Segundo o Moderno Dicionário da Língua Portuguesa,
multiculturalismo é a “prática de acomodar qualquer
número de culturas distintas, numa única sociedade, sem
preconceito ou discriminação”. Assim, muitos estudiosos
concordam que o termo “multiculturalismo” designa tanto
um fato (sociedades são compostas de grupos
culturalmente distintos) quanto uma política (colocada
em funcionamento em níveis diferentes), visando à
coexistência pacífica entre grupos étnica e culturalmente
diferentes.
Referente à guerra civil americana, afirma-se que, os
republicanos acreditavam que o trabalho livre era social,
política e moralmente superior ao trabalho escravo. Dito
de forma mais simples, eles odiavam a escravidão e
entendiam que os escravos a odiassem ainda mais.
Esperavam destruir a escravidão de forma gradual e
pacífica, mas também previram que a secessão levaria à
guerra e que a guerra por sua vez desencadearia uma
rebelião de escravos na forma de fuga maciça para as
fileiras da União. Do mesmo modo, calcularam que a
cláusula da Constituição referente aos poderes de guerra
autorizava o Governo Federal a emancipar tais escravos
como uma “necessidade militar”.
O surgimento do reino de Assíria deu-se por volta ou 1400
a. C., quando uma sucessão de reis transformou uma
antiga cidade mercantil, que atuava como centro de culto
religioso do deus Asur, em núcleo de poder político. Mas
a consolidação do estado assírio ocorreu com os reis
Assurnazirpal II e seu filho Salmanassar III que, de 934 a
827 a. C., empreenderam a conquista dos territórios que
haviam sido ocupados pelos arameus no II milênio a. C. e
formaram um vasto império que se estendeu até o Mar
Mediterrâneo.
O Comício de 13 de março de 1964, realizado na Estação
Ferroviária Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro
(Então Estado da Guanabara), pode ser considerado um
estopim para os acontecimentos que se seguiram. No
famoso comício, organizado pelo Comando Geral dos
Trabalhadores (CGT) e apoiado por Goulart, o presidente
discursou sobre a necessidade de mudanças estruturais
para o desenvolvimento e a diminuição das
desigualdades socioeconômicas no país. O tema
principal do debate não repercutiu por não abordar a
Políticas de Reforma Agrária, tampouco a desapropriação
de terras às margens das rodovias e ferrovias federais
que eram bastante comuns na época, deixando de lado
também a SUPRA (Superintendência da Política da
Reforma Agrária).
Os estudos que se voltam para as populações rurais, os
movimentos messiânicos de Canudos, Contestado e
Juazeiro, além da questão do cangaço, permitem obter
um melhor esclarecimento da lógica que presidia o pacto
coronelista que comandava a política nacional e estadual
durante a Primeira República. Para isso, acentua um
ponto novo e básico: a relação existente entre a história
política do país e a eclosão de movimentos sociais,
religiosos ou não, entre a população rural considerada
como marginal e atrasada socialmente.
A agricultura do café no Brasil existe desde as primeiras
décadas do período colonial, mas somente após 1710 a
produção de café começou a ter grande expansão e se
tornou o principal produto de exportação das fazendas da
região Sul e Sudeste do Brasil. Em meados de 1770, com
o surto cafeeiro no Planalto Mezanino, em São Paulo,
ocorreu a passagem dessa cultura para a
industrialização, como resultado da elevada demanda
mundial pelo produto. Um dos reflexos dessa mudança
foi o abandono da mão de obra de escravizados por
imigrantes europeus que eram remunerados em troca de
terras pouco agricultáveis.
A “Era Vargas” constitui-se de um conjunto de políticas
públicas para o país e no ambicioso objetivo de alcançar
a autonomia política e econômica através de um
desenvolvimento nacional independente dos mercados
externos e baseado num Estado forte, descentralizado e
agrícola. Podemos concluir que Vargas foi o homem que
sintetizou o processo da complexa transição da
República Velha para o moderno Estado brasileiro.
Vargas é o construtor do moderno Estado brasileiro. Além
de ser o líder da transformação de uma economia
agrário-exportadora voltada para fora em outra
industrializada e voltada para dentro, ele criou instituições
que contribuíram para o desenvolvimento econômico e
social do país.
De 1700 a 1770, o Brasil produziu o equivalente a mil
toneladas de ouro e 3 milhões de quilates de pedras
preciosas. Nesse período, as descobertas do ouro não
impactaram em outras regiões do país, nem tampouco
houve aumento significativo na integração territorial ou
na economia das cidades envolvidas, tendo havido
apenas ampliação de território para a circulação da
população local dentro dos estados produtores.
Segundo Piaget, desenvolvimento e crescimento mental
são gerados pela atividade do sujeito que se defronta
com o seu meio e a inteligência, ou mais
especificamente, o desenvolvimento da inteligência é a
condição para que os seres humanos construam
conhecimento sobre o meio.