menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as medidas
socioeducativas do sistema penal brasileiro produzem o
jovem "menor infrator" e consolidam essa figura. É o que
defende a tese de Gustavo Meneghetti no Programa de
Pós-Graduação em Serviço Social (PGSS) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes cumprem alguma
medida socioeducativa no Brasil. Dentre as mais
utilizadas estão as ações de internação, semiliberdade e
internação provisória, segundo o levantamento anual do
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(Sinase) de 2016, último ano da pesquisa. Essas
medidas são aplicadas a jovens com menos de 18 anos
que cometeram algum ato considerado infracional, de
acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa Catarina, a polícia, o
judiciário e as medidas socioeducativas agem de
maneira coordenada na criminalização, principalmente,
de jovens pobres, negros e moradores das regiões
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo investigou
documentos do Juizado da Infância e Juventude e das
comarcas de Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 2015.
Naquele ano, entrava em vigor a Lei do Sinase, que
estabelece as normas de execução de medidas para
jovens e adolescentes que cometem atos infracionais.
Ao todo, chegou a analisar 20 processos de apuração e
mais 20 processos de execução. "Totalizaram mais de
dez mil páginas", ele afirma. Esses arquivos se referiam
a processos de apuração de ato infracional, aplicado em
investigações e processos de execução de medida
socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem gradativa e
cumulativa do rótulo de menor infrator sem sequer nos
darmos conta disso, apenas cumprindo o nosso dever
profissional", comenta Gustavo, que também é
assistente social do Judiciário catarinense. Em sua tese,
o pesquisador enquadra e detalha as três fases da
construção do 'menor infrator', como produto final do
ciclo que deveria ressocializar.
A polícia inicia esta rede de criminalização juvenil, com a
produção do "menor suspeito", "a partir de estereótipos e
preconceitos sociais e raciais, passando a vigiá-lo e
persegui-lo até lograr sua apreensão", afirma Gustavo.
Na segunda etapa, descreve o pesquisador, o Poder
Judiciário processa, julga e condena o adolescente
criminalizado, principalmente a partir do mecanismo de
confissão, independente da gravidade do ato infracional.
Nesta segunda etapa, cria-se o perfil do "menor
perigoso", portador de antecedentes criminais, o que lhe
causa maior exclusão.
A terceira e última fase do processo de criminalização de
adolescentes negros e moradores de periferia passa
pelo Sistema Socioeducativo, onde o jovem tem de
enfrentar condições desumanas que fracassam em
ressocializar, mas têm êxito em produzir o "menor
infrator", que interioriza e reproduz este rótulo
definitivamente, segundo Gustavo. "O atestado de
reclusão e a certidão de óbito são os
documentos-símbolos desse fracasso/sucesso", escreve
Gustavo.
Problema complexo
Antes de propor algumas estratégias de resistência,
Gustavo alerta: "Não existem soluções simples para
problemas de tamanha complexidade". Com ações
voltadas para a opinião pública, ele ressalta a
importância de promover debates sobre criminalização
juvenil e a violência do sistema penal contra
adolescentes, que indiquem formas alternativas de
controle social e que defendam os direitos humanos
desses jovens. Ele também sugere ações mais práticas,
como a abolição de medidas restritivas de liberdade.
"Creio que seja necessário subverter a lógica disciplinar
socioeducativa, para estimular o pensar e o agir político
do adolescente criminalizado e, em vez de discipliná-lo,
tratar de reconhecer sua capacidade política", propõe
Gustavo.
Retrato do Sistema Socioeducativo
Pesquisa de Gustavo Meneghetti
- 82,2% com renda per capita familiar de até meio salário
mínimo
- 86,66% têm ensino fundamental incompleto
- 73,33% são pardos, negros ou não-brancos
Medidas Socioeducativas*
- Total de 26.450 atendidos, sendo:
- 18.567 em medida de internação (70%)
- 2.178 em regime de semiliberdade (8%)
- 5.184 em internação provisória (20%)
Perfil demográfico*
- 25.360 são homens e 1.090 são mulheres
- 15. 627 são pretos ou pardos
(* Fonte: Sinase - 2016)
Retirado e adaptado de: https://ciencia.ufsc.br/2019/12/19/pobresnegros-e-da-periferia/. Acesso em: 17 mar. 2023.
Texto 2:
Em ação racista, homem joga marmita em
funcionária de padaria em Ribeirão Preto: "Essa
raça?"
Rafael Beutler Marconato é acusado de promover o ato racista
Uma denúncia de racismo está mobilizando a Polícia de
São Paulo. A agressão aconteceu em frente à porta
lateral de uma padaria em Ribeirão Preto (SP), que já
estava fechada.
De acordo com denúncia reproduzida no portal G1, um
homem sem camisa, o advogado Rafael Beutler
Marconato, queria fazer uma reclamação para a gerente.
Alessandra se apresentou, mas, segundo ela, ele não
aceitou.
"Ele entrou na padaria e pediu para falar com a gerente.
Foi na hora que eu virei e falei: 'Prazer, Alessandra. Sou
eu a gerente'. Ele virou para mim e falou assim: 'Essa
raça?' Foi essa a frase que ele falou", conta Alessandra
Silva Biserra.
Os funcionários contaram que ele invadiu o corredor
querendo trocar a marmita, que teria vazado e sujado o
carro dele. "Ele questionou que caiu dentro do carro
dele, que sujou tudo o carro dele, que o carro dele
estava todo cheirando a feijão, que o carro dele,
inclusive, valia R$ 250 mil. Que eu tinha que ressarcir ele
e ainda fazer a limpeza do mesmo", diz Alessandra.
Depois, Rafael joga a marmita nela. Outros funcionários
também disseram que foram ofendidos por ele:
"Acabando com todo mundo, falando que a gente era
favelado. Foi isso que aconteceu. Ele estava muito
alterado", relembra a operadora de caixa Cristiane
Aparecida do Nascimento.
Retirado e adaptado de:
https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/emaoo-racista-homem-joga-marmita-em-funcionaria-de-padaria-em-ribeiraopreto-essa-raca. Acesso em: 17 mar. 2023
(__)O texto 1 é um artigo jornalístico. (__)O texto 1 é híbrido quanto à sua escrita, apresentando informações em prosa e em esquema. (__)O texto 2 é uma notícia jornalística. (__)Ambos os textos abordam o racismo no núcleo de sua temática.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
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2768366
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
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"O turismo é uma atividade econômica capaz de gerar
desenvolvimento e conservar a natureza. Ou seja, é uma
atividade econômica onde a cultura é um valor, onde a
gastronomia é um valor e onde a natureza é um valor. É
uma atividade muito compatível com os desafios da
humanidade no século 21, porque preserva, conserva,
gera emprego e gera desenvolvimento. Diferente de
outras atividades econômicas que têm consequências
negativas. Turismo é solução". (Marcelo Freixo,
presidente da Agência Brasileira de Promoção
Internacional do Turismo (Embratur)). Acerca dessa
temática, analise as afirmativas a seguir e identifique as
corretas:
I.Rio de Janeiro é a cidade escolhida pelo governo brasileiro como candidata para sediar a 30ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 30, em 2025.
II.No Brasil, o turismo representa, aproximadamente, 8% do PIB.
III.A Embratur, em 2023, para promover o turismo no Brasil e exterior, recuperou a marca Brasil com a grafia escrita em "S" e não, "Z", que foi implementada no governo anterior.
É correto o que se afirma em:
I.Rio de Janeiro é a cidade escolhida pelo governo brasileiro como candidata para sediar a 30ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 30, em 2025.
II.No Brasil, o turismo representa, aproximadamente, 8% do PIB.
III.A Embratur, em 2023, para promover o turismo no Brasil e exterior, recuperou a marca Brasil com a grafia escrita em "S" e não, "Z", que foi implementada no governo anterior.
É correto o que se afirma em:
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2768365
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
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Passados três anos desde o primeiro caso de Covid-19
registrado no país, o Brasil alcançou outro triste marco
em março: 700 mil mortes causadas pela doença. Um
número que compreende todas as trajetórias
interrompidas e famílias enlutadas (MINISTÉRIO DA
SAÚDE, 2023). Dado esse contexto e seu ponto
temporal, segundo divulgado pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) (NEXO, 2023):
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2768364
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
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Com metodologia desenvolvida em parceria com a
London School of Economics, a Interbrand, empresa
global de consultoria de marcas, conhecida por seu
ranking anual das marcas mais valiosas do mundo,
divulgou o ranking das marcas brasileiras mais valiosas.
Ao encontro disso, no Brasil, considerando-se o
desempenho financeiro, o papel que a marca
desempenha nas decisões de compra e sua força
competitiva, analise as afirmativas a seguir e identifique
as corretas:
I.a marca mais valiosa do país é uma instituição financeira.
II.as marcas de maior crescimento foram as que souberam se adaptar às rápidas alterações comportamentais de seu público nesta era na qual a rapidez e a certeza da mudança dão forma ao novo normal.
III.na onda de "cancelamentos" em que vivemos, "ser" e "parecer" ético e íntegro ganham uma importância higiênica para a sustentabilidade do negócio.
É correto o que se afirma em:
I.a marca mais valiosa do país é uma instituição financeira.
II.as marcas de maior crescimento foram as que souberam se adaptar às rápidas alterações comportamentais de seu público nesta era na qual a rapidez e a certeza da mudança dão forma ao novo normal.
III.na onda de "cancelamentos" em que vivemos, "ser" e "parecer" ético e íntegro ganham uma importância higiênica para a sustentabilidade do negócio.
É correto o que se afirma em:
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2768363
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
Provas:
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), que considera os
trabalhadores com carteira assinada, em janeiro de
2023, a economia brasileira gerou 83,2 mil postos de
trabalho com carteira assinada. Isso posto, considere as
afirmativas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F,
para falsas:
(__)houve um superávit nas contratações, em relação a janeiro de 2022.
(__)no primeiro mês do ano de 2023, ocorreram no país, aproximadamente, 22,6 milhões de contratações e 20,6 milhões de demissões.
(__)em relação aos postos de trabalho, em janeiro de 2023, grupos de atividades econômicas de serviços, indústria, construção e agropecuária registraram saldos positivos na abertura de vagas formais, enquanto o setor de comércio teve uma queda.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
(__)houve um superávit nas contratações, em relação a janeiro de 2022.
(__)no primeiro mês do ano de 2023, ocorreram no país, aproximadamente, 22,6 milhões de contratações e 20,6 milhões de demissões.
(__)em relação aos postos de trabalho, em janeiro de 2023, grupos de atividades econômicas de serviços, indústria, construção e agropecuária registraram saldos positivos na abertura de vagas formais, enquanto o setor de comércio teve uma queda.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
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2768362
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FURB
Orgão: Pref. Schroeder-SC
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A publicação de pesquisas em revistas e periódicos
acadêmicos é um dos pilares da ciência atual. A lógica é
que esses veículos garantem que o estudo em questão
foi revisado por outros cientistas e permitem que os
resultados alcancem mais pesquisadores. Por esse
caminho, o compartilhamento de dados ganhou grande
importância durante a pandemia de covid-19. Desde os
primeiros casos da doença, a OMS (Organização
Mundial de Saúde) defendeu a publicação de dados de
pesquisa como uma estratégia para o combate da
doença. Ao encontro disso, a Unesco, agência das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura,
considera que práticas de ciência aberta são importantes
porque, entre outros pontos, ajudam a combater a
fragmentação do conhecimento, que deixa de ficar
concentrado em núcleos e passa a circular mais e ser
construído coletivamente (CÂNDIDO, 2023). Isso posto,
analise as afirmativas a seguir e identifique as corretas:
I.Open science ou ciência aberta é um termo amplo que denota um movimento por uma ciência mais transparente de modo geral, no qual o acesso aberto a artigos é um dos vários componentes envolvidos
II.O crescimento do acesso livre levou as próprias revistas a disponibilizar artigos para acesso gratuito em suas plataformas virtuais. Todavia, para manter o lucro no processo de publicação, elas deslocaram o valor de assinatura para os autores, de forma que muitos deles passaram a ser cobrados para publicar suas pesquisas.
III.A expressão ciência aberta é um termo guarda-chuva para um conjunto de ações que tem o objetivo comum de tornar o conhecimento científico mais acessível.
É correto o que se afirma em:
I.Open science ou ciência aberta é um termo amplo que denota um movimento por uma ciência mais transparente de modo geral, no qual o acesso aberto a artigos é um dos vários componentes envolvidos
II.O crescimento do acesso livre levou as próprias revistas a disponibilizar artigos para acesso gratuito em suas plataformas virtuais. Todavia, para manter o lucro no processo de publicação, elas deslocaram o valor de assinatura para os autores, de forma que muitos deles passaram a ser cobrados para publicar suas pesquisas.
III.A expressão ciência aberta é um termo guarda-chuva para um conjunto de ações que tem o objetivo comum de tornar o conhecimento científico mais acessível.
É correto o que se afirma em:
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