Foram encontradas 292 questões.
Leia o texto a seguir:
E tinha a cabeça cheia deles - Marina Colasanti
Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da
mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.
Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem,
patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando
entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância
ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos
inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de
cafuné.
Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos
os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida,
enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia
penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe
entrefechava os olhos.
Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa
de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu
naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando
a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou
seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do
fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro
pensamento.
Fonte: https://contobrasileiro.com.br/e-tinha-a-cabeca-cheia-deles-marinacolassanti/. Acesso em 21/09/2023
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E tinha a cabeça cheia deles - Marina Colasanti
Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da
mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.
Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem,
patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando
entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância
ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos
inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de
cafuné.
Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos
os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida,
enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia
penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe
entrefechava os olhos.
Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa
de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu
naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando
a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou
seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do
fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro
pensamento.
Fonte: https://contobrasileiro.com.br/e-tinha-a-cabeca-cheia-deles-marinacolassanti/. Acesso em 21/09/2023
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E tinha a cabeça cheia deles - Marina Colasanti
Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da
mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.
Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem,
patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando
entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância
ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos
inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de
cafuné.
Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos
os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida,
enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia
penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe
entrefechava os olhos.
Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa
de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu
naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando
a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou
seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do
fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro
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Fonte: https://contobrasileiro.com.br/e-tinha-a-cabeca-cheia-deles-marinacolassanti/. Acesso em 21/09/2023
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E tinha a cabeça cheia deles - Marina Colasanti
Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da
mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.
Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem,
patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando
entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância
ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos
inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de
cafuné.
Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos
os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida,
enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia
penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe
entrefechava os olhos.
Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa
de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu
naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando
a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou
seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do
fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro
pensamento.
Fonte: https://contobrasileiro.com.br/e-tinha-a-cabeca-cheia-deles-marinacolassanti/. Acesso em 21/09/2023
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Outro de Elevador
Luís Fernando Veríssimo
"Ascende", dizia o ascensorista. Depois: "Eleva-se". "Para
cima". "Para o alto". "Escalando". Quando perguntavam "Sobe
ou desce?" respondia "A primeira alternativa". Depois dizia
"Descende", "Ruma para baixo", "Cai controladamente", "A
segunda alternativa"... "Gosto de improvisar", justificava-se. Mas
como toda arte tende para o excesso, chegou ao preciosismo.
Quando perguntavam "Sobe?" respondia "É o que veremos..."
ou então "Como a Virgem Maria". Desce? "Dei". Nem todo
o mundo compreendia, mas alguns o instigavam. Quando
comentavam que devia ser uma chatice trabalhar em elevador,
ele não respondia "tem seus altos e baixos", como esperavam,
respondia, criticamente, que era melhor do que trabalhar em
escada, ou que não se importava embora o seu sonho fosse,
um dia, comandar alguma coisa que andasse para os lados... E
quando ele perdeu o emprego porque substituíram o elevador
antigo do prédio por um moderno, automático, daqueles que
têm música ambiental, disse: "Era só me pedirem ― eu também
canto!"
Fonte: https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-deluis-fernando-verissimo-comentadas/. Acesso em 21/09/2023
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Outro de Elevador
Luís Fernando Veríssimo
"Ascende", dizia o ascensorista. Depois: "Eleva-se". "Para
cima". "Para o alto". "Escalando". Quando perguntavam "Sobe
ou desce?" respondia "A primeira alternativa". Depois dizia
"Descende", "Ruma para baixo", "Cai controladamente", "A
segunda alternativa"... "Gosto de improvisar", justificava-se. Mas
como toda arte tende para o excesso, chegou ao preciosismo.
Quando perguntavam "Sobe?" respondia "É o que veremos..."
ou então "Como a Virgem Maria". Desce? "Dei". Nem todo
o mundo compreendia, mas alguns o instigavam. Quando
comentavam que devia ser uma chatice trabalhar em elevador,
ele não respondia "tem seus altos e baixos", como esperavam,
respondia, criticamente, que era melhor do que trabalhar em
escada, ou que não se importava embora o seu sonho fosse,
um dia, comandar alguma coisa que andasse para os lados... E
quando ele perdeu o emprego porque substituíram o elevador
antigo do prédio por um moderno, automático, daqueles que
têm música ambiental, disse: "Era só me pedirem ― eu também
canto!"
Fonte: https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-deluis-fernando-verissimo-comentadas/. Acesso em 21/09/2023
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Outro de Elevador
Luís Fernando Veríssimo
"Ascende", dizia o ascensorista. Depois: "Eleva-se". "Para
cima". "Para o alto". "Escalando". Quando perguntavam "Sobe
ou desce?" respondia "A primeira alternativa". Depois dizia
"Descende", "Ruma para baixo", "Cai controladamente", "A
segunda alternativa"... "Gosto de improvisar", justificava-se. Mas
como toda arte tende para o excesso, chegou ao preciosismo.
Quando perguntavam "Sobe?" respondia "É o que veremos..."
ou então "Como a Virgem Maria". Desce? "Dei". Nem todo
o mundo compreendia, mas alguns o instigavam. Quando
comentavam que devia ser uma chatice trabalhar em elevador,
ele não respondia "tem seus altos e baixos", como esperavam,
respondia, criticamente, que era melhor do que trabalhar em
escada, ou que não se importava embora o seu sonho fosse,
um dia, comandar alguma coisa que andasse para os lados... E
quando ele perdeu o emprego porque substituíram o elevador
antigo do prédio por um moderno, automático, daqueles que
têm música ambiental, disse: "Era só me pedirem ― eu também
canto!"
Fonte: https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-deluis-fernando-verissimo-comentadas/. Acesso em 21/09/2023
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Outro de Elevador
Luís Fernando Veríssimo
"Ascende", dizia o ascensorista. Depois: "Eleva-se". "Para
cima". "Para o alto". "Escalando". Quando perguntavam "Sobe
ou desce?" respondia "A primeira alternativa". Depois dizia
"Descende", "Ruma para baixo", "Cai controladamente", "A
segunda alternativa"... "Gosto de improvisar", justificava-se. Mas
como toda arte tende para o excesso, chegou ao preciosismo.
Quando perguntavam "Sobe?" respondia "É o que veremos..."
ou então "Como a Virgem Maria". Desce? "Dei". Nem todo
o mundo compreendia, mas alguns o instigavam. Quando
comentavam que devia ser uma chatice trabalhar em elevador,
ele não respondia "tem seus altos e baixos", como esperavam,
respondia, criticamente, que era melhor do que trabalhar em
escada, ou que não se importava embora o seu sonho fosse,
um dia, comandar alguma coisa que andasse para os lados... E
quando ele perdeu o emprego porque substituíram o elevador
antigo do prédio por um moderno, automático, daqueles que
têm música ambiental, disse: "Era só me pedirem ― eu também
canto!"
Fonte: https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-deluis-fernando-verissimo-comentadas/. Acesso em 21/09/2023
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Um composto M foi produzido a partir da reação entre 8,4 g
de propeno e 4,0 g de água, em meio ácido e à temperatura de
170 0
C. Metade da massa do composto M produzido é colocado
para reagir com solução aquosa de permanganato de potássio
em meio ácido produzindo um composto T, com um rendimento
de 50%. A massa, em gramas, do composto T produzido é:
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- Psicopedagogia
- Tecnologias Educacionais
- Mídias, Comunicação e Tecnologias na Educação
- As Tecnologias da Comunicação e Informação nas Práticas Educativas
Estudos contemporâneos têm apontado que o homem
moderno não consegue ouvir, porque:
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