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“A criminalização a que estão sujeitos por toda a Europa os militantes dos movimentos sociais de desempregados, de sem teto e contra a discriminação como podemos ver de forma extrema nos ataques promovidos pela polícia aos manifestantes antiglobalização em Gênova, durante o encontro do G8, no verão de 2001 – não pode ser entendida fora do sentido amplo da penalização da pobreza.”
(Wacquant, 2008. P. 93.)
A penalização da pobreza é um fenômeno que vem sendo observado não só na Europa e em países centrais, mas também em países periféricos como o Brasil. É possível afirmar que esse fenômeno expressa, EXCETO:
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“Por conta da dificuldade na questão da objetividade quando se trata das ciências sociais, há, ainda, um profundo debate sobre se essas ciências podem, de fato, ser consideradas ciências. A isso alia-se a dificuldade de controlar as variáveis em um ambiente social, por definição, repleto de interferências externas. O filósofo francês Auguste Comte deu uma grande contribuição nesse sentido; mas foi Wilhelm Dilthey, que defendeu que as ciências sociais tivessem autonomia metodológica a partir da diferenciação entre ‘explicar’ e ‘compreender’.”
(Métodos científicos específicos das ciências sociais | Livre Pensamento.)
Considerando alguns teóricos clássicos e contemporâneos e suas correntes metodológicas relativas às ciências sociais, analise as premissas a seguir e assinale a INCORRETA.
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“O mundo do animal é um mundo sem conceito. Nele nenhuma palavra existe para fixar o idêntico no fluxo dos fenômenos, a mesma espécie na variação dos exemplos, a mesma coisa na diversidade das situações. Mesmo que a recognição seja possível, a identificação está limitada ao que foi predeterminadode maneira vital. No fluxo, nada se acha que se possa determinar como permanente e, no entanto, tudo permanece idêntico, porque não há nenhum saber sólido acerca do passado e nenhum olhar claro mirando o futuro. O animal responde ao nome e não tem um eu, está fechado em si mesmo e, no entanto, abandonado; a cada momento surge uma nova compulsão, nenhuma ideia a transcende. (...)”
(Th. Adorno e M. Horkheimer. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1985. P. 230 -231.)
Adorno e Horkheimer são teóricos da Escola de Frankfurt, cuja proposta, na década de 1940, era, dentre outras ideias, o conceito de indústria cultural. Esse conceito, apesar de ter sido proposto naquela época, está em pauta atualmente. Sobre os teóricos de Frankfurt e suas ideias, é correto afirmar que:
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“A nova divisão do trabalho a que se refere Durkheim diz respeito não apenas à especialização de funções econômicas, mas à segmentação da sociedade em diferentes esferas e ao surgimento de novas instituições, como o Estado, a escola, a prisão. Em decorrência dessa nova divisão, os indivíduos executam tarefas que, por serem especializadas, contribuem para o funcionamento do organismo social.”
(Medeiros, 2010.)
Durkheim concebe a sociedade como um corpo vivo, um organismo cujas partes – cada instituição e cada indivíduo – cumprem papéis determinados e existem em função do todo. Além dessas ideias, bastante cristalizadas na teoria desse autor, é possível deparar, também, com a teoria que:
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“O que impressiona o homem no espetáculo dos outros homens são os pontos em que se assemelham. Historiadores, arqueólogos, filósofos, moralistas e literatos pediram primeiro aos povos recém-descobertos uma confirmação de suas próprias crenças sobre o passado da humanidade. Isso explica porque, durante os grandes descobrimentos do Renascimento, os relatos dos primeiros viajantes não tenham causado surpresa: acreditava- se menos em descobrir novos mundos que encontrar o passado do mundo antigo. Os gêneros de vida dos povos selvagens demonstravam que a Bíblia, os autores gregos e latinos diziam a verdade ao descrever o jardim do Éden, a Idade de Ouro, a Fonte da Juventude, a Atlântida ou as Ilhas Afortunadas (...).”
(Claude Lévi-Strauss – Pensador.)
Além de estar expresso no pensamento de Lévi-Strauss, a presença de uma tácita admiração entre os homens, no sentido de perceber as diferenças entre as culturas, o antropólogo ainda:
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“Nos dizeres de Clifford Geertz, em seu icônico livro ‘A interpretação das culturas’, ‘nem sempre os antropólogos têm plena consciência desse fato: que, embora a cultura exista no posto comercial, no forte da colina ou no pastoreio de carneiros, a antropologia existe no livro, no artigo, na conferência, na exposição do museu ou, como ocorre hoje, nos filmes’. Convencer- se disso é compreender ‘não apenas outros povos: a antropologia pode ser treinada no exame da cultura da qual ela própria é parte — e o é de maneira crescente’.”
(A interpretação das Culturas. Disponível em: monoskop.org.)
Clifford Geertz destaca-se na análise simbólica do fato antropológico. É correto afirmar que para ele:
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“Há alguns dias, algum editor da página do Instituto Mises Brasil no Facebook postou um texto argumentando que sociedades culturalmente mais homogêneas causam menor desigualdade social. O texto concluía que ‘se o Brasil fosse inteiramente formado por uma população como a do interior do Rio Grande do Sul ou de Santa Catarina, a desigualdade seria tão baixa quanto a dos (países) nórdicos. Igualmente, se fosse inteiramente formado por uma população como a do interior do Maranhão ou do Piauí, também seria baixa. E mais pobre’. A mensagem viralizou na web. Após alguns dias e muitas críticas, a postagem foi apagada e até mesmo rechaçada por outros membros do próprio instituto.”
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2017/ Multiculturalismo-gera-desigualdade.)
Sobre o multiculturalismo, que foi e ainda é, tema de inúmeros debates e teorias, analise as afirmativas a seguir.
I. Não se trata de um conceito único e homogêneo e pode até variar de acordo com o contexto sócio-histórico a que se refere.
II. Diz respeito às reivindicações de grupos culturais especificamente aversos às demandas do capitalismo globalizado.
III. Esta visão multiculturalista não existe na prática; o que houve, na verdade, é uma imposição da cultura dominante e a subordinação das demais culturas.
IV. É considerado, por muitos, um movimento teórico e político em defesa da pluralidade e da diversidade cultural.
Está correto o que se afirma apenas em
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“A salvação da alma; e só ela era o centro de seu trabalho e de sua vida. Seus ideais éticos e os resultados práticos de sua doutrina eram todos baseados apenas nela; eram consequência de motivos puramente religiosos. Teremos, pois, de admitir que as consequências culturais da Reforma foram, em grande parte, talvez, até no aspecto particular em foco, resultantes inesperadas e mesmo indesejadas do trabalho dos reformadores. Estas foram, muitas vezes, bastante distantes, ou até mesmo opostas a tudo o que eles mesmos pensaram obter.”
(WEBER, 1996: 60. ANPUH. S25. 1236. pdf. Adaptado.)
Provavelmente, nenhuma obra leiga chamou tanto a atenção para o pensamento de Calvino quanto “A ética protestante e o espírito do capitalismo” de Max Weber. Nessa obra, dentre outras teorias, Weber destaca:
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“O Estado não pode aplicar pena prevista no Código Penal a um indígena, quando o acusado já foi punido pela própria comunidade. O entendimento é do Tribunal de Justiça de Roraima, que acolheu argumento da Advocacia-Geral da União em decisão inédita. O caso trata de homicídio praticado por índio contra outro da mesma tribo, dentro da terra Manoá-Pium, na reserva Raposa Serra da Lua, em Roraima. O Ministério Público de Roraima ofereceu denúncia com base no Art. 121 do Código, aceita pela comarca da cidade de Bonfim (RR).”
(ConJur – Estado não pode punir índio que já foi condenado
por sua tribo. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2016-fev-20/estadonao- punir-indio-foi-condenado-tribo.)
Ao analisar o caso mencionado à luz do pensamento de Durkheim, considerando as características apontadas por ele em relação às sociedades indígenas, é correto afirmar que:
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“Ao problematizar a relação entre indivíduo e sociedade, no final do século XIX, a sociologia produziu três vertentes distintas: a sociedade determina o indivíduo; os indivíduos determinam a sociedade; e, a sociedade e os indivíduos determinam- se reciprocamente.”
(Domingues, 1999.)
Cada uma dessas premissas está diretamente relacionada a uma corrente teórico-clássica que, por sua vez, deu origem a novas interpretações sociológicas, como a de:
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