Foram encontradas 48 questões.
Quanto aos campos de investigação da morfologia e da sintaxe na gramática tradicional, é correto afirmar que
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A corrente da linguística que concebe que as línguas humanas são sistemas computacionais que ganham corpo biologicamente como órgãos da mente/cérebro, possuem natureza modular e operam de forma mais ou menos autônoma, é denominada de
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No que diz respeito à descrição sincrônica da língua, é correto afirmar que
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Relativamente poucos falantes de uma língua conhecem bem a sua evolução histórica; e, no entanto, aprendendo-a naturalmente na infância, chegam a falá-la de acordo com certos princípios sistemáticos ou “regras”, “imanentes” nos enunciados que ouvem à sua volta. Na linguística moderna, a esse processo, por que passam as crianças desde a infância, dá-se o nome de
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Texto para as questões de 33 a 36.
Língua é produto do meio social e, uma vez constituída, tem um papel ativo no processo de conhecimento e comportamento do homem. A língua não é uma nomenclatura, que se sobrepõe a uma realidade pré-categorizada, ela é que classifica a realidade. Tomemos um exemplo: em português, chama-se de posse a investidura, por exemplo, na presidência da República; em inglês, inauguration; em francês, investiture. A palavra portuguesa dá ideia de assenhorear-se de alguma coisa, de domínio; a inglesa indica apenas começo; a francesa diz respeito ao recebimento de uma função. Esses termos têm, sem dúvida, relação com a maneira como concebemos o poder do Estado.
A língua desenvolve-se historicamente e, uma vez constituída, impõe aos falantes uma maneira de organizar o mundo. Quando Wilhelm von Stock traduzia Antero de Quental para o alemão, escreveu ao poeta português sobre a dificuldade de verter para o alemão o soneto Mors-Amor, porque as duas figuras alegóricas – o Amor e a Morte – têm gêneros diferentes nas duas línguas (o amor/ die Liebe – a morte/der Tod). Responde Antero que “esse é um caso interessante de influência da língua sobre a imaginação”, pois representam a morte como mulher os falantes de uma língua em que a palavra para designá-la é feminina e como homem aqueles que falam um idioma em que o termo é masculino.
José Luiz Fiorin. Língua, discurso e política. In: Alea: Estudos
Neolatinos, v. 11, n.º 1, p. 148-165, 2009.
Assinale a alternativa que apresenta proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte período do texto: “A língua desenvolve-se historicamente e, uma vez constituída, impõe aos falantes uma maneira de organizar o mundo.”
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Texto para as questões de 33 a 36.
Língua é produto do meio social e, uma vez constituída, tem um papel ativo no processo de conhecimento e comportamento do homem. A língua não é uma nomenclatura, que se sobrepõe a uma realidade pré-categorizada, ela é que classifica a realidade. Tomemos um exemplo: em português, chama-se de posse a investidura, por exemplo, na presidência da República; em inglês, inauguration; em francês, investiture. A palavra portuguesa dá ideia de assenhorear-se de alguma coisa, de domínio; a inglesa indica apenas começo; a francesa diz respeito ao recebimento de uma função. Esses termos têm, sem dúvida, relação com a maneira como concebemos o poder do Estado.
A língua desenvolve-se historicamente e, uma vez constituída, impõe aos falantes uma maneira de organizar o mundo. Quando Wilhelm von Stock traduzia Antero de Quental para o alemão, escreveu ao poeta português sobre a dificuldade de verter para o alemão o soneto Mors-Amor, porque as duas figuras alegóricas – o Amor e a Morte – têm gêneros diferentes nas duas línguas (o amor/ die Liebe – a morte/der Tod). Responde Antero que “esse é um caso interessante de influência da língua sobre a imaginação”, pois representam a morte como mulher os falantes de uma língua em que a palavra para designá-la é feminina e como homem aqueles que falam um idioma em que o termo é masculino.
José Luiz Fiorin. Língua, discurso e política. In: Alea: Estudos
Neolatinos, v. 11, n.º 1, p. 148-165, 2009.
Quanto aos aspectos linguísticos usados na construção dos sentidos, é correto afirmar que o texto
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Texto para as questões de 33 a 36.
Língua é produto do meio social e, uma vez constituída, tem um papel ativo no processo de conhecimento e comportamento do homem. A língua não é uma nomenclatura, que se sobrepõe a uma realidade pré-categorizada, ela é que classifica a realidade. Tomemos um exemplo: em português, chama-se de posse a investidura, por exemplo, na presidência da República; em inglês, inauguration; em francês, investiture. A palavra portuguesa dá ideia de assenhorear-se de alguma coisa, de domínio; a inglesa indica apenas começo; a francesa diz respeito ao recebimento de uma função. Esses termos têm, sem dúvida, relação com a maneira como concebemos o poder do Estado.
A língua desenvolve-se historicamente e, uma vez constituída, impõe aos falantes uma maneira de organizar o mundo. Quando Wilhelm von Stock traduzia Antero de Quental para o alemão, escreveu ao poeta português sobre a dificuldade de verter para o alemão o soneto Mors-Amor, porque as duas figuras alegóricas – o Amor e a Morte – têm gêneros diferentes nas duas línguas (o amor/ die Liebe – a morte/der Tod). Responde Antero que “esse é um caso interessante de influência da língua sobre a imaginação”, pois representam a morte como mulher os falantes de uma língua em que a palavra para designá-la é feminina e como homem aqueles que falam um idioma em que o termo é masculino.
José Luiz Fiorin. Língua, discurso e política. In: Alea: Estudos
Neolatinos, v. 11, n.º 1, p. 148-165, 2009.
A respeito dos aspectos linguísticos do trecho “‘esse é um caso interessante de influência da língua sobre a imaginação’, pois representam a morte como mulher os falantes de uma língua em que a palavra para designá-la é feminina e como homem aqueles que falam um idioma em que o termo é masculino.”, é correto afirmar que
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- Interpretação de TextosVariação da LinguagemLinguagem Oral e Escrita
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemLinguagem Verbal e Não Verbal
Texto para as questões de 33 a 36.
Língua é produto do meio social e, uma vez constituída, tem um papel ativo no processo de conhecimento e comportamento do homem. A língua não é uma nomenclatura, que se sobrepõe a uma realidade pré-categorizada, ela é que classifica a realidade. Tomemos um exemplo: em português, chama-se de posse a investidura, por exemplo, na presidência da República; em inglês, inauguration; em francês, investiture. A palavra portuguesa dá ideia de assenhorear-se de alguma coisa, de domínio; a inglesa indica apenas começo; a francesa diz respeito ao recebimento de uma função. Esses termos têm, sem dúvida, relação com a maneira como concebemos o poder do Estado.
A língua desenvolve-se historicamente e, uma vez constituída, impõe aos falantes uma maneira de organizar o mundo. Quando Wilhelm von Stock traduzia Antero de Quental para o alemão, escreveu ao poeta português sobre a dificuldade de verter para o alemão o soneto Mors-Amor, porque as duas figuras alegóricas – o Amor e a Morte – têm gêneros diferentes nas duas línguas (o amor/ die Liebe – a morte/der Tod). Responde Antero que “esse é um caso interessante de influência da língua sobre a imaginação”, pois representam a morte como mulher os falantes de uma língua em que a palavra para designá-la é feminina e como homem aqueles que falam um idioma em que o termo é masculino.
José Luiz Fiorin. Língua, discurso e política. In: Alea: Estudos
Neolatinos, v. 11, n.º 1, p. 148-165, 2009.
Segundo o texto, é correto concluir que as línguas
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Texto para as questões de 28 a 32
1 A língua é para Saussure “um sistema de signos” — um
conjunto de unidades que se relacionam organizadamente
dentro de um todo. É “a parte social da linguagem”, exterior
4 ao indivíduo; não pode ser modificada pelo falante e
obedece às leis do contrato social estabelecido pelos
membros da comunidade. O conjunto linguagem-língua
7 contém ainda um outro elemento, conforme Saussure, a
fala. A fala é um ato individual; resulta das combinações
feitas pelo sujeito falante utilizando o código da língua;
10 expressa-se pelos mecanismos psicofísicos (atos de
fonação) necessários à produção dessas combinações. A
distinção linguagem/língua/fala situa o objeto da linguística
13 para Saussure. Dela decorre a divisão do estudo da
linguagem em duas partes: uma que investiga a língua e
outra que analisa a fala. As duas partes são inseparáveis, em
16 virtude de serem interdependentes: a língua é condição
para se produzir a fala, mas não há língua sem o exercício
da fala. Há necessidade, portanto, de duas linguísticas: a
19 linguística da língua e a linguística da fala. Saussure
focalizou, em seu trabalho, a linguística da língua, “produto
social depositado no cérebro de cada um”, sistema
22 supra-individual que a sociedade impõe ao falante. Para o
mestre genebrino, “a linguística tem por único e verdadeiro
objeto a língua considerada em si mesma, e por si mesma”.
25 Os seguidores dos princípios saussureanos dedicaram-se a
explicar a língua por ela própria, examinando as relações
que unem os elementos no discurso e buscando determinar
28 o valor funcional desses diferentes tipos de relações.
José Luiz Fiorin (org.). Introdução à Linguística. v. 1 e 2. São Paulo: Contexto, 2006 (com adaptações).
Assinale a alternativa que apresenta reescrita que reproduza as relações sintáticas e semânticas do trecho “As duas partes são inseparáveis, em virtude de serem interdependentes” (linhas 15 e 16).
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Texto para as questões de 28 a 32
1 A língua é para Saussure “um sistema de signos” — um
conjunto de unidades que se relacionam organizadamente
dentro de um todo. É “a parte social da linguagem”, exterior
4 ao indivíduo; não pode ser modificada pelo falante e
obedece às leis do contrato social estabelecido pelos
membros da comunidade. O conjunto linguagem-língua
7 contém ainda um outro elemento, conforme Saussure, a
fala. A fala é um ato individual; resulta das combinações
feitas pelo sujeito falante utilizando o código da língua;
10 expressa-se pelos mecanismos psicofísicos (atos de
fonação) necessários à produção dessas combinações. A
distinção linguagem/língua/fala situa o objeto da linguística
13 para Saussure. Dela decorre a divisão do estudo da
linguagem em duas partes: uma que investiga a língua e
outra que analisa a fala. As duas partes são inseparáveis, em
16 virtude de serem interdependentes: a língua é condição
para se produzir a fala, mas não há língua sem o exercício
da fala. Há necessidade, portanto, de duas linguísticas: a
19 linguística da língua e a linguística da fala. Saussure
focalizou, em seu trabalho, a linguística da língua, “produto
social depositado no cérebro de cada um”, sistema
22 supra-individual que a sociedade impõe ao falante. Para o
mestre genebrino, “a linguística tem por único e verdadeiro
objeto a língua considerada em si mesma, e por si mesma”.
25 Os seguidores dos princípios saussureanos dedicaram-se a
explicar a língua por ela própria, examinando as relações
que unem os elementos no discurso e buscando determinar
28 o valor funcional desses diferentes tipos de relações.
José Luiz Fiorin (org.). Introdução à Linguística. v. 1 e 2. São Paulo: Contexto, 2006 (com adaptações).
No que se refere às formas linguísticas usadas no texto, assinale a alternativa correta.
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