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A ORDEM NA DESORDEM
A cada semana, em todas as partes do mundo, milhares de pessoas, na grande maioria homens, se comprimem em estádios, muitos verdadeiramente faraônicos, construídos exclusivamente para esse fim, para torcer por seus times e, mais esporadicamente - mas também com maior intensidade -, por seu país. O som produzido nos estádios, de uma qualidade inigualável a qualquer outro conglomerado humano, pode ser ouvido a distância.
O que é, de fato, o futebol? O que ele coloca em cena? O que ele mobiliza? Para a psicanálise, a questão é, no fundo: de onde vem a força desse esporte para reunir multidões, arrancar tantas emoções e despertar tanta fala entre os sujeitos? De onde vem essa violenta paixão?
Sabemos que o esporte, em geral, proporciona uma intensa forma de satisfação, ao colocar em atividade o aparelho motor e oferecer-lhe condições ótimas para descarregar a agressividade. Dito de outro modo, a agressividade é inerente a todo esporte e pode ser bem evidenciada no futebol ao estudarmos a sua linguagem, francamente bélica: ataque e defesa, capitão, artilheiro, tática. O time é um miniexército que visa à conquista da vitória. Fala-se de tiro de meta, petardo e canhão (para designar chutes poderosos), de poder de fogo do time, etc. Os exemplos são intermináveis, e a linguagem futebolística evidencia, com todas as letras, que, inconscientemente, nesse esporte, a guerra comparece velada, traduzida nas exigências da cultura humana. Há alguns anos, a figura da morte, que jamais comparecera no jogo, se tomou presente, enfim, com a nova regra da "morte súbita".
O jogo de futebol constitui, de fato, a sublimação das forças (chamadas pela psicanálise de pulsões) de dominação e agressão inerentes ao humano, e as coloca em cena sob uma forma civilizada, passível de ser admitida para que haja convívio entre indivíduos, assim como entre povos.
Mas temos uma hipótese que vai um pouco mais longe. Segundo ela, o futebol é, no fundo, a celebração da vigência da Lei humana. É o juiz que, entre os jogadores, conduz a partida e as possibilidades que esta apresenta; é ele quem, invisível (ninguém olha para ele), sem tocar na bola (ele a evita), dá a ela todo o seu sentido (inicia e encerra o jogo, interrompe-o se achar necessário, valida ou não o gol) e emoldura o quadro anterior do qual todo o jogo se desenrolará. É com referência a ele que os homens se conduzem para conquistar a vitória. A vitória é buscada, mas deve ser obtida dentro da Lei.
Não seria essa efusiva celebração da Lei o que faz com que o futebol encontre no Brasil sua máxima expressão? Num país onde a Lei parece redundar eternamente em fracasso em suas mais diferentes dimensões, os homens bons parecem denunciá-lo ao encontrar no futebol o espaço para celebrá-la em toda a sua plenitude e vigor. Isso pode ser uma fecunda indicação para nossos políticos que almejam bem-estar social verdadeiro: criar projetos que mobilizem no sentido de ações sociais urgentes parte da energia posta em ação com tanto entusiasmo , quando se trata de jogo de futebol, pelos jogadores, times e torcidas. Pois estes, ao celebrarem periodicamente a Lei nos jogos, demonstram que sabem, ainda que inconscientemente, até onde se pode ir para conseguir o que se deseja. E isso é a essência da Lei humana.
(Marco António Coutinho Jorge. O Globo -17/06/2010, com adaptações)
Em "... dá a ela todo o seu sentido...", a expressão em destaque tem como referente:
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Pelo estudo histórico das Constituições, uma das formas básicas de expressão do poder constituinte originário é:
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As agências reguladoras estão associadas às:
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De acordo com a lei nº 11.107/05, o consórcio público se constituirá sob a forma de:
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No que diz respeito à competência tributária, a Constituição Federal/88 concedeu:
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