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1590724 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PRODEST-ES
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A ética, a informação e a mídia

Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

A aceitação plena do outro parece-me algo utópico em sociedades tão desiguais.

Internet: www.eticaempresarial.com.br (com adaptações)

A partir da estrutura do texto, julgue os itens que se seguem.

No início do terceiro parágrafo, a expressão entre parênteses é um aposto.

 

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1590723 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PRODEST-ES
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A ética, a informação e a mídia

Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

A aceitação plena do outro parece-me algo utópico em sociedades tão desiguais.

Internet: www.eticaempresarial.com.br (com adaptações)

A partir da estrutura do texto, julgue os itens que se seguem.

Há, no contexto, as seguintes relações sinonímicas:

“farta” (l.2) = cansa;

“preciosos dividendos” (l.4) = grandes lucros;

“condenaram” (l.11) = censuraram;

“inescrupuloso” (l.20) = desrespeitoso.

 

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1590722 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PRODEST-ES
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A ética, a informação e a mídia

Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

A aceitação plena do outro parece-me algo utópico em sociedades tão desiguais.

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A partir da estrutura do texto, julgue os itens que se seguem.

Em “Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos” (l.2), há duas orações ligadas pelo processo de subordinação.

 

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1590721 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PRODEST-ES
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A ética, a informação e a mídia

Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

A aceitação plena do outro parece-me algo utópico em sociedades tão desiguais.

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A partir da estrutura do texto, julgue os itens que se seguem.

Na linha 1, desde que seja feita a necessária adaptação na grafia da palavra “Ética ”, o ponto que antecede essa palavra pode ser substituído pelo sinal de dois-pontos sem comprometer a correção gramatical.

 

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1590720 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PRODEST-ES
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A ética, a informação e a mídia

Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

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A partir da estrutura do texto, julgue os itens que se seguem.

Quanto à tipologia textual, constata-se que predomina a narração, seguida pela descrição.

 

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1590719 Ano: 2006
Disciplina: Português
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A ética, a informação e a mídia

Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

A aceitação plena do outro parece-me algo utópico em sociedades tão desiguais.

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A partir das idéias do texto acima, julgue os itens a seguir.

Os períodos que compõem o trecho que se inicia em “Na minha opinião, ética está ligada a atitude” (l.21-22) e vai até o fim do texto, por apresentarem mudança de perspectiva no desenvolvimento do tema, com a presença de uma idéia conclusiva, poderiam constituir um outro parágrafo.

 

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1590718 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PRODEST-ES
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A ética, a informação e a mídia

Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

A aceitação plena do outro parece-me algo utópico em sociedades tão desiguais.

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A partir das idéias do texto acima, julgue os itens a seguir.

Na linha 21, com a oração “Isso é fantástico”, o autor do texto critica as pessoas que se comprazem, impunemente, em assistir a reality shows que retratam misérias da vida alheia.

 

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1590717 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
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A ética, a informação e a mídia

Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

A aceitação plena do outro parece-me algo utópico em sociedades tão desiguais.

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A partir das idéias do texto acima, julgue os itens a seguir.

O autor está-se referindo exclusivamente ao panorama político brasileiro atual, ao mencionar “falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas” (l.17).

 

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1590716 Ano: 2006
Disciplina: Português
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A ética, a informação e a mídia

Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

A aceitação plena do outro parece-me algo utópico em sociedades tão desiguais.

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A partir das idéias do texto acima, julgue os itens a seguir.

Ao empregar os termos “sensacionalismo” (l.6) e “exploração massificada” (l.7), o autor tece uma crítica à conduta de diversos veículos de comunicação.

 

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1590715 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
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Fala-se muito, hoje em dia, sobre ética. Ética na política, ética no esporte, ética nas profissões e ética nas relações sociais.

Fala-se tanto, a ponto de se banalizarem seus conceitos. A mídia não se farta de apresentar e incentivar debates sobre temas

polêmicos que envolvam padrões de comportamento, conceitos e modos de vida da sociedade, explorando, às vezes de maneira

banal, fatos isolados e obtendo daí preciosos dividendos.

Os diversos veículos de comunicação, a todo momento, nos colocam em contato com acontecimentos inusitados da vida

brasileira, alguns recheados de sensacionalismo, os quais, em dado momento, acabam transformando-se em fenômeno social, dada

a exploração massificada de episódios da vida real presentes no cotidiano de pessoas comuns.

O “caso Pedrinho” (o garoto seqüestrado de uma família de classe média, em uma maternidade em Brasília), por exemplo,

poderia ter passado despercebido por todos. Afinal, seria mais um caso de criança desaparecida em maternidade, no Brasil, como

tantos que existem. No entanto, os meios de comunicação, a pretexto de fazerem jornalismo, usaram e abusaram da imagem do

menino de rosto bonito. Focadas no senso comum, as pessoas condenaram, veementemente, o comportamento ético da mãe

adotiva. Acendeu-se, assim, o estopim para novas investigações e novas descobertas em torno do assunto, e a vida daquela mulher

se transformou, tendo ela sido convertida na mais terrível de todas as vilãs.

Diariamente, centenas de crianças são abandonadas pelas mães, que, não tendo como cuidar de seus filhos, devido às

dificuldades econômicas e sociais, deixam seus bebês renegados à própria sorte, nas calçadas, nas portas das casas, em latões de

lixo. Muitas dessas mães são adolescentes, solteiras, sem trabalho; algumas, dependentes de drogas.

Nas empresas, falências fraudulentas, falcatruas, sonegação, contrabando, irregularidades diversas, posturas antiéticas,

entre outros, também repercutem e são mais ou menos explorados, ao gosto da mídia, preservando, ou não, os interesses das partes

envolvidas.

A vida de pessoas comuns transforma-se em um jogo real e às vezes inescrupuloso. Intimidades desveladas, privacidade

ultrajada e muita gente querendo aparecer fazem o “show da vida real”. Isso é fantástico. Na minha opinião, ética está ligada a

atitude. Está relacionada com a aceitação pelo outro de determinadas ações praticadas por um indivíduo ou grupos de indivíduos.

A aceitação plena do outro parece-me algo utópico em sociedades tão desiguais.

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A partir das idéias do texto acima, julgue os itens a seguir.

O primeiro parágrafo apresenta uma referência elogiosa às pessoas que mantêm conduta ética em todos os aspectos de sua vida.

 

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