Foram encontradas 80 questões.
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TCE-TO
A expressão terceiro setor é relativamente recente, surgida para diferenciá-lo do primeiro (público) e do segundo (privado), e agrupa as conhecidas organizações não-governamentais (ONGs), que podem ser definidas como entidades que se dedicam a atividades
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A política de cotas visa combater uma histórica distorção existente na educação brasileira. Do total de 1,8 milhão de alunos que conclui o ensino médio anualmente, 80% são de escolas públicas. Contudo, nas universidades mantidas pelo Estado, eles são minoria. Para o ministro da Educação, a adoção de cotas pode reduzir esse descompasso e não trará prejuízos a segmentos da sociedade: “Os brancos que estudaram na escola pública têm direitos tão resguardados quanto os negros e indígenas que estudaram em escola pública. Um grupo não está sendo privilegiado em detrimento do outro, já que a distribuição é proporcional”.
De acordo com o Ministério da Educação, as instituições de ensino superior mantidas pelo governo federal ofereciam 127 mil vagas em 2003. Hoje ofertam mais de 227 mil, um número pequeno diante da gigantesca demanda, mas o suficiente para compensar ao menos 80% das vagas que podem ser restringidas aos alunos de escolas particulares com a adoção da medida.
Das 59 universidades federais, ao menos 16 estabeleceram algum tipo de cota no vestibular. O exemplo que mais se aproxima do projeto de lei que está em discussão no Senado é o da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desde 2005, a instituição reserva 45% das vagas aos alunos egressos de escolas públicas. As cadeiras são preenchidas de acordo com a proporção de cada etnia na região metropolitana de Salvador. Os afrodescendentes, por exemplo, têm direito a ocupar 85% das vagas destinadas a cotistas.
Rodrigo Martins. Critérios indefinidos. In: Carta Capital. n.º 257, 24/12/2008, p. 36-7 (com adaptações).
Com relação às ideias do texto, assinale a opção correta.
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Texto para as questões de 4 a 6
1 O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões.
Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita
ou à esquerda, até ao alto da cabeça, e fechada atrás com chave.
4 Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo
que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente,
e com pouco era pegado.
7 Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram
muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia
ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de
10 apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia
alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era
mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação,
13 porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos
houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas
comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da
16 cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos,
pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora,
quitandando.
19 Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a
quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os
sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o
22 bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não
vinha a quantia, vinha a promessa: “gratificar-se-á
generosamente”, — ou “receberá uma boa gratificação”. Muita
25 vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de
preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa.
Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o açoitasse.
Machado de Assis. Pai contra mãe. In: John Gledson. 50 contos de Machado de
Assis. São Paulo: Cia. das Letras, 2007, p. 466-67 (com adaptações).
Com relação às estruturas gramaticais do texto, assinale a opção correta.
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Texto para as questões de 4 a 6
1 O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões.
Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita
ou à esquerda, até ao alto da cabeça, e fechada atrás com chave.
4 Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo
que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente,
e com pouco era pegado.
7 Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram
muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia
ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de
10 apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia
alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era
mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação,
13 porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos
houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas
comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da
16 cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos,
pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora,
quitandando.
19 Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a
quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os
sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o
22 bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não
vinha a quantia, vinha a promessa: “gratificar-se-á
generosamente”, — ou “receberá uma boa gratificação”. Muita
25 vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de
preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa.
Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o açoitasse.
Machado de Assis. Pai contra mãe. In: John Gledson. 50 contos de Machado de
Assis. São Paulo: Cia. das Letras, 2007, p. 466-67 (com adaptações).
Com referência ao emprego da pontuação no texto, assinale a opção correta.
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Texto para as questões de 4 a 6
1 O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões.
Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita
ou à esquerda, até ao alto da cabeça, e fechada atrás com chave.
4 Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo
que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente,
e com pouco era pegado.
7 Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram
muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia
ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de
10 apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia
alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era
mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação,
13 porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos
houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas
comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da
16 cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos,
pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora,
quitandando.
19 Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a
quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os
sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o
22 bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não
vinha a quantia, vinha a promessa: “gratificar-se-á
generosamente”, — ou “receberá uma boa gratificação”. Muita
25 vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de
preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa.
Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o açoitasse.
Machado de Assis. Pai contra mãe. In: John Gledson. 50 contos de Machado de
Assis. São Paulo: Cia. das Letras, 2007, p. 466-67 (com adaptações).
O texto trata
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Texto para as questões de 1 a 3
1 Não posso pagar o aluguel da casa. Dr. Gouveia aperta-me
com bilhetes de cobrança. Bilhetes inúteis, mas Dr. Gouveia não
compreende isso. Há também o homem da luz, o Moisés das
4 prestações, uma promissória de quinhentos mil-réis, já
reformulada. E coisas piores, muito piores.
O artigo que me pediram se afasta do papel. É verdade que
7 tenho o cigarro e tenho o álcool, mas, quando bebo demais ou
fumo demais, a minha tristeza cresce. Tristeza e raiva. Ar, mar,
ria, arma, ira. Passatempo estúpido.
10 Dr. Gouveia é um monstro. Compôs, no quinto ano, duas
colunas que publicou por dinheiro na seção livre de um jornal
ordinário. Meteu esse trabalhinho num caixilho dourado e pregou
13 o na parede, por cima do bureau. Está cheio de erros e pastéis.
Mas Dr. Gouveia não os sente. O espírito dele não tem ambições.
Dr. Gouveia só se ocupa com o temporal: a renda das
16 propriedades e o cobre que o tesouro lhe pinga.
Não consigo escrever. Dinheiro e propriedades, que me
dão sempre desejos violentos de mortandade e outras destruições,
19 as duas colunas mal impressas, caixilho, Dr. Gouveia, Moisés,
homem da luz, negociantes, políticos, diretor e secretário, tudo se
move na minha cabeça, como um bando de vermes em cima de
22 uma coisa amarela, gorda e mole que é, reparando-se bem, a cara
balofa de Julião Tavares muito aumentada. Essas sombras se
arrastam com lentidão viscosa, misturando-se, formando um
25 novelo confuso.
Afinal tudo desaparece. E, inteiramente vazio, fico tempo
sem fim ocupado em riscar as palavras e os desenhos. Engrosso
28 as linhas, suprimo as curvas, até que deixo no papel alguns
borrões compridos, umas tarjas muito pretas.
Graciliano Ramos. Angústia. 32.ª ed. São Paulo:
Record, 1986, p. 8-9 (com adaptações).
Com relação às estruturas linguístico-gramaticais do texto, assinale a opção correta.
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Texto para as questões de 1 a 3
1 Não posso pagar o aluguel da casa. Dr. Gouveia aperta-me
com bilhetes de cobrança. Bilhetes inúteis, mas Dr. Gouveia não
compreende isso. Há também o homem da luz, o Moisés das
4 prestações, uma promissória de quinhentos mil-réis, já
reformulada. E coisas piores, muito piores.
O artigo que me pediram se afasta do papel. É verdade que
7 tenho o cigarro e tenho o álcool, mas, quando bebo demais ou
fumo demais, a minha tristeza cresce. Tristeza e raiva. Ar, mar,
ria, arma, ira. Passatempo estúpido.
10 Dr. Gouveia é um monstro. Compôs, no quinto ano, duas
colunas que publicou por dinheiro na seção livre de um jornal
ordinário. Meteu esse trabalhinho num caixilho dourado e pregou
13 o na parede, por cima do bureau. Está cheio de erros e pastéis.
Mas Dr. Gouveia não os sente. O espírito dele não tem ambições.
Dr. Gouveia só se ocupa com o temporal: a renda das
16 propriedades e o cobre que o tesouro lhe pinga.
Não consigo escrever. Dinheiro e propriedades, que me
dão sempre desejos violentos de mortandade e outras destruições,
19 as duas colunas mal impressas, caixilho, Dr. Gouveia, Moisés,
homem da luz, negociantes, políticos, diretor e secretário, tudo se
move na minha cabeça, como um bando de vermes em cima de
22 uma coisa amarela, gorda e mole que é, reparando-se bem, a cara
balofa de Julião Tavares muito aumentada. Essas sombras se
arrastam com lentidão viscosa, misturando-se, formando um
25 novelo confuso.
Afinal tudo desaparece. E, inteiramente vazio, fico tempo
sem fim ocupado em riscar as palavras e os desenhos. Engrosso
28 as linhas, suprimo as curvas, até que deixo no papel alguns
borrões compridos, umas tarjas muito pretas.
Graciliano Ramos. Angústia. 32.ª ed. São Paulo:
Record, 1986, p. 8-9 (com adaptações).
Quanto a aspectos gramaticais do texto, assinale a opção correta.
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Texto para as questões de 1 a 3
1 Não posso pagar o aluguel da casa. Dr. Gouveia aperta-me
com bilhetes de cobrança. Bilhetes inúteis, mas Dr. Gouveia não
compreende isso. Há também o homem da luz, o Moisés das
4 prestações, uma promissória de quinhentos mil-réis, já
reformulada. E coisas piores, muito piores.
O artigo que me pediram se afasta do papel. É verdade que
7 tenho o cigarro e tenho o álcool, mas, quando bebo demais ou
fumo demais, a minha tristeza cresce. Tristeza e raiva. Ar, mar,
ria, arma, ira. Passatempo estúpido.
10 Dr. Gouveia é um monstro. Compôs, no quinto ano, duas
colunas que publicou por dinheiro na seção livre de um jornal
ordinário. Meteu esse trabalhinho num caixilho dourado e pregou
13 o na parede, por cima do bureau. Está cheio de erros e pastéis.
Mas Dr. Gouveia não os sente. O espírito dele não tem ambições.
Dr. Gouveia só se ocupa com o temporal: a renda das
16 propriedades e o cobre que o tesouro lhe pinga.
Não consigo escrever. Dinheiro e propriedades, que me
dão sempre desejos violentos de mortandade e outras destruições,
19 as duas colunas mal impressas, caixilho, Dr. Gouveia, Moisés,
homem da luz, negociantes, políticos, diretor e secretário, tudo se
move na minha cabeça, como um bando de vermes em cima de
22 uma coisa amarela, gorda e mole que é, reparando-se bem, a cara
balofa de Julião Tavares muito aumentada. Essas sombras se
arrastam com lentidão viscosa, misturando-se, formando um
25 novelo confuso.
Afinal tudo desaparece. E, inteiramente vazio, fico tempo
sem fim ocupado em riscar as palavras e os desenhos. Engrosso
28 as linhas, suprimo as curvas, até que deixo no papel alguns
borrões compridos, umas tarjas muito pretas.
Graciliano Ramos. Angústia. 32.ª ed. São Paulo:
Record, 1986, p. 8-9 (com adaptações).
Assinale a opção correta com relação às ideias do texto.
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Quanto ao ensaio de agregados abrasão Los Angeles, assinale a opção correta.
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