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2735669 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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8 bilhões em ação

Se as projeções da ONU estiverem corretas, acaba de nascer ou nascerá em algumas horas o octabilionésimo ser humano da Terra. Essa é uma boa e uma má notícia. A parte negativa não é difícil de compreender.

Embora temores de superpopulação causando fomes apocalípticas tenham ficado no passado, temos motivos legítimos para nos preocupar com a questão do clima e da sustentabilidade na exploração dos recursos naturais. É até concebível imaginar que uma combinação de autocontenção com avanços tecnológicos diversos nos leve a evitar os piores cenários, mas isso só parece possível com o sacrifício da justiça social. É que, se todos os habitantes do 3º Mundo passassem a viver materialmente melhor e atingissem padrões de consumo semelhantes aos dos norte-americanos, a pressão sobre o ambiente aumentaria magnificamente.

É, contudo, a parte positiva que me interessa mais. É bom que haja mais gente no planeta porque, como ensinava o economista Julian Simon, a riqueza são pessoas. Mais especificamente, o que torna a humanidade próspera são as ideias que as pessoas têm e os ganhos de produtividade que acarretam. Mais gente no planeta aumenta a probabilidade de surgirem ideias originais, que produzirão novas tecnologias e mais ciência.

Populações razoavelmente densas também são importantes para criar mercados grandes o suficiente para manter a economia girando e para assegurar a viabilidade de sistemas previdenciários.

Essas ideias, que já soaram exóticas, vão sendo assimiladas pelos países. A China, que até 2016 ainda insistia na política do filho único, percebeu a magnitude de seu erro e agora tenta, sem muito sucesso, incentivar seus cidadãos a gerar proles maiores. A solução, ainda que parcial, para o problema é tão óbvia quanto difícil de implementar: imigração.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 14.11.2022. Adaptado)

A noção expressa pelo termo destacado na frase “… acaba de nascer ou nascerá em algumas horas o octabilionésimo ser humano da Terra.” também é verificada no termo destacado em:

 

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2735668 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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8 bilhões em ação

Se as projeções da ONU estiverem corretas, acaba de nascer ou nascerá em algumas horas o octabilionésimo ser humano da Terra. Essa é uma boa e uma má notícia. A parte negativa não é difícil de compreender.

Embora temores de superpopulação causando fomes apocalípticas tenham ficado no passado, temos motivos legítimos para nos preocupar com a questão do clima e da sustentabilidade na exploração dos recursos naturais. É até concebível imaginar que uma combinação de autocontenção com avanços tecnológicos diversos nos leve a evitar os piores cenários, mas isso só parece possível com o sacrifício da justiça social. É que, se todos os habitantes do 3º Mundo passassem a viver materialmente melhor e atingissem padrões de consumo semelhantes aos dos norte-americanos, a pressão sobre o ambiente aumentaria magnificamente.

É, contudo, a parte positiva que me interessa mais. É bom que haja mais gente no planeta porque, como ensinava o economista Julian Simon, a riqueza são pessoas. Mais especificamente, o que torna a humanidade próspera são as ideias que as pessoas têm e os ganhos de produtividade que acarretam. Mais gente no planeta aumenta a probabilidade de surgirem ideias originais, que produzirão novas tecnologias e mais ciência.

Populações razoavelmente densas também são importantes para criar mercados grandes o suficiente para manter a economia girando e para assegurar a viabilidade de sistemas previdenciários.

Essas ideias, que já soaram exóticas, vão sendo assimiladas pelos países. A China, que até 2016 ainda insistia na política do filho único, percebeu a magnitude de seu erro e agora tenta, sem muito sucesso, incentivar seus cidadãos a gerar proles maiores. A solução, ainda que parcial, para o problema é tão óbvia quanto difícil de implementar: imigração.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 14.11.2022. Adaptado)

O autor do texto mostra-se favorável

 

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2735667 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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8 bilhões em ação

Se as projeções da ONU estiverem corretas, acaba de nascer ou nascerá em algumas horas o octabilionésimo ser humano da Terra. Essa é uma boa e uma má notícia. A parte negativa não é difícil de compreender.

Embora temores de superpopulação causando fomes apocalípticas tenham ficado no passado, temos motivos legítimos para nos preocupar com a questão do clima e da sustentabilidade na exploração dos recursos naturais. É até concebível imaginar que uma combinação de autocontenção com avanços tecnológicos diversos nos leve a evitar os piores cenários, mas isso só parece possível com o sacrifício da justiça social. É que, se todos os habitantes do 3º Mundo passassem a viver materialmente melhor e atingissem padrões de consumo semelhantes aos dos norte-americanos, a pressão sobre o ambiente aumentaria magnificamente.

É, contudo, a parte positiva que me interessa mais. É bom que haja mais gente no planeta porque, como ensinava o economista Julian Simon, a riqueza são pessoas. Mais especificamente, o que torna a humanidade próspera são as ideias que as pessoas têm e os ganhos de produtividade que acarretam. Mais gente no planeta aumenta a probabilidade de surgirem ideias originais, que produzirão novas tecnologias e mais ciência.

Populações razoavelmente densas também são importantes para criar mercados grandes o suficiente para manter a economia girando e para assegurar a viabilidade de sistemas previdenciários.

Essas ideias, que já soaram exóticas, vão sendo assimiladas pelos países. A China, que até 2016 ainda insistia na política do filho único, percebeu a magnitude de seu erro e agora tenta, sem muito sucesso, incentivar seus cidadãos a gerar proles maiores. A solução, ainda que parcial, para o problema é tão óbvia quanto difícil de implementar: imigração.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 14.11.2022. Adaptado)

Conforme o autor, a notícia de que o planeta já é habitado por 8 bilhões de pessoas

 

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2735666 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Além da educação

O acesso à educação é desigual, assim como o ensino oferecido ou as condições de aprender. Faz meio século, sabe-se também que os anos e a qualidade do estudo são um determinante de disparidades salariais e sociais em geral.

Mais recentemente, nota-se que mesmo a igualdade de anos de instrução pode não nivelar os chamados retornos da educação, ou seja, os incrementos de renda devidos ao aumento da formação educacional. Pior, essa disparidade pode se prolongar por gerações.

No recém-publicado estudo “Um Índice de Iniquidade de Educação”, Guilherme Lichand e Maria Eduarda Perpétuo, da Universidade de Zurique, e Priscila Soares, da Universidade de São Paulo, mostram como o mesmo progresso educacional implica ganhos de rendimento do trabalho desiguais para diferentes grupos sociais.

No trabalho, comparam-se a variação e a acumulação dos retornos da educação dos 10% mais ricos da população brasileira com as dos 50% mais pobres; os de brancos e amarelos ante os de negros e indígenas; e de homens em relação a mulheres.

Conclui-se que, desde 1980, os 10% de domicílios mais ricos ficaram com cerca de dois terços dos retornos da educação primária e secundária, em relação aos 50% mais pobres. Ademais, a iniquidade em geral tem crescido.

Essas diferenças históricas afetam novas gerações porque suas mães e seus pais não podem oferecer o mesmo nível de formação das elites em casa, por exemplo, ou até porque o insucesso relativo certamente reduz as aspirações de crianças e jovens dos grupos socialmente prejudicados.

Outros fatores podem influenciar o progresso socioeconômico: relações sociais privilegiadas, discriminação sistemática, habilidades socioemocionais diferenciadas ou herança patrimonial. A tarefa de reduzir a presente desigualdade entre jovens e crianças é, portanto, acrescida da remoção do peso de diferenças históricas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. 11.09.2022. Adaptado)

Considere as passagens do texto.

!$ \bullet !$ … a igualdade de anos de instrução pode não nivelar os chamados retornos da educação

!$ \bullet !$ … porque o insucesso relativo certamente reduz as aspirações de crianças e jovens

As expressões destacadas estão substituídas em conformidade com a norma-padrão de uso e de colocação dos pronomes em:

 

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2735665 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Além da educação

O acesso à educação é desigual, assim como o ensino oferecido ou as condições de aprender. Faz meio século, sabe-se também que os anos e a qualidade do estudo são um determinante de disparidades salariais e sociais em geral.

Mais recentemente, nota-se que mesmo a igualdade de anos de instrução pode não nivelar os chamados retornos da educação, ou seja, os incrementos de renda devidos ao aumento da formação educacional. Pior, essa disparidade pode se prolongar por gerações.

No recém-publicado estudo “Um Índice de Iniquidade de Educação”, Guilherme Lichand e Maria Eduarda Perpétuo, da Universidade de Zurique, e Priscila Soares, da Universidade de São Paulo, mostram como o mesmo progresso educacional implica ganhos de rendimento do trabalho desiguais para diferentes grupos sociais.

No trabalho, comparam-se a variação e a acumulação dos retornos da educação dos 10% mais ricos da população brasileira com as dos 50% mais pobres; os de brancos e amarelos ante os de negros e indígenas; e de homens em relação a mulheres.

Conclui-se que, desde 1980, os 10% de domicílios mais ricos ficaram com cerca de dois terços dos retornos da educação primária e secundária, em relação aos 50% mais pobres. Ademais, a iniquidade em geral tem crescido.

Essas diferenças históricas afetam novas gerações porque suas mães e seus pais não podem oferecer o mesmo nível de formação das elites em casa, por exemplo, ou até porque o insucesso relativo certamente reduz as aspirações de crianças e jovens dos grupos socialmente prejudicados.

Outros fatores podem influenciar o progresso socioeconômico: relações sociais privilegiadas, discriminação sistemática, habilidades socioemocionais diferenciadas ou herança patrimonial. A tarefa de reduzir a presente desigualdade entre jovens e crianças é, portanto, acrescida da remoção do peso de diferenças históricas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. 11.09.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a reescrita da frase do 4º parágrafo “No trabalho, comparam-se a variação e a acumulação dos retornos da educação…” permanece em conformidade com a norma-padrão de concordância.

 

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2735664 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Além da educação

O acesso à educação é desigual, assim como o ensino oferecido ou as condições de aprender. Faz meio século, sabe-se também que os anos e a qualidade do estudo são um determinante de disparidades salariais e sociais em geral.

Mais recentemente, nota-se que mesmo a igualdade de anos de instrução pode não nivelar os chamados retornos da educação, ou seja, os incrementos de renda devidos ao aumento da formação educacional. Pior, essa disparidade pode se prolongar por gerações.

No recém-publicado estudo “Um Índice de Iniquidade de Educação”, Guilherme Lichand e Maria Eduarda Perpétuo, da Universidade de Zurique, e Priscila Soares, da Universidade de São Paulo, mostram como o mesmo progresso educacional implica ganhos de rendimento do trabalho desiguais para diferentes grupos sociais.

No trabalho, comparam-se a variação e a acumulação dos retornos da educação dos 10% mais ricos da população brasileira com as dos 50% mais pobres; os de brancos e amarelos ante os de negros e indígenas; e de homens em relação a mulheres.

Conclui-se que, desde 1980, os 10% de domicílios mais ricos ficaram com cerca de dois terços dos retornos da educação primária e secundária, em relação aos 50% mais pobres. Ademais, a iniquidade em geral tem crescido.

Essas diferenças históricas afetam novas gerações porque suas mães e seus pais não podem oferecer o mesmo nível de formação das elites em casa, por exemplo, ou até porque o insucesso relativo certamente reduz as aspirações de crianças e jovens dos grupos socialmente prejudicados.

Outros fatores podem influenciar o progresso socioeconômico: relações sociais privilegiadas, discriminação sistemática, habilidades socioemocionais diferenciadas ou herança patrimonial. A tarefa de reduzir a presente desigualdade entre jovens e crianças é, portanto, acrescida da remoção do peso de diferenças históricas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. 11.09.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que, na frase redigida a partir do texto, o uso da crase está em conformidade com a norma-padrão da língua.

 

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2735663 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Além da educação

O acesso à educação é desigual, assim como o ensino oferecido ou as condições de aprender. Faz meio século, sabe-se também que os anos e a qualidade do estudo são um determinante de disparidades salariais e sociais em geral.

Mais recentemente, nota-se que mesmo a igualdade de anos de instrução pode não nivelar os chamados retornos da educação, ou seja, os incrementos de renda devidos ao aumento da formação educacional. Pior, essa disparidade pode se prolongar por gerações.

No recém-publicado estudo “Um Índice de Iniquidade de Educação”, Guilherme Lichand e Maria Eduarda Perpétuo, da Universidade de Zurique, e Priscila Soares, da Universidade de São Paulo, mostram como o mesmo progresso educacional implica ganhos de rendimento do trabalho desiguais para diferentes grupos sociais.

No trabalho, comparam-se a variação e a acumulação dos retornos da educação dos 10% mais ricos da população brasileira com as dos 50% mais pobres; os de brancos e amarelos ante os de negros e indígenas; e de homens em relação a mulheres.

Conclui-se que, desde 1980, os 10% de domicílios mais ricos ficaram com cerca de dois terços dos retornos da educação primária e secundária, em relação aos 50% mais pobres. Ademais, a iniquidade em geral tem crescido.

Essas diferenças históricas afetam novas gerações porque suas mães e seus pais não podem oferecer o mesmo nível de formação das elites em casa, por exemplo, ou até porque o insucesso relativo certamente reduz as aspirações de crianças e jovens dos grupos socialmente prejudicados.

Outros fatores podem influenciar o progresso socioeconômico: relações sociais privilegiadas, discriminação sistemática, habilidades socioemocionais diferenciadas ou herança patrimonial. A tarefa de reduzir a presente desigualdade entre jovens e crianças é, portanto, acrescida da remoção do peso de diferenças históricas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. 11.09.2022. Adaptado)

Considere as orações do 1º e do último parágrafo:

!$ \bullet !$ O acesso à educação é desigual, assim como o ensino oferecido ou as condições de aprender.

!$ \bullet !$ A tarefa de reduzir a presente desigualdade entre jovens e crianças é, portanto, acrescida da remoção do peso de diferenças históricas.

As expressões destacadas estabelecem, respectivamente, relações com sentido de

 

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2735662 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Além da educação

O acesso à educação é desigual, assim como o ensino oferecido ou as condições de aprender. Faz meio século, sabe-se também que os anos e a qualidade do estudo são um determinante de disparidades salariais e sociais em geral.

Mais recentemente, nota-se que mesmo a igualdade de anos de instrução pode não nivelar os chamados retornos da educação, ou seja, os incrementos de renda devidos ao aumento da formação educacional. Pior, essa disparidade pode se prolongar por gerações.

No recém-publicado estudo “Um Índice de Iniquidade de Educação”, Guilherme Lichand e Maria Eduarda Perpétuo, da Universidade de Zurique, e Priscila Soares, da Universidade de São Paulo, mostram como o mesmo progresso educacional implica ganhos de rendimento do trabalho desiguais para diferentes grupos sociais.

No trabalho, comparam-se a variação e a acumulação dos retornos da educação dos 10% mais ricos da população brasileira com as dos 50% mais pobres; os de brancos e amarelos ante os de negros e indígenas; e de homens em relação a mulheres.

Conclui-se que, desde 1980, os 10% de domicílios mais ricos ficaram com cerca de dois terços dos retornos da educação primária e secundária, em relação aos 50% mais pobres. Ademais, a iniquidade em geral tem crescido.

Essas diferenças históricas afetam novas gerações porque suas mães e seus pais não podem oferecer o mesmo nível de formação das elites em casa, por exemplo, ou até porque o insucesso relativo certamente reduz as aspirações de crianças e jovens dos grupos socialmente prejudicados.

Outros fatores podem influenciar o progresso socioeconômico: relações sociais privilegiadas, discriminação sistemática, habilidades socioemocionais diferenciadas ou herança patrimonial. A tarefa de reduzir a presente desigualdade entre jovens e crianças é, portanto, acrescida da remoção do peso de diferenças históricas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. 11.09.2022. Adaptado)

A conclusão do Editorial aponta para

 

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2735661 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Além da educação

O acesso à educação é desigual, assim como o ensino oferecido ou as condições de aprender. Faz meio século, sabe-se também que os anos e a qualidade do estudo são um determinante de disparidades salariais e sociais em geral.

Mais recentemente, nota-se que mesmo a igualdade de anos de instrução pode não nivelar os chamados retornos da educação, ou seja, os incrementos de renda devidos ao aumento da formação educacional. Pior, essa disparidade pode se prolongar por gerações.

No recém-publicado estudo “Um Índice de Iniquidade de Educação”, Guilherme Lichand e Maria Eduarda Perpétuo, da Universidade de Zurique, e Priscila Soares, da Universidade de São Paulo, mostram como o mesmo progresso educacional implica ganhos de rendimento do trabalho desiguais para diferentes grupos sociais.

No trabalho, comparam-se a variação e a acumulação dos retornos da educação dos 10% mais ricos da população brasileira com as dos 50% mais pobres; os de brancos e amarelos ante os de negros e indígenas; e de homens em relação a mulheres.

Conclui-se que, desde 1980, os 10% de domicílios mais ricos ficaram com cerca de dois terços dos retornos da educação primária e secundária, em relação aos 50% mais pobres. Ademais, a iniquidade em geral tem crescido.

Essas diferenças históricas afetam novas gerações porque suas mães e seus pais não podem oferecer o mesmo nível de formação das elites em casa, por exemplo, ou até porque o insucesso relativo certamente reduz as aspirações de crianças e jovens dos grupos socialmente prejudicados.

Outros fatores podem influenciar o progresso socioeconômico: relações sociais privilegiadas, discriminação sistemática, habilidades socioemocionais diferenciadas ou herança patrimonial. A tarefa de reduzir a presente desigualdade entre jovens e crianças é, portanto, acrescida da remoção do peso de diferenças históricas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. 11.09.2022. Adaptado)

Conforme o texto, o estudo comparativo “Um Índice de Iniquidade de Educação” traz entre seus resultados o dado segundo o qual

 

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2735660 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Além da educação

O acesso à educação é desigual, assim como o ensino oferecido ou as condições de aprender. Faz meio século, sabe-se também que os anos e a qualidade do estudo são um determinante de disparidades salariais e sociais em geral.

Mais recentemente, nota-se que mesmo a igualdade de anos de instrução pode não nivelar os chamados retornos da educação, ou seja, os incrementos de renda devidos ao aumento da formação educacional. Pior, essa disparidade pode se prolongar por gerações.

No recém-publicado estudo “Um Índice de Iniquidade de Educação”, Guilherme Lichand e Maria Eduarda Perpétuo, da Universidade de Zurique, e Priscila Soares, da Universidade de São Paulo, mostram como o mesmo progresso educacional implica ganhos de rendimento do trabalho desiguais para diferentes grupos sociais.

No trabalho, comparam-se a variação e a acumulação dos retornos da educação dos 10% mais ricos da população brasileira com as dos 50% mais pobres; os de brancos e amarelos ante os de negros e indígenas; e de homens em relação a mulheres.

Conclui-se que, desde 1980, os 10% de domicílios mais ricos ficaram com cerca de dois terços dos retornos da educação primária e secundária, em relação aos 50% mais pobres. Ademais, a iniquidade em geral tem crescido.

Essas diferenças históricas afetam novas gerações porque suas mães e seus pais não podem oferecer o mesmo nível de formação das elites em casa, por exemplo, ou até porque o insucesso relativo certamente reduz as aspirações de crianças e jovens dos grupos socialmente prejudicados.

Outros fatores podem influenciar o progresso socioeconômico: relações sociais privilegiadas, discriminação sistemática, habilidades socioemocionais diferenciadas ou herança patrimonial. A tarefa de reduzir a presente desigualdade entre jovens e crianças é, portanto, acrescida da remoção do peso de diferenças históricas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. 11.09.2022. Adaptado)

De acordo com os dois primeiros parágrafos do texto,

 

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