Foram encontradas 50 questões.
Texto III, para responder às questões de 4 a 6.
1 __Professores e professoras apaixonadas dormem
tarde e acordam cedo, movidos pelas ideias fixas de que
podem mover o mundo. Apaixonados, esquecem a hora do
4 almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas
fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há
7 homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de
ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os
10 professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não
vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se
sai caro!
13 __Os professores apaixonados, com ou sem carro,
buzinam o silêncio comodista, dão carona aos alunos
que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu
16 da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de
aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que
demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver
19 sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor
desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria,
22 contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias,
catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das
25 dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos
horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado
não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando
28 apaixonadamente.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem
humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração
31. Não essa oração de chacoalhar palavras sem sentido, com
voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais
nada.
34 __Os professores apaixonados querem tudo. Querem
multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas
para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade.
37 Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Gabriel Perissé. Internet (com adaptações). Acesso em 30/5/2010.
Com relação ao primeiro parágrafo do texto III, assinale a alternativa em que a reescritura altera o sentido original.
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Texto I, para responder às questões de 1 a 3.

Internet: <http://veja.abril.com.br> (com adaptações).
Acesso em 8/7/2010.
Texto II, para responder às questões de 1 a 3.
1 __Daqui a uns cinquenta anos, alguns dos recursos
usados hoje em sala de aula e considerados modernos
provavelmente estarão obsoletos. Novos utensílios serão
4 desenvolvidos; alguns até, quem sabe, revolucionários. No
entanto, na opinião da doutora em educação pela Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Profª.
7 Andrea Ramal, não serão ferramentas de última geração que
marcarão a aula do futuro. Para ela, os novos rumos da
educação estão mais relacionados à postura de professores
10 e alunos em sala de aula. "Imagino a sala de aula do futuro
como um lugar comunicativo, sendo o espaço da polifonia, da
diversidade das vozes, onde todos poderão se comunicar, se
13 posicionar, e onde, desse diálogo, vai se produzir
conhecimento", prevê a doutora.
“A aula do futuro, a meu ver, será formada por
16 grupos, reunidos por interesses em temas específicos, e não
por faixas etárias, exclusivamente; equipes multidisciplinares,
trabalhando juntas nos colégios, e não divididas em áreas
19 como português, matemática, geografia, história. Serão
equipes de trabalho, formadas por professores e alunos,
desenvolvendo projetos juntos. A avaliação não será a
22 mesma para todos e não vai ser determinada por uma única
pessoa. Isso porque existirão tantos currículos quantas forem
as navegações dos alunos. Como o indivíduo navegante é o
25 próprio autor, haverá um currículo por aluno. No fundo,
existirão avaliações diversificadas, por competências, e não
por conteúdos; em síntese: uma mudança radical, em que
26 não vai mais existir o conceito de turma, mas de comunidade
cooperativa de aprendizagem.”
Internet: <http://teclec.psico.ufrgs.br> (com adaptações).
Acesso em 8/7/2010.
Com relação aos aspectos gramaticais do texto I e do texto II, assinale a alternativa correta.
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Texto I, para responder às questões de 1 a 3.

Internet: <http://veja.abril.com.br> (com adaptações).
Acesso em 8/7/2010.
Texto II, para responder às questões de 1 a 3.
1 __Daqui a uns cinquenta anos, alguns dos recursos
usados hoje em sala de aula e considerados modernos
provavelmente estarão obsoletos. Novos utensílios serão
4 desenvolvidos; alguns até, quem sabe, revolucionários. No
entanto, na opinião da doutora em educação pela Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Profª.
7 Andrea Ramal, não serão ferramentas de última geração que
marcarão a aula do futuro. Para ela, os novos rumos da
educação estão mais relacionados à postura de professores
10 e alunos em sala de aula. "Imagino a sala de aula do futuro
como um lugar comunicativo, sendo o espaço da polifonia, da
diversidade das vozes, onde todos poderão se comunicar, se
13 posicionar, e onde, desse diálogo, vai se produzir
conhecimento", prevê a doutora.
“A aula do futuro, a meu ver, será formada por
16 grupos, reunidos por interesses em temas específicos, e não
por faixas etárias, exclusivamente; equipes multidisciplinares,
trabalhando juntas nos colégios, e não divididas em áreas
19 como português, matemática, geografia, história. Serão
equipes de trabalho, formadas por professores e alunos,
desenvolvendo projetos juntos. A avaliação não será a
22 mesma para todos e não vai ser determinada por uma única
pessoa. Isso porque existirão tantos currículos quantas forem
as navegações dos alunos. Como o indivíduo navegante é o
25 próprio autor, haverá um currículo por aluno. No fundo,
existirão avaliações diversificadas, por competências, e não
por conteúdos; em síntese: uma mudança radical, em que
26 não vai mais existir o conceito de turma, mas de comunidade
cooperativa de aprendizagem.”
Internet: <http://teclec.psico.ufrgs.br> (com adaptações).
Acesso em 8/7/2010.
Quanto aos aspectos gramaticais e semânticos do texto I e do texto II, assinale a alternativa correta.
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Texto I, para responder às questões de 1 a 3.

Internet: <http://veja.abril.com.br> (com adaptações).
Acesso em 8/7/2010.
Texto II, para responder às questões de 1 a 3.
1 __Daqui a uns cinquenta anos, alguns dos recursos
usados hoje em sala de aula e considerados modernos
provavelmente estarão obsoletos. Novos utensílios serão
4 desenvolvidos; alguns até, quem sabe, revolucionários. No
entanto, na opinião da doutora em educação pela Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Profª.
7 Andrea Ramal, não serão ferramentas de última geração que
marcarão a aula do futuro. Para ela, os novos rumos da
educação estão mais relacionados à postura de professores
10 e alunos em sala de aula. "Imagino a sala de aula do futuro
como um lugar comunicativo, sendo o espaço da polifonia, da
diversidade das vozes, onde todos poderão se comunicar, se
13 posicionar, e onde, desse diálogo, vai se produzir
conhecimento", prevê a doutora.
“A aula do futuro, a meu ver, será formada por
16 grupos, reunidos por interesses em temas específicos, e não
por faixas etárias, exclusivamente; equipes multidisciplinares,
trabalhando juntas nos colégios, e não divididas em áreas
19 como português, matemática, geografia, história. Serão
equipes de trabalho, formadas por professores e alunos,
desenvolvendo projetos juntos. A avaliação não será a
22 mesma para todos e não vai ser determinada por uma única
pessoa. Isso porque existirão tantos currículos quantas forem
as navegações dos alunos. Como o indivíduo navegante é o
25 próprio autor, haverá um currículo por aluno. No fundo,
existirão avaliações diversificadas, por competências, e não
por conteúdos; em síntese: uma mudança radical, em que
26 não vai mais existir o conceito de turma, mas de comunidade
cooperativa de aprendizagem.”
Internet: <http://teclec.psico.ufrgs.br> (com adaptações).
Acesso em 8/7/2010.
Com base no texto I e no texto II, assinale a alternativa correta.
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Texte IX, pour répondre aux questions de 44 à 50.
Une langue vivante de référence, la langue française
1 Toute communauté possède un bien précieux, sa
langue, premier lien entre tous ses membres et porteuse,
en elle, de tout ce qui en fait l'esprit. Mais dès lors que cette
4 communauté ne vit plus seule, qu'elle s'associe à d'autres
dans un ensemble où chacune a son propre mode
d'expression — Babel en fit l'expérience en son temps —,
7 l'incommunicabilité s'instaure, les incompréhensions
s'installent, les conflits s'insinuent.
L'union durable des peuples ne se fait pas sur des
10 intérêts matériels; ceux-ci sont trop aléatoires et deviennent
souvent contradictoires. L'ensemble se disloque, car il n'a
pas, comme en maçonnerie, un liant qui maintient la cohésion
13 des éléments.
La francophonie illustre le propos. La langue
française en est le liant. Mais pour ses pays membres, la
16 volonté de se rassembler autour d'une langue témoigne de
I'intérêt qu'ils lui portent comme fondement essentiel de leur
rapprochement.
19 En outre, si des pays non francophones viennent s'y
joindre, faut-il prosaïquement n'y voir qu'une simple envie de
se rallier à quelque chose d‘existant? Il est quand même
22 difficile de croire que l'attrait financier soit à l'origine de leur
démarche, les subsides de la francophonie ne devant pas
être particulièrement abondants! Certes, un peu, c'est mieux
25 que rien, mais encore! Peut-être cherchent-ils autre chose,
comme une sorte de référence culturelle et morale que, pour
eux, notre langue symboliserait?
28 Car il est indéniable que, dans un monde qui donne
l'impression d'être tiraillé de toute part, se rapprocher de
quelque chose qui affiche une certaine stabilité et qui serve
31 de point d'ancrage est vraisemblablement une ambition à
laquelle plusieurs pays doivent aspirer. La langue française,
de par son passé et ce qu'elle a acquis au cours du temps, ne
34 pourrait-elle être un de ces pôles de ralliement?
Mais encore faut-il qu'elle soit vivante, qu'elle sache
suivre le monde dans son évolution! La langue française est
37 vivante, où du moins la considère-t-on comme telle. Et si elle
l'est, c'est qu'elle s'adapte à son temps. Mais pour qu'il en soit
ainsi, encore faut-il que ce qui en fait l'essence soit
40 parfaitement préservé. Ce qui l'identifie notamment c'est son
vocabulaire, sa grammaire, sa rhétorique et sa poétique, à
savoir, les mots qui la composent, les règles qui s'appliquent
43 à leur emploi, la manière dont on en fait usage, en particulier
pour exprimer la beauté.
Or toute cette gradation de ce qui fait notre langue
46 est soumise aux exigences du temps qui passe, d'une pensée
et de mœurs qui changent. Et dans cette évolution
permanente, il importe qu'elle ne perde jamais son identité et
49 ce qui en fait sa richesse. La faire vivre et connaître passe
par l'enseignement du français.
Prenons par exemple, en grammaire, les
52conjugaisons dont la langue française regorge en modes et
temps parmi lesquels certains sont tombés en désuétude.
Faut-il les maintenir? Comment faudrait-il les enseigner pour
55 qu'ils soient à nouveau en usage? Le passé simple, par
exemple, est parfaitement connu des enfants qui l'entendent
régulièrement dans les contes et les histoires qu'on leur lit et
58 en comprennent sans difficulté la signification. Et, pourtant, il
s'est exclu de la vie courante, orale et écrite, des adultes.
Serait-ce un temps dont l'usage demande la fraîcheur
61 enfantine? Comment en améliorer l'apprentissage et la
pratique?
Enfin, considérons les pluriels des adjectifs en -al.
64 moins que des raisons étymologiques en expliquent les
particularités, doit-on les maintenir? Faut-il les abolir? Il est
vrai qu'à l'oreille, des objectifs finaux, par exemple, ne
67 sonnent pas très futé, surtout si on les considère finals!
Et c'est parce que notre langue saura respecter ce
qu'elle a d'essentiel au cours de son évolution qu'elle vaincra
70 le temps et l'espace pour se rendre utile et même
indispensable à ceux qui l'aiment et la choisissent.
Michel Borel. Internet: (adapté). Acesso em 5/7/2010.
Par rapport à l’usage des formes verbales dans le texte et en général dans la langue française, marquez l’option correcte.
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Texte IX, pour répondre aux questions de 44 à 50.
Une langue vivante de référence, la langue française
1 Toute communauté possède un bien précieux, sa
langue, premier lien entre tous ses membres et porteuse,
en elle, de tout ce qui en fait l'esprit. Mais dès lors que cette
4 communauté ne vit plus seule, qu'elle s'associe à d'autres
dans un ensemble où chacune a son propre mode
d'expression — Babel en fit l'expérience en son temps —,
7 l'incommunicabilité s'instaure, les incompréhensions
s'installent, les conflits s'insinuent.
L'union durable des peuples ne se fait pas sur des
10 intérêts matériels; ceux-ci sont trop aléatoires et deviennent
souvent contradictoires. L'ensemble se disloque, car il n'a
pas, comme en maçonnerie, un liant qui maintient la cohésion
13 des éléments.
La francophonie illustre le propos. La langue
française en est le liant. Mais pour ses pays membres, la
16 volonté de se rassembler autour d'une langue témoigne de
I'intérêt qu'ils lui portent comme fondement essentiel de leur
rapprochement.
19 En outre, si des pays non francophones viennent s'y
joindre, faut-il prosaïquement n'y voir qu'une simple envie de
se rallier à quelque chose d‘existant? Il est quand même
22 difficile de croire que l'attrait financier soit à l'origine de leur
démarche, les subsides de la francophonie ne devant pas
être particulièrement abondants! Certes, un peu, c'est mieux
25 que rien, mais encore! Peut-être cherchent-ils autre chose,
comme une sorte de référence culturelle et morale que, pour
eux, notre langue symboliserait?
28 Car il est indéniable que, dans un monde qui donne
l'impression d'être tiraillé de toute part, se rapprocher de
quelque chose qui affiche une certaine stabilité et qui serve
31 de point d'ancrage est vraisemblablement une ambition à
laquelle plusieurs pays doivent aspirer. La langue française,
de par son passé et ce qu'elle a acquis au cours du temps, ne
34 pourrait-elle être un de ces pôles de ralliement?
Mais encore faut-il qu'elle soit vivante, qu'elle sache
suivre le monde dans son évolution! La langue française est
37 vivante, où du moins la considère-t-on comme telle. Et si elle
l'est, c'est qu'elle s'adapte à son temps. Mais pour qu'il en soit
ainsi, encore faut-il que ce qui en fait l'essence soit
40 parfaitement préservé. Ce qui l'identifie notamment c'est son
vocabulaire, sa grammaire, sa rhétorique et sa poétique, à
savoir, les mots qui la composent, les règles qui s'appliquent
43 à leur emploi, la manière dont on en fait usage, en particulier
pour exprimer la beauté.
Or toute cette gradation de ce qui fait notre langue
46 est soumise aux exigences du temps qui passe, d'une pensée
et de mœurs qui changent. Et dans cette évolution
permanente, il importe qu'elle ne perde jamais son identité et
49 ce qui en fait sa richesse. La faire vivre et connaître passe
par l'enseignement du français.
Prenons par exemple, en grammaire, les
52conjugaisons dont la langue française regorge en modes et
temps parmi lesquels certains sont tombés en désuétude.
Faut-il les maintenir? Comment faudrait-il les enseigner pour
55 qu'ils soient à nouveau en usage? Le passé simple, par
exemple, est parfaitement connu des enfants qui l'entendent
régulièrement dans les contes et les histoires qu'on leur lit et
58 en comprennent sans difficulté la signification. Et, pourtant, il
s'est exclu de la vie courante, orale et écrite, des adultes.
Serait-ce un temps dont l'usage demande la fraîcheur
61 enfantine? Comment en améliorer l'apprentissage et la
pratique?
Enfin, considérons les pluriels des adjectifs en -al.
64 moins que des raisons étymologiques en expliquent les
particularités, doit-on les maintenir? Faut-il les abolir? Il est
vrai qu'à l'oreille, des objectifs finaux, par exemple, ne
67 sonnent pas très futé, surtout si on les considère finals!
Et c'est parce que notre langue saura respecter ce
qu'elle a d'essentiel au cours de son évolution qu'elle vaincra
70 le temps et l'espace pour se rendre utile et même
indispensable à ceux qui l'aiment et la choisissent.
Michel Borel. Internet: (adapté). Acesso em 5/7/2010.
Considérant la structure linguistique et grammaticale du texte ci-dessus, marquez l’option correcte.
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Texte IX, pour répondre aux questions de 44 à 50.
Une langue vivante de référence, la langue française
1 Toute communauté possède un bien précieux, sa
langue, premier lien entre tous ses membres et porteuse,
en elle, de tout ce qui en fait l'esprit. Mais dès lors que cette
4 communauté ne vit plus seule, qu'elle s'associe à d'autres
dans un ensemble où chacune a son propre mode
d'expression — Babel en fit l'expérience en son temps —,
7 l'incommunicabilité s'instaure, les incompréhensions
s'installent, les conflits s'insinuent.
L'union durable des peuples ne se fait pas sur des
10 intérêts matériels; ceux-ci sont trop aléatoires et deviennent
souvent contradictoires. L'ensemble se disloque, car il n'a
pas, comme en maçonnerie, un liant qui maintient la cohésion
13 des éléments.
La francophonie illustre le propos. La langue
française en est le liant. Mais pour ses pays membres, la
16 volonté de se rassembler autour d'une langue témoigne de
I'intérêt qu'ils lui portent comme fondement essentiel de leur
rapprochement.
19 En outre, si des pays non francophones viennent s'y
joindre, faut-il prosaïquement n'y voir qu'une simple envie de
se rallier à quelque chose d‘existant? Il est quand même
22 difficile de croire que l'attrait financier soit à l'origine de leur
démarche, les subsides de la francophonie ne devant pas
être particulièrement abondants! Certes, un peu, c'est mieux
25 que rien, mais encore! Peut-être cherchent-ils autre chose,
comme une sorte de référence culturelle et morale que, pour
eux, notre langue symboliserait?
28 Car il est indéniable que, dans un monde qui donne
l'impression d'être tiraillé de toute part, se rapprocher de
quelque chose qui affiche une certaine stabilité et qui serve
31 de point d'ancrage est vraisemblablement une ambition à
laquelle plusieurs pays doivent aspirer. La langue française,
de par son passé et ce qu'elle a acquis au cours du temps, ne
34 pourrait-elle être un de ces pôles de ralliement?
Mais encore faut-il qu'elle soit vivante, qu'elle sache
suivre le monde dans son évolution! La langue française est
37 vivante, où du moins la considère-t-on comme telle. Et si elle
l'est, c'est qu'elle s'adapte à son temps. Mais pour qu'il en soit
ainsi, encore faut-il que ce qui en fait l'essence soit
40 parfaitement préservé. Ce qui l'identifie notamment c'est son
vocabulaire, sa grammaire, sa rhétorique et sa poétique, à
savoir, les mots qui la composent, les règles qui s'appliquent
43 à leur emploi, la manière dont on en fait usage, en particulier
pour exprimer la beauté.
Or toute cette gradation de ce qui fait notre langue
46 est soumise aux exigences du temps qui passe, d'une pensée
et de mœurs qui changent. Et dans cette évolution
permanente, il importe qu'elle ne perde jamais son identité et
49 ce qui en fait sa richesse. La faire vivre et connaître passe
par l'enseignement du français.
Prenons par exemple, en grammaire, les
52conjugaisons dont la langue française regorge en modes et
temps parmi lesquels certains sont tombés en désuétude.
Faut-il les maintenir? Comment faudrait-il les enseigner pour
55 qu'ils soient à nouveau en usage? Le passé simple, par
exemple, est parfaitement connu des enfants qui l'entendent
régulièrement dans les contes et les histoires qu'on leur lit et
58 en comprennent sans difficulté la signification. Et, pourtant, il
s'est exclu de la vie courante, orale et écrite, des adultes.
Serait-ce un temps dont l'usage demande la fraîcheur
61 enfantine? Comment en améliorer l'apprentissage et la
pratique?
Enfin, considérons les pluriels des adjectifs en -al.
64 moins que des raisons étymologiques en expliquent les
particularités, doit-on les maintenir? Faut-il les abolir? Il est
vrai qu'à l'oreille, des objectifs finaux, par exemple, ne
67 sonnent pas très futé, surtout si on les considère finals!
Et c'est parce que notre langue saura respecter ce
qu'elle a d'essentiel au cours de son évolution qu'elle vaincra
70 le temps et l'espace pour se rendre utile et même
indispensable à ceux qui l'aiment et la choisissent.
Michel Borel. Internet: (adapté). Acesso em 5/7/2010.
Considérant la structure linguistique du texte ci-dessus, marquez l’option correcte.
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Texte IX, pour répondre aux questions de 44 à 50.
Une langue vivante de référence, la langue française
1 Toute communauté possède un bien précieux, sa
langue, premier lien entre tous ses membres et porteuse,
en elle, de tout ce qui en fait l'esprit. Mais dès lors que cette
4 communauté ne vit plus seule, qu'elle s'associe à d'autres
dans un ensemble où chacune a son propre mode
d'expression — Babel en fit l'expérience en son temps —,
7 l'incommunicabilité s'instaure, les incompréhensions
s'installent, les conflits s'insinuent.
L'union durable des peuples ne se fait pas sur des
10 intérêts matériels; ceux-ci sont trop aléatoires et deviennent
souvent contradictoires. L'ensemble se disloque, car il n'a
pas, comme en maçonnerie, un liant qui maintient la cohésion
13 des éléments.
La francophonie illustre le propos. La langue
française en est le liant. Mais pour ses pays membres, la
16 volonté de se rassembler autour d'une langue témoigne de
I'intérêt qu'ils lui portent comme fondement essentiel de leur
rapprochement.
19 En outre, si des pays non francophones viennent s'y
joindre, faut-il prosaïquement n'y voir qu'une simple envie de
se rallier à quelque chose d‘existant? Il est quand même
22 difficile de croire que l'attrait financier soit à l'origine de leur
démarche, les subsides de la francophonie ne devant pas
être particulièrement abondants! Certes, un peu, c'est mieux
25 que rien, mais encore! Peut-être cherchent-ils autre chose,
comme une sorte de référence culturelle et morale que, pour
eux, notre langue symboliserait?
28 Car il est indéniable que, dans un monde qui donne
l'impression d'être tiraillé de toute part, se rapprocher de
quelque chose qui affiche une certaine stabilité et qui serve
31 de point d'ancrage est vraisemblablement une ambition à
laquelle plusieurs pays doivent aspirer. La langue française,
de par son passé et ce qu'elle a acquis au cours du temps, ne
34 pourrait-elle être un de ces pôles de ralliement?
Mais encore faut-il qu'elle soit vivante, qu'elle sache
suivre le monde dans son évolution! La langue française est
37 vivante, où du moins la considère-t-on comme telle. Et si elle
l'est, c'est qu'elle s'adapte à son temps. Mais pour qu'il en soit
ainsi, encore faut-il que ce qui en fait l'essence soit
40 parfaitement préservé. Ce qui l'identifie notamment c'est son
vocabulaire, sa grammaire, sa rhétorique et sa poétique, à
savoir, les mots qui la composent, les règles qui s'appliquent
43 à leur emploi, la manière dont on en fait usage, en particulier
pour exprimer la beauté.
Or toute cette gradation de ce qui fait notre langue
46 est soumise aux exigences du temps qui passe, d'une pensée
et de mœurs qui changent. Et dans cette évolution
permanente, il importe qu'elle ne perde jamais son identité et
49 ce qui en fait sa richesse. La faire vivre et connaître passe
par l'enseignement du français.
Prenons par exemple, en grammaire, les
52conjugaisons dont la langue française regorge en modes et
temps parmi lesquels certains sont tombés en désuétude.
Faut-il les maintenir? Comment faudrait-il les enseigner pour
55 qu'ils soient à nouveau en usage? Le passé simple, par
exemple, est parfaitement connu des enfants qui l'entendent
régulièrement dans les contes et les histoires qu'on leur lit et
58 en comprennent sans difficulté la signification. Et, pourtant, il
s'est exclu de la vie courante, orale et écrite, des adultes.
Serait-ce un temps dont l'usage demande la fraîcheur
61 enfantine? Comment en améliorer l'apprentissage et la
pratique?
Enfin, considérons les pluriels des adjectifs en -al.
64 moins que des raisons étymologiques en expliquent les
particularités, doit-on les maintenir? Faut-il les abolir? Il est
vrai qu'à l'oreille, des objectifs finaux, par exemple, ne
67 sonnent pas très futé, surtout si on les considère finals!
Et c'est parce que notre langue saura respecter ce
qu'elle a d'essentiel au cours de son évolution qu'elle vaincra
70 le temps et l'espace pour se rendre utile et même
indispensable à ceux qui l'aiment et la choisissent.
Michel Borel. Internet: (adapté). Acesso em 5/7/2010.
D’après le texte,
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Texte IX, pour répondre aux questions de 44 à 50.
Une langue vivante de référence, la langue française
1 Toute communauté possède un bien précieux, sa
langue, premier lien entre tous ses membres et porteuse,
en elle, de tout ce qui en fait l'esprit. Mais dès lors que cette
4 communauté ne vit plus seule, qu'elle s'associe à d'autres
dans un ensemble où chacune a son propre mode
d'expression — Babel en fit l'expérience en son temps —,
7 l'incommunicabilité s'instaure, les incompréhensions
s'installent, les conflits s'insinuent.
L'union durable des peuples ne se fait pas sur des
10 intérêts matériels; ceux-ci sont trop aléatoires et deviennent
souvent contradictoires. L'ensemble se disloque, car il n'a
pas, comme en maçonnerie, un liant qui maintient la cohésion
13 des éléments.
La francophonie illustre le propos. La langue
française en est le liant. Mais pour ses pays membres, la
16 volonté de se rassembler autour d'une langue témoigne de
I'intérêt qu'ils lui portent comme fondement essentiel de leur
rapprochement.
19 En outre, si des pays non francophones viennent s'y
joindre, faut-il prosaïquement n'y voir qu'une simple envie de
se rallier à quelque chose d‘existant? Il est quand même
22 difficile de croire que l'attrait financier soit à l'origine de leur
démarche, les subsides de la francophonie ne devant pas
être particulièrement abondants! Certes, un peu, c'est mieux
25 que rien, mais encore! Peut-être cherchent-ils autre chose,
comme une sorte de référence culturelle et morale que, pour
eux, notre langue symboliserait?
28 Car il est indéniable que, dans un monde qui donne
l'impression d'être tiraillé de toute part, se rapprocher de
quelque chose qui affiche une certaine stabilité et qui serve
31 de point d'ancrage est vraisemblablement une ambition à
laquelle plusieurs pays doivent aspirer. La langue française,
de par son passé et ce qu'elle a acquis au cours du temps, ne
34 pourrait-elle être un de ces pôles de ralliement?
Mais encore faut-il qu'elle soit vivante, qu'elle sache
suivre le monde dans son évolution! La langue française est
37 vivante, où du moins la considère-t-on comme telle. Et si elle
l'est, c'est qu'elle s'adapte à son temps. Mais pour qu'il en soit
ainsi, encore faut-il que ce qui en fait l'essence soit
40 parfaitement préservé. Ce qui l'identifie notamment c'est son
vocabulaire, sa grammaire, sa rhétorique et sa poétique, à
savoir, les mots qui la composent, les règles qui s'appliquent
43 à leur emploi, la manière dont on en fait usage, en particulier
pour exprimer la beauté.
Or toute cette gradation de ce qui fait notre langue
46 est soumise aux exigences du temps qui passe, d'une pensée
et de mœurs qui changent. Et dans cette évolution
permanente, il importe qu'elle ne perde jamais son identité et
49 ce qui en fait sa richesse. La faire vivre et connaître passe
par l'enseignement du français.
Prenons par exemple, en grammaire, les
52conjugaisons dont la langue française regorge en modes et
temps parmi lesquels certains sont tombés en désuétude.
Faut-il les maintenir? Comment faudrait-il les enseigner pour
55 qu'ils soient à nouveau en usage? Le passé simple, par
exemple, est parfaitement connu des enfants qui l'entendent
régulièrement dans les contes et les histoires qu'on leur lit et
58 en comprennent sans difficulté la signification. Et, pourtant, il
s'est exclu de la vie courante, orale et écrite, des adultes.
Serait-ce un temps dont l'usage demande la fraîcheur
61 enfantine? Comment en améliorer l'apprentissage et la
pratique?
Enfin, considérons les pluriels des adjectifs en -al.
64 moins que des raisons étymologiques en expliquent les
particularités, doit-on les maintenir? Faut-il les abolir? Il est
vrai qu'à l'oreille, des objectifs finaux, par exemple, ne
67 sonnent pas très futé, surtout si on les considère finals!
Et c'est parce que notre langue saura respecter ce
qu'elle a d'essentiel au cours de son évolution qu'elle vaincra
70 le temps et l'espace pour se rendre utile et même
indispensable à ceux qui l'aiment et la choisissent.
Michel Borel. Internet: (adapté). Acesso em 5/7/2010.
Considérant la structure linguistique et grammaticale du texte ci-dessus, marquez l’option correcte.
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Texte IX, pour répondre aux questions de 44 à 50.
Une langue vivante de référence, la langue française
1 Toute communauté possède un bien précieux, sa
langue, premier lien entre tous ses membres et porteuse,
en elle, de tout ce qui en fait l'esprit. Mais dès lors que cette
4 communauté ne vit plus seule, qu'elle s'associe à d'autres
dans un ensemble où chacune a son propre mode
d'expression — Babel en fit l'expérience en son temps —,
7 l'incommunicabilité s'instaure, les incompréhensions
s'installent, les conflits s'insinuent.
L'union durable des peuples ne se fait pas sur des
10 intérêts matériels; ceux-ci sont trop aléatoires et deviennent
souvent contradictoires. L'ensemble se disloque, car il n'a
pas, comme en maçonnerie, un liant qui maintient la cohésion
13 des éléments.
La francophonie illustre le propos. La langue
française en est le liant. Mais pour ses pays membres, la
16 volonté de se rassembler autour d'une langue témoigne de
I'intérêt qu'ils lui portent comme fondement essentiel de leur
rapprochement.
19 En outre, si des pays non francophones viennent s'y
joindre, faut-il prosaïquement n'y voir qu'une simple envie de
se rallier à quelque chose d‘existant? Il est quand même
22 difficile de croire que l'attrait financier soit à l'origine de leur
démarche, les subsides de la francophonie ne devant pas
être particulièrement abondants! Certes, un peu, c'est mieux
25 que rien, mais encore! Peut-être cherchent-ils autre chose,
comme une sorte de référence culturelle et morale que, pour
eux, notre langue symboliserait?
28 Car il est indéniable que, dans un monde qui donne
l'impression d'être tiraillé de toute part, se rapprocher de
quelque chose qui affiche une certaine stabilité et qui serve
31 de point d'ancrage est vraisemblablement une ambition à
laquelle plusieurs pays doivent aspirer. La langue française,
de par son passé et ce qu'elle a acquis au cours du temps, ne
34 pourrait-elle être un de ces pôles de ralliement?
Mais encore faut-il qu'elle soit vivante, qu'elle sache
suivre le monde dans son évolution! La langue française est
37 vivante, où du moins la considère-t-on comme telle. Et si elle
l'est, c'est qu'elle s'adapte à son temps. Mais pour qu'il en soit
ainsi, encore faut-il que ce qui en fait l'essence soit
40 parfaitement préservé. Ce qui l'identifie notamment c'est son
vocabulaire, sa grammaire, sa rhétorique et sa poétique, à
savoir, les mots qui la composent, les règles qui s'appliquent
43 à leur emploi, la manière dont on en fait usage, en particulier
pour exprimer la beauté.
Or toute cette gradation de ce qui fait notre langue
46 est soumise aux exigences du temps qui passe, d'une pensée
et de mœurs qui changent. Et dans cette évolution
permanente, il importe qu'elle ne perde jamais son identité et
49 ce qui en fait sa richesse. La faire vivre et connaître passe
par l'enseignement du français.
Prenons par exemple, en grammaire, les
52conjugaisons dont la langue française regorge en modes et
temps parmi lesquels certains sont tombés en désuétude.
Faut-il les maintenir? Comment faudrait-il les enseigner pour
55 qu'ils soient à nouveau en usage? Le passé simple, par
exemple, est parfaitement connu des enfants qui l'entendent
régulièrement dans les contes et les histoires qu'on leur lit et
58 en comprennent sans difficulté la signification. Et, pourtant, il
s'est exclu de la vie courante, orale et écrite, des adultes.
Serait-ce un temps dont l'usage demande la fraîcheur
61 enfantine? Comment en améliorer l'apprentissage et la
pratique?
Enfin, considérons les pluriels des adjectifs en -al.
64 moins que des raisons étymologiques en expliquent les
particularités, doit-on les maintenir? Faut-il les abolir? Il est
vrai qu'à l'oreille, des objectifs finaux, par exemple, ne
67 sonnent pas très futé, surtout si on les considère finals!
Et c'est parce que notre langue saura respecter ce
qu'elle a d'essentiel au cours de son évolution qu'elle vaincra
70 le temps et l'espace pour se rendre utile et même
indispensable à ceux qui l'aiment et la choisissent.
Michel Borel. Internet: (adapté). Acesso em 5/7/2010.
Dans l’expression “de tout ce qui en fait l'esprit” (ligne 3), "en”
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