Foram encontradas 60 questões.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se
afirma a seguir e assinale a alternativa com a
sequência correta.
( ) Um ecossistema é formado por organismos produtores, consumidores e decompositores.
( ) A comunidade clímax é uma comunidade estável que apresenta um equilíbrio com o meio.
( ) Fatores bióticos e abióticos interagem somente em ecossistemas aquáticos.
( ) Ecossistema e bioma são sinônimos biológicos.
( ) Um ecossistema é formado por organismos produtores, consumidores e decompositores.
( ) A comunidade clímax é uma comunidade estável que apresenta um equilíbrio com o meio.
( ) Fatores bióticos e abióticos interagem somente em ecossistemas aquáticos.
( ) Ecossistema e bioma são sinônimos biológicos.
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A fase de planejamento não é uma etapa isolada da auditoria, mas sim um processo contínuo e interativo que, em muitos casos, começa imediatamente após a conclusão da auditoria anterior e se estende até o término do trabalho atual. Nesse contexto, antes de iniciar a fase de planejamento, o auditor deve
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Considerando a NBC TI 01 – Auditoria Interna,
analise as assertivas e assinale a alternativa que
aponta a(s) correta(s).
I. A auditoria interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
II. A análise dos riscos da auditoria interna deve ser realizada na fase de execução dos trabalhos de auditoria.
III. As informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são denominadas “evidências”.
I. A auditoria interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
II. A análise dos riscos da auditoria interna deve ser realizada na fase de execução dos trabalhos de auditoria.
III. As informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são denominadas “evidências”.
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Nas auditorias das demonstrações contábeis de
grupos, como é denominado o valor definido pelo
auditor do grupo para reduzir o risco de
agregação a um nível adequadamente baixo para
fins de planejamento e execução dos
procedimentos de auditoria em relação a um
componente?
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De acordo com as Normas de Auditoria, o termo
“asseguração razoável” refere-se ao nível
alcançado quando o auditor obtém evidências de
auditoria apropriadas e suficientes para reduzir a
um nível aceitavelmente baixo o risco de
auditoria. Nesse contexto, é correto afirmar que,
no caso da auditoria de demonstrações contábeis,
esse nível é
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
Shin Suzuki
[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
I. Em “Na realidade, suas características estão ligadas à motivação ou estímulo reforçador [...]”, há crase, no “a” destacado, devido à fusão do “a” preposição, exigido por “ligadas”, com o “a” artigo definido feminino, que acompanha “motivação”.
II. No trecho “[...] diz Lembke em entrevista à BBC News Brasil.”, a crase ocorre, no item destacado, em razão de a expressão “à BBC News” corresponder a uma locução adverbial locativa, formada por palavra feminina.
III. Em “Lembke se refere tanto à fuga automática de desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao uso indiscriminado de medicamentos [...]”, o acento grave, indicativo de crase, usado no elemento em destaque é facultativo.
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Dopamina: por que busca desenfreada por
estímulos pode tirar satisfação da vida
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[...] Para a psiquiatra norte-americana Anna
Lembke, seja em redes sociais, seja em jogos ou em
compras online, por exemplo – instantes usando o
celular vêm permeando a vida moderna de um modo
excessivo e contribuindo para uma constante
sensação de insatisfação, em que picos de
empolgação ficam cada vez mais raros. [...]
A dopamina, mensageiro químico do cérebro, é
conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.
Na realidade, suas características estão ligadas à
motivação ou estímulo reforçador, com destacada
atuação no sistema de recompensa cerebral. A
sensação de prazer tem outros componentes
químicos envolvidos. A dopamina, no entanto, é uma
molécula fundamental em um processo maturado
durante milhões de anos de evolução: o corpo
instintivamente evita a dor. Procura o oposto.
“Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem
em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo
sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro,
nós sempre estamos buscando recriar essa
sensação”, diz Lembke em entrevista à BBC News
Brasil.
[...] Mas o nosso organismo sempre tenta
restabelecer um equilíbrio interno, chamado de
homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para
as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da
balança. “É aquela ‘descida’ após qualquer
experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre
de forma óbvia, como a ressaca depois de uma
bebedeira, mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a
psiquiatra. “Essencialmente, é a dopamina em queda
livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai
para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um
custo. E o custo é uma sensação temporária da
abstinência de uma substância. Algo universalmente
traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e
fissura pela droga de preferência”.
[...] Lembke trata na clínica em Stanford casos
graves de abusos de substâncias ou de dependência
em sexo ou apostas, mas observa que os atrativos
surgidos com a internet e a tecnologia digital
massificaram e banalizaram a dinâmica dos disparos
de dopamina e da compulsão. Ela acredita que todos
nós podemos aprender com casos graves de
dependência, “versões extremas do que todos nós
somos capazes”. “A riqueza, a abundância e a
tecnologia da nossa época fazem com que quase
toda experiência humana tenha o potencial de vício,
de uma droga. As mídias sociais são conexão
humana em forma de droga. O que torna algo
viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de
recompensa do cérebro de forma rápida”, diz ela. “E
nós temos acesso fácil, quantidade ilimitada, grande
potência e novidades ilimitadas. A dopamina
responde a todas essas condições”.
[...] A psiquiatra da Universidade Stanford acredita
que a ideia de eliminar a dor a qualquer custo como
paradigma trouxe desvantagens para a sociedade.
Lembke se refere tanto à fuga automática de
desconfortos como o tédio e a monotonia quanto ao
uso indiscriminado de medicamentos para combater a
dor – algo que teve grande papel na crise dos
opioides, que vitimou centenas de milhares de
norte-americanos nas últimas décadas.
“Evitar a dor nos priva de experiências que
constroem os calos mentais para encarar desafios
futuros. E eu falo de dor de uma forma ampla:
emocional, espiritual, todos os diferentes tipos de
sofrimento físico e psicológico”.
Lembke explica que a retomada do contato com o
desconforto é exemplificada por algo frugal: a terapia
do banho gelado (e, de fato, pesquisas sugerem
benefícios da água fria não só para melhorar a
circulação, mas também para aliviar depressão).
[...] Mas uma pergunta paira: não será justamente a
vida moderna, com toda a sua pressão e desafios,
que impõe peso sobre todos que a habitam e dessa
forma precisamos de algo para sanar essas dores?
Ela responde: “Eu concordo que nós vivemos em
um mundo muito estranho e em uma época muito
estranha, e que a vida em tempos modernos é difícil
por razões paradoxais”.
“Acho que medicamentos psicotrópicos têm
representado uma maneira para nos adaptar a um
mundo para o qual a nossa evolução ainda não
chegou. Mas, em geral, eu acho que esses remédios
são prescritos de forma excessiva, sem o
reconhecimento de seus lados negativos, incluindo o
potencial para se viciar ou nos privar de sentir as
intensas emoções que nos tornam humanos."
"A sugestão é que, em vez de usar medicamentos
para nos adaptar a esse novo mundo, tentemos
mudar as nossas experiências nele”.
Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional61303597. Acesso em: 17 fev. 2025.
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