Foram encontradas 60 questões.
Leia o texto para responder à questão:
O medo de cobras é algo inato em nós. A mera ideia destes seres rastejantes costuma provocar arrepios, mesmo em
países onde raramente topamos com eles. O instinto é tão
forte que mesmo bebês com poucos meses de vida apresentam sinais de estresse ao se depararem com uma serpente.
Esse medo não é gratuito: todos os anos, picadas de cobra
são responsáveis por entre 81 mil e 138 mil mortes e entre
300 mil e 400 mil sequelas permanentes.
Atualmente, picadas de cobras venenosas só podem ser
tratadas com antídotos específicos, os chamados soros antiofídicos. Entretanto, a maioria deles só é eficaz contra uma
ou algumas espécies da mesma família. Além disso, os afetados – e, consequentemente, também a equipe médica encarregada de tratar o ferimento – muitas vezes não sabem qual
cobra está por trás da picada. No mundo todo, afinal, existem
cerca de 600 espécies distintas de cobras peçonhentas.
Um antídoto eficaz contra o veneno de diversas cobras
diferentes, portanto, poderia simplificar muito o tratamento. E
aqui reside a importância de um novo estudo de pesquisadores americanos que afirmam ter encontrado a base para um
soro antiofídico de amplo espectro.
Para o estudo, os pesquisadores usaram o sangue de um
doador um tanto quanto peculiar: Timothy Friede, um colecionador de cobras que aceitou se expor ao veneno de várias
cobras 856 vezes ao longo de 18 anos e sobreviveu. Ao total,
Friede foi submetido a mais de 200 picadas de cobras e outras centenas de injeções de veneno – tudo deliberadamente.
Dezoito anos e centenas de picadas depois, os pesquisadores identificaram dois anticorpos amplamente neutralizantes no sangue de Friede: o LNX-D09 e o SNX-B03. O
antídoto resultante se mostrou eficaz em experimentos com
camundongos contra o veneno de 19 das cobras mais venenosas do mundo.
(Alexander Freund. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/
cientistas-podem-estar-mais-perto-de-criar-ant%C3%ADdoto-universalpara-picadas-de-cobra/a-72435849. Acesso em 06.05.2025. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
O medo de cobras é algo inato em nós. A mera ideia destes seres rastejantes costuma provocar arrepios, mesmo em
países onde raramente topamos com eles. O instinto é tão
forte que mesmo bebês com poucos meses de vida apresentam sinais de estresse ao se depararem com uma serpente.
Esse medo não é gratuito: todos os anos, picadas de cobra
são responsáveis por entre 81 mil e 138 mil mortes e entre
300 mil e 400 mil sequelas permanentes.
Atualmente, picadas de cobras venenosas só podem ser
tratadas com antídotos específicos, os chamados soros antiofídicos. Entretanto, a maioria deles só é eficaz contra uma
ou algumas espécies da mesma família. Além disso, os afetados – e, consequentemente, também a equipe médica encarregada de tratar o ferimento – muitas vezes não sabem qual
cobra está por trás da picada. No mundo todo, afinal, existem
cerca de 600 espécies distintas de cobras peçonhentas.
Um antídoto eficaz contra o veneno de diversas cobras
diferentes, portanto, poderia simplificar muito o tratamento. E
aqui reside a importância de um novo estudo de pesquisadores americanos que afirmam ter encontrado a base para um
soro antiofídico de amplo espectro.
Para o estudo, os pesquisadores usaram o sangue de um
doador um tanto quanto peculiar: Timothy Friede, um colecionador de cobras que aceitou se expor ao veneno de várias
cobras 856 vezes ao longo de 18 anos e sobreviveu. Ao total,
Friede foi submetido a mais de 200 picadas de cobras e outras centenas de injeções de veneno – tudo deliberadamente.
Dezoito anos e centenas de picadas depois, os pesquisadores identificaram dois anticorpos amplamente neutralizantes no sangue de Friede: o LNX-D09 e o SNX-B03. O
antídoto resultante se mostrou eficaz em experimentos com
camundongos contra o veneno de 19 das cobras mais venenosas do mundo.
(Alexander Freund. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/
cientistas-podem-estar-mais-perto-de-criar-ant%C3%ADdoto-universalpara-picadas-de-cobra/a-72435849. Acesso em 06.05.2025. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
Nem todo humano
Nina é um ímã de maluco.
As pessoas acham que o fato de você estar com um cachorro é permissão para puxar conversa sobre cachorros, o
clima, política, economia, urbanismo, ecologia. Isso também
acontece quando você tem um bebê humano, mas já passei,
tem tempo, dessa fase.
Nina e eu caminhando na rua. Do nada, um senhor compartilha a informação de que a filha dele tem um cachorro
parecido e que, portanto (?!), eu também devo ser médica.
Tudo o que ele queria, obviamente, era contar para alguém
que tem uma filha médica. Sorri amarelo e fugi, poupando o
senhor da minha opinião sobre médicos, de uma forma geral.
Entramos no parque. Um doido vem na minha direção
e grita “animais têm alma sim!”. Concordei, é claro. E fomos
na direção oposta ao doido e ao lugar para onde eu queria ir.
Sentamos em um banco do parque. Quer dizer, eu sentei
no banco, Nina deitou no chão. Uma senhora estaciona do
nosso lado. E, depois de fazer cafuné na Nina por uns bons
cinco minutos, me diz que ela deveria estar de focinheira. A
vontade que me deu de dizer quem eu acho que deveria estar
de focinheira, minha gente, nem conto.
Nem todo humano, mas sempre um humano. De nada
adianta toda a minha apresentação mal-encarada e poucos-amigos.
Eu culpo a Nina e essa carinha fofa e simpática dela.
Aposto que se eu morasse com um dobermann, nada disso
acontecia.
(Carolina Vigna. Nem todo humano. Disponível em: https://rascunho.com.br/
cronistas/carolina-vigna/nem-todo-humano/.
Acesso em 04/05/2025. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
Nem todo humano
Nina é um ímã de maluco.
As pessoas acham que o fato de você estar com um cachorro é permissão para puxar conversa sobre cachorros, o
clima, política, economia, urbanismo, ecologia. Isso também
acontece quando você tem um bebê humano, mas já passei,
tem tempo, dessa fase.
Nina e eu caminhando na rua. Do nada, um senhor compartilha a informação de que a filha dele tem um cachorro
parecido e que, portanto (?!), eu também devo ser médica.
Tudo o que ele queria, obviamente, era contar para alguém
que tem uma filha médica. Sorri amarelo e fugi, poupando o
senhor da minha opinião sobre médicos, de uma forma geral.
Entramos no parque. Um doido vem na minha direção
e grita “animais têm alma sim!”. Concordei, é claro. E fomos
na direção oposta ao doido e ao lugar para onde eu queria ir.
Sentamos em um banco do parque. Quer dizer, eu sentei
no banco, Nina deitou no chão. Uma senhora estaciona do
nosso lado. E, depois de fazer cafuné na Nina por uns bons
cinco minutos, me diz que ela deveria estar de focinheira. A
vontade que me deu de dizer quem eu acho que deveria estar
de focinheira, minha gente, nem conto.
Nem todo humano, mas sempre um humano. De nada
adianta toda a minha apresentação mal-encarada e poucos-amigos.
Eu culpo a Nina e essa carinha fofa e simpática dela.
Aposto que se eu morasse com um dobermann, nada disso
acontecia.
(Carolina Vigna. Nem todo humano. Disponível em: https://rascunho.com.br/
cronistas/carolina-vigna/nem-todo-humano/.
Acesso em 04/05/2025. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
Nem todo humano
Nina é um ímã de maluco.
As pessoas acham que o fato de você estar com um cachorro é permissão para puxar conversa sobre cachorros, o
clima, política, economia, urbanismo, ecologia. Isso também
acontece quando você tem um bebê humano, mas já passei,
tem tempo, dessa fase.
Nina e eu caminhando na rua. Do nada, um senhor compartilha a informação de que a filha dele tem um cachorro
parecido e que, portanto (?!), eu também devo ser médica.
Tudo o que ele queria, obviamente, era contar para alguém
que tem uma filha médica. Sorri amarelo e fugi, poupando o
senhor da minha opinião sobre médicos, de uma forma geral.
Entramos no parque. Um doido vem na minha direção
e grita “animais têm alma sim!”. Concordei, é claro. E fomos
na direção oposta ao doido e ao lugar para onde eu queria ir.
Sentamos em um banco do parque. Quer dizer, eu sentei
no banco, Nina deitou no chão. Uma senhora estaciona do
nosso lado. E, depois de fazer cafuné na Nina por uns bons
cinco minutos, me diz que ela deveria estar de focinheira. A
vontade que me deu de dizer quem eu acho que deveria estar
de focinheira, minha gente, nem conto.
Nem todo humano, mas sempre um humano. De nada
adianta toda a minha apresentação mal-encarada e poucos-amigos.
Eu culpo a Nina e essa carinha fofa e simpática dela.
Aposto que se eu morasse com um dobermann, nada disso
acontecia.
(Carolina Vigna. Nem todo humano. Disponível em: https://rascunho.com.br/
cronistas/carolina-vigna/nem-todo-humano/.
Acesso em 04/05/2025. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia a tirinha a seguir:
(Quino. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2008)
Assinale a alternativa que melhor explica o sentido da tira.
(Quino. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2008)
Assinale a alternativa que melhor explica o sentido da tira.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
A obesidade é uma doença que afeta 1 bilhão de pessoas, 12,5% da população mundial. No entanto, estima-se
que em 2035 os obesos serão 54% da população, revelando uma tendência de crescimento exponencial. Embora a
obesidade não seja uma doença mental, como a anorexia,
a bulimia e a compulsão, uma grande parte das pessoas
obesas apresentam sofrimentos ligados à alimentação e ao
corpo, ora causa da obesidade, ora consequência da obesidade e, muito frequentemente, tanto causa como consequência da obesidade. A gordofobia encontra-se na raiz de
quadros de ansiedade e depressão, alimentados pelos estigmas em torno do corpo gordo: doente, preguiçoso, incapaz etc. Os estigmas também colaboram para o aumento
de comportamentos alimentares disfuncionais, que levam
ao ganho de peso, prendendo o sujeito num ciclo infinito.
Pesquisas recentes realizadas pelo Núcleo de Pesquisas
Epidemiológicas em Nutrição e Saúde – NUPENS indicam
que a causa mais frequente da obesidade, e seu aumento
exponencial nas últimas décadas, estão relacionados com o
consumo de ultraprocessados. Assim me parece importante
compreender o que leva o sujeito ao consumo desses produtos. Não se trata, é claro, de desresponsabilizar o sujeito
por suas escolhas, mas de considerar até que ponto o sujeito
pode de fato escolher?
Numa pesquisa já antiga, Michael Pollain afirma que com
1 dólar você pode comprar cerca de 250 calorias de comida
in natura, mas com esse mesmo dólar você pode comprar
1.200 calorias de comida ultraprocessada! Então, quando
moramos em um país em que uma única banana custa mais
caro do que um pacote de macarrão instantâneo, pensemos
se seria justo responsabilizar apenas o sujeito por escolher
ultraprocessados e ganhar peso em consequência disto.
(Camila Junqueira. Mudanças no critério diagnóstico da obesidade:
O que o psicanalista tem a ver com isso?.
Disponível em: https://deptodepsicanalise.blogspot.com/2025/02/
mudancas-no-criterio-diagnostico-da.html. Acesso em: 30/04/2025)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
A obesidade é uma doença que afeta 1 bilhão de pessoas, 12,5% da população mundial. No entanto, estima-se
que em 2035 os obesos serão 54% da população, revelando uma tendência de crescimento exponencial. Embora a
obesidade não seja uma doença mental, como a anorexia,
a bulimia e a compulsão, uma grande parte das pessoas
obesas apresentam sofrimentos ligados à alimentação e ao
corpo, ora causa da obesidade, ora consequência da obesidade e, muito frequentemente, tanto causa como consequência da obesidade. A gordofobia encontra-se na raiz de
quadros de ansiedade e depressão, alimentados pelos estigmas em torno do corpo gordo: doente, preguiçoso, incapaz etc. Os estigmas também colaboram para o aumento
de comportamentos alimentares disfuncionais, que levam
ao ganho de peso, prendendo o sujeito num ciclo infinito.
Pesquisas recentes realizadas pelo Núcleo de Pesquisas
Epidemiológicas em Nutrição e Saúde – NUPENS indicam
que a causa mais frequente da obesidade, e seu aumento
exponencial nas últimas décadas, estão relacionados com o
consumo de ultraprocessados. Assim me parece importante
compreender o que leva o sujeito ao consumo desses produtos. Não se trata, é claro, de desresponsabilizar o sujeito
por suas escolhas, mas de considerar até que ponto o sujeito
pode de fato escolher?
Numa pesquisa já antiga, Michael Pollain afirma que com
1 dólar você pode comprar cerca de 250 calorias de comida
in natura, mas com esse mesmo dólar você pode comprar
1.200 calorias de comida ultraprocessada! Então, quando
moramos em um país em que uma única banana custa mais
caro do que um pacote de macarrão instantâneo, pensemos
se seria justo responsabilizar apenas o sujeito por escolher
ultraprocessados e ganhar peso em consequência disto.
(Camila Junqueira. Mudanças no critério diagnóstico da obesidade:
O que o psicanalista tem a ver com isso?.
Disponível em: https://deptodepsicanalise.blogspot.com/2025/02/
mudancas-no-criterio-diagnostico-da.html. Acesso em: 30/04/2025)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia a tira para responder à questão:

(Bill Watterson. Calvin e Haroldo.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/CryXA07rM_g/.
Acesso em 04/05/2025)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia a tira para responder à questão:

(Bill Watterson. Calvin e Haroldo.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/CryXA07rM_g/.
Acesso em 04/05/2025)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container