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997368
Ano: 2017
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SETEQ-PE
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Na última década do século passado, profissionais da área de Relações Públicas tiveram a iniciativa de metodizar a discussão sobre as atribuições, funções e atividades dessa profissão, criando o Parlamento Nacional de Relações Públicas. Em fevereiro de 1994, o Órgão Consultivo do Conselho Federal de Relações Públicas (Conferp) encaminhou correspondência à Presidência daquele Conselho, respondendo questões que angustiavam e afligiam a categoria. Dentre os subtemas tratados, estão as funções e as atividades específicas das Relações Públicas.
De acordo com aquela correspondência, é CORRETO afirmar que uma das funções das Relações Públicas é
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Observe a seguinte figura:

Assinale a alternativa cuja figura é igual à figura acima.
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Kunsh (2009) afirma que “na contemporaneidade as relações públicas devem desenvolver nas organizações sua função estratégica.” Afirma, ainda, que o desempenho dessa função estratégica dependerá do posicionamento ocupado pela área na estrutura organizacional e da formação e capacitação do executivo responsável pela comunicação.
Sabendo-se que a função estratégica das relações públicas está intrinsecamente ligada ao planejamento e à gestão da comunicação organizacional, analise as afirmativas abaixo:
I. Sendo parte integrante da gestão estratégica, as relações públicas deverão auxiliar a alta direção das empresas a pensar estrategicamente nas ações comunicativas, tendo como um dos objetivos principais atingir os stakeholders.
II. Para se pensar e administrar de forma estratégica a comunicação organizacional, faz-se necessário reavaliar os paradigmas organizacionais vigentes e da comunicação, assim como reconhecer a cultura organizacional.
III. Administrar estrategicamente a comunicação nas organizações com os diferentes públicos envolvidos é tarefa exclusiva da área de Marketing.
IV. Cabe às relações públicas administrarem estrategicamente a comunicação das organizações com seus públicos, agindo sempre de forma isolada, não sendo necessária a sinergia com as demais modalidades de comunicação integrada.
V. Para abrir canais de diálogos com os públicos e ouvir a opinião pública, é trabalho de relações públicas, por meio da comunicação institucional, administrativa e interna, com o apoio da área de marketing, buscar conhecer os públicos em uma perspectiva da dinâmica do ambiente, considerando contingências, ameaças e oportunidades.
Estão CORRETAS
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De acordo com o Manual de Gestão do Sistema Nacional de Emprego - SINE (MTPS - 1ª Edição – Brasília - março/2016), analise as proposições a seguir sobre a estrutura organizacional e o porte dos postos de atendimento:
I. Os postos de atendimento de pequeno porte são aqueles que realizam até 30 atendimentos diários. Para disponibilizarem um bom atendimento ao público, eles devem ter entre quatro e seis funcionários.
II. Os postos de atendimento de médio porte são aqueles, que, em geral, realizam mais de 30 e menos de 70 atendimentos por dia. Para disponibilizarem um bom atendimento ao público, eles devem ter entre quinze e vinte funcionários.
III. Dentre os funcionários necessários para um posto de atendimento de grande porte, é preciso um único coordenador operacional.
IV. Os postos de atendimento de grande porte são aqueles, que, em geral, realizam mais de 70 atendimentos por dia. Para disponibilizarem um bom atendimento ao público, eles devem contar com, pelo menos, 43 funcionários.
Está(ão) CORRETA(S)
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Texto 1
A velha na janela
Por Jairo Marques
Era apenas uma viagenzinha despretensiosa pelo interior mineiro, mas a imagem daquela senhora na janela, com o rosto já derretido pelo tempo, com as mãos aconchegando o queixo e com o olhar em um profundo nada ficou em minhas recordações. Uma mistura de sensação de solidão com um desgosto pela vagareza dos dias, do passar das horas.
Tempos depois daquela experiência, tenho a seguinte conversa com minha mãe, septuagenária:
– Tudo bem por aí, minha velha?
– Tudo na mesma, meu filho. O tempo parece que não passa aqui em casa. Os dias são tão longos, as noites mais compridas ainda. Fico num desassossego… Nada parece estar bom.
– Ah, mas a velhice também serve para descansar até cansar, né, mãe?
– Serve, mas é tempo demais. Por mais que eu invente coisas para fazer, sobram muitas horas à toa. Me dá um desatino, uma chateação.
Fiquei desconjuntado depois dessa prosa. Além da melancolia natural da idade, mamãe ainda tem amargado a falta de nosso cachorro velho, Nero, que morreu há pouco mais de dois meses, deixando um som da ausência quase desesperador em seu cotidiano. Seu coração sofre mais uma vez.
Mamãe é hoje como a velha da janela de Minas à procura de alento em passarinhos que vez ou outra saltitam por ali no chão e fazem shows por migalhas. Mamãe arrodeia por todos os lados as lembranças para tirar delas novas versões, nova graça, novos suspiros. Não por acaso, ela sempre reconta causos e ri deles com a graça de uma boa surpresa.
Não deu pé para que ela se preparasse para a chegada da tal terceira idade. Mal tinha tempo e disposição para programar o arroz com feijão do dia a dia, igual ao que acontece com a maior parte das mulheres trabalhadoras e provedoras de famílias deste país.
Minha velha não é dessas que conseguem se encantar com aulas de hidroginástica ao som de Anitta ou com bailinhos da saudade cheios de moças atrás de senhores abonados. Cansou-se até de fazer bolo, afinal, menino não chega mais faminto, grudando em sua saia, pedindo chamego e comida aos finais do dia.
Por mais que eu reinvente os horários de ligar para casa, sempre tenho a sensação de que ela estava me esperando a postos e ansiosa para saber da neta, do frio que congela minhas pernas secas nessas noites invernais, dos meus planos para o final de semana, da rotina no jornal.
É bem possível trabalhar contra a inerência desse estado de desgosto da velhice. Há uns que compram uma motoca e viajam pelo mundo fugindo para novos pontos a cada encostar da tristeza; há os que se rebelam contra os efeitos da longevidade buscando novidades para o cérebro, para as rugas e para a alma.
De qualquer maneira, penso ser necessário o mundo trabalhar mais por menos momentos de angústia com o tempo para os velhos. Uma construção social que não sobrevalorize a velocidade, que torne os ambientes mais convidativos para os velhos, pode ser um caminho. Experiências de comunidades de idosos, organizadas por eles mesmos, começam a ganhar fôlego no país, assim como iniciativas de acolhimento de empresas que querem a presença dos velhos para fomentar diversidade, valores humanos. Então, não é simplesmente uma questão de “coisas da vida”. Dá para ser diferente. (...)
Disponível em: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2017/07/26/a-velha-na-janela/ Acesso em: 15 ago. 2017. Adaptado.
Releia o 8º parágrafo do Texto 1.
É bem possível trabalhar contra a inerência desse estado de desgosto da velhice. Há uns que compram uma motoca e viajam pelo mundo fugindo para novos pontos a cada encostar da tristeza; há os que se rebelam contra os efeitos da longevidade buscando novidades para o cérebro, para as rugas e para a alma.
A ideia principal, a que está a serviço dos propósitos do Texto 1, está sintetizada em:
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Os mercados podem ser separados em quatro níveis: segmentos, nichos, áreas locais e individuais. (Kotler, 2006). Os profissionais de marketing devem se utilizar de algumas variáveis empregadas no mercado consumidor, como as variáveis geográficas, entretanto os mercados empresariais podem ainda se utilizar de várias outras variáveis, como as demográficas, operacionais, abordagens de compra, fatores situacionais e características pessoais.
Relacione abaixo a coluna da direita (variáveis) com coluna da esquerda (itens de atenção).
1. Demográfica
2. Operacional
3. Abordagem de Compra
4.Fator Situacional
5. Característica Pessoal
( ) Estrutura de poder, políticas gerais de compras, natureza dos relacionamentos existentes
( ) Setor, porte da empresa, localização
( ) Tecnologia, status de usuários e não usuários, recursos dos clientes
( ) Similaridade comprador/vendedor
( ) Urgência, aplicação específica, tamanho do pedido
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
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De acordo com a Cartilha para a Orientação Profissional nos postos de atendimento do Sistema Nacional de Emprego - SINE (1ª Edição – Brasília - março/2016), sobre as qualidades básicas do profissional da Rede SINE, analise os itens a seguir:
I. Empatia e ética profissional
II. Estar atualizado no contexto de mercado de trabalho
III. Capacidade de ouvir o seu interlocutor e de relacionamento interpessoal
IV. Aptidão para reorientar o candidato que optou por emprego incompatível com seu perfil
Está(ão) CORRETO(S)
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Texto 1
A velha na janela
Por Jairo Marques
Era apenas uma viagenzinha despretensiosa pelo interior mineiro, mas a imagem daquela senhora na janela, com o rosto já derretido pelo tempo, com as mãos aconchegando o queixo e com o olhar em um profundo nada ficou em minhas recordações. Uma mistura de sensação de solidão com um desgosto pela vagareza dos dias, do passar das horas.
Tempos depois daquela experiência, tenho a seguinte conversa com minha mãe, septuagenária:
– Tudo bem por aí, minha velha?
– Tudo na mesma, meu filho. O tempo parece que não passa aqui em casa. Os dias são tão longos, as noites mais compridas ainda. Fico num desassossego… Nada parece estar bom.
– Ah, mas a velhice também serve para descansar até cansar, né, mãe?
– Serve, mas é tempo demais. Por mais que eu invente coisas para fazer, sobram muitas horas à toa. Me dá um desatino, uma chateação.
Fiquei desconjuntado depois dessa prosa. Além da melancolia natural da idade, mamãe ainda tem amargado a falta de nosso cachorro velho, Nero, que morreu há pouco mais de dois meses, deixando um som da ausência quase desesperador em seu cotidiano. Seu coração sofre mais uma vez.
Mamãe é hoje como a velha da janela de Minas à procura de alento em passarinhos que vez ou outra saltitam por ali no chão e fazem shows por migalhas. Mamãe arrodeia por todos os lados as lembranças para tirar delas novas versões, nova graça, novos suspiros. Não por acaso, ela sempre reconta causos e ri deles com a graça de uma boa surpresa.
Não deu pé para que ela se preparasse para a chegada da tal terceira idade. Mal tinha tempo e disposição para programar o arroz com feijão do dia a dia, igual ao que acontece com a maior parte das mulheres trabalhadoras e provedoras de famílias deste país.
Minha velha não é dessas que conseguem se encantar com aulas de hidroginástica ao som de Anitta ou com bailinhos da saudade cheios de moças atrás de senhores abonados. Cansou-se até de fazer bolo, afinal, menino não chega mais faminto, grudando em sua saia, pedindo chamego e comida aos finais do dia.
Por mais que eu reinvente os horários de ligar para casa, sempre tenho a sensação de que ela estava me esperando a postos e ansiosa para saber da neta, do frio que congela minhas pernas secas nessas noites invernais, dos meus planos para o final de semana, da rotina no jornal.
É bem possível trabalhar contra a inerência desse estado de desgosto da velhice. Há uns que compram uma motoca e viajam pelo mundo fugindo para novos pontos a cada encostar da tristeza; há os que se rebelam contra os efeitos da longevidade buscando novidades para o cérebro, para as rugas e para a alma.
De qualquer maneira, penso ser necessário o mundo trabalhar mais por menos momentos de angústia com o tempo para os velhos. Uma construção social que não sobrevalorize a velocidade, que torne os ambientes mais convidativos para os velhos, pode ser um caminho. Experiências de comunidades de idosos, organizadas por eles mesmos, começam a ganhar fôlego no país, assim como iniciativas de acolhimento de empresas que querem a presença dos velhos para fomentar diversidade, valores humanos. Então, não é simplesmente uma questão de “coisas da vida”. Dá para ser diferente. (...)
Disponível em: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2017/07/26/a-velha-na-janela/ Acesso em: 15 ago. 2017. Adaptado.
Acerca das relações de sentido propostas para o emprego de certos termos no Texto 1, analise as afirmativas a seguir.
I. Em: “aquela senhora na janela (...) com o olhar em um profundo nada” (1º parágrafo), o autor pretendeu utilizar uma forma mais suave de expressar que a senhora em questão estava gravemente doente.
II. Quando o autor diz: “Fiquei desconjuntado depois dessa prosa.” (3º parágrafo), na verdade, ele emprega uma linguagem simples para indicar que, após uma conversa (com a mãe), ficou triste ou preocupado.
III. Em: “Não deu pé para que ela se preparasse para a chegada da tal terceira idade. Mal tinha tempo e disposição para programar o arroz com feijão do dia a dia (...) (5º parágrafo), as expressões destacadas devem ser lidas, respectivamente, como: “Não houve tempo (...)” e “Quase não (,,,)”.
IV. Em: “Então, não é simplesmente uma questão de „coisas da vida". Dá para ser diferente.” (9º parágrafo), o autor conclui seu texto defendendo a ideia de que não se deve encarar a difícil condição do idoso como „algo sem solução".
Estão CORRETAS:
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Texto 1
A velha na janela
Por Jairo Marques
Era apenas uma viagenzinha despretensiosa pelo interior mineiro, mas a imagem daquela senhora na janela, com o rosto já derretido pelo tempo, com as mãos aconchegando o queixo e com o olhar em um profundo nada ficou em minhas recordações. Uma mistura de sensação de solidão com um desgosto pela vagareza dos dias, do passar das horas.
Tempos depois daquela experiência, tenho a seguinte conversa com minha mãe, septuagenária:
– Tudo bem por aí, minha velha?
– Tudo na mesma, meu filho. O tempo parece que não passa aqui em casa. Os dias são tão longos, as noites mais compridas ainda. Fico num desassossego… Nada parece estar bom.
– Ah, mas a velhice também serve para descansar até cansar, né, mãe?
– Serve, mas é tempo demais. Por mais que eu invente coisas para fazer, sobram muitas horas à toa. Me dá um desatino, uma chateação.
Fiquei desconjuntado depois dessa prosa. Além da melancolia natural da idade, mamãe ainda tem amargado a falta de nosso cachorro velho, Nero, que morreu há pouco mais de dois meses, deixando um som da ausência quase desesperador em seu cotidiano. Seu coração sofre mais uma vez.
Mamãe é hoje como a velha da janela de Minas à procura de alento em passarinhos que vez ou outra saltitam por ali no chão e fazem shows por migalhas. Mamãe arrodeia por todos os lados as lembranças para tirar delas novas versões, nova graça, novos suspiros. Não por acaso, ela sempre reconta causos e ri deles com a graça de uma boa surpresa.
Não deu pé para que ela se preparasse para a chegada da tal terceira idade. Mal tinha tempo e disposição para programar o arroz com feijão do dia a dia, igual ao que acontece com a maior parte das mulheres trabalhadoras e provedoras de famílias deste país.
Minha velha não é dessas que conseguem se encantar com aulas de hidroginástica ao som de Anitta ou com bailinhos da saudade cheios de moças atrás de senhores abonados. Cansou-se até de fazer bolo, afinal, menino não chega mais faminto, grudando em sua saia, pedindo chamego e comida aos finais do dia.
Por mais que eu reinvente os horários de ligar para casa, sempre tenho a sensação de que ela estava me esperando a postos e ansiosa para saber da neta, do frio que congela minhas pernas secas nessas noites invernais, dos meus planos para o final de semana, da rotina no jornal.
É bem possível trabalhar contra a inerência desse estado de desgosto da velhice. Há uns que compram uma motoca e viajam pelo mundo fugindo para novos pontos a cada encostar da tristeza; há os que se rebelam contra os efeitos da longevidade buscando novidades para o cérebro, para as rugas e para a alma.
De qualquer maneira, penso ser necessário o mundo trabalhar mais por menos momentos de angústia com o tempo para os velhos. Uma construção social que não sobrevalorize a velocidade, que torne os ambientes mais convidativos para os velhos, pode ser um caminho. Experiências de comunidades de idosos, organizadas por eles mesmos, começam a ganhar fôlego no país, assim como iniciativas de acolhimento de empresas que querem a presença dos velhos para fomentar diversidade, valores humanos. Então, não é simplesmente uma questão de “coisas da vida”. Dá para ser diferente. (...)
Disponível em: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2017/07/26/a-velha-na-janela/ Acesso em: 15 ago. 2017. Adaptado.
Acerca das relações sintático-semânticas propostas para enunciados destacados do Texto 1, assinale a alternativa CORRETA.
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Texto 1
A velha na janela
Por Jairo Marques
Era apenas uma viagenzinha despretensiosa pelo interior mineiro, mas a imagem daquela senhora na janela, com o rosto já derretido pelo tempo, com as mãos aconchegando o queixo e com o olhar em um profundo nada ficou em minhas recordações. Uma mistura de sensação de solidão com um desgosto pela vagareza dos dias, do passar das horas.
Tempos depois daquela experiência, tenho a seguinte conversa com minha mãe, septuagenária:
– Tudo bem por aí, minha velha?
– Tudo na mesma, meu filho. O tempo parece que não passa aqui em casa. Os dias são tão longos, as noites mais compridas ainda. Fico num desassossego… Nada parece estar bom.
– Ah, mas a velhice também serve para descansar até cansar, né, mãe?
– Serve, mas é tempo demais. Por mais que eu invente coisas para fazer, sobram muitas horas à toa. Me dá um desatino, uma chateação.
Fiquei desconjuntado depois dessa prosa. Além da melancolia natural da idade, mamãe ainda tem amargado a falta de nosso cachorro velho, Nero, que morreu há pouco mais de dois meses, deixando um som da ausência quase desesperador em seu cotidiano. Seu coração sofre mais uma vez.
Mamãe é hoje como a velha da janela de Minas à procura de alento em passarinhos que vez ou outra saltitam por ali no chão e fazem shows por migalhas. Mamãe arrodeia por todos os lados as lembranças para tirar delas novas versões, nova graça, novos suspiros. Não por acaso, ela sempre reconta causos e ri deles com a graça de uma boa surpresa.
Não deu pé para que ela se preparasse para a chegada da tal terceira idade. Mal tinha tempo e disposição para programar o arroz com feijão do dia a dia, igual ao que acontece com a maior parte das mulheres trabalhadoras e provedoras de famílias deste país.
Minha velha não é dessas que conseguem se encantar com aulas de hidroginástica ao som de Anitta ou com bailinhos da saudade cheios de moças atrás de senhores abonados. Cansou-se até de fazer bolo, afinal, menino não chega mais faminto, grudando em sua saia, pedindo chamego e comida aos finais do dia.
Por mais que eu reinvente os horários de ligar para casa, sempre tenho a sensação de que ela estava me esperando a postos e ansiosa para saber da neta, do frio que congela minhas pernas secas nessas noites invernais, dos meus planos para o final de semana, da rotina no jornal.
É bem possível trabalhar contra a inerência desse estado de desgosto da velhice. Há uns que compram uma motoca e viajam pelo mundo fugindo para novos pontos a cada encostar da tristeza; há os que se rebelam contra os efeitos da longevidade buscando novidades para o cérebro, para as rugas e para a alma.
De qualquer maneira, penso ser necessário o mundo trabalhar mais por menos momentos de angústia com o tempo para os velhos. Uma construção social que não sobrevalorize a velocidade, que torne os ambientes mais convidativos para os velhos, pode ser um caminho. Experiências de comunidades de idosos, organizadas por eles mesmos, começam a ganhar fôlego no país, assim como iniciativas de acolhimento de empresas que querem a presença dos velhos para fomentar diversidade, valores humanos. Então, não é simplesmente uma questão de “coisas da vida”. Dá para ser diferente. (...)
Disponível em: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2017/07/26/a-velha-na-janela/ Acesso em: 15 ago. 2017. Adaptado.
Quanto a alguns aspectos formais do Texto 1, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
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