Foram encontradas 49 questões.
2520467
Ano: 2016
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: SESC-BA
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: SESC-BA
Provas:
“Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) constituem um referencial de qualidade para a educação no Ensino Fundamental em todo o País. Sua função é orientar e garantir a coerência dos investimentos no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações, subsidiando a participação de técnicos e professores brasileiros, principalmente daqueles que se encontram mais isolados, com menor contato com a produção pedagógica atual.”
Fonte: BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília: MEC/SEF, 1997. 126p. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf>. Acesso em: 02 nov. 2016.
Levando em consideração a natureza e a finalidade dos PCN, é correto afirmar que devem ser usados para
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 2
Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro
Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza, de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos lançamentos do ano passado.
[...]
ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia
machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.
Na frase “Mas se essa cidade ficou no passado [...]” (linha 14), o elemento coesivo sublinhado
Provas
Questão presente nas seguintes provas
“O Projeto Político Pedagógico (PPP) é entendido como a própria organização do trabalho pedagógico da escola e vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas [...]. Dessemodo, tem a ver com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: como organização da escola como um todo e como organização da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto social imediato.”
Fonte: VEIGA, Ilma P. A. Projeto Pedagógico
da escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, Ilma P. A. Projeto Político-Pedagógico da escola: uma construção possível. 14 ed. Campinas: Papirus, 2002.
Compreendendo o PPP como instância maior do planejamento da escola, são elementos básicos para sua construção:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 1
Quanto a isto, não tenho como mentir: nasci. Há documentos a respeito. Provam que nasci a 23 de março de 1937, na cidade de Porto Alegre; mais precisamente, na Beneficência Portuguesa, um dos prédios mais antigos desta cidade, que, como muitas outras cidades brasileiras, tem escassa memória. Nasci, sim. “Logo depois que nasci correu pela vizinhança que eu me chamava Mico...” Estas linhas, se bem as lembro – e bem as lembro, sim! – faziam parte de meu primeiro texto, escrito em papel de embrulho: uma autobiografia, muito precoce e necessariamente curta, pois eu não teria mais de seis anos. Alfabetizado precocemente por minha mãe, que era professora primária, eu optara por escrever, ao invés de jogar futebol (também jogava futebol, na calçada da minha rua; longas partidas, em que eram marcadas dezenas de gols; mas o futebol era – é – realidade, uma realidade terrivelmente importante neste país; e à realidade eu preferia a ficção. A narrativa). Mico. Este apelido me marcou, pois os nomes marcam as pessoas. Todos os Brunos são fortes, todos os Betos são irrequietos – tenho um filho chamado Beto, sei disto. Mico – o que é que eu podia esperar da vida? Mico. Nunca conheci ninguém com este apelido. Na minha rua havia um Mike, e depois tive um amigo chamado Micão, mas Mico, de macaco, era só eu. Por causa deste apelido, acho, nunca pude me levar a sério. Felizmente. Nada mais chato que um sujeito que se leva inteiramente a sério. Cada vez que me julgo importante, por ser escritor, ou por ser médico, ou por escrever no jornal, uma vozinha debochada me chama à realidade – que besteiras são essas que andas escrevendo, Mico? – e me faz lembrar que é preciso ser humilde. Nascido em Porto Alegre, passei parte de minha infância na cidade de Passo Fundo, onde meu pai tinha um bazar. (Tinha mesmo? Preciso perguntar a ele. Preciso perguntar muitas coisas a ele. Não o faço por medo que não saiba responder. Ou por medo de que saiba responder. Ou por medo, simplesmente. Diante de nossos pais, somos sempre crianças. Somos sempre o Mico.)
De Passo Fundo lembro uma cena, que depois dei, generosamente, a um personagem (Benjamim – Os Voluntários). Tinha – tenho – três, quatro anos. Caminho por minha rua; vou apressado. Nuvens ameaçadoras se acumulam no céu, vem um temporal, preciso chegar logo em casa. Os primeiros grossos pingos caem; mas neste momento avisto na calçada coisinhas – baganas de cigarro, fósforos queimados. Pobrezinhas, ali expostas à chuva, quem cuidará delas? Olho ao redor. Há uma porta aberta. Por acaso ou não, é a porta da Delegacia de Polícia, símbolo, para mim, do Poder. Sem vacilar, sem me importar com a chuvarada torrencial, entrego-me à tarefa de recolher baganas e fósforos para o vestíbulo da Delegacia. Faço-o chorando; não sei se de alegria, ou de dor, ou de medo. Choro, ao recolher os dispersos para o que agora poderá ser sua Casa.
(SCLIAR, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Ed. Nacional, 1984, p. 9-11. Fragmento.) Disponível em: <http://www.lpm.com.br/livros/Imagens/minha_mae_nao_dorme_2011.pdf>. Acesso em: 29 out. 2016.
O autor empresta à personagem Benjamim uma cena de sua infância, que está retratada de forma sintética no seguinte trecho:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 1
Quanto a isto, não tenho como mentir: nasci. Há documentos a respeito. Provam que nasci a 23 de março de 1937, na cidade de Porto Alegre; mais precisamente, na Beneficência Portuguesa, um dos prédios mais antigos desta cidade, que, como muitas outras cidades brasileiras, tem escassa memória. Nasci, sim. “Logo depois que nasci correu pela vizinhança que eu me chamava Mico...” Estas linhas, se bem as lembro – e bem as lembro, sim! – faziam parte de meu primeiro texto, escrito em papel de embrulho: uma autobiografia, muito precoce e necessariamente curta, pois eu não teria mais de seis anos. Alfabetizado precocemente por minha mãe, que era professora primária, eu optara por escrever, ao invés de jogar futebol (também jogava futebol, na calçada da minha rua; longas partidas, em que eram marcadas dezenas de gols; mas o futebol era – é – realidade, uma realidade terrivelmente importante neste país; e à realidade eu preferia a ficção. A narrativa). Mico. Este apelido me marcou, pois os nomes marcam as pessoas. Todos os Brunos são fortes, todos os Betos são irrequietos – tenho um filho chamado Beto, sei disto. Mico – o que é que eu podia esperar da vida? Mico. Nunca conheci ninguém com este apelido. Na minha rua havia um Mike, e depois tive um amigo chamado Micão, mas Mico, de macaco, era só eu. Por causa deste apelido, acho, nunca pude me levar a sério. Felizmente. Nada mais chato que um sujeito que se leva inteiramente a sério. Cada vez que me julgo importante, por ser escritor, ou por ser médico, ou por escrever no jornal, uma vozinha debochada me chama à realidade – que besteiras são essas que andas escrevendo, Mico? – e me faz lembrar que é preciso ser humilde. Nascido em Porto Alegre, passei parte de minha infância na cidade de Passo Fundo, onde meu pai tinha um bazar. (Tinha mesmo? Preciso perguntar a ele. Preciso perguntar muitas coisas a ele. Não o faço por medo que não saiba responder. Ou por medo de que saiba responder. Ou por medo, simplesmente. Diante de nossos pais, somos sempre crianças. Somos sempre o Mico.)
De Passo Fundo lembro uma cena, que depois dei, generosamente, a um personagem (Benjamim – Os Voluntários). Tinha – tenho – três, quatro anos. Caminho por minha rua; vou apressado. Nuvens ameaçadoras se acumulam no céu, vem um temporal, preciso chegar logo em casa. Os primeiros grossos pingos caem; mas neste momento avisto na calçada coisinhas – baganas de cigarro, fósforos queimados. Pobrezinhas, ali expostas à chuva, quem cuidará delas? Olho ao redor. Há uma porta aberta. Por acaso ou não, é a porta da Delegacia de Polícia, símbolo, para mim, do Poder. Sem vacilar, sem me importar com a chuvarada torrencial, entrego-me à tarefa de recolher baganas e fósforos para o vestíbulo da Delegacia. Faço-o chorando; não sei se de alegria, ou de dor, ou de medo. Choro, ao recolher os dispersos para o que agora poderá ser sua Casa.
(SCLIAR, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Ed. Nacional, 1984, p. 9-11. Fragmento.) Disponível em: <http://www.lpm.com.br/livros/Imagens/minha_mae_nao_dorme_2011.pdf>. Acesso em: 29 out. 2016.
Sobre a utilização da crase ao longo do texto 1, analise as opções em que a crase foi utilizada por exigência da comparação realizada pelo termo regente e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) “[...] à realidade eu preferia a ficção [...]”
( ) “[...] me chama à realidade [...]”
( ) “[...] ali expostas à chuva [...]”
( ) “[...] entrego-me à tarefa [...]”
( ) “[...] me chama à realidade [...]”
( ) “[...] ali expostas à chuva [...]”
( ) “[...] entrego-me à tarefa [...]”
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Considerando os tipos de arquivos eletrônicos, analise as assertivas a seguir e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A extensão de um arquivo, de forma geral, no ambiente Windows, identifica o seu tipo e, consequentemente, qual o software deverá ser utilizado para acessar seu conteúdo.
( ) Arquivos que contém imagens possuem, necessariamente, a extensão JPG ou JPEG.
( ) Bancos de dados possuem extensão específica que os caracterizam, porém não armazenam imagens.
( ) Arquivos com extensão EXE podem executar tarefas de armazenamento e/ou visualização de imagens, sons, textos dentre outras.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 4
Aquela(C) e (E) velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras, antipáticas; e, fugindo a elas(A), encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas, frases soltas e afinal máximas sisudas.
Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas, esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados, dos puxavantes de orelhas e da palmatória.
“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela? Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres, não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.
Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da aventura de Paulina.
O que ofereciam, porém, à nossa(C) curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca pude compreender o que ele(A) fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente uns pirralhos bastante desgraçados.
Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.
A capa(B) (C) da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas(D) e vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola, passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.
Tudo(D) isso(B) (D) é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se(B) narrava com letras miúdas e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores que a narração curta não poderia conter.
As legendas(E) são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não tivessem sido premiados.
Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto(A) (E) não tem importância: parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.
Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).
Um texto com coesão é aquele que apresenta conexão entre suas ideias. Para que essa ligação seja estabelecida de forma clara, podemos utilizar diversas ferramentas. Um importantíssimo processo coesivo: a COESÃO REFERENCIAL, cuja função é evitar indesejáveis repetições vocabulares.
No texto 4, os termos que exercem a coesão referencial são
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 4
Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras, antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas, frases soltas e afinal máximas sisudas.
Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas, esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados, dos puxavantes de orelhas e da palmatória.
“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela? Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres, não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.
Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da aventura de Paulina.
O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente uns pirralhos bastante desgraçados.
Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.
A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola, passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.
Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores que a narração curta não poderia conter.
As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não tivessem sido premiados.
Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância: parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.
Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).
“O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente uns pirralhos bastante desgraçados.”
Sobre os aspectos morfossintáticos do trecho acima, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) a nossa curiosidade infantil exerce função sintática de objeto direto.
( ) O vocábulo porém pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por “conforme”.
( ) A forma verbal ter- te- ão é um exemplo de mesóclise, justificada por estar no Futuro do Presente.
( ) conceitos idiotas e pirralhos [...] desgraçados constituem exemplos de concordância nominal.
( ) O vocábulo porém pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por “conforme”.
( ) A forma verbal ter- te- ão é um exemplo de mesóclise, justificada por estar no Futuro do Presente.
( ) conceitos idiotas e pirralhos [...] desgraçados constituem exemplos de concordância nominal.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 1
Quanto a isto, não tenho como mentir: nasci. Há documentos a respeito. Provam que nasci a 23 de março de 1937, na cidade de Porto Alegre; mais precisamente, na Beneficência Portuguesa, um dos prédios mais antigos desta cidade, que, como muitas outras cidades brasileiras, tem escassa memória. Nasci, sim. “Logo depois que nasci correu pela vizinhança que eu me chamava Mico...” Estas linhas, se bem as lembro – e bem as lembro, sim! – faziam parte de meu primeiro texto, escrito em papel de embrulho: uma autobiografia, muito precoce e necessariamente curta, pois eu não teria mais de seis anos. Alfabetizado precocemente por minha mãe, que era professora primária, eu optara por escrever, ao invés de jogar futebol (também jogava futebol, na calçada da minha rua; longas partidas, em que eram marcadas dezenas de gols; mas o futebol era – é – realidade, uma realidade terrivelmente importante neste país; e à realidade eu preferia a ficção. A narrativa). Mico. Este apelido me marcou, pois os nomes marcam as pessoas. Todos os Brunos são fortes, todos os Betos são irrequietos – tenho um filho chamado Beto, sei disto. Mico – o que é que eu podia esperar da vida? Mico. Nunca conheci ninguém com este apelido. Na minha rua havia um Mike, e depois tive um amigo chamado Micão, mas Mico, de macaco, era só eu. Por causa deste apelido, acho, nunca pude me levar a sério. Felizmente. Nada mais chato que um sujeito que se leva inteiramente a sério. Cada vez que me julgo importante, por ser escritor, ou por ser médico, ou por escrever no jornal, uma vozinha debochada me chama à realidade – que besteiras são essas que andas escrevendo, Mico? – e me faz lembrar que é preciso ser humilde. Nascido em Porto Alegre, passei parte de minha infância na cidade de Passo Fundo, onde meu pai tinha um bazar. (Tinha mesmo? Preciso perguntar a ele. Preciso perguntar muitas coisas a ele. Não o faço por medo que não saiba responder. Ou por medo de que saiba responder. Ou por medo, simplesmente. Diante de nossos pais, somos sempre crianças. Somos sempre o Mico.)
De Passo Fundo lembro uma cena, que depois dei, generosamente, a um personagem (Benjamim – Os Voluntários). Tinha – tenho – três, quatro anos. Caminho por minha rua; vou apressado. Nuvens ameaçadoras se acumulam no céu, vem um temporal, preciso chegar logo em casa. Os primeiros grossos pingos caem; mas neste momento avisto na calçada coisinhas – baganas de cigarro, fósforos queimados. Pobrezinhas, ali expostas à chuva, quem cuidará delas? Olho ao redor. Há uma porta aberta. Por acaso ou não, é a porta da Delegacia de Polícia, símbolo, para mim, do Poder. Sem vacilar, sem me importar com a chuvarada torrencial, entrego-me à tarefa de recolher baganas e fósforos para o vestíbulo da Delegacia. Faço-o chorando; não sei se de alegria, ou de dor, ou de medo. Choro, ao recolher os dispersos para o que agora poderá ser sua Casa.
(SCLIAR, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Ed. Nacional, 1984, p. 9-11. Fragmento.) Disponível em: <http://www.lpm.com.br/livros/Imagens/minha_mae_nao_dorme_2011.pdf>. Acesso em: 29 out. 2016.
Em muitos momentos do relato, Scliar conta sobre sua infância. Que recurso de pontuação é usado pelo autor para marcar o trecho em que ele duvida de sua memória e reflete sobre a veracidade das informações relatadas por ele?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
“Avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é classificatória e nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva. O ato de examinar, por outro lado, é classificatório e seletivo e, por isso mesmo, excludente, já que não se destina à construção do melhor resultado possível; tem a ver, sim, com a classificação estática do que é examinado. O ato de avaliar tem seu foco na construção dos melhores resultados possíveis, enquanto o ato de examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação. Por suas características e modos de ser, são atos praticamente opostos.”
Fonte: LUCKESI, Cipriano. Eccos revista científica, v. 4, n. 2. São Paulo, 2002. Disponível em: <http://www.luckesi.com.br/textos/art_avaliacao/art_avaliacao_eccos_1.pdf>. Acesso em: 02 nov. 2016.
Sobre a avaliação, no cotidiano escolar, é correto afirmar que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container