Foram encontradas 59 questões.
Sobre o direito à vida, assinale a alternativa correta.
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- Responsabilidade Civil do EstadoReparação do Dano, Prescrição, Ação de Indenização e Regressiva
- Responsabilidade Civil do EstadoResponsabilidade Civil Objetiva
Acerca da responsabilidade civil do Estado, assinale a opção correta.
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O desfazimento de um ato administrativo, ilegal ou
ilegítimo pela Administração ou pelo judiciário,
denomina-se:
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- ProlegômenosPoderes da AdministraçãoPoder Vinculado e Discricionário
- ProlegômenosPoderes da AdministraçãoPoder de Polícia
- ProlegômenosPoderes da AdministraçãoPoder Hierárquico
- ProlegômenosPoderes da AdministraçãoPoder Disciplinar
- ProlegômenosPoderes da AdministraçãoPoder Normativo
“Há uma prerrogativa de direito público que calçada
na lei, autoriza a Administração Pública a restringir o
uso e o gozo da liberdade e da propriedade em favor
do interesse da coletividade" (c a r v a l h o , Filho José dos
Santos. Manual de Direito Administrativo. São Paulo: Atlas,
25ª edição 2012, p. 75).
A definição acima refere-se ao poder:
A definição acima refere-se ao poder:
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- Gestão Estratégica
- PODC: Processo OrganizacionalProcesso Administrativo: PlanejamentoPlanejamento Estratégico, Tático e Operacional
O planejamento é uma técnica para absorver as
incertezas e perm itir mais consistência no
desempenho das empresas. O fato de que o
planejamento está intimamente ligado com a
previsão, embora não se confunda com ela, bem
como o fato de ser uma relação entre as coisas a
fazer e o tempo disponível para fazê-las, remete mais
intimamente à ideia de que o planejamento:
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- Gestão de PessoasGrupos e Equipes de TrabalhoComportamento Organizacional e Trabalho em Equipe
- Gestão Estratégica
As organizações constituem sistemas abertos, pois o
seu comportamento é dinâmico e não estático.
O sistema empresa é determinado por alguns
parâmetros, que são constantes arbitrárias que
servem para caracterizar o valor e a descrição
dimensional tanto do sistema quanto de suas partes.
Analise as afirmativas a seguir, relativas aos
parâmetros de sistemas.
I. O modo como os elementos interagem para produziras saídas é denominado processador. II. A função da retroalimentação consiste príncipalmente em verificar se as saídas estão coerentes com o objetivo estabelecido. III. Retroação é a função de subsistema que visa comparar a saída com um padrão previamente estabelecido.
Está correto o que se afirma em:
I. O modo como os elementos interagem para produziras saídas é denominado processador. II. A função da retroalimentação consiste príncipalmente em verificar se as saídas estão coerentes com o objetivo estabelecido. III. Retroação é a função de subsistema que visa comparar a saída com um padrão previamente estabelecido.
Está correto o que se afirma em:
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As decisões são tomadas em resposta a algum
problema a ser resolvido, a alguma necessidade a ser
satisfeita ou a algum objetivo a ser alcançado. Analise
as afirmativas a seguir, relativas às fases do processo
decisório.
I. A procura de soluções alternativas mais promissoras envolve a busca de possíveis cursos alternativos de ação que se mostrem promissores para a solução do problema. II. A fase na qual as alternativas ou cursos de ação são analisadas deve verificar os custos e benefícios de cada um deles, bem como as consequências de sua eventual adoção. III. Na fase de diagnóstico do problema devem ser obtidos os dados e os fatos a respeito do problema, buscando suas relações com um contexto mais amplo, e identificando as relações de causae efeito.
Está correto o que se afirma em:
I. A procura de soluções alternativas mais promissoras envolve a busca de possíveis cursos alternativos de ação que se mostrem promissores para a solução do problema. II. A fase na qual as alternativas ou cursos de ação são analisadas deve verificar os custos e benefícios de cada um deles, bem como as consequências de sua eventual adoção. III. Na fase de diagnóstico do problema devem ser obtidos os dados e os fatos a respeito do problema, buscando suas relações com um contexto mais amplo, e identificando as relações de causae efeito.
Está correto o que se afirma em:
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Texto para responder às questões.
TE
De todas as coisas pequenas, estava ali a
menor de todas que eu já tinha visto. Não porque ela
sofresse dessas severas desnutrições africanas -
embora passasse fome mas pelo que eu saberia
dela depois.
Teria uns 4 anos de idade, estava inteiramente
nua e suja, o nariz catarrento, o cabelo desgrenhado
numa massa disforme, liso e sujo. Chorava alto,
sentada no chão da sala escura. A casa de taipa tinha
três cômodos pequenos. Isso que chamei de sala não
passava de um espaço de 2 m por 2 m, sem janelas.
Apenas a porta, aberta na parte de cima, jogava
alguma luz no ambiente de teto baixo e chão batido.
Isso aconteceu na semana passada, num
distrito de Sertânia, cidade a 350 km de Recife, no
sertão de Pernambuco. A mãe e os outros seis filhos
ficaram na porta a nos espreitar, os visitantes
estranhos. O marido, carregador de estrume,
ganhava R$ 20 por semana, o que somava R$ 80 por
mês. Essa a renda do casal analfabeto. Nenhum dos
sete filhos frequentava a escola. Não havia água
encanada. Compravam a R$ 4 o tambor de 24 litros.
O choro da menina seguia atrapalhando a conversa.
- Ei, por que você está chorando? perguntei,
enfiando a cabeça no vão da porta. A menina não
ouviu, largada no chão.
- Ei! Vem cá, eu vou te dar um presente -
repeti. Ela olhou para mim pela primeira vez. Mas não
se mexeu, ainda chorando.
- Como é o nome dela? - perguntei à mulher.
- A gente chama ela de Te -disse, banguela.
-Te? Mas qual o nome dela?-insisti.
- A gente chama ela de Te, que ela ainda não
foi batizada não.
- Como assim? Ela não tem nome? Não foi
registrada no cartório?
- Não, porque eu ainda não fui atrás de fazer.
Te. Olhei de novo para a menina. Era a menor
coisa do mundo, uma pessoa sem nome. Um nada.
“Te” era antes da sílaba - era apenas um fonema, um
murmúrio, um gemido. Entendi o choro, o soluço, o
grito ininterrupto no meio da sala. A falta de nome
impressionava mais do que a falta de todo o resto.
Te chorava de uma dor, de uma falta
avassaladora. Só podia ser. Chorava de solidão,
dessa solidão dos abandonados, dos que não
contam para nada, dos que mal existem. Ela era o
resultado concreto das políticas civilizadas (as
econômicas, as sociais) e de todo o nosso
comportamento animal: o de ir fazendo sexo e filhos
como os bichos egoístas que somos, enfim.
Era como se aquele agrupamento humano
(uma família?) vivesse num estágio qualquer pré-
linguagem, em que nomear as coisas e as pessoas
pouco importava. Rousseau diz que o homem
pré-histórico não precisava falar para se alimentar.
Não foi por causa da comida que surgiu a linguagem.
"O fruto não desaparece de nossas mãos”, explica.
Por isso não era necessário denominá-lo.
As primeiras palavras foram pronunciadas
para exprimir o que não vemos, os sentimentos, as
paixões, o amor, o ódio, a raiva, a comiseração.
“Só chamamos as coisas por seus verdadeiros
nomes quando as vemos em suas formas
verdadeiras.” Só quando Te viu a coisa na minha mão
se calou.
- Ei, Te, olha o que eu tenho para te dar!
Ela virou-se na minha direção. Fez-se um
silêncio na sala. Era uma bala enrolada num papel
verde, com letras vermelhas. Então ela se levantou,
veio até a porta e pegou o doce, voltou para o mesmo
lugar e recomeçou seu lamento.
Nem a bala serviu de consolo. Era tudo
amargura. Só restava chorar, chorar e chorar por
essa morte em vida, por essa falta de nome, essa
desolação.
FELINTO, Marilene. Te. Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 jan.
2001. Brasil, Cotidiano, p. C2.
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Texto para responder às questões.
TE
De todas as coisas pequenas, estava ali a
menor de todas que eu já tinha visto. Não porque ela
sofresse dessas severas desnutrições africanas -
embora passasse fome mas pelo que eu saberia
dela depois.
Teria uns 4 anos de idade, estava inteiramente
nua e suja, o nariz catarrento, o cabelo desgrenhado
numa massa disforme, liso e sujo. Chorava alto,
sentada no chão da sala escura. A casa de taipa tinha
três cômodos pequenos. Isso que chamei de sala não
passava de um espaço de 2 m por 2 m, sem janelas.
Apenas a porta, aberta na parte de cima, jogava
alguma luz no ambiente de teto baixo e chão batido.
Isso aconteceu na semana passada, num
distrito de Sertânia, cidade a 350 km de Recife, no
sertão de Pernambuco. A mãe e os outros seis filhos
ficaram na porta a nos espreitar, os visitantes
estranhos. O marido, carregador de estrume,
ganhava R$ 20 por semana, o que somava R$ 80 por
mês. Essa a renda do casal analfabeto. Nenhum dos
sete filhos frequentava a escola. Não havia água
encanada. Compravam a R$ 4 o tambor de 24 litros.
O choro da menina seguia atrapalhando a conversa.
- Ei, por que você está chorando? perguntei,
enfiando a cabeça no vão da porta. A menina não
ouviu, largada no chão.
- Ei! Vem cá, eu vou te dar um presente -
repeti. Ela olhou para mim pela primeira vez. Mas não
se mexeu, ainda chorando.
- Como é o nome dela? - perguntei à mulher.
- A gente chama ela de Te -disse, banguela.
-Te? Mas qual o nome dela?-insisti.
- A gente chama ela de Te, que ela ainda não
foi batizada não.
- Como assim? Ela não tem nome? Não foi
registrada no cartório?
- Não, porque eu ainda não fui atrás de fazer.
Te. Olhei de novo para a menina. Era a menor
coisa do mundo, uma pessoa sem nome. Um nada.
“Te” era antes da sílaba - era apenas um fonema, um
murmúrio, um gemido. Entendi o choro, o soluço, o
grito ininterrupto no meio da sala. A falta de nome
impressionava mais do que a falta de todo o resto.
Te chorava de uma dor, de uma falta
avassaladora. Só podia ser. Chorava de solidão,
dessa solidão dos abandonados, dos que não
contam para nada, dos que mal existem. Ela era o
resultado concreto das políticas civilizadas (as
econômicas, as sociais) e de todo o nosso
comportamento animal: o de ir fazendo sexo e filhos
como os bichos egoístas que somos, enfim.
Era como se aquele agrupamento humano
(uma família?) vivesse num estágio qualquer pré-
linguagem, em que nomear as coisas e as pessoas
pouco importava. Rousseau diz que o homem
pré-histórico não precisava falar para se alimentar.
Não foi por causa da comida que surgiu a linguagem.
"O fruto não desaparece de nossas mãos”, explica.
Por isso não era necessário denominá-lo.
As primeiras palavras foram pronunciadas
para exprimir o que não vemos, os sentimentos, as
paixões, o amor, o ódio, a raiva, a comiseração.
“Só chamamos as coisas por seus verdadeiros
nomes quando as vemos em suas formas
verdadeiras.” Só quando Te viu a coisa na minha mão
se calou.
- Ei, Te, olha o que eu tenho para te dar!
Ela virou-se na minha direção. Fez-se um
silêncio na sala. Era uma bala enrolada num papel
verde, com letras vermelhas. Então ela se levantou,
veio até a porta e pegou o doce, voltou para o mesmo
lugar e recomeçou seu lamento.
Nem a bala serviu de consolo. Era tudo
amargura. Só restava chorar, chorar e chorar por
essa morte em vida, por essa falta de nome, essa
desolação.
FELINTO, Marilene. Te. Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 jan.
2001. Brasil, Cotidiano, p. C2.
I. A oração entre travessões - EMBORA PASSASSE FOME - possui valor concessivo. II. O modo das formas verbais SOFRESSE e PASSASSE é determinado sobretudo pelas relações que se verificam entre o conteúdo das orações. III. Apalavra QUE é uma conjunção integrante.
Está correto apenas o que se afirma em:
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Questão presente nas seguintes provas
Texto para responder às questões.
TE
De todas as coisas pequenas, estava ali a
menor de todas que eu já tinha visto. Não porque ela
sofresse dessas severas desnutrições africanas -
embora passasse fome mas pelo que eu saberia
dela depois.
Teria uns 4 anos de idade, estava inteiramente
nua e suja, o nariz catarrento, o cabelo desgrenhado
numa massa disforme, liso e sujo. Chorava alto,
sentada no chão da sala escura. A casa de taipa tinha
três cômodos pequenos. Isso que chamei de sala não
passava de um espaço de 2 m por 2 m, sem janelas.
Apenas a porta, aberta na parte de cima, jogava
alguma luz no ambiente de teto baixo e chão batido.
Isso aconteceu na semana passada, num
distrito de Sertânia, cidade a 350 km de Recife, no
sertão de Pernambuco. A mãe e os outros seis filhos
ficaram na porta a nos espreitar, os visitantes
estranhos. O marido, carregador de estrume,
ganhava R$ 20 por semana, o que somava R$ 80 por
mês. Essa a renda do casal analfabeto. Nenhum dos
sete filhos frequentava a escola. Não havia água
encanada. Compravam a R$ 4 o tambor de 24 litros.
O choro da menina seguia atrapalhando a conversa.
- Ei, por que você está chorando? perguntei,
enfiando a cabeça no vão da porta. A menina não
ouviu, largada no chão.
- Ei! Vem cá, eu vou te dar um presente -
repeti. Ela olhou para mim pela primeira vez. Mas não
se mexeu, ainda chorando.
- Como é o nome dela? - perguntei à mulher.
- A gente chama ela de Te -disse, banguela.
-Te? Mas qual o nome dela?-insisti.
- A gente chama ela de Te, que ela ainda não
foi batizada não.
- Como assim? Ela não tem nome? Não foi
registrada no cartório?
- Não, porque eu ainda não fui atrás de fazer.
Te. Olhei de novo para a menina. Era a menor
coisa do mundo, uma pessoa sem nome. Um nada.
“Te” era antes da sílaba - era apenas um fonema, um
murmúrio, um gemido. Entendi o choro, o soluço, o
grito ininterrupto no meio da sala. A falta de nome
impressionava mais do que a falta de todo o resto.
Te chorava de uma dor, de uma falta
avassaladora. Só podia ser. Chorava de solidão,
dessa solidão dos abandonados, dos que não
contam para nada, dos que mal existem. Ela era o
resultado concreto das políticas civilizadas (as
econômicas, as sociais) e de todo o nosso
comportamento animal: o de ir fazendo sexo e filhos
como os bichos egoístas que somos, enfim.
Era como se aquele agrupamento humano
(uma família?) vivesse num estágio qualquer pré-
linguagem, em que nomear as coisas e as pessoas
pouco importava. Rousseau diz que o homem
pré-histórico não precisava falar para se alimentar.
Não foi por causa da comida que surgiu a linguagem.
"O fruto não desaparece de nossas mãos”, explica.
Por isso não era necessário denominá-lo.
As primeiras palavras foram pronunciadas
para exprimir o que não vemos, os sentimentos, as
paixões, o amor, o ódio, a raiva, a comiseração.
“Só chamamos as coisas por seus verdadeiros
nomes quando as vemos em suas formas
verdadeiras.” Só quando Te viu a coisa na minha mão
se calou.
- Ei, Te, olha o que eu tenho para te dar!
Ela virou-se na minha direção. Fez-se um
silêncio na sala. Era uma bala enrolada num papel
verde, com letras vermelhas. Então ela se levantou,
veio até a porta e pegou o doce, voltou para o mesmo
lugar e recomeçou seu lamento.
Nem a bala serviu de consolo. Era tudo
amargura. Só restava chorar, chorar e chorar por
essa morte em vida, por essa falta de nome, essa
desolação.
FELINTO, Marilene. Te. Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 jan.
2001. Brasil, Cotidiano, p. C2.
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