Foram encontradas 125 questões.
Uma indústria química precisa converter volumes para
padronização de relatórios técnicos. Um determinado
processo utiliza 2,5 m³ de uma substância líquida, sendo
necessário expressar esse volume em litros para fins de
controle interno. Considerando o sistema legal de
medidas de volume, analise as assertivas a seguir:
I.2,5 m³ correspondem a 2.500 litros.
II.1 m³ equivale exatamente a 1.000 litros.
III.2,5 m³ correspondem a 25.000 litros.
IV.0,25 m³ correspondem a 250 litros.
Está CORRETO o que se afirma em:
I.2,5 m³ correspondem a 2.500 litros.
II.1 m³ equivale exatamente a 1.000 litros.
III.2,5 m³ correspondem a 25.000 litros.
IV.0,25 m³ correspondem a 250 litros.
Está CORRETO o que se afirma em:
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Em uma instituição de pesquisa ambiental, três equipes
idênticas analisam 120 amostras em 8 dias, trabalhando
5 horas por dia, mantendo produtividade constante por
equipe e por hora. Um novo projeto exige analisar 300
amostras, contando agora com 5 equipes, que
trabalharão 6 horas por dia. Considerando que não
haverá perdas de eficiência nem pausas adicionais,
determine o tempo necessário para concluir
integralmente o trabalho proposto.
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No planejamento de um sistema produtivo, três
atividades devem ocorrer em ciclos regulares, com
duração de 180, 240 e 300 minutos. Para que todas
possam reiniciar simultaneamente, é necessário
encontrar o maior intervalo de tempo que divide
exatamente essas três durações. De quantos minutos é
esse intervalo?
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Um analista financeiro aplica R$20.000,00 em um
investimento que rende juros compostos à taxa de 12%
ao semestre. Se o valor permanecer aplicado por 12
meses, sem aportes ou retiradas intermediárias, qual
será o montante acumulado ao final do período?
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Ao estudar os conceitos primitivos da Geometria, um
professor universitário destaca a importância da noção
de ponto como base do sistema axiomático, ressaltando
que sua compreensão não depende de definição formal,
mas de interpretação intuitiva. Nesse contexto,
analisa-se o papel do ponto na construção lógica da
Geometria Plana e sua relação com os demais conceitos
primitivos. Considerando essa abordagem, assinale a
alternativa correta sobre o conceito de ponto.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Meu dia em cadeiras
Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou
às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na
cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me
levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da
manhã, que possui quase sempre a mesma composição:
uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e
meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu
pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da
mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de
frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar
a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar
meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das
pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes
abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da
avenida, que cresce aos poucos.
Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada,
como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M
sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca
tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que
eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum
milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista
para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que
fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta
minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada,
doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando
"não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi
que meu mau humor, em grande parte, estava
relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar
no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais
confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista
para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se
fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui
ver, eu tinha chegado.
No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha
mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas
por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na
minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim
sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém
que está visitando o escritório ou usam para colocar
alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de
câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita
folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra
cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a
ergonomia que é diferente. Que raiva!
E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no
meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido:
o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a
gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até
dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo
mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao
mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode
causar uma baita de um desconforto. Passar horas no
trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao
estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos
músculos extremamente desagradável. E você, como
seria se você contasse como foi o seu dia a partir de
uma cadeira?
Texto Adaptado
BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY,
Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso
eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1
512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Meu dia em cadeiras
Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou
às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na
cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me
levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da
manhã, que possui quase sempre a mesma composição:
uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e
meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu
pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da
mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de
frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar
a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar
meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das
pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes
abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da
avenida, que cresce aos poucos.
Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada,
como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M
sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca
tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que
eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum
milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista
para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que
fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta
minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada,
doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando
"não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi
que meu mau humor, em grande parte, estava
relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar
no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais
confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista
para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se
fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui
ver, eu tinha chegado.
No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha
mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas
por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na
minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim
sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém
que está visitando o escritório ou usam para colocar
alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de
câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita
folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra
cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a
ergonomia que é diferente. Que raiva!
E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no
meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido:
o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a
gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até
dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo
mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao
mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode
causar uma baita de um desconforto. Passar horas no
trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao
estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos
músculos extremamente desagradável. E você, como
seria se você contasse como foi o seu dia a partir de
uma cadeira?
Texto Adaptado
BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY,
Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso
eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1
512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
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Meu dia em cadeiras
Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou
às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na
cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me
levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da
manhã, que possui quase sempre a mesma composição:
uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e
meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu
pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da
mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de
frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar
a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar
meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das
pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes
abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da
avenida, que cresce aos poucos.
Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada,
como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M
sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca
tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que
eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum
milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista
para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que
fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta
minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada,
doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando
"não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi
que meu mau humor, em grande parte, estava
relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar
no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais
confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista
para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se
fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui
ver, eu tinha chegado.
No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha
mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas
por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na
minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim
sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém
que está visitando o escritório ou usam para colocar
alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de
câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita
folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra
cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a
ergonomia que é diferente. Que raiva!
E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no
meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido:
o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a
gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até
dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo
mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao
mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode
causar uma baita de um desconforto. Passar horas no
trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao
estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos
músculos extremamente desagradável. E você, como
seria se você contasse como foi o seu dia a partir de
uma cadeira?
Texto Adaptado
BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY,
Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso
eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1
512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
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Meu dia em cadeiras
Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou
às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na
cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me
levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da
manhã, que possui quase sempre a mesma composição:
uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e
meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu
pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da
mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de
frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar
a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar
meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das
pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes
abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da
avenida, que cresce aos poucos.
Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada,
como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M
sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca
tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que
eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum
milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista
para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que
fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta
minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada,
doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando
"não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi
que meu mau humor, em grande parte, estava
relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar
no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais
confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista
para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se
fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui
ver, eu tinha chegado.
No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha
mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas
por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na
minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim
sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém
que está visitando o escritório ou usam para colocar
alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de
câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita
folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra
cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a
ergonomia que é diferente. Que raiva!
E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no
meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido:
o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a
gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até
dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo
mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao
mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode
causar uma baita de um desconforto. Passar horas no
trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao
estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos
músculos extremamente desagradável. E você, como
seria se você contasse como foi o seu dia a partir de
uma cadeira?
Texto Adaptado
BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY,
Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso
eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em:
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512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
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Meu dia em cadeiras
Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou
às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na
cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me
levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da
manhã, que possui quase sempre a mesma composição:
uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e
meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu
pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da
mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de
frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar
a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar
meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das
pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes
abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da
avenida, que cresce aos poucos.
Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada,
como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M
sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca
tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que
eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum
milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista
para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que
fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta
minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada,
doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando
"não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi
que meu mau humor, em grande parte, estava
relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar
no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais
confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista
para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se
fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui
ver, eu tinha chegado.
No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha
mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas
por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na
minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim
sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém
que está visitando o escritório ou usam para colocar
alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de
câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita
folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra
cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a
ergonomia que é diferente. Que raiva!
E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no
meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido:
o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a
gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até
dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo
mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao
mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode
causar uma baita de um desconforto. Passar horas no
trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao
estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos
músculos extremamente desagradável. E você, como
seria se você contasse como foi o seu dia a partir de
uma cadeira?
Texto Adaptado
BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY,
Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso
eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1
512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
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