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Escândalo de corrupção deixa cidade sem comando

(2/9/2010) Com a prisão do prefeito, vice-prefeito, presidente da Câmara e mais oito vereadores, não havia praticamente ninguém para assumir a prefeitura. O Tribunal de Justiça do estado não se pronunciou oficialmente para indicar um gestor para o município. O fato é que a segunda maior cidade do estado está sem administrador. Foram três meses de investigações. A denúncia partiu do secretário municipal de Comunicação, que fez as gravações e aparece em imagens entregando dinheiro ao prefeito. Segundo a Polícia Federal, o prefeito chefiava um esquema que fraudava licitações e desviava dinheiro público. Vinte e oito pessoas foram presas.

Internet: <http://g1.globo.com/bom-dia-brasil>. Acesso em 13/9/2010.

STJ prorroga prisões de investigados na Operação Mãos Limpas

(15/9/2010) O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acatou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para prorrogar a prisão temporária de seis pessoas investigadas por participação em um esquema de desvio de verbas no estado, alvo da Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal. [...] Com a decisão, permanecerão presos o atual governador do estado, o ex-governador, o presidente do Tribunal de Contas do estado, o ex-secretário estadual de Educação, o secretário estadual de Segurança e um empresário.

Internet: <http://tribunadonorte.com.br> (com adaptações). Acesso em 16/9/2010.

As notícias dos dois textos anteriores reportam-se a casos de mau uso do dinheiro público, situação que traz graves consequências à sociedade. Os textos relatam fatos ocorridos, respectivamente, em

 

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Enunciado 1867109-1

Com base nos gráficos anteriores, assinale a alternativa correta.

 

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Texto II

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

— Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

— Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século você veio?

— Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

— Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

— Pode acreditar, porque tenho PhD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo, isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

— Que interessante...

— É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

— Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a implementação?

— Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

Max Gehringer. In: Exame (com adaptações).

Com base no texto II, é correto interpretar que a executiva não demonstrou sentir

 

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Texto II

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada(a) no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas.(a) Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

— Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas(a) de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

— Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:(b)

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século você veio?

— Do XXI. O distinto vai me dizer que(c) não conhece o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão(d) empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

— Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

— Pode acreditar, porque tenho PhD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo, isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

— Que interessante...

— É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?(e)

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

— Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a implementação?

— Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

Max Gehringer. In: Exame (com adaptações).

Ainda com relação a aspectos gramaticais do texto II, assinale a alternativa correta.

 

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Texto II

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá(c) por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo(c) mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

— Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de(a) negociação, de que(a) aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria(b) receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:(c)

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

— Não, não.(e) Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?(d)

— Pois não(e)?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século você veio?

— Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.(c)

— Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

— Pode acreditar, porque tenho PhD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo, isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

— Que interessante...

— É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

— Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a implementação?

— Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

Max Gehringer. In: Exame (com adaptações).

Acerca de fatos gramaticais presentes no texto II, assinale a alternativa correta.

 

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Texto II

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas.(b) Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?
(d)

— No céu.

— No céu?...

— Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.(c)

Apesar das óbvias evidências de nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B:(e) convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

— Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século você veio?

— Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

— Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

— Pode acreditar, porque tenho PhD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo, isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

— Que interessante...

— É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

— Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a implementação?

— Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

Max Gehringer. In: Exame (com adaptações).

Com base em aspectos linguísticos do texto II, assinale a alternativa correta.

 

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Texto II

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

— Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

— Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...(d)

— Executiva... Que palavra estranha! De que século você veio?

— Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

— Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta.(c) Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

— Pode acreditar, porque tenho PhD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo, isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

— Que interessante...

— É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

— Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a implementação?

— Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

Max Gehringer. In: Exame (com adaptações).

Assinale a alternativa correta com relação ao texto II.

 

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Texto II

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

— Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

— Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século você veio?

— Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

— Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

— Pode acreditar, porque tenho PhD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo, isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

— Que interessante...

— É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

— Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a implementação?

— Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

Max Gehringer. In: Exame (com adaptações).

Assinale a alternativa que interpreta corretamente ideias do texto II.

 

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A semana

Para um preso, menos 7 dias

Para um doente, mais 7 dias

Para os felizes, 7 motivos

Para os tristes, 7 remédios

Para os ricos, 7 jantares

Para os pobres, 7 fomes

Para a esperança, 7 novas manhãs

Para a insônia, 7 longas noites

Para os sozinhos, 7 chances

Para os ausentes, 7 culpas

Para um cachorro, 49 dias

Para uma mosca, 7 gerações

Para os empresários, 25% do mês

Para os economistas, 0,019 do ano

Para o pessimista, 7 riscos

Para o otimista, 7 oportunidades

Para a Terra, 7 voltas

Para o pescador, 7 partidas

Para cumprir o prazo, pouco

Para criar o mundo, o suficiente

Para uma gripe, a cura

Para uma rosa, a morte

Para a história, nada

Para Época, tudo

Internet: http://epoca.globo.com (com adaptações) Acesso 7/9/20

Assinale a alternativa incorreta acerca do texto I.

 

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A semana

Para um preso, menos 7 dias

Para um doente, mais 7 dias

Para os felizes, 7 motivos

Para os tristes, 7 remédios

Para os ricos, 7 jantares

Para os pobres, 7 fomes

Para a esperança, 7 novas manhãs

Para a insônia, 7 longas noites

Para os sozinhos, 7 chances

Para os ausentes, 7 culpas

Para um cachorro, 49 dias

Para uma mosca, 7 gerações

Para os empresários, 25% do mês

Para os economistas, 0,019 do ano

Para o pessimista, 7 riscos

Para o otimista, 7 oportunidades

Para a Terra, 7 voltas

Para o pescador, 7 partidas

Para cumprir o prazo, pouco

Para criar o mundo, o suficiente

Para uma gripe, a cura

Para uma rosa, a morte

Para a história, nada

Para Época, tudo

Internet: http://epoca.globo.com (com adaptações) Acesso 7/9/20

Com base em conhecimentos relativos à linguagem e no texto I, assinale a alternativa correta.

 

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