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Foram encontradas 65 questões.

300520 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO

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Escrever

Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.

(Clarice Lispector. A descoberta do mundo, 1999.)

Marque a alternativa CORRETA.

I. A autora afirma que escrever é uma maldição e uma salvação.

II. No texto não existe argumento explicativo que afirme que escrever é uma maldição e uma salvação.

III. É correto afirmar que existe no texto uma ideia que sintetiza os dois aspectos que o ato de escrever reúne.

IV. O texto reúne marcas de narração.

V. O texto traz evidências de uma dissertação.

 

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300519 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO
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Quanto à concordância verbal da sentença: As cataratas do Iguaçu atraem turista do mundo inteiro. Assinale a alternativa CORRETA.
 

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300517 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO
Marque a alternativa INCORRETA quanto ao uso da Norma culta da Língua Portuguesa.
 

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300516 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO

Marque a alternativa CORRETA quanto às marcas linguísticas que permitem identificar o gênero textual, fazendo a correspondência entre as proposições.

1. Filme “O exterminador do futuro”

2. Aos sete dias do mês de setembro, na sede...

3. Uma colher de sopa antes das refeições

4. Prezado Senhor

5. “Era uma vez uma agulha, que disse ao...”

( ) Texto Instrucional

( ) É característica de registro de reunião

( ) Narrativa de gênero ficção

( ) Marca a temporalidade em textos narrativos

( ) É característica em texto epistolar

 

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300515 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO

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QUANDO A COMIDA SAI DO LIXO

A culinária do lixo

Cerca de três mil pessoas do Distrito Federal alimentam-se do que é jogado fora nos contêineres dos supermercados e nas lixeiras das casas. Quem revira os restos sente vergonha da atividade e se diz cansado de pedir comida.


Faltam 15 minutos para as quatro da tarde e só agora será servido o almoço na casa da pernambucana Maria Zélia da Silva, 44 anos. Faz silêncio no local. O único barulho que se ouve é o choro de Luciano Alves, 7 anos. Caçula de seis irmãos, a criança chora porque não aguenta mais esperar pela refeição.

As panelas acabaram de sair do fogão e a comida está quente. Na mesa, há carne cozida, feijão e arroz. Salada de repolho, cenoura e couve-flor, além de frutas, como manga, mamão e banana. Como sobremesa será servido iogurte de morango. O cardápio seria saudável, se não fosse um porém: os ingredientes servidos na casa de Zélia não foram comprados na feira nem no supermercado. Saíram todos de três contêineres de lixo, do Guará e do Cruzeiro.

No Distrito Federal, pelo menos três mil pessoas comem alimentos de lixo. O levantamento é do engenheiro florestal Benício de Melo Filho. Ele defendeu uma tese de mestrado na Universidade de Brasília (UnB), no ano passado, sobre o valor econômico e social daquilo que se joga fora. Benício não direcionou seu trabalho para a questão dos alimentos, mas ressalta que as pessoas que vivem do lixo se alimentam na mesma fonte. “Os catadores levam todo tipo de comida para casa. Carne, queijo, refrigerante, frutas e legumes. Nada é desperdiçado”, descreve em seu trabalho.

Maria Zélia veio do município de Petrolândia (PE) para o DF no ano passado com toda a família. Buscava emprego. Não conseguiu vaga nem de diarista em casa de família e optou por sair pelas ruas remexendo lixo. “A gente cata papelão para vender. Mas não tem como sobreviver disso. Para meus filhos não passarem fome, comecei a pegar alimentos do lixo”, conta. De cabeça baixa, Zélia assume que sente vergonha de revirar o lixo em busca de comida. “Na minha terra, pobre não faz isso. Já pensou se meus parentes lá de Pernambuco ficam sabendo que eu vim para Brasília comer lixo?”

Fonte: CAMPBELL, Ulisses. Correio Web, Correio Braziliense, 24 fev. 2002 / http://www.coreioweb.com br

Analise as alternativas e marque a CORRETA quanto à tipologia textual.
 

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300514 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO
Marque a alternativa CORRETA quanto à acentuação gráfica.
 

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300513 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO
Marque a alternativa INCORRETA quanto à concordância nominal.
 

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300512 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO
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Leia a charge a seguir:

enunciado 300512-1

As charges, normalmente, são marcadas pela ironia devido ao efeito de sentido. Assim pode-se concluir que nesta charge:

 

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300511 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO
Marque a alternativa INCORRETA quanto à Regência Verbal.
 

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300510 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: SEGPLAN-GO
Orgão: SEAD-GO

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TRABALHADOR NÃO É MÁQUINA

A vida de um desempregado é horrível, porque na nossa sociedade tudo depende do trabalho: salário, contatos profissionais, prestígio e (quando se é católico) até o resgate do pecado original e o bilhete de ingresso para o paraíso. Portanto, se falta o trabalho, falta tudo.

Mas corre-se o risco de que o problema do desemprego coloque em segundo plano o problema de quem tem um emprego. Com uma frequência sempre maior, a vida do trabalhador é transformada num inferno, porque as organizações das empresas se preocupam em multiplicar a quantidade de produtos, mas não dão a mínima para a felicidade de quem os produz.

DE MAIS, Domenico. In: O Ócio Criativo. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.

Marque a alternativa CORRETA.

 

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