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2688336 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o texto para responder à questão.
O tempo que passa e o tempo que não passa
É muito comum pensar no tempo como tempo sequencial, como categoria ordenadora que organiza os acontecimentos vividos numa direção com passado, presente e futuro, um tempo irreversível, a flecha do tempo, um tempo que passa. Também estamos acostumados a pensar na memória como um arquivo que guarda um número significativo de lembranças, semelhante a um sótão que aloca uma quantidade de objetos de outros momentos da vida, que lá ficam quietos, guardados, disponíveis para o momento no qual precisamos deles e queremos reencontrá-los. No entanto, a forma na qual a psicanálise pensa o tempo e a memória está muito distante desta maneira de concebê-los. Na psicanálise, tanto o tempo quanto a memória só podem ser considerados no plural. Há temporalidades diferentes funcionando nas instâncias psíquicas e a memória não existe de forma simples: é múltipla, registrada em diferentes variedades de signos.
Há um tempo que passa, marcando com a sua passagem a caducidade dos objetos e a finitude da vida. A ele Freud se refere no seu curto e belo texto de 1915, “A transitoriedade”, no qual relata um encontro acontecido dois anos antes, em agosto de 1913, em Dolomitas, na Itália, num passeio pela campina na companhia de um poeta. Ambos dialogam sobre o efeito subjetivo que a caducidade do belo produz. Enquanto para o poeta a alegria pela beleza da natureza se vê obscurecida pela transitoriedade do belo, para Freud, ao contrário, a duração absoluta não é condição do valor e da significação para a vida subjetiva. O desejo de eternidade se impõe ao poeta, que se revolta contra o luto, sendo a antecipação da dor da perda o que obscurece o gozo. Freud, que está escrevendo este texto sob a influência da Primeira Guerra Mundial, insiste na importância de fazer o luto dos perdidos renunciando a eles, e na necessidade de retirar a libido que se investiu nos objetos para ligá-la em substitutos. São os objetos que passam e, às vezes, agarrar-se a eles nos protege do reconhecimento da própria finitude. Porém, a guerra e a sua destruição exigem o luto e nos confrontam com a transitoriedade da vida, o que permite reconhecer a passagem do tempo.
( Leonor Alonso Silva, Revista Cult, Abril 2006)
Segundo o texto, é correto afirmar que a noção de caducidade dos objetos e de finitude da vida é apreendida de forma
 

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2688335 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o texto para responder à questão.
O tempo que passa e o tempo que não passa
É muito comum pensar no tempo como tempo sequencial, como categoria ordenadora que organiza os acontecimentos vividos numa direção com passado, presente e futuro, um tempo irreversível, a flecha do tempo, um tempo que passa. Também estamos acostumados a pensar na memória como um arquivo que guarda um número significativo de lembranças, semelhante a um sótão que aloca uma quantidade de objetos de outros momentos da vida, que lá ficam quietos, guardados, disponíveis para o momento no qual precisamos deles e queremos reencontrá-los. No entanto, a forma na qual a psicanálise pensa o tempo e a memória está muito distante desta maneira de concebê-los. Na psicanálise, tanto o tempo quanto a memória só podem ser considerados no plural. Há temporalidades diferentes funcionando nas instâncias psíquicas e a memória não existe de forma simples: é múltipla, registrada em diferentes variedades de signos.
Há um tempo que passa, marcando com a sua passagem a caducidade dos objetos e a finitude da vida. A ele Freud se refere no seu curto e belo texto de 1915, “A transitoriedade”, no qual relata um encontro acontecido dois anos antes, em agosto de 1913, em Dolomitas, na Itália, num passeio pela campina na companhia de um poeta. Ambos dialogam sobre o efeito subjetivo que a caducidade do belo produz. Enquanto para o poeta a alegria pela beleza da natureza se vê obscurecida pela transitoriedade do belo, para Freud, ao contrário, a duração absoluta não é condição do valor e da significação para a vida subjetiva. O desejo de eternidade se impõe ao poeta, que se revolta contra o luto, sendo a antecipação da dor da perda o que obscurece o gozo. Freud, que está escrevendo este texto sob a influência da Primeira Guerra Mundial, insiste na importância de fazer o luto dos perdidos renunciando a eles, e na necessidade de retirar a libido que se investiu nos objetos para ligá-la em substitutos. São os objetos que passam e, às vezes, agarrar-se a eles nos protege do reconhecimento da própria finitude. Porém, a guerra e a sua destruição exigem o luto e nos confrontam com a transitoriedade da vida, o que permite reconhecer a passagem do tempo.
( Leonor Alonso Silva, Revista Cult, Abril 2006)
De acordo com o texto, na psicanálise, a concepção de tempo e de memória
 

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Com relação à política de recursos humanos do Sistema Único de Saúde - SUS, é correto afirmar que

 

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1866148 Ano: 2006
Disciplina: Enfermagem
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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No tratamento das feridas, a escolha das soluções e coberturas deve estar relacionada

 

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1866147 Ano: 2006
Disciplina: Direito Financeiro
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Por determinação da Lei Complementar n.º 101/2000, estão obrigados (as) ao cumprimento de suas disposições, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, nas referências, estão compreendidos:

 

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1866146 Ano: 2006
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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No Windows XP versão Professional, a partir da sua configuração padrão, a seqüência a partir do botão iniciar, para acessar a janela de diálogo Informações do sistema (vide figura) é:

Enunciado 1866146-1

 

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1866145 Ano: 2006
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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O comando a ser digitado na janela de diálogo Executar do Windows XP – versão Professional, a partir da sua configuração padrão, para acionar a janela Utilitário de configuração do sistema (vide figura), é:

Enunciado 1866145-1

 

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1866144 Ano: 2006
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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No Word 2003, a partir da sua configuração padrão, assinale a alternativa correta.

 

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1866143 Ano: 2006
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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No Word 2003, a partir da sua configuração padrão, na etapa 1 do processo de criação de uma mala direta, o assistente de criação solicita que seja selecionado

 

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1866142 Ano: 2006
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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No Word 2003, a partir da sua configuração padrão, a seqüência a partir do menu principal para inserir um organograma novo em um documento que está sendo editado, conforme é mostrado na figura, é:

Enunciado 1866142-1

 

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