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Foram encontradas 50 questões.

2470910 Ano: 2013
Disciplina: Matemática
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Um grupo de alunos deseja comprar um livro como presente para sua professora. Se cada aluno contribuir com R$ 9,00 para a compra do livro, haverá R$ 11,00 de troco ao final. Por outro lado, se cada aluno contribuir com R$ 6,00, faltarão R$ 16,00 para completar o valor do livro.
Qual é o preço do livro?
 

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2470909 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Abaixo estão representados os primeiros passos da construção de uma sequência de figuras formadas por quadrados.
Nessa sequência, cada figura é obtida a partir da figura anterior seguindo-se certa regra, conforme indicado a seguir:
Enunciado 3428817-1
Seguindo essa mesma regra, quantos quadrados terá a figura do passo 20?
 

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2470908 Ano: 2013
Disciplina: Matemática
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Após viajar 300 km e chegar ao seu destino, um motorista percebeu que, se sua velocidade média na viagem tivesse sido 10 km/h superior, ele teria diminuído o tempo da viagem em 1 hora.
Quanto tempo o motorista gastou na viagem?
 

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2470907 Ano: 2013
Disciplina: Matemática
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Uma caixa contém certa quantidade de lâmpadas. Ao retirá-las de 3 em 3 ou de 5 em 5, sobram 2 lâmpadas na caixa. Entretanto, se as lâmpadas forem removidas de 7 em 7, sobrará uma única lâmpada.
Assinale a alternativa correspondente à quantidade de lâmpadas que há na caixa, sabendo que esta comporta um máximo de 100 lâmpadas.
 

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2469468 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Por que tanta pressa?
A primeira palavra que me vem em mente quando penso na vida moderna é dispersão. Existe uma competição constante pela nossa atenção entre os produtores de novas tecnologias, de comida, de roupas; há uma necessidade crescente de estarmos "ligados" com o que está acontecendo, e já não basta rádio e televisão; tem que ser pelo Facebook, pelo Twitter, pelo Google Plus e um bando de outras redes sociais.
Cada instante é ocupado por algo que vemos numa tela, pequena ou grande. A informação vem em torrentes incessantes. Se esquecemos nosso celular em casa, é como se tivéssemos perdido um dedo ou outra parte do corpo. Os celulares tornaram-se parte integral de nossa existência, um apêndice tecnológico que nos define como indivíduos. Tornaram-se um vício, como verificamos assim que pousa um avião e todo mundo se precipita para ligar seu iPhone ou seu Galaxy, como se naquele voo de 45 minutos a história do mundo tivesse se transformado de forma profunda e aquele e-mail que mudará a sua vida tivesse finalmente chegado.
Não nos permitimos mais espaço para a contemplação.
Sei que isso está parecendo papo de velho, atravancado com os avanços tecnológicos. Mas não é nada disso; eu mesmo tenho todos os brinquedos tecnológicos que existem e os uso como todo mundo, com muito prazer. Portanto, essa reflexão é para mim também, mesmo se digitada em meu laptop.
Muita gente me pergunta se o tempo está mudando, passando mais rápido. Essa é uma percepção psicológica da passagem do tempo, que nada tem a ver com a passagem física do tempo. A duração do dia muda muito lentamente, e muda no sentido inverso, aumentando e não diminuindo, devido à fricção gravitacional das marés causadas pelas atração entre Terra, Lua e Sol.
O tempo está passando mais rapidamente, ou assim o percebemos, porque cada vez temos menos controle sobre ele. O ócio é algo que consideramos quase que pecaminoso (esquecendo os pecados capitais); qualquer brecha de tempo nós enchemos com uma leitura no Twitter, do Facebook, de e-mail, um videozinho no YouTube, ou um podcast qualquer.
Uma das maiores vítimas dessa correria moderna é nossa conexão com a natureza.
Na ânsia pela informação, pouco desviamos os olhos das telas. Olhar para o céu é algo que raramente fazemos, especialmente nas grandes cidades. Para a maioria das pessoas a natureza é um conceito, algo que existe lá longe, nas fotos que vemos nas revistas, ou nos vídeos do YouTube e especiais de TV.
Para resgatarmos nosso controle sobre o tempo é necessário retornarmos à natureza, criarmos espaço para a contemplação das formas de vida, das árvores, das flores e animais; é necessário olharmos para o céu noturno, longe das luzes da cidade. Assim conseguiremos desacelerar, buscando outro tipo de informação que nos liga ao que temos de mais essencial: nossa relação com os ciclos e ritmos do Cosmo.
(GLEISER, Marcelo. Folha de S. Paulo, 08 dez 2013. Adaptado.)
“Os celulares tornaram-se parte integral de nossa existência, um apêndice tecnológico que nos define como indivíduos”.
As palavras grifadas na frase acima poderiam ser substituídas, sem alteração substancial no significado do texto, respectivamente, por:
 

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2469463 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dor de cotovelo tem remédio
Para a ciência, o amor é um fenômeno biológico que pode ser de três subtipos, a paixão, a atração e a ligação afetiva com o objetivo principal de procriar para manter a espécie e aumentar as chances de sobrevivência dos envolvidos, pois dois lutam melhor do que um. Todos esses sentimentos estão relacionados a circuitos neuronais onde há predomínio de um neurotransmissor e, portanto, para modular esses circuitos é preciso controlar o nível desse neurotransmissor dentro do cérebro ou, de preferência, apenas nas regiões interligadas pelo circuito.
Paixão, por exemplo, é um sentimento intenso que torna o indivíduo obcecado pelo outro. Essa condição é muito semelhante ao transtorno obsessivo-compulsivo, o TOC, em que o indivíduo tem uma compulsão a repetir um comportamento, como contar objetos, lavar as mãos ou testar as travas das portas diversas vezes antes de sair de casa. Um estudo da doutora Donatella Marazziti comparou o cérebro de 20 indivíduos apaixonados com o de 20 pessoas com TOC e descobriu que os dois grupos apresentavam baixos níveis de uma proteína transportadora de serotonina dentro do cérebro, tornando seu nível mais baixo que o normal. Depois de um ano, quando não estavam mais obcecados pelos parceiros, os cérebros dos apaixonados foram testados novamente e descobriu-se que o nível dessa proteína havia voltado ao normal, assim como o de serotonina. Os novos medicamentos antidepressivos que aumentam os níveis de serotonina melhoram o comportamento de pessoas com TOC, e podem modular as relações afetivas, podendo ser utilizados para minimizar o sofrimento na hora da separação.
O doutor Larry Young, da Universidade de Atlanta, na Geórgia, administrou uma droga que bloqueia a ação da oxitocina no sistema nervoso em ratazanas-da-pradaria, Microtus ochrogaster, famosas por sua fidelidade (casais são formados e não se separam por toda a vida; é claro que a vida desses roedores dura apenas dois anos, mas, durante todo esse tempo o casal está sempre junto, um cuidando do outro, e ambos cuidando da cria e do ninho). Et voilà, a droga acabou com o casamento das ratazanas-da-pradaria, todas se tornaram poligâmicas.
(...)
Enfim, existem medicamentos na prateleira que podem tornar as pessoas mais imunes às perdas afetivas, mas seu uso corriqueiro e “preventivo” tem um custo. Reduzir a chance de ligação afetiva pode também tornar as pessoas mais antissociais e dificultar relacionamentos interpessoais.
(TUMA, Rogério. Carta Capital, 19 fev. 2014. Adaptado.)
Identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas sobre a organização argumentativa do texto:
( ) A tese do autor está expressa na última frase do primeiro parágrafo e corresponde a duas afirmativas interligadas pelo conector “portanto”.
( ) O experimento relatado no segundo parágrafo tem a função de validar a segunda parte da tese.
( ) O experimento relatado no terceiro parágrafo tem a função de validar a primeira parte da tese.
( ) Na conclusão, o autor adota um ponto de vista sobre o uso dos medicamentos para reduzir o sofrimento associado às perdas afetivas que apresenta diferenças em relação à perspectiva apresentada nos parágrafos anteriores.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
 

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2466938 Ano: 2013
Disciplina: Matemática
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Após o processo de recuperação de uma reserva ambiental, uma espécie de aves, que havia sido extinta nessa reserva, foi reintroduzida.
Os biólogos responsáveis por essa área estimam que o número P de aves dessa espécie, t anos após ser reintroduzida na reserva, possa ser calculado pela expressão
!$ P=\large{300\over7~+~8~\times(0,5)^t}. !$
De acordo com essa estimativa, quantos anos serão necessários para dobrar a população inicialmente reintroduzida?
 

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2466839 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dor de cotovelo tem remédio
Para a ciência, o amor é um fenômeno biológico que pode ser de três subtipos, a paixão, a atração e a ligação afetiva com o objetivo principal de procriar para manter a espécie e aumentar as chances de sobrevivência dos envolvidos, pois dois lutam melhor do que um. Todos esses sentimentos estão relacionados a circuitos neuronais onde há predomínio de um neurotransmissor e, portanto, para modular esses circuitos é preciso controlar o nível desse neurotransmissor dentro do cérebro ou, de preferência, apenas nas regiões interligadas pelo circuito.
Paixão, por exemplo, é um sentimento intenso que torna o indivíduo obcecado pelo outro. Essa condição é muito semelhante ao transtorno obsessivo-compulsivo, o TOC, em que o indivíduo tem uma compulsão a repetir um comportamento, como contar objetos, lavar as mãos ou testar as travas das portas diversas vezes antes de sair de casa. Um estudo da doutora Donatella Marazziti comparou o cérebro de 20 indivíduos apaixonados com o de 20 pessoas com TOC e descobriu que os dois grupos apresentavam baixos níveis de uma proteína transportadora de serotonina dentro do cérebro, tornando seu nível mais baixo que o normal. Depois de um ano, quando não estavam mais obcecados pelos parceiros, os cérebros dos apaixonados foram testados novamente e descobriu-se que o nível dessa proteína havia voltado ao normal, assim como o de serotonina. Os novos medicamentos antidepressivos que aumentam os níveis de serotonina melhoram o comportamento de pessoas com TOC, e podem modular as relações afetivas, podendo ser utilizados para minimizar o sofrimento na hora da separação.
O doutor Larry Young, da Universidade de Atlanta, na Geórgia, administrou uma droga que bloqueia a ação da oxitocina no sistema nervoso em ratazanas-da-pradaria, Microtus ochrogaster, famosas por sua fidelidade (casais são formados e não se separam por toda a vida; é claro que a vida desses roedores dura apenas dois anos, mas, durante todo esse tempo o casal está sempre junto, um cuidando do outro, e ambos cuidando da cria e do ninho). Et voilà, a droga acabou com o casamento das ratazanas-da-pradaria, todas se tornaram poligâmicas.
(...)
Enfim, existem medicamentos na prateleira que podem tornar as pessoas mais imunes às perdas afetivas, mas seu uso corriqueiro e “preventivo” tem um custo. Reduzir a chance de ligação afetiva pode também tornar as pessoas mais antissociais e dificultar relacionamentos interpessoais.
(TUMA, Rogério. Carta Capital, 19 fev. 2014. Adaptado.)
Considere as seguintes afirmativas sobre expressões empregadas no texto.
1. A expressão “dor de cotovelo” empregada no título não é característica da linguagem predominantemente científica utilizada no corpo do texto.
2. A palavra “remédio” no título do texto é ambígua, tanto pode significar “solução” como “medicamento”, e ambas as leituras mantêm o efeito de coerência entre o título e o corpo do texto.
3. As aspas em “preventivo”, no último parágrafo, assinalam que essa não é a palavra adequada para expressar o sentido pretendido pelo autor.
4. A expressão francesa “et voilà” (“eis aí” ou “aí está”) no terceiro parágrafo, produz um efeito de ironia no relato feito pelo autor.
Assinale a alternativa correta.
 

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2466402 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dados e os novos jornalismos
A internet não mudou apenas a forma como absorvemos a informação, mudou a própria informação. E continua mudando, neste exato momento, até o que entendemos por jornalismo. Não se trata mais apenas daquela história de chuva de informação, da morte do jornal, da liberdade e aprisionamento online. Trata-se do fato de que as companhias de comunicação, com atraso, estão começando a entender que esse novo tempo pede um novo tipo de jornalismo.
O escritor Clay Shirky contextualiza bem esse cenário, quando diz que há apenas quatro períodos nos últimos 500 anos em que os meios de comunicação social mudaram suficientemente para se qualificarem à denominação de Revolução (palavra tão adorada e mal usada por colegas jornalistas). “O primeiro é a imprensa. Depois, há cerca de duzentos anos houve inovação na comunicação bilateral (telégrafo, depois o telefone). No terceiro, há cerca de 150 anos houve uma revolução nos meios de comunicação gravados com fotos, depois o som gravado, depois os filmes codificados em objetos físicos. E finalmente, o aproveitamento do espectro eletromagnético para enviar som e imagens através do ar, rádio e televisão”.
Como pontua Shirky, todas as tecnologias que motivaram essas revoluções têm uma assimetria: quando são boas em gerar conversas, não são boas em gerar grupos, e vice-versa. Se o telefone possibilitou que duas pessoas fossem emissoras e receptoras de informação ao mesmo tempo, não conseguia gerar comunicação com um grupo grande. Do outro lado, se livros, jornais, TV e rádio conseguem passar uma mensagem a milhões, a mensagem tem apenas um emissor, não há idas e vindas, diálogo.
É aqui que entraria o que alguns chamam de quinto período de revolução das comunicações: a internet. Se antes o padrão era a comunicação “um pra um” (telefone) ou “um pra muitos” (televisão, rádio, jornais), a web chega e institui um padrão nativo de comunicação “muitos para muitos”.
– Tá bom, Tiago. Mas e aí? O que isso tem a ver com as mudanças no jornalismo?
Se a comunicação é de muitos para muitos, é natural aparecer um jornalismo nativamente de muitos para muitos. Onde a figura do jornalista em si não fique com o monopólio da informação à qual você, leitor, também tem condições de chegar. Tão natural que já existe.
Uma das vertentes que começa a mostrar outros potenciais na comunicação “muitos para muitos” é o chamado “jornalismo de dados”, onde o jornalista, muitas vezes, não cria a história, mas cria maneiras de fazer com que qualquer um construa uma história, ou que todos a construam conjuntamente.
Você pode parar neste ponto e perguntar “mas a maneira de criar essas ferramentas, essas interações, não continua direcionando a interpretação do leitor?”. Sim, continua. Mas o leitor tem a liberdade para baixar as bases de dados, criticar, fazer a sua própria interpretação e espalhar. Isso diminui a necessidade da figura do jornalista? Isso é você quem vai me dizer. Não estou certo de que todos tenham tempo e disposição para fazer a sua própria história. Provavelmente essa investigação e construção de uma narrativa do jornalista não seja dispensável. Só não será mais exclusiva dele.
(MALI, Tiago. Galileu. 29 mar. 2013. Adaptado.)
“Como pontua Shirky, todas as tecnologias que motivaram essas revoluções têm uma assimetria: quando são boas em gerar conversas, não são boas em gerar grupos, e vice-versa”.
Aplicando-se essa observação à internet, é correto afirmar:
 

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2466346 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dor de cotovelo tem remédio
Para a ciência, o amor é um fenômeno biológico que pode ser de três subtipos, a paixão, a atração e a ligação afetiva com o objetivo principal de procriar para manter a espécie e aumentar as chances de sobrevivência dos envolvidos, pois dois lutam melhor do que um. Todos esses sentimentos estão relacionados a circuitos neuronais onde há predomínio de um neurotransmissor e, portanto, para modular esses circuitos é preciso controlar o nível desse neurotransmissor dentro do cérebro ou, de preferência, apenas nas regiões interligadas pelo circuito.
Paixão, por exemplo, é um sentimento intenso que torna o indivíduo obcecado pelo outro. Essa condição é muito semelhante ao transtorno obsessivo-compulsivo, o TOC, em que o indivíduo tem uma compulsão a repetir um comportamento, como contar objetos, lavar as mãos ou testar as travas das portas diversas vezes antes de sair de casa. Um estudo da doutora Donatella Marazziti comparou o cérebro de 20 indivíduos apaixonados com o de 20 pessoas com TOC e descobriu que os dois grupos apresentavam baixos níveis de uma proteína transportadora de serotonina dentro do cérebro, tornando seu nível mais baixo que o normal. Depois de um ano, quando não estavam mais obcecados pelos parceiros, os cérebros dos apaixonados foram testados novamente e descobriu-se que o nível dessa proteína havia voltado ao normal, assim como o de serotonina. Os novos medicamentos antidepressivos que aumentam os níveis de serotonina melhoram o comportamento de pessoas com TOC, e podem modular as relações afetivas, podendo ser utilizados para minimizar o sofrimento na hora da separação.
O doutor Larry Young, da Universidade de Atlanta, na Geórgia, administrou uma droga que bloqueia a ação da oxitocina no sistema nervoso em ratazanas-da-pradaria, Microtus ochrogaster, famosas por sua fidelidade (casais são formados e não se separam por toda a vida; é claro que a vida desses roedores dura apenas dois anos, mas, durante todo esse tempo o casal está sempre junto, um cuidando do outro, e ambos cuidando da cria e do ninho). Et voilà, a droga acabou com o casamento das ratazanas-da-pradaria, todas se tornaram poligâmicas.
(...)
Enfim, existem medicamentos na prateleira que podem tornar as pessoas mais imunes às perdas afetivas, mas seu uso corriqueiro e “preventivo” tem um custo. Reduzir a chance de ligação afetiva pode também tornar as pessoas mais antissociais e dificultar relacionamentos interpessoais.
(TUMA, Rogério. Carta Capital, 19 fev. 2014. Adaptado.)
Considere as seguintes afirmativas sobre expressões utilizadas para dar continuidade ao texto:
1. O uso de “pois” introduz uma explicação que abrange a caracterização que o autor faz dos três tipos de amor.
2. “Essa condição” retoma “é preciso controlar o nível desse neurotransmissor dentro do cérebro”.
3. A expressão “todas” não se refere a quaisquer ratazanas-do-deserto, mas somente àquelas que foram incluídas no experimento do doutor Young.
4. O uso de “enfim” tem uma função delimitadora e sinaliza o início da conclusão do texto.
Assinale a alternativa correta.
 

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