Foram encontradas 1.358 questões.
Leia o texto, para responder a questão.
Elas vão substituir você
Quando, em 1956, o cientista da computação americano
John McCarthy cunhou o termo “inteligência artificial”, durante
uma conferência na universidade de Dartmouth, nos Estados
Unidos, a intenção já era desenvolver máquinas capazes de
livrar os seres humanos de tarefas de alguma complexidade,
porém largamente enfadonhas.
“A proposta é usar todo o nosso conhecimento para
construir um programa de computador que saiba e, também,
conheça”, resumiu McCarthy, expressando uma ambição
que vem de muito antes de ele proferir tais palavras. Uma
narrativa mitológica judaica, por exemplo, já apresentava,
milênios atrás, a ideia de um ser artificial pensante, o Golem,
feito de barro e que serviria os humanos. Na Idade Média,
alquimistas chegaram a sonhar em dar vida à criatura por
eles batizada de Homunculus. Era apenas um devaneio que
o tempo e a ciência se encarregaram de trazer para o plano
das realidades.
E a inteligência artificial (IA) de hoje em dia, tal como foi
formulada por McCarthy, é a concretização dessa aspiração
que se confunde com a história. No entanto, no momento em
que a humanidade parece estar perto de construir um robô
capaz de substituir o homem em um sem-número de atividades – o Golem do século XXI –, o que poderia ser motivo de
unânime comemoração arrasta consigo o pavor de que tais
softwares deixem milhões de seres humanos desempregados. A preocupação é tamanha que o tema ganhou lugar de
destaque na agenda do Fórum Econômico Mundial – evento
anual que reúne líderes políticos e empresariais em Davos.
Segundo levantamento feito pela organização do fórum, a
soma de empregos perdidos para a IA será de 5 milhões nos
próximos dois anos. No estudo, as áreas de negócios mais
afetadas serão as administrativas e as industriais.
Um estudo publicado pela consultoria americana
McKinsey avalia que em torno de 50% das atividades tidas
como repetitivas serão automatizadas na próxima década.
Nesse período, no Brasil, 15,7 milhões de trabalhadores
serão afetados pela automação. Em todo o mundo, o legado
da mecanização avançada será de até 800 milhões de
pessoas à procura de oportunidades de trabalho. Desse
total, boa parte terá de se readaptar, mas 375 milhões deverão aprender competências inteiramente novas para não cair
no desemprego.
Nem tudo, entretanto, é pessimismo. Os economistas
ingleses Richard e Daniel Susskind, ambos professores de
Oxford, defendem a ideia de que quando atribuições são
extintas, ou modificadas, os seres humanos se transformam
no mesmo ritmo. “O benefício é que os profissionais farão
mais, em menos tempo”, defendem. Para eles, a bonança
tecnológica levará à criação de novos tipos de emprego.
(Veja, 31.01.2018. Adaptado)
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Os artistas _________entregando-______________ um quadro
valioso ___________ que gostaram muito porque mostrava o Universo.
As lacunas do enunciado devem ser preenchidas, correta e respectivamente, conforme a norma-padrão da língua portuguesa, por:
As lacunas do enunciado devem ser preenchidas, correta e respectivamente, conforme a norma-padrão da língua portuguesa, por:
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Leia a charge para responder a questão.

(Kleiman: 1993)
Com base em Kleiman e nas informações presentes no texto verbal e não verbal da charge, o conhecimento prévio do leitor permite que ele conclua corretamente que
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Uma amiga me disse que em alguns cursos da Universidade de Princeton o celular e o iPad foram proibidos porque
os estudantes filmavam e fotografavam as aulas, ou simplesmente brincavam com joguinhos eletrônicos. A proibição
do uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula numa das
maiores universidades dos Estados Unidos e do mundo não
é nada desprezível. O celular na palma da mão desconcentra
o estudante e abole uma prática antiga: a caligrafia.
Dos milenares hieróglifos egípcios gravados em pedra e
palavras escritas em pergaminho à mais recente prescrição
médica, a caligrafia tem uma longa história. Mas essa história – que marca uma forte relação da palavra com o gesto da
mão – parece fenecer com o advento do minúsculo teclado
e sua tela.
Lembro uma entrevista radiofônica com Roland Barthes,
em que o grande crítico francês dizia que as correções das
provas tipográficas dos romances de Balzac pareciam fogos
de artifícios. É uma bela imagem do efeito estético da caligrafia no papel impresso, da relação do corpo com a escrita,
as letras que vêm da mão, e não da máquina. Quando pude
ver essas páginas numa exposição de manuscritos, fiquei
impressionado com a metáfora precisa de Barthes, e admirado com a obsessão de Balzac em acrescentar, cortar e
substituir palavras e frases, e alterar a pontuação, como se a
respiração e o tempo da leitura fossem – como de fato são –
importantes para o ritmo da escrita.
Mas há beleza também na caligrafia torta e hesitante de
uma criança, numa carta de amor escrita a lápis ou à tinta,
na mensagem pintada à mão no para-choque de um caminhão, nas paredes de banheiros públicos, no muro grafitado
da cidade poluída, nada impoluta.
Na mão que move a escrita há um gesto corporal atávico, um desejo da nossa ancestralidade, que a maquininha
subtrai, ou até mesmo anula. Ainda escrevo alguns textos à
mão, antes de digitá-los no computador. No trabalho diário
de um jornalista, isso é quase impossível, mas na escrita de
uma crônica, pego a caneta e o papel e exercito minha pobre
caligrafia.
(Milton Hatoum. “Linguagem da mão”.
https://oglobo.globo.com, 11.08.2017. Adaptado)
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A lua foi ao cinema
A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava para ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
Amanheça, por favor!
(Paulo Leminski. Disponível em: https://peregrinacultural.wordpress.com. Acesso em: 26.03.2018)
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Uma amiga me disse que em alguns cursos da Universidade de Princeton o celular e o iPad foram proibidos porque
os estudantes filmavam e fotografavam as aulas, ou simplesmente brincavam com joguinhos eletrônicos. A proibição
do uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula numa das
maiores universidades dos Estados Unidos e do mundo não
é nada desprezível. O celular na palma da mão desconcentra
o estudante e abole uma prática antiga: a caligrafia.
Dos milenares hieróglifos egípcios gravados em pedra e
palavras escritas em pergaminho à mais recente prescrição
médica, a caligrafia tem uma longa história. Mas essa história – que marca uma forte relação da palavra com o gesto da
mão – parece fenecer com o advento do minúsculo teclado
e sua tela.
Lembro uma entrevista radiofônica com Roland Barthes,
em que o grande crítico francês dizia que as correções das
provas tipográficas dos romances de Balzac pareciam fogos
de artifícios. É uma bela imagem do efeito estético da caligrafia no papel impresso, da relação do corpo com a escrita,
as letras que vêm da mão, e não da máquina. Quando pude
ver essas páginas numa exposição de manuscritos, fiquei
impressionado com a metáfora precisa de Barthes, e admirado com a obsessão de Balzac em acrescentar, cortar e
substituir palavras e frases, e alterar a pontuação, como se a
respiração e o tempo da leitura fossem – como de fato são –
importantes para o ritmo da escrita.
Mas há beleza também na caligrafia torta e hesitante de
uma criança, numa carta de amor escrita a lápis ou à tinta,
na mensagem pintada à mão no para-choque de um caminhão, nas paredes de banheiros públicos, no muro grafitado
da cidade poluída, nada impoluta.
Na mão que move a escrita há um gesto corporal atávico, um desejo da nossa ancestralidade, que a maquininha
subtrai, ou até mesmo anula. Ainda escrevo alguns textos à
mão, antes de digitá-los no computador. No trabalho diário
de um jornalista, isso é quase impossível, mas na escrita de
uma crônica, pego a caneta e o papel e exercito minha pobre
caligrafia.
(Milton Hatoum. “Linguagem da mão”.
https://oglobo.globo.com, 11.08.2017. Adaptado)
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Lidando com o ’mimimi’
Quase todo mundo conhece a expressão “mimimi” da linguagem informal. Eu me espantei ao saber que ela surgiu
com o personagem Chaves, de um seriado cultuado até hoje.
Chaves, um moleque órfão, sempre que contrariado, emitia
esse som “mimimi” para indicar seu choro. Essa expressão
passou a ser usada, sempre de modo pejorativo, para indicar
reclamações sem justa causa, frescura, manha etc.
Agora, professores e pais têm usado a expressão com
bastante frequência para nomear diversos comportamentos
dos mais novos. Tudo agora virou mimimi.
Nós, educadores formais e informais, temos dado atenção a muitas reclamações de filhos e alunos, o que emperra
e/ou paralisa o processo de crescimento e de aprendizagem
deles, e não apenas no aspecto cognitivo.
Filhos reclamam das tarefas domésticas que devem realizar, do tamanho ou da dificuldade das lições que precisam
fazer ou estudar, dos colegas que se comportam desta ou
daquela maneira etc. E, quase sempre, os pais atendem, ou
seja, dão importância a tais reclamações, e interferem.
O problema é que dar conta sozinhas de suas obrigações
– todas possíveis – e enfrentar as adversidades da vida fortalece as crianças porque permite que elas criem mecanismos
pessoais de defesa e, principalmente, de resiliência. Em todas
essas situações a interferência dos pais prejudica o desenvolvimento dos filhos em vez de ajudar! O que eles podem fazer
de melhor nesses momentos é acolher as reclamações como
legítimas, mas incentivar e encorajar o filho a realizar o que
precisa, mesmo que isso exija muito esforço e dedicação.
A criança percebe, ao realizar sozinha suas responsabilidades, seu potencial sendo colocado em ação, o que lhe dá
mais confiança em si mesma.
Na escola, quando os professores cedem, perdem sua
autoridade e, principalmente, passam a ideia de falta de compromisso com a formação de seus alunos. Pressionar e exigir
são conceitos diferentes do conceito de cobrar. Os mais novos
precisam ser cobrados a crescer já que esse é o destino deles.
(Folha de S.Paulo, 29.11.2016. Adaptado)
As expressões destacadas sinalizam, correta e respectivamente
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Leia o texto, para responder a questão.
Elas vão substituir você
Quando, em 1956, o cientista da computação americano
John McCarthy cunhou o termo “inteligência artificial”, durante
uma conferência na universidade de Dartmouth, nos Estados
Unidos, a intenção já era desenvolver máquinas capazes de
livrar os seres humanos de tarefas de alguma complexidade,
porém largamente enfadonhas.
“A proposta é usar todo o nosso conhecimento para
construir um programa de computador que saiba e, também,
conheça”, resumiu McCarthy, expressando uma ambição
que vem de muito antes de ele proferir tais palavras. Uma
narrativa mitológica judaica, por exemplo, já apresentava,
milênios atrás, a ideia de um ser artificial pensante, o Golem,
feito de barro e que serviria os humanos. Na Idade Média,
alquimistas chegaram a sonhar em dar vida à criatura por
eles batizada de Homunculus. Era apenas um devaneio que
o tempo e a ciência se encarregaram de trazer para o plano
das realidades.
E a inteligência artificial (IA) de hoje em dia, tal como foi
formulada por McCarthy, é a concretização dessa aspiração
que se confunde com a história. No entanto, no momento em
que a humanidade parece estar perto de construir um robô
capaz de substituir o homem em um sem-número de atividades – o Golem do século XXI –, o que poderia ser motivo de
unânime comemoração arrasta consigo o pavor de que tais
softwares deixem milhões de seres humanos desempregados. A preocupação é tamanha que o tema ganhou lugar de
destaque na agenda do Fórum Econômico Mundial – evento
anual que reúne líderes políticos e empresariais em Davos.
Segundo levantamento feito pela organização do fórum, a
soma de empregos perdidos para a IA será de 5 milhões nos
próximos dois anos. No estudo, as áreas de negócios mais
afetadas serão as administrativas e as industriais.
Um estudo publicado pela consultoria americana
McKinsey avalia que em torno de 50% das atividades tidas
como repetitivas serão automatizadas na próxima década.
Nesse período, no Brasil, 15,7 milhões de trabalhadores
serão afetados pela automação. Em todo o mundo, o legado
da mecanização avançada será de até 800 milhões de
pessoas à procura de oportunidades de trabalho. Desse
total, boa parte terá de se readaptar, mas 375 milhões deverão aprender competências inteiramente novas para não cair
no desemprego.
Nem tudo, entretanto, é pessimismo. Os economistas
ingleses Richard e Daniel Susskind, ambos professores de
Oxford, defendem a ideia de que quando atribuições são
extintas, ou modificadas, os seres humanos se transformam
no mesmo ritmo. “O benefício é que os profissionais farão
mais, em menos tempo”, defendem. Para eles, a bonança
tecnológica levará à criação de novos tipos de emprego.
(Veja, 31.01.2018. Adaptado)
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Para responder à questão, leia a tira.

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Leia o texto, para responder a questão.
Elas vão substituir você
Quando, em 1956, o cientista da computação americano
John McCarthy cunhou o termo “inteligência artificial”, durante
uma conferência na universidade de Dartmouth, nos Estados
Unidos, a intenção já era desenvolver máquinas capazes de
livrar os seres humanos de tarefas de alguma complexidade,
porém largamente enfadonhas.
“A proposta é usar todo o nosso conhecimento para
construir um programa de computador que saiba e, também,
conheça”, resumiu McCarthy, expressando uma ambição
que vem de muito antes de ele proferir tais palavras. Uma
narrativa mitológica judaica, por exemplo, já apresentava,
milênios atrás, a ideia de um ser artificial pensante, o Golem,
feito de barro e que serviria os humanos. Na Idade Média,
alquimistas chegaram a sonhar em dar vida à criatura por
eles batizada de Homunculus. Era apenas um devaneio que
o tempo e a ciência se encarregaram de trazer para o plano
das realidades.
E a inteligência artificial (IA) de hoje em dia, tal como foi
formulada por McCarthy, é a concretização dessa aspiração
que se confunde com a história. No entanto, no momento em
que a humanidade parece estar perto de construir um robô
capaz de substituir o homem em um sem-número de atividades – o Golem do século XXI –, o que poderia ser motivo de
unânime comemoração arrasta consigo o pavor de que tais
softwares deixem milhões de seres humanos desempregados. A preocupação é tamanha que o tema ganhou lugar de
destaque na agenda do Fórum Econômico Mundial – evento
anual que reúne líderes políticos e empresariais em Davos.
Segundo levantamento feito pela organização do fórum, a
soma de empregos perdidos para a IA será de 5 milhões nos
próximos dois anos. No estudo, as áreas de negócios mais
afetadas serão as administrativas e as industriais.
Um estudo publicado pela consultoria americana
McKinsey avalia que em torno de 50% das atividades tidas
como repetitivas serão automatizadas na próxima década.
Nesse período, no Brasil, 15,7 milhões de trabalhadores
serão afetados pela automação. Em todo o mundo, o legado
da mecanização avançada será de até 800 milhões de
pessoas à procura de oportunidades de trabalho. Desse
total, boa parte terá de se readaptar, mas 375 milhões deverão aprender competências inteiramente novas para não cair
no desemprego.
Nem tudo, entretanto, é pessimismo. Os economistas
ingleses Richard e Daniel Susskind, ambos professores de
Oxford, defendem a ideia de que quando atribuições são
extintas, ou modificadas, os seres humanos se transformam
no mesmo ritmo. “O benefício é que os profissionais farão
mais, em menos tempo”, defendem. Para eles, a bonança
tecnológica levará à criação de novos tipos de emprego.
(Veja, 31.01.2018. Adaptado)
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