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229698 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: PROCON-RJ

CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.asp

As palavras “consumismo” e “consumista” são exemplos do seguinte tipo de derivação:

 

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Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: PROCON-RJ

CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.asp

A afirmação do texto que mais claramente reitera o tema sintetizado e anunciado pelo título é:

 

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CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.asp

O emprego de adjetivos pode expressar um julgamento que o autor do texto possui sobre determinado fato, ideia, pessoa etc. O adjetivo está assinalando claramente uma opinião ou juízo do autor no seguinte exemplo:

 

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229687 Ano: 2012
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CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.asp

Quanto à colocação pronominal, um fragmento do texto que exemplifica um caso de próclise obrigatória, de acordo com a norma culta da língua, está em:

 

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229686 Ano: 2012
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CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.asp

O texto pode ser considerado argumentativo principalmente porque:

 

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CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

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O conectivo que estabelece relação de finalidade está em:

 

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Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: PROCON-RJ

CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.asp

“todos que são impactados pelas mídias de massa” O fragmento transcrito acima apresenta uma construção na voz passiva do verbo. Outro exemplo de voz passiva encontra-se em:

 

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229678 Ano: 2012
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Orgão: PROCON-RJ

CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.asp

O exemplo do texto no qual se apresentam operadores argumentativos que somam razões para reforçar uma ideia principal presente na mesma frase é:

 

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229677 Ano: 2012
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CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.asp

A palavra do texto que teve sua grafia alterada pelo mais recente acordo ortográfico é:

 

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229672 Ano: 2012
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CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS

Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia,

um hábito mental forjado que se tornou umas das características

culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero,

a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje,

todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados

a consumir de modo inconsequente. As crianças, ainda em pleno

desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não

ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo

com as graves consequências relacionadas aos excessos do con-

sumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce

de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade

e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é

uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos vol-

tam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o

futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados

apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes

de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa

influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As

crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de

uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas,

alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por

trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos

de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV

é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público

infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo

adulto quando é diretamente exposto às complexidades das rela-

ções de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque esco-

lhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores

mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem

a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes

é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de pro-

dutos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006,

categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças

apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mer-

cado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados

também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os

dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento,

esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão

permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa

informação com o fato de a criança brasileira passar em média quatro

horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação

televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível

imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de

toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos

fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de

pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro

de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças

brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por

produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos,

brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também

foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à ideia de de-

vorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas,

furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados

de seca, são muito mais comuns e frequentes, foi porque a exploração

irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após

dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto,

é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e

doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo

relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de

forma inconsequente e desenvolvem critérios e valores distorcidos

são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo [...] combate qualquer tipo de

comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que

os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional

podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for

preservada em sua essência como o tempo indispensável e fun-

damental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e

responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna,

que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a

ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/ConsumismoInfantil.asp

O emprego da vírgula marca anteposição de termos, com alteração da ordem direta da frase, no seguinte exemplo do texto:

 

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