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Privilegiar o texto como objeto de estudo da disciplina não significa transformar a aula de Língua Portuguesa num plenário de discussão de variados temas. Sobre os critérios de seleção de textos à luz da Proposta Curricular da Secretaria de Educação de Minas Gerais, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. Um texto deve ser visto não apenas como assunto, mas como um assunto expresso por determinada forma, em determinada circunstância.
II. Estudar o texto implica considerá-lo em sua materialidade linguística, seu vocabulário e sua gramática.
III. Ao analisar uma frase podem-se constatar e explicar termos elípticos e relações anafóricas ou dêiticas que a interligam com outros elementos do texto ou do contexto em que aparece.
Estão corretas as afirmativas:
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A questão baseia no texto apresentado abaixo.
Registro de encantamento e atestado de importância
[...]
Acontece bem assim: a gente abre um livro.
E o livro abre a vida da gente.
E quanto mais livro, mais livre, a modo e tempo que essa livraria toda nos livra da desumanidade.
Já se sabe coisa-ou-outra. Mas dentro de uma livraria, bota reparo, a gente sempre entende que não entende quase nada. Eu, hem. Talvez fosse melhor a gente nunca mais pôr os pés nessa ingresia de lugar.
Não seria providencioso deixar as coisas do maljeito que estão?
Até parece! A gente quer é saber mais, inventar outros modos de olhar, remexer num assunto complicado, gritar uma pergunta que bem podia ficar quietinha pra sempre num canto da memória de toda a humanidade [...]
Ara mas tá. Cada livro é uma pergunta terrível, misteriosa, angustiante.
Ou uma pergunta engraçada, festosa, sacudida-sai-cedo.
Uma coisa de fantasia de verdade mentirosa verdadeira. Porque uma livraria é um estúdio pra gente revelar um estudo da alma humana. Quer esfriar a cabeça? Quer esquentar a imaginação?
Entre numa livraria ou numa biblioteca.
E trate de ser pessoa, rosa, bandeira, prado, ramos, machado.
Mas antes, tem Lobato. Tem Cecília. Tem Clarice.
Ninguém nasceu para uma vidinha insossa.
Se não faltar o livro, vai sempre ter um jeito de a gente não deixar que faltem outras coisas.
Está doente? Meio desacorçoado?
Consulte uma livraria ou uma biblioteca. Garanto que vai receber um alívio por meio de chuva de beiral do alpendre. Por meio de cheirinho de arroz-doce com canela. De gente chegando de um passeio no jardim da coragem.
Uma livraria nos livraria da vida sem sentido.
A modo e hora que cada livro na estante é uma porta fechada. Então a gente abre a porta como quem inventa o livro no momento em que porta alguma jamais se abrirá por completo neste livro que é cada um de nós.
Vontade era que cada um de nós tivesse a fortuna de ler todos os livros da infância, todos os livros da juventude, todos os livros da maturidade.
Essa livraria toda nos livraria da injustiça, do desafio, do azedume, do destempero da desumanidade.
A modo e manhã de assuntar: cada livro que se lê na infância é uma coragem de cantar bem alto para espantar assombração. Cada livro que se lê na juventude é uma coragem de cantar bem baixinho pra fingir que não acredita em assombração. Cada livro que se lê na maturidade é uma coragem de cantar bem devagarinho pra compreender que é uma assombração.
Quanto mais a gente lê, mais assombração aparece.
Mas é assombração que encanta, sabe?
Que nos livra da mesmice, porque desacomoda por todos os séculos e séculos amém, eta bondade, benza Deus.
Recomendo assombrar com uma certa frequência. Observar cada estante, cada gravura, cada capa, cada folha de rosto, cada rosto, cada olhar,cada respiração, cada começo de voz.
[...]
No entanto, mire e rume: um livro é um mundo onde a condição humana tem vez e voz, registro de encantamento e atestado de importância. Quem lê pode respirar poesia. Pode viver de prosa.
Quem lê, tem uma chave, uma maneira mais radiante de abrir o coração, uma passagem, uma possibilidade, um lugar de ave que se aventura, que deseja se livrar de morrer de desânimo.
[...]
Tem vez, você finge que não quer. E apenas se põe a contemplar cada um. Finge que não precisa; que pode passar sem eles, bobagem esse negócio de mexida de livro, pura paranoia, livros e mais livros pra quê; a vida sem eles nem é tão chata assim.
Mas acaba que com eles a vida é mais profunda, mais apaixonada, mais genial.
[...]
(Stela Maris Rezende)
No título, a autora sugere o potencial da leitura por meio da expressão “Registro de encantamento”. Tal encantamento pode estar associado ao potencial inventivo de construções linguísticas tão explorado nas mais variadas literaturas. Desse modo, assinale a única opção que NÃO ilustre uma manifestação inovadora na combinação de palavras no plano morfossintático da língua.
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As situações de ensino devem levar o aluno a rever o conceito de gramática. Com base na Proposta Curricular – CBC (Conteúdo Básico Comum), assinale a alternativa incorreta:
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Vários autores, entre os quais poetas renomados, já chamaram a atenção para a inutilidade da poesia. Outros a viram como algo perigoso, seguindo a opinião de Platão. Sobre o ensino da reconstrução do texto literário poético, que consta na proposta curricular dos conteúdos básicos comuns (CBC) para Língua Portuguesa, analise as afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Os recursos linguísticos utilizados na poesia foram, por muito tempo, utilizados também na narrativa e no teatro, pois toda a produção literária, quando ainda nem se usava o conceito de literatura, era feita em versos.
( ) Esse tópico merece uma atenção especial, pois o texto literário poético tem a capacidade de nos extrair da realidade, de nos fazer mergulhar em uma visão de mundo própria de cada poeta, pela simples sugestão de imagens, pela exploração dos sentidos diversos das palavras, pela evocação sonora de novos sentidos para além daqueles que as palavras simplesmente denotam.
( ) O aluno deve entender que a poesia, como uma forma de expressão, lírica ou épica, limita-se à coincidência das rimas ou à expressão do senso comum.
( ) O texto literário poético quase sempre depende do envolvimento de todos os nossos sentidos em sua leitura, sobretudo da visão e da audição.
( ) O estudo cronológico da poesia não pode ser substituído por formas alternativas de abordagem.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
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Entender o papel dos recursos linguísticos na organização de qualquer enunciado é condição indispensável para o desenvolvimento das potencialidades de leitura e escrita; do falar e do ouvir. Sobre o ensino da organização linguística do enunciado narrativo, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. No enunciado narrativo emerge a possibilidade de entender ações de espaço e tempo, marcando os lugares e o tempo em que as ações se dão e de como, nesse discurso, essas ações podem ser representadas, aproximando ou afastando o leitor; marcando o tempo da narração e o tempo do narrador, o espaço do narrador e o espaço da narração.
II. É necessário saber utilizar os advérbios, verbos, adjetivos e marcadores textuais como condição para compor a narrativa de maneira coerente e envolvente, auxiliando no entendimento do que é narrado.
III. Na medida em que o discurso narrativo coloca em cena personagens, muito frequentemente recorrerá a anáforas pronominais de terceira pessoa.
Estão corretas as afirmativas:
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João esqueceu a senha de um cofre composta por 4 números distintos. Ele só lembra que os números estão entre os algarismos 0,1,2,3,4. O total de senhas possíveis que poderiam ser formadas nessas condições é igual a:
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O aluno deve ser preparado para identificar nos textos apresentados marcas explícitas de intertextualidade com outros textos, discursos, produtos culturais e linguagens. Sobre o ensino de intertextualidade e metalinguagem, de acordo com a proposta curricular do Estado de Minas Gerais, analise as alternativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. A intertextualidade, por se revelar somente no âmbito do conteúdo, permite desenvolver capacidades linguísticas e semânticas, mas não semióticas.
II. A condição essencial para aprender metalinguagem é reconhecer que a língua pode ser explorada de vários modos e, para isso, o educando necessita ampliar seu repertório linguístico, a partir de consultas em dicionários e demais portadores textuais.
III. A avaliação pode acontecer em dois níveis: no processo de recepção de textos, o aluno deverá justificar os elementos intertextuais por ele identificados no texto. Além disso, deverá demonstrar capacidade de estabelecer relações de sentido entre os elementos identificados e a proposta comunicativa do texto. No processo de produção, deverá justificar os elementos intertextuais utilizados por ele, bem como as fontes e os objetivos pretendidos.
Estão corretas as afirmativas:
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A questão baseia no texto apresentado abaixo.
Registro de encantamento e atestado de importância
[...]
Acontece bem assim: a gente abre um livro.
E o livro abre a vida da gente.
E quanto mais livro, mais livre, a modo e tempo que essa livraria toda nos livra da desumanidade.
Já se sabe coisa-ou-outra. Mas dentro de uma livraria, bota reparo, a gente sempre entende que não entende quase nada. Eu, hem. Talvez fosse melhor a gente nunca mais pôr os pés nessa ingresia de lugar.
Não seria providencioso deixar as coisas do maljeito que estão?
Até parece! A gente quer é saber mais, inventar outros modos de olhar, remexer num assunto complicado, gritar uma pergunta que bem podia ficar quietinha pra sempre num canto da memória de toda a humanidade [...]
Ara mas tá. Cada livro é uma pergunta terrível, misteriosa, angustiante.
Ou uma pergunta engraçada, festosa, sacudida-sai-cedo.
Uma coisa de fantasia de verdade mentirosa verdadeira. Porque uma livraria é um estúdio pra gente revelar um estudo da alma humana. Quer esfriar a cabeça? Quer esquentar a imaginação?
Entre numa livraria ou numa biblioteca.
E trate de ser pessoa, rosa, bandeira, prado, ramos, machado.
Mas antes, tem Lobato. Tem Cecília. Tem Clarice.
Ninguém nasceu para uma vidinha insossa.
Se não faltar o livro, vai sempre ter um jeito de a gente não deixar que faltem outras coisas.
Está doente? Meio desacorçoado?
Consulte uma livraria ou uma biblioteca. Garanto que vai receber um alívio por meio de chuva de beiral do alpendre. Por meio de cheirinho de arroz-doce com canela. De gente chegando de um passeio no jardim da coragem.
Uma livraria nos livraria da vida sem sentido.
A modo e hora que cada livro na estante é uma porta fechada. Então a gente abre a porta como quem inventa o livro no momento em que porta alguma jamais se abrirá por completo neste livro que é cada um de nós.
Vontade era que cada um de nós tivesse a fortuna de ler todos os livros da infância, todos os livros da juventude, todos os livros da maturidade.
Essa livraria toda nos livraria da injustiça, do desafio, do azedume, do destempero da desumanidade.
A modo e manhã de assuntar: cada livro que se lê na infância é uma coragem de cantar bem alto para espantar assombração. Cada livro que se lê na juventude é uma coragem de cantar bem baixinho pra fingir que não acredita em assombração. Cada livro que se lê na maturidade é uma coragem de cantar bem devagarinho pra compreender que é uma assombração.
Quanto mais a gente lê, mais assombração aparece.
Mas é assombração que encanta, sabe?
Que nos livra da mesmice, porque desacomoda por todos os séculos e séculos amém, eta bondade, benza Deus.
Recomendo assombrar com uma certa frequência. Observar cada estante, cada gravura, cada capa, cada folha de rosto, cada rosto, cada olhar,cada respiração, cada começo de voz.
[...]
No entanto, mire e rume: um livro é um mundo onde a condição humana tem vez e voz, registro de encantamento e atestado de importância. Quem lê pode respirar poesia. Pode viver de prosa.
Quem lê, tem uma chave, uma maneira mais radiante de abrir o coração, uma passagem, uma possibilidade, um lugar de ave que se aventura, que deseja se livrar de morrer de desânimo.
[...]
Tem vez, você finge que não quer. E apenas se põe a contemplar cada um. Finge que não precisa; que pode passar sem eles, bobagem esse negócio de mexida de livro, pura paranoia, livros e mais livros pra quê; a vida sem eles nem é tão chata assim.
Mas acaba que com eles a vida é mais profunda, mais apaixonada, mais genial.
[...]
(Stela Maris Rezende)
Existe um ditado popular em que se afirma “Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece.”. A autora reescreve-o dizendo “Quanto mais a gente lê, mais assombração aparece”. Nesse sentido, percebe-se que, nos dois casos, o vocábulo “assombração” assume sentidos:
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A seleção dos conteúdos da disciplina Língua Portuguesa se traduz em critérios de seleção de textos, de práticas pedagógicas de leitura e produção de textos, e de recursos linguísticos que deverão ser objeto de reflexão e estudo sistemático, a cada etapa de ensino. Com base na Proposta Curricular – CBC (Conteúdo Básico Comum), analise as afirmativas a seguir assinale a alternativa correta.
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Há razões práticas, de uso efetivo da língua, para explicar a necessidade de estudar a frase. Com base nas orientações do Centro de Referência Virtual do Professor, criado pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. As condições para se aprender a respeito da frase na norma-padrão são postas de imediato e devem oferecer ao aluno condições reais desse aprendizado.
II. Para que o aluno tenha domínio de como constituir frases respeitando a norma-padrão, precisa igualmente conhecer e dominar os recursos morfológicos e sintáticos que a língua oferece.
III. Não se trata de ensinar as classes gramaticais de modo isolado, mas de uso efetivo das palavras nas frases, em busca do alcance da coerência da produção de sentido.
Estão corretas as afirmativas:
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