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No trecho abaixo, retirado dos PCN de Língua Portuguesa, é possível perceber uma reflexão a respeito do ensino de regras gramaticais em sala de aula. Sobre esta reflexão, assinale a alternativa que esteja em consonância com os preceitos ali estabelecidos:
Espera-se que o aluno empregue adequadamente os tempos verbais em função de sequências textuais; que estabeleça as relações lógico-temporais, utilizando adequadamente os conectivos; e que faça a concordância verbal e nominal, inclusive em casos em que haja inversão sintática ou distanciamento entre sujeito e verbo, desconsiderando-se os casos de concordância especial. Espera-se que o aluno produza textos ortograficamente corretos, considerando casos não regulares apenas em palavras de frequência alta, sabendo utilizar o dicionário e outras fontes impressas para resolver as dúvidas relacionadas às demais irregularidades. (PCN, p. 97-98)
Alternativas:
Espera-se que o aluno empregue adequadamente os tempos verbais em função de sequências textuais; que estabeleça as relações lógico-temporais, utilizando adequadamente os conectivos; e que faça a concordância verbal e nominal, inclusive em casos em que haja inversão sintática ou distanciamento entre sujeito e verbo, desconsiderando-se os casos de concordância especial. Espera-se que o aluno produza textos ortograficamente corretos, considerando casos não regulares apenas em palavras de frequência alta, sabendo utilizar o dicionário e outras fontes impressas para resolver as dúvidas relacionadas às demais irregularidades. (PCN, p. 97-98)
Alternativas:
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A Mulher do Vizinho
Sérgio abriu a porta e era a mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho dizendo “Oi”. A fantástica mulher do vizinho perguntando, depois do “Oi”, se podia pegar uma toalha que tinha voado da sacada deles — “Sabe, o vento” — para a sacada dele.
— Entre, entre, disse o Sérgio, checando, rapidamente, com a mão, se sua braguilha não estava aberta. Morava sozinho, às vezes se descuidava dessas coisas.
Ela começou a entrar, mas parou. Ficou como que paralisada, só os olhos se mexendo. Os grandes olhos verdes e arregalados indo de um lado para o outro.
– Ih – disse a mulher do vizinho. – Surtei.
– Que foi? – perguntou Sérgio, já pensando em como socorrê-la (“Vamos ter de desamarrar esse bustiê”), já pensando em ambulância, hospital, confusão, mal-entendido com o vizinho…
Mas ela explicou:
– O seu apartamento é exatamente o oposto do nosso. Preciso me acostumar…
Ela entrou devagarinho. Como se, além de ser o avesso do seu, o apartamento do Sérgio pudesse conter outras surpresas. O chão podia estar no teto e o teto no chão.
– Que coisa! – disse a mulher do vizinho, passando por Sérgio e parando no meio da sala.
Exatamente o que Sérgio tinha pensado ao ver que sobrava um pouco de nádega onde acabava o shortinho da mulher do vizinho. No caso, que coisas!
– Você quer sentar?
– Como?
– Até se orientar…
Ela sentou-se, ainda maravilhada.
– Nossa televisão também fica ali, só que ao contrário! Ele tentou acalmá-la.
– Você quer um copo d’água?
– Você é solteiro?
– Sou.
– Meu marido é casado. Aliás, comigo. Viu só?
– O quê?
– É tudo ao contrário!
– É. Eu…
– Palmeiras ou Corinthians?
– Corinthians.
– Ele é Palmeiras!
– Puxa.
– Destro ou canhoto?
– Destro.
– Meu marido é canhoto!
– E você?
– Eu o quê?
– Palmeiras ou Corinthians? Destra ou canhota?
Ela tinha se levantado e estava andando pela sala. Cuidadosamente, até se acostumar com tudo ao contrário. Disse:
– Não dou muita importância para essas coisas.
Foi nesse momento que Sérgio se apaixonou pela mulher do vizinho. Os grandes olhos verdes tinham ajudado, claro. Os nacos de nádega sobrando do shortinho também. As coxas longas, sem dúvida. O “erre” meio carregado (ela dissera “Palmeirrras” e Corrinthians”, em alemão) contribuíra. Mas Sérgio se apaixonou pela mulher do vizinho quando ela declarou que não dava muita importância para essas coisas, times de futebol, ser destro ou canhoto…
Ficou esperando que ela dissesse “Isso é coisa de homem” para se atirar aos seus pés e beijá-los, mas ela não disse. Ela conseguiu chegar até a sacada, apesar de desorientada, e apanhar a toalha. Mas quando se virou para reentrar na sala, ficou paralisada outra vez. Ficou em pânico.
– Ai meu Deus!
– O que foi?
– A porta da rua. Onde fica a porta da rua?
– É aquela ali.
– Ai meu Deus! Eu não consigo me orientar.
– Pense no meu apartamento como o seu apartamento visto no espelho. A esquerda fica na direita e a direita…
– Por favor: esquerda e direita não, senão complica ainda mais!
Ele foi buscá-la. Ele foi salvá-la da sua confusão. Ele enlaçou sua cintura com um abraço, segurou a sua mão e começou a acompanhá-la até a porta, como se dançassem um minueto. Pensou em dizer que também estava desorientado (o amor, o amor) e levá-la para o seu quarto, para a sua cama.
Imaginou-se tendo dificuldade para desamarrar o bustiê, os
dois chegando à conclusão que no apartamento dele o bustiê
deveria ser desamarrado ao contrário, depois desistindo de
desamarrar o bustiê e se amando. O bustiê arrancado. O
shortinho arrancado. E a mulher do vizinho, como se não
bastassem o “erre” um pouco carregado e tudo mais, revelando
que não usava calcinha. E dizendo que ele era tudo que o
vizinho não era. Que ele era o oposto do vizinho em tudo. Em
tudo!
Mas chegaram, não ao orgasmo simultâneo (“Com ele isto
nunca aconteceu, com ele é o contrário!”), mas à porta. Ela
agradeceu, se despediu e já ia saindo, levando a sua toalha, e
todas as esperanças do Sérgio, quando se virou, deu outra
passada de grandes olhos verdes pelo apartamento, e disse:
– Preciso voltar aqui.
– Para se acostumar – disse Sérgio.
– É – disse ela. E sorriu.
Ainda por cima, ela sorria!
Luís Fernando Veríssimo
Ficou esperando que ela dissesse “Isso é coisa de homem” para se atirar aos seus pés e beijá-los, mas ela não disse.
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A Mulher do Vizinho
Sérgio abriu a porta e era a mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho dizendo “Oi”. A fantástica mulher do vizinho perguntando, depois do “Oi”, se podia pegar uma toalha que tinha voado da sacada deles — “Sabe, o vento” — para a sacada dele.
— Entre, entre, disse o Sérgio, checando, rapidamente, com a mão, se sua braguilha não estava aberta. Morava sozinho, às vezes se descuidava dessas coisas.
Ela começou a entrar, mas parou. Ficou como que paralisada, só os olhos se mexendo. Os grandes olhos verdes e arregalados indo de um lado para o outro.
– Ih – disse a mulher do vizinho. – Surtei.
– Que foi? – perguntou Sérgio, já pensando em como socorrê-la (“Vamos ter de desamarrar esse bustiê”), já pensando em ambulância, hospital, confusão, mal-entendido com o vizinho…
Mas ela explicou:
– O seu apartamento é exatamente o oposto do nosso. Preciso me acostumar…
Ela entrou devagarinho. Como se, além de ser o avesso do seu, o apartamento do Sérgio pudesse conter outras surpresas. O chão podia estar no teto e o teto no chão.
– Que coisa! – disse a mulher do vizinho, passando por Sérgio e parando no meio da sala.
Exatamente o que Sérgio tinha pensado ao ver que sobrava um pouco de nádega onde acabava o shortinho da mulher do vizinho. No caso, que coisas!
– Você quer sentar?
– Como?
– Até se orientar…
Ela sentou-se, ainda maravilhada.
– Nossa televisão também fica ali, só que ao contrário! Ele tentou acalmá-la.
– Você quer um copo d’água?
– Você é solteiro?
– Sou.
– Meu marido é casado. Aliás, comigo. Viu só?
– O quê?
– É tudo ao contrário!
– É. Eu…
– Palmeiras ou Corinthians?
– Corinthians.
– Ele é Palmeiras!
– Puxa.
– Destro ou canhoto?
– Destro.
– Meu marido é canhoto!
– E você?
– Eu o quê?
– Palmeiras ou Corinthians? Destra ou canhota?
Ela tinha se levantado e estava andando pela sala. Cuidadosamente, até se acostumar com tudo ao contrário. Disse:
– Não dou muita importância para essas coisas.
Foi nesse momento que Sérgio se apaixonou pela mulher do vizinho. Os grandes olhos verdes tinham ajudado, claro. Os nacos de nádega sobrando do shortinho também. As coxas longas, sem dúvida. O “erre” meio carregado (ela dissera “Palmeirrras” e Corrinthians”, em alemão) contribuíra. Mas Sérgio se apaixonou pela mulher do vizinho quando ela declarou que não dava muita importância para essas coisas, times de futebol, ser destro ou canhoto…
Ficou esperando que ela dissesse “Isso é coisa de homem” para se atirar aos seus pés e beijá-los, mas ela não disse. Ela conseguiu chegar até a sacada, apesar de desorientada, e apanhar a toalha. Mas quando se virou para reentrar na sala, ficou paralisada outra vez. Ficou em pânico.
– Ai meu Deus!
– O que foi?
– A porta da rua. Onde fica a porta da rua?
– É aquela ali.
– Ai meu Deus! Eu não consigo me orientar.
– Pense no meu apartamento como o seu apartamento visto no espelho. A esquerda fica na direita e a direita…
– Por favor: esquerda e direita não, senão complica ainda mais!
Ele foi buscá-la. Ele foi salvá-la da sua confusão. Ele enlaçou sua cintura com um abraço, segurou a sua mão e começou a acompanhá-la até a porta, como se dançassem um minueto. Pensou em dizer que também estava desorientado (o amor, o amor) e levá-la para o seu quarto, para a sua cama.
Imaginou-se tendo dificuldade para desamarrar o bustiê, os
dois chegando à conclusão que no apartamento dele o bustiê
deveria ser desamarrado ao contrário, depois desistindo de
desamarrar o bustiê e se amando. O bustiê arrancado. O
shortinho arrancado. E a mulher do vizinho, como se não
bastassem o “erre” um pouco carregado e tudo mais, revelando
que não usava calcinha. E dizendo que ele era tudo que o
vizinho não era. Que ele era o oposto do vizinho em tudo. Em
tudo!
Mas chegaram, não ao orgasmo simultâneo (“Com ele isto
nunca aconteceu, com ele é o contrário!”), mas à porta. Ela
agradeceu, se despediu e já ia saindo, levando a sua toalha, e
todas as esperanças do Sérgio, quando se virou, deu outra
passada de grandes olhos verdes pelo apartamento, e disse:
– Preciso voltar aqui.
– Para se acostumar – disse Sérgio.
– É – disse ela. E sorriu.
Ainda por cima, ela sorria!
Luís Fernando Veríssimo
Mas chegaram, não ao orgasmo simultâneo (“Com ele isto nunca aconteceu, com ele é o contrário!”), mas à porta.
Alternativas:
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A Mulher do Vizinho
Sérgio abriu a porta e era a mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho dizendo “Oi”. A fantástica mulher do vizinho perguntando, depois do “Oi”, se podia pegar uma toalha que tinha voado da sacada deles — “Sabe, o vento” — para a sacada dele.
— Entre, entre, disse o Sérgio, checando, rapidamente, com a mão, se sua braguilha não estava aberta. Morava sozinho, às vezes se descuidava dessas coisas.
Ela começou a entrar, mas parou. Ficou como que paralisada, só os olhos se mexendo. Os grandes olhos verdes e arregalados indo de um lado para o outro.
– Ih – disse a mulher do vizinho. – Surtei.
– Que foi? – perguntou Sérgio, já pensando em como socorrê-la (“Vamos ter de desamarrar esse bustiê”), já pensando em ambulância, hospital, confusão, mal-entendido com o vizinho…
Mas ela explicou:
– O seu apartamento é exatamente o oposto do nosso. Preciso me acostumar…
Ela entrou devagarinho. Como se, além de ser o avesso do seu, o apartamento do Sérgio pudesse conter outras surpresas. O chão podia estar no teto e o teto no chão.
– Que coisa! – disse a mulher do vizinho, passando por Sérgio e parando no meio da sala.
Exatamente o que Sérgio tinha pensado ao ver que sobrava um pouco de nádega onde acabava o shortinho da mulher do vizinho. No caso, que coisas!
– Você quer sentar?
– Como?
– Até se orientar…
Ela sentou-se, ainda maravilhada.
– Nossa televisão também fica ali, só que ao contrário! Ele tentou acalmá-la.
– Você quer um copo d’água?
– Você é solteiro?
– Sou.
– Meu marido é casado. Aliás, comigo. Viu só?
– O quê?
– É tudo ao contrário!
– É. Eu…
– Palmeiras ou Corinthians?
– Corinthians.
– Ele é Palmeiras!
– Puxa.
– Destro ou canhoto?
– Destro.
– Meu marido é canhoto!
– E você?
– Eu o quê?
– Palmeiras ou Corinthians? Destra ou canhota?
Ela tinha se levantado e estava andando pela sala. Cuidadosamente, até se acostumar com tudo ao contrário. Disse:
– Não dou muita importância para essas coisas.
Foi nesse momento que Sérgio se apaixonou pela mulher do vizinho. Os grandes olhos verdes tinham ajudado, claro. Os nacos de nádega sobrando do shortinho também. As coxas longas, sem dúvida. O “erre” meio carregado (ela dissera “Palmeirrras” e Corrinthians”, em alemão) contribuíra. Mas Sérgio se apaixonou pela mulher do vizinho quando ela declarou que não dava muita importância para essas coisas, times de futebol, ser destro ou canhoto…
Ficou esperando que ela dissesse “Isso é coisa de homem” para se atirar aos seus pés e beijá-los, mas ela não disse. Ela conseguiu chegar até a sacada, apesar de desorientada, e apanhar a toalha. Mas quando se virou para reentrar na sala, ficou paralisada outra vez. Ficou em pânico.
– Ai meu Deus!
– O que foi?
– A porta da rua. Onde fica a porta da rua?
– É aquela ali.
– Ai meu Deus! Eu não consigo me orientar.
– Pense no meu apartamento como o seu apartamento visto no espelho. A esquerda fica na direita e a direita…
– Por favor: esquerda e direita não, senão complica ainda mais!
Ele foi buscá-la. Ele foi salvá-la da sua confusão. Ele enlaçou sua cintura com um abraço, segurou a sua mão e começou a acompanhá-la até a porta, como se dançassem um minueto. Pensou em dizer que também estava desorientado (o amor, o amor) e levá-la para o seu quarto, para a sua cama.
Imaginou-se tendo dificuldade para desamarrar o bustiê, os
dois chegando à conclusão que no apartamento dele o bustiê
deveria ser desamarrado ao contrário, depois desistindo de
desamarrar o bustiê e se amando. O bustiê arrancado. O
shortinho arrancado. E a mulher do vizinho, como se não
bastassem o “erre” um pouco carregado e tudo mais, revelando
que não usava calcinha. E dizendo que ele era tudo que o
vizinho não era. Que ele era o oposto do vizinho em tudo. Em
tudo!
Mas chegaram, não ao orgasmo simultâneo (“Com ele isto
nunca aconteceu, com ele é o contrário!”), mas à porta. Ela
agradeceu, se despediu e já ia saindo, levando a sua toalha, e
todas as esperanças do Sérgio, quando se virou, deu outra
passada de grandes olhos verdes pelo apartamento, e disse:
– Preciso voltar aqui.
– Para se acostumar – disse Sérgio.
– É – disse ela. E sorriu.
Ainda por cima, ela sorria!
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A Mulher do Vizinho
Sérgio abriu a porta e era a mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho dizendo “Oi”. A fantástica mulher do vizinho perguntando, depois do “Oi”, se podia pegar uma toalha que tinha voado da sacada deles — “Sabe, o vento” — para a sacada dele.
— Entre, entre, disse o Sérgio, checando, rapidamente, com a mão, se sua braguilha não estava aberta. Morava sozinho, às vezes se descuidava dessas coisas.
Ela começou a entrar, mas parou. Ficou como que paralisada, só os olhos se mexendo. Os grandes olhos verdes e arregalados indo de um lado para o outro.
– Ih – disse a mulher do vizinho. – Surtei.
– Que foi? – perguntou Sérgio, já pensando em como socorrê-la (“Vamos ter de desamarrar esse bustiê”), já pensando em ambulância, hospital, confusão, mal-entendido com o vizinho…
Mas ela explicou:
– O seu apartamento é exatamente o oposto do nosso. Preciso me acostumar…
Ela entrou devagarinho. Como se, além de ser o avesso do seu, o apartamento do Sérgio pudesse conter outras surpresas. O chão podia estar no teto e o teto no chão.
– Que coisa! – disse a mulher do vizinho, passando por Sérgio e parando no meio da sala.
Exatamente o que Sérgio tinha pensado ao ver que sobrava um pouco de nádega onde acabava o shortinho da mulher do vizinho. No caso, que coisas!
– Você quer sentar?
– Como?
– Até se orientar…
Ela sentou-se, ainda maravilhada.
– Nossa televisão também fica ali, só que ao contrário! Ele tentou acalmá-la.
– Você quer um copo d’água?
– Você é solteiro?
– Sou.
– Meu marido é casado. Aliás, comigo. Viu só?
– O quê?
– É tudo ao contrário!
– É. Eu…
– Palmeiras ou Corinthians?
– Corinthians.
– Ele é Palmeiras!
– Puxa.
– Destro ou canhoto?
– Destro.
– Meu marido é canhoto!
– E você?
– Eu o quê?
– Palmeiras ou Corinthians? Destra ou canhota?
Ela tinha se levantado e estava andando pela sala. Cuidadosamente, até se acostumar com tudo ao contrário. Disse:
– Não dou muita importância para essas coisas.
Foi nesse momento que Sérgio se apaixonou pela mulher do vizinho. Os grandes olhos verdes tinham ajudado, claro. Os nacos de nádega sobrando do shortinho também. As coxas longas, sem dúvida. O “erre” meio carregado (ela dissera “Palmeirrras” e Corrinthians”, em alemão) contribuíra. Mas Sérgio se apaixonou pela mulher do vizinho quando ela declarou que não dava muita importância para essas coisas, times de futebol, ser destro ou canhoto…
Ficou esperando que ela dissesse “Isso é coisa de homem” para se atirar aos seus pés e beijá-los, mas ela não disse. Ela conseguiu chegar até a sacada, apesar de desorientada, e apanhar a toalha. Mas quando se virou para reentrar na sala, ficou paralisada outra vez. Ficou em pânico.
– Ai meu Deus!
– O que foi?
– A porta da rua. Onde fica a porta da rua?
– É aquela ali.
– Ai meu Deus! Eu não consigo me orientar.
– Pense no meu apartamento como o seu apartamento visto no espelho. A esquerda fica na direita e a direita…
– Por favor: esquerda e direita não, senão complica ainda mais!
Ele foi buscá-la. Ele foi salvá-la da sua confusão. Ele enlaçou sua cintura com um abraço, segurou a sua mão e começou a acompanhá-la até a porta, como se dançassem um minueto. Pensou em dizer que também estava desorientado (o amor, o amor) e levá-la para o seu quarto, para a sua cama.
Imaginou-se tendo dificuldade para desamarrar o bustiê, os
dois chegando à conclusão que no apartamento dele o bustiê
deveria ser desamarrado ao contrário, depois desistindo de
desamarrar o bustiê e se amando. O bustiê arrancado. O
shortinho arrancado. E a mulher do vizinho, como se não
bastassem o “erre” um pouco carregado e tudo mais, revelando
que não usava calcinha. E dizendo que ele era tudo que o
vizinho não era. Que ele era o oposto do vizinho em tudo. Em
tudo!
Mas chegaram, não ao orgasmo simultâneo (“Com ele isto
nunca aconteceu, com ele é o contrário!”), mas à porta. Ela
agradeceu, se despediu e já ia saindo, levando a sua toalha, e
todas as esperanças do Sérgio, quando se virou, deu outra
passada de grandes olhos verdes pelo apartamento, e disse:
– Preciso voltar aqui.
– Para se acostumar – disse Sérgio.
– É – disse ela. E sorriu.
Ainda por cima, ela sorria!
Luís Fernando Veríssimo
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O Art. 32 da LDB estabelece que o ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:
I. O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II. A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III. O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV. O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
Marque a alternativa CORRETA
I. O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II. A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III. O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV. O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
Marque a alternativa CORRETA
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Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
Marque a alternativa que apresenta CORRETAMENTE uma das dez competências gerais da BNCC:
Marque a alternativa que apresenta CORRETAMENTE uma das dez competências gerais da BNCC:
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A BNCC é um documento normativo e aplica-se exclusivamente à educação escolar, tal como a define o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), e está orientado pelos princípios ________, ________ e _________ que visam à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, como fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN).
Marque a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas do enunciado acima:
Marque a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas do enunciado acima:
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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em seu artigo 12, inciso I, trata das incumbências dos estabelecimentos de ensino. Marque a alternativa INCORRETA em relação a essas incumbências:
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3668245
Ano: 2025
Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: PS Concursos
Orgão: Pref. Turvo-SC
Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: PS Concursos
Orgão: Pref. Turvo-SC
De acordo com o artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente: A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes, EXCETO:
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