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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa, os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras, consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas. Historicamente, suas escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e umas reguadas acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos manifestantes viraram professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama a atenção para a lastimável erosão da autoridade do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora a queda da disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa haver outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda que confunde autoridade com autoritarismo? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento de professor saudosista. Ou seja: os próprios alunos admitem que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
A classificação das orações "segundo o qual a minha liberdade acaba" e "que não tolhe suas manifestações espontâneas" está correta na alternativa:
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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa, os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras, consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas. Historicamente, suas escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e umas reguadas acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos manifestantes viraram professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama a atenção para a lastimável erosão da autoridade do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora a queda da disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa haver outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda que confunde autoridade com autoritarismo? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento de professor saudosista. Ou seja: os próprios alunos admitem que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
A classificação da oração "que isso explica o desempenho superior de seus alunos" está correta na alternativa:
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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa, os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras, consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas. Historicamente, suas escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e umas reguadas acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan(a) mais poderoso: "É proibido(b) proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos manifestantes viraram professores(c,d), sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama a atenção para a lastimável erosão da autoridade(e) do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora a queda da disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa haver outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda que confunde autoridade com autoritarismo? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento de professor saudosista. Ou seja: os próprios alunos admitem que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
A alternativa que traz a classificação correta do termo oracional em foco é:
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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa, os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras, consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas. Historicamente, suas escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e umas reguadas(a) acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso(b) da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos manifestantes viraram professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama a atenção para a lastimável erosão da autoridade do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora a queda(c) da disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa haver outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda(d) que confunde autoridade com autoritarismo? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento(e) de professor saudosista. Ou seja: os próprios alunos admitem que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
Há, no texto, uma palavra que passou pelo processo da assim chamada derivação imprópria. Assinale a alternativa que traz essa palavra:
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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa, os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras, consideremos(a,b) a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas. Historicamente, suas escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e umas reguadas acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos manifestantes viraram professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama(c) a atenção para a lastimável erosão da autoridade do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora a queda da disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos(b) de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa(d) haver outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá(b) frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda que confunde autoridade com autoritarismo? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria(d) essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento de professor saudosista. Ou seja: os próprios alunos admitem(c) que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham(c) os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos(d) conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará(e) traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem(e) que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará(e) o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
A alternativa que apresenta o comentário verdadeiro sobre o emprego de tempos e modos verbais no texto é:
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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem(a) os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo(a) educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa, os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras, consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas. Historicamente, suas escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e umas reguadas acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos manifestantes viraram professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama a atenção para a lastimável erosão da autoridade do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora a queda da disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa haver(b) outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda que confunde autoridade com autoritarismo? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento de professor saudosista. Ou seja: os próprios alunos admitem que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas(e) nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará(c) o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm(d,e) um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
Sobre as relações de concordância estabelecidas no texto, é correto o comentário contido na alternativa:
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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa, os colégios militares têm ótimo desempenho.(a)
Viajando por outras terras, consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas. Historicamente, suas escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e umas reguadas acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos manifestantes viraram professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama a atenção para a lastimável erosão da autoridade do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora(b) a queda da disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa haver outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda que confunde autoridade com autoritarismo? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge(c) uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento de professor saudosista(d). Ou seja:(d) os próprios alunos admitem que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
Sobre a pontuação do texto, é correto afirmar que:
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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil(b). Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa, os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras, consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra(b,c). De lá(c) vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas(a). Historicamente, suas(a) escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e umas reguadas acolá(b, c).
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos manifestantes viraram professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama a atenção para a lastimável erosão da autoridade do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora a queda da disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa haver outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda que confunde autoridade com autoritarismo? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento de professor saudosista. Ou seja: os próprios alunos admitem que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham os estudos(e). Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo(d,c). A bagunça é tóxica(e).
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
Analisadas as relações de coesão estabelecidas no texto, é correto afirmar que:
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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua(b) disciplina severa(a,c), os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras, consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas. Historicamente, suas escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e umas reguadas acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola(d). Muitos manifestantes viraram professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou(d) a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama a atenção para a lastimável erosão da autoridade do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora a queda da disciplina escolar(e), resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula(e). Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa haver outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda que confunde autoridade com autoritarismo? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento de professor saudosista. Ou seja: os próprios alunos admitem que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
Assinale a alternativa que traz um comentário ou explicação compatível com as relações de coesão e/ou de sentido estabelecidas no texto.
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Bagunça tóxica
Ao se divulgarem os resultados das primeiras provas do ENEM, um grande grupo educacional encomendou uma pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas muito parecidas? Chamava a atenção o fato de serem muito rígidas na disciplina. Ou seja: nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa, os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras, consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram as mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e estadistas. Historicamente, suas escolas sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas(a) aqui e umas reguadas acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento de espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências de Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos manifestantes viraram(b) professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade. A epidemia do "Proibido proibir" contaminou(c) a América Latina.
Em um dos seus primeiros discursos, depois de presidente, Sarkozy chama a atenção para a lastimável erosão da autoridade do professor, com suas raízes em 68. O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também rememora a queda da disciplina escolar, resultante de professores inapetentes(d) por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque erodiram as regras de disciplina, claras e compartilhadas; mas, segundo ele, o pêndulo volta, com as escolas francesas recobrando sua capacidade de controlar a baderna.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença dos problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores. Há uma incapacidade generalizada dos professores em impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas.
No caso brasileiro, a alma penada de Maio de 68 parece muito presente, embora possa haver outros fatores contribuindo para as dificuldades de manter a disciplina. Aula chata? Quem sabe, a disseminação de uma caricatura da psicanálise, com seus pavores de que uma disciplina rígida vá frustrar ou traumatizar os alunos? Ou uma esquerda que confunde autoridade com autoritarismo(e)? Ou um DNA tropical e insubmisso?
Mas que consequências teria essa incapacidade da escola para manter a ordem? O professor James lto-Adler fez, para o Positivo, uma pesquisa etnográfica, entrevistando uma amostra de alunos. Nela, surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: "A bagunça dos outros!" São os próprios estudantes que clamam por uma disciplina careta; não é o lamento de professor saudosista. Ou seja: os próprios alunos admitem que conversas e turbulência na sala de aula atrapalham os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos e na França sugerem o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio segundo o qual a minha liberdade acaba onde começa a lesar a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para estudar e aprender.
Obrigar o aluno a ficar quieto, quando está com vontade de falar e saracotear? Ficará traumatizado pela imposição de uma regra autoritária que não tolhe suas manifestações espontâneas? Isso não acontece com os alunos das melhores escolas nem nos países mais pródigos em gente criativa e produtiva.
A solução começa na cabeça dos professores e diretores. No caso, professores, no plural. Não basta convencer um. Se todos entenderem que bagunça em sala de aula é inaceitável, mudará o clima da escola. As escolas católicas de Boston recebem alunos de regiões turbulentas e problemáticas, mas, com olímpica tranquilidade, mantêm um clima de disciplina rígida. Afirma-se que isso explica o desempenho superior de seus alunos.
Temos que nos livrar da bagunça tóxica. (Cláudio de Moura Castro. Revista Veja, 8 de janeiro de 2.014, p. 20. Com adaptações.)
Dentre os mecanismos ou "passos" para a compreensão de um texto, destaca-se a identificação da significação que assumem formas, estruturas, palavras ou expressões no conjunto das relações textuais. Considerando essa premissa, é possível afirmar que:
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