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O Imperador da Língua Portuguesa
Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
[...]
Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Você, como professor de língua, deve contribuir para o desenvolvimento de habilidades de leitura e de escrita de seu aluno. Pensando nisso, deve trabalhar com atividades que demonstram a importância dos elementos coesivos para o estabelecimento da coerência. Leia o trecho a seguir e responda à questão que trata desse assunto.
“Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.”
No trecho acima, o termo em destaque está retomando
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O Imperador da Língua Portuguesa
Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
[...]
Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Em “Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de ‘Mensagem’ chamou, com justiça e conhecimento de causa, ‘Imperador da Língua Portuguesa’.”, o termo em destaque
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O Imperador da Língua Portuguesa
Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
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Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Em “Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes.”, o termo em destaque exerce função de
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O Imperador da Língua Portuguesa
Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
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Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Para que o aprendiz compreenda as funções gramaticais das palavras, é fundamental que ele perceba também o sentido e as relações estabelecidas no contexto, ou seja, é preciso que o ensino de língua aconteça de forma contextualizada. Verifique nas alternativas a seguir as relações de sentido estabelecidas e assinale a alternativa em que, no trecho, há relação sintático-semântica de finalidade.
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O Imperador da Língua Portuguesa
Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
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Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Para o trabalho de leitura, em sala de aula, é necessário orientar os alunos no sentido de estabelecerem relações, reportando, muitas vezes, a outros textos. Assinale a alternativa em que o trecho evidencia uma intertextualidade existente no texto.
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Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
[...]
Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
No trecho “Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador”, qual tipologia textual foi utilizada?
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Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
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Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Em sala de aula, um dos objetivos do professor é fazer que o aluno conheça as regras de pontuação e perceba as suas várias possibilidades de uso, que podem, ou não, alterar o sentido de um texto. Imagine que um aluno, após a aula sobre uso correto das vírgulas, adaptou trechos do texto e pontuou-os de forma diferente. Assinale a alternativa correta, na qual foram utilizadas as vírgulas de forma que não alterou os sentidos do trecho adaptado nem violou as normas gramaticais.
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A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
[...]
Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Embora o ensino tradicional das línguas, em geral, preocupe-se com a classificação das palavras, um mesmo vocábulo pode exercer diversas funções textuais, a depender do contexto. Assinale, portanto, a alternativa em que o “o” em destaque esteja funcionando como pronome oblíquo.
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A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
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Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Quanto às principais habilidades de leitura de um leitor proficiente, há aquelas que exigem um nível mais profundo. Pense nos conhecimentos que você, professor de Língua Portuguesa, tem sobre as habilidades de leitura desenvolvidas no processo e apresentadas nos documentos oficiais e, de acordo com o texto “O Imperador da Língua Portuguesa”, assinale a alternativa correta.
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O Imperador da Língua Portuguesa
Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
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Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Conforme uma das habilidades expostas na BNCC, utilize as estratégias de leitura necessárias e localize informações explícitas no texto e responda a quem se refere o título “O Imperador da Língua Portuguesa”.
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