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Foram encontradas 50 questões.

997671 Ano: 2017
Disciplina: Medicina
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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De acordo com a Atualização das Diretrizes de 2015 da American Heart Association (AHA)para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular de Emergência (ACE) no paciente adulto, é INCORRETO afirmar que:
 

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997429 Ano: 2017
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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Considere a seguinte situação: ―A Secretaria de Saúde do município de ESPERANÇA recebeu uma denúncia sobre a duplicidade de pagamento em um dos hospitais contratados‖. Os serviços ou setores que deverão ser acionados, nesta situação, para a apuração da denúncia são:
 

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996158 Ano: 2017
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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Considere a seguinte situação: ―O município de BOA SORTE está tendo dificuldades na alocação de leitos hospitalares‖. O serviço ou setor que deverá ser acionado, nesta situação, para organizar esta demanda e minimizar os problemas é:
 

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996143 Ano: 2017
Disciplina: Medicina
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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Paciente do gênero feminino, 25 anos, vítima de acidente automobilístico, é hospitalizada e encaminhada para o centro cirúrgico, para correção de fratura exposta de fêmur. Ao exame clínico, constatam-se abertura ocular aos estímulos verbais, resposta motora localizada ao estímulo doloroso e resposta verbal com palavras inapropriadas. A pontuação da escala de coma de Glasgow é
 

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995224 Ano: 2017
Disciplina: Medicina
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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Sobre os estágios da recuperação pós-anestésica (RPA) para pacientes ambulatoriais, é CORRETO afirmar:
 

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994978 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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Voltando à vida
Vida é assim. Um dia de manhã você pega seu carro, na praia, para ir a Porto Alegre, onde tem alguns assuntos a resolver. À tarde você estará de volta; como muitos, como todos, você acredita que a vida pode ser planejada e que as coisas acontecerão conforme o previsto.
Você então vai dirigindo seu carro, conversando com uma amiga, nesta manhã agradável. E então um estrondo, e um segundo depois você está atirado no chão, o sangue escorrendo de vários ferimentos, dores lancinantes pelo corpo. Você não acredita. Não, não pode ser verdade, isto é um pesadelo, eu ainda não acordei, estou sonhando, daqui a pouco despertarei e começarei uma viagem a Porto Alegre, e aí sim, tudo dará certo. Mas a realidade se impõe, brutal: você acabou de sofrer um acidente, e você sente o tênue sopro de sua vida vacilando, prestes a se extinguir.
Sou médico. Sofri um acidente, mas sou médico, continuo médico. Muitas vezes atendi pessoas em situação igual à que me encontro, aprendi algo com isso, aprendi a pensar sobre o trauma grave. É de minha lucidez médica que preciso agora, nesta desesperada tentativa de enfrentar o caos que, eu sei, precede o fim.
Não enxergo. Por alguma razão — trauma craniano, acho — perdi a visão. Mas ouço vozes. Confusas, alarmadas. Querem me levar. E eis o primeiro perigo: ―levar‖ significa que me agarrarão pelos braços e pelas pernas, me colocarão num carro e assim serei transportado. Mas sei que tenho fraturas e o alarme soa dentro de mim: não, eles não podem me levar, eles me colocarão em risco ainda maior. Com o que resta da minha autoridade médica, comando: não me mobilizem, deixem-me aqui, chamem uma ambulância.
Neste momento, a sorte decide a meu favor. Há um sargento da Brigada Militar no local e também, como me contaram depois, um auxiliar de enfermagem. E são eles que organizam minha remoção: pedem emprestado a um chofer de caminhão uma porta de madeira, do carregamento que ele leva, e é nesta maca — improvisada, mas segura — que sou transportado numa ambulância da Secretaria da Saúde — a mesma Secretaria para a qual trabalho.
E aqui estou eu, em outro cenário que não me é desconhecido: no Pronto Socorro muitas vezes fiz plantão, muitas vezes recebi pacientes que, como eu, chegavam com o rótulo temível: politraumatizado.
Sou colocado numa maca e rapidamente examinado. As suspeitas se confirmam: há várias fraturas, preciso ser radiografado, tomografado. E então começa a corrida da maca pelo corredor: é o teto que eu vejo, o teto passando rápido, e faces ansiosas, e luzes, e aparelhos.
Cada movimento desperta dores lancinantes. Há um só momento em que tenho descanso: quando me introduzem dentro do tomógrafo. Esta experiência, que em outros se acompanha de claustrofobia, me proporciona um bem-estar incrível: ali estou, imobilizado, sem dor, quieto, no escuro. Deixem-me aqui, é o que eu tenho vontade de pedir, mas sei que é impossível. Levam-me para a Unidade de Tratamento Intensivo.
Ali obtenho o primeiro alívio: com grande habilidade, o anestesista introduz-me na coluna vertebral um cateter que pinga morfina diretamente nas raízes nervosas. Tão grande é o bem-estar que chego a ficar eufórico. Uma euforia que, contudo, não durará muito.
A radiografia mostra que tenho várias costelas quebradas e hemotórax: um derrame de sangue na cavidade torácica. A função respiratória está em risco, é conveniente que eu seja transportado para um serviço especializado, o Pavilhão Pereira Filho, da Santa Casa de Porto Alegre. Ali também estou em casa: frequentei esse serviço quando, no começo de minha carreira médica, trabalhava com tuberculose. A equipe que José Fernando Carneiro, Nelson Porto e Bruno Palombini formaram aqui está. Este grupo, um dos melhores do país, cuidará de mim.
De imediato sou transportado à UTI. E aí viverei uma experiência, para dizer o mínimo, insólita. Na UTI a vida está em suspenso. O tempo ali não passa — aliás, não há relógios nas paredes. A luz nunca se apaga; não é dia, não é noite, reina uma claridade fixa, imutável. Mas o movimento é contínuo; médicos, enfermeiras, auxiliares circulam sem parar, examinando, manipulando os doentes, sempre em estado grave.
Pequenos detalhes passam a adquirir uma importância desmesurada. Com nove costelas fraturadas eu não podia sequer mover-me; estava reduzido ao mais completo estado de desamparo. Que me recusava a aceitar. Durante horas pensei num esquema que me permitiria deitar de lado. Para isso, eu tinha de alcançar a grade da cama com os dedos, avançar milímetro a milímetro até que, auxiliado pela gravidade, pudesse rotar sobre mim mesmo. O problema é que meus dedos não chegavam à grade. Poucos centímetros me separavam dela — mas era como se a maldita grade estivesse em outro planeta. Claro, poderia pedir auxílio. Mas era exatamente este detalhe que tornava ainda mais penosa a situação. Pedir auxílio para virar na cama — e para comer, para evacuar... Dolorosa depressão.
Um dia — acho que sob o efeito dos sedantes — tive uma alucinação. Acordei e vi um grupo de médicos reunidos em torno ao monitor de um paciente, desses monitores que mostram o traçado eletrocardiográfico. Por uns momentos fiquei me perguntando, absolutamente intrigado, o que estariam fazendo. E aí achei uma resposta: aquilo era um curso. Mais: era um curso a que eu deveria estar presente. Em vez disso, estava deitado. Pouca vergonha.
Com tremendo esforço, levantei-me. A sonda e o equipamento de soro tolhiam-me os movimentos e eu já ia arrancá-los, quando uma enfermeira me viu e convenceu-me a voltar para o leito. Voltei. Mas com muita raiva por ter perdido aquela aula.
Eu tinha que assumir a realidade do meu estado, bastante grave em alguns momentos. E isso foi possível sobretudo graças aos médicos que me trataram. Depois de muitos anos às voltas com a saúde pública, quase tinha esquecido este fato fundamental: a luta contra a doença e a morte tem como cenário principal o corpo enfermo. E deste corpo enfermo cuidavam meus colegas, com extraordinária dedicação e carinho: Jacques, Felicetti, Camargo, Sergio Zylberztein, Maria Eunice, e mais os residentes, os plantonistas, os enfermeiros, os auxiliares, as fisioterapeutas. Nós sempre devemos nossa vida a muita gente, mas no hospital isso fica ainda mais claro.
Lições? Muitas. O cinto de segurança. A precariedade de nossos carros: falam-nos em ―velocidade‖, em ―sedução‖, não nos falam em proteção. A necessidade de um esquema rápido de remoção nas estradas. Mas, sobretudo, esta surpresa que é a recuperação de tradicionais hospitais: o Pronto Socorro, a Santa Casa.
Saí de um episódio sombrio não apenas com a saúde preservada, mas com a confiança restaurada. E isso, para quem está há anos no ramo, não é pouco. Garanto: não é pouco.
(SCLIAR, Moacyr. Voltando à vida. In: A
face oculta: inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001)
Em "improvisada, mas segura", o ―mas‖ pode ser substituído, de maneira a manter o sentido do trecho em que ocorre, por:
 

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991899 Ano: 2017
Disciplina: Medicina
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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A incidência de relatos de reações anafiláticas/anafilactoides durante o ato anestésico-cirúrgico vem aumentando nos últimos anos. Em anestesia, são raras, porém, quando ocorrem, têm muitas vezes evolução rápida e fatal. Assinale a opção que exemplifica reação de hipersensibilidade tipo II:
 

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991596 Ano: 2017
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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A Portaria Nº 2.395, de 11 de outubro de 2011, organiza o Componente Hospitalar da Rede de Atenção às Urgências no âmbito do Sistema Único de Saúde. Assinale a opção que NÃO constitui diretriz do Componente Hospitalar da Rede de Atenção às Urgências.
 

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991470 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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Voltando à vida
Vida é assim. Um dia de manhã você pega seu carro, na praia, para ir a Porto Alegre, onde tem alguns assuntos a resolver. À tarde você estará de volta; como muitos, como todos, você acredita que a vida pode ser planejada e que as coisas acontecerão conforme o previsto.
Você então vai dirigindo seu carro, conversando com uma amiga, nesta manhã agradável. E então um estrondo, e um segundo depois você está atirado no chão, o sangue escorrendo de vários ferimentos, dores lancinantes pelo corpo. Você não acredita. Não, não pode ser verdade, isto é um pesadelo, eu ainda não acordei, estou sonhando, daqui a pouco despertarei e começarei uma viagem a Porto Alegre, e aí sim, tudo dará certo. Mas a realidade se impõe, brutal: você acabou de sofrer um acidente, e você sente o tênue sopro de sua vida vacilando, prestes a se extinguir.
Sou médico. Sofri um acidente, mas sou médico, continuo médico. Muitas vezes atendi pessoas em situação igual à que me encontro, aprendi algo com isso, aprendi a pensar sobre o trauma grave. É de minha lucidez médica que preciso agora, nesta desesperada tentativa de enfrentar o caos que, eu sei, precede o fim.
Não enxergo. Por alguma razão — trauma craniano, acho — perdi a visão. Mas ouço vozes. Confusas, alarmadas. Querem me levar. E eis o primeiro perigo: ―levar‖ significa que me agarrarão pelos braços e pelas pernas, me colocarão num carro e assim serei transportado. Mas sei que tenho fraturas e o alarme soa dentro de mim: não, eles não podem me levar, eles me colocarão em risco ainda maior. Com o que resta da minha autoridade médica, comando: não me mobilizem, deixem-me aqui, chamem uma ambulância.
Neste momento, a sorte decide a meu favor. Há um sargento da Brigada Militar no local e também, como me contaram depois, um auxiliar de enfermagem. E são eles que organizam minha remoção: pedem emprestado a um chofer de caminhão uma porta de madeira, do carregamento que ele leva, e é nesta maca — improvisada, mas segura — que sou transportado numa ambulância da Secretaria da Saúde — a mesma Secretaria para a qual trabalho.
E aqui estou eu, em outro cenário que não me é desconhecido: no Pronto Socorro muitas vezes fiz plantão, muitas vezes recebi pacientes que, como eu, chegavam com o rótulo temível: politraumatizado.
Sou colocado numa maca e rapidamente examinado. As suspeitas se confirmam: há várias fraturas, preciso ser radiografado, tomografado. E então começa a corrida da maca pelo corredor: é o teto que eu vejo, o teto passando rápido, e faces ansiosas, e luzes, e aparelhos.
Cada movimento desperta dores lancinantes. Há um só momento em que tenho descanso: quando me introduzem dentro do tomógrafo. Esta experiência, que em outros se acompanha de claustrofobia, me proporciona um bem-estar incrível: ali estou, imobilizado, sem dor, quieto, no escuro. Deixem-me aqui, é o que eu tenho vontade de pedir, mas sei que é impossível. Levam-me para a Unidade de Tratamento Intensivo.
Ali obtenho o primeiro alívio: com grande habilidade, o anestesista introduz-me na coluna vertebral um cateter que pinga morfina diretamente nas raízes nervosas. Tão grande é o bem-estar que chego a ficar eufórico. Uma euforia que, contudo, não durará muito.
A radiografia mostra que tenho várias costelas quebradas e hemotórax: um derrame de sangue na cavidade torácica. A função respiratória está em risco, é conveniente que eu seja transportado para um serviço especializado, o Pavilhão Pereira Filho, da Santa Casa de Porto Alegre. Ali também estou em casa: frequentei esse serviço quando, no começo de minha carreira médica, trabalhava com tuberculose. A equipe que José Fernando Carneiro, Nelson Porto e Bruno Palombini formaram aqui está. Este grupo, um dos melhores do país, cuidará de mim.
De imediato sou transportado à UTI. E aí viverei uma experiência, para dizer o mínimo, insólita. Na UTI a vida está em suspenso. O tempo ali não passa — aliás, não há relógios nas paredes. A luz nunca se apaga; não é dia, não é noite, reina uma claridade fixa, imutável. Mas o movimento é contínuo; médicos, enfermeiras, auxiliares circulam sem parar, examinando, manipulando os doentes, sempre em estado grave.
Pequenos detalhes passam a adquirir uma importância desmesurada. Com nove costelas fraturadas eu não podia sequer mover-me; estava reduzido ao mais completo estado de desamparo. Que me recusava a aceitar. Durante horas pensei num esquema que me permitiria deitar de lado. Para isso, eu tinha de alcançar a grade da cama com os dedos, avançar milímetro a milímetro até que, auxiliado pela gravidade, pudesse rotar sobre mim mesmo. O problema é que meus dedos não chegavam à grade. Poucos centímetros me separavam dela — mas era como se a maldita grade estivesse em outro planeta. Claro, poderia pedir auxílio. Mas era exatamente este detalhe que tornava ainda mais penosa a situação. Pedir auxílio para virar na cama — e para comer, para evacuar... Dolorosa depressão.
Um dia — acho que sob o efeito dos sedantes — tive uma alucinação. Acordei e vi um grupo de médicos reunidos em torno ao monitor de um paciente, desses monitores que mostram o traçado eletrocardiográfico. Por uns momentos fiquei me perguntando, absolutamente intrigado, o que estariam fazendo. E aí achei uma resposta: aquilo era um curso. Mais: era um curso a que eu deveria estar presente. Em vez disso, estava deitado. Pouca vergonha.
Com tremendo esforço, levantei-me. A sonda e o equipamento de soro tolhiam-me os movimentos e eu já ia arrancá-los, quando uma enfermeira me viu e convenceu-me a voltar para o leito. Voltei. Mas com muita raiva por ter perdido aquela aula.
Eu tinha que assumir a realidade do meu estado, bastante grave em alguns momentos. E isso foi possível sobretudo graças aos médicos que me trataram. Depois de muitos anos às voltas com a saúde pública, quase tinha esquecido este fato fundamental: a luta contra a doença e a morte tem como cenário principal o corpo enfermo. E deste corpo enfermo cuidavam meus colegas, com extraordinária dedicação e carinho: Jacques, Felicetti, Camargo, Sergio Zylberztein, Maria Eunice, e mais os residentes, os plantonistas, os enfermeiros, os auxiliares, as fisioterapeutas. Nós sempre devemos nossa vida a muita gente, mas no hospital isso fica ainda mais claro.
Lições? Muitas. O cinto de segurança. A precariedade de nossos carros: falam-nos em ―velocidade‖, em ―sedução‖, não nos falam em proteção. A necessidade de um esquema rápido de remoção nas estradas. Mas, sobretudo, esta surpresa que é a recuperação de tradicionais hospitais: o Pronto Socorro, a Santa Casa.
Saí de um episódio sombrio não apenas com a saúde preservada, mas com a confiança restaurada. E isso, para quem está há anos no ramo, não é pouco. Garanto: não é pouco.
(SCLIAR, Moacyr. Voltando à vida. In: A
face oculta: inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001)
Em várias passagens do texto, dois pontos são utilizados para separar expressões nominais, que funcionam como rótulos prospectivos, das situações, cenas, descrições ou relatos que esses rótulos sumarizam. Dentre os trechos a seguir, o único em que NÃO há uma ocorrência do tipo é:
 

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991436 Ano: 2017
Disciplina: Medicina
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Teresina-PI
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Assinale a opção que caracteriza o bloqueio de fase I na monitorização da junção neuromuscular.
 

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