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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dor de cotovelo tem remédio
Para a ciência, o amor é um fenômeno biológico que pode ser de três subtipos, a paixão, a atração e a ligação afetiva com o objetivo principal de procriar para manter a espécie e aumentar as chances de sobrevivência dos envolvidos, pois dois lutam melhor do que um. Todos esses sentimentos estão relacionados a circuitos neuronais onde há predomínio de um neurotransmissor e, portanto, para modular esses circuitos é preciso controlar o nível desse neurotransmissor dentro do cérebro ou, de preferência, apenas nas regiões interligadas pelo circuito.
Paixão, por exemplo, é um sentimento intenso que torna o indivíduo obcecado pelo outro. Essa condição é muito semelhante ao transtorno obsessivo-compulsivo, o TOC, em que o indivíduo tem uma compulsão a repetir um comportamento, como contar objetos, lavar as mãos ou testar as travas das portas diversas vezes antes de sair de casa. Um estudo da doutora Donatella Marazziti comparou o cérebro de 20 indivíduos apaixonados com o de 20 pessoas com TOC e descobriu que os dois grupos apresentavam baixos níveis de uma proteína transportadora de serotonina dentro do cérebro, tornando seu nível mais baixo que o normal. Depois de um ano, quando não estavam mais obcecados pelos parceiros, os cérebros dos apaixonados foram testados novamente e descobriu-se que o nível dessa proteína havia voltado ao normal, assim como o de serotonina. Os novos medicamentos antidepressivos que aumentam os níveis de serotonina melhoram o comportamento de pessoas com TOC, e podem modular as relações afetivas, podendo ser utilizados para minimizar o sofrimento na hora da separação.
O doutor Larry Young, da Universidade de Atlanta, na Geórgia, administrou uma droga que bloqueia a ação da oxitocina no sistema nervoso em ratazanas-da-pradaria, Microtus ochrogaster, famosas por sua fidelidade (casais são formados e não se separam por toda a vida; é claro que a vida desses roedores dura apenas dois anos, mas, durante todo esse tempo o casal está sempre junto, um cuidando do outro, e ambos cuidando da cria e do ninho). Et voilà, a droga acabou com o casamento das ratazanas-da-pradaria, todas se tornaram poligâmicas.
(...)
Enfim, existem medicamentos na prateleira que podem tornar as pessoas mais imunes às perdas afetivas, mas seu uso corriqueiro e “preventivo” tem um custo. Reduzir a chance de ligação afetiva pode também tornar as pessoas mais antissociais e dificultar relacionamentos interpessoais.
(TUMA, Rogério. Carta Capital, 19 fev. 2014. Adaptado.)
Com base no texto, é correto afirmar:Provas
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Por que tanta pressa?
A primeira palavra que me vem em mente quando penso na vida moderna é dispersão. Existe uma competição constante pela nossa atenção entre os produtores de novas tecnologias, de comida, de roupas; há uma necessidade crescente de estarmos "ligados" com o que está acontecendo, e já não basta rádio e televisão; tem que ser pelo Facebook, pelo Twitter, pelo Google Plus e um bando de outras redes sociais.
Cada instante é ocupado por algo que vemos numa tela, pequena ou grande. A informação vem em torrentes incessantes. Se esquecemos nosso celular em casa, é como se tivéssemos perdido um dedo ou outra parte do corpo. Os celulares tornaram-se parte integral de nossa existência, um apêndice tecnológico que nos define como indivíduos. Tornaram-se um vício, como verificamos assim que pousa um avião e todo mundo se precipita para ligar seu iPhone ou seu Galaxy, como se naquele voo de 45 minutos a história do mundo tivesse se transformado de forma profunda e aquele e-mail que mudará a sua vida tivesse finalmente chegado.
Não nos permitimos mais espaço para a contemplação.
Sei que isso está parecendo papo de velho, atravancado com os avanços tecnológicos. Mas não é nada disso; eu mesmo tenho todos os brinquedos tecnológicos que existem e os uso como todo mundo, com muito prazer. Portanto, essa reflexão é para mim também, mesmo se digitada em meu laptop.
Muita gente me pergunta se o tempo está mudando, passando mais rápido. Essa é uma percepção psicológica da passagem do tempo, que nada tem a ver com a passagem física do tempo. A duração do dia muda muito lentamente, e muda no sentido inverso, aumentando e não diminuindo, devido à fricção gravitacional das marés causadas pelas atração entre Terra, Lua e Sol.
O tempo está passando mais rapidamente, ou assim o percebemos, porque cada vez temos menos controle sobre ele. O ócio é algo que consideramos quase que pecaminoso (esquecendo os pecados capitais); qualquer brecha de tempo nós enchemos com uma leitura no Twitter, do Facebook, de e-mail, um videozinho no YouTube, ou um podcast qualquer.
Uma das maiores vítimas dessa correria moderna é nossa conexão com a natureza.
Na ânsia pela informação, pouco desviamos os olhos das telas. Olhar para o céu é algo que raramente fazemos, especialmente nas grandes cidades. Para a maioria das pessoas a natureza é um conceito, algo que existe lá longe, nas fotos que vemos nas revistas, ou nos vídeos do YouTube e especiais de TV.
Para resgatarmos nosso controle sobre o tempo é necessário retornarmos à natureza, criarmos espaço para a contemplação das formas de vida, das árvores, das flores e animais; é necessário olharmos para o céu noturno, longe das luzes da cidade. Assim conseguiremos desacelerar, buscando outro tipo de informação que nos liga ao que temos de mais essencial: nossa relação com os ciclos e ritmos do Cosmo.
(GLEISER, Marcelo. Folha de S. Paulo, 08 dez 2013. Adaptado.)
“Uma das maiores vítimas dessa correria moderna é nossa conexão com a natureza”.
Segundo o autor, a conexão com a natureza é vítima porque:
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Por que tanta pressa?
A primeira palavra que me vem em mente quando penso na vida moderna é dispersão. Existe uma competição constante pela nossa atenção entre os produtores de novas tecnologias, de comida, de roupas; há uma necessidade crescente de estarmos "ligados" com o que está acontecendo, e já não basta rádio e televisão; tem que ser pelo Facebook, pelo Twitter, pelo Google Plus e um bando de outras redes sociais.
Cada instante é ocupado por algo que vemos numa tela, pequena ou grande. A informação vem em torrentes incessantes. Se esquecemos nosso celular em casa, é como se tivéssemos perdido um dedo ou outra parte do corpo. Os celulares tornaram-se parte integral de nossa existência, um apêndice tecnológico que nos define como indivíduos. Tornaram-se um vício, como verificamos assim que pousa um avião e todo mundo se precipita para ligar seu iPhone ou seu Galaxy, como se naquele voo de 45 minutos a história do mundo tivesse se transformado de forma profunda e aquele e-mail que mudará a sua vida tivesse finalmente chegado.
Não nos permitimos mais espaço para a contemplação.
Sei que isso está parecendo papo de velho, atravancado com os avanços tecnológicos. Mas não é nada disso; eu mesmo tenho todos os brinquedos tecnológicos que existem e os uso como todo mundo, com muito prazer. Portanto, essa reflexão é para mim também, mesmo se digitada em meu laptop.
Muita gente me pergunta se o tempo está mudando, passando mais rápido. Essa é uma percepção psicológica da passagem do tempo, que nada tem a ver com a passagem física do tempo. A duração do dia muda muito lentamente, e muda no sentido inverso, aumentando e não diminuindo, devido à fricção gravitacional das marés causadas pelas atração entre Terra, Lua e Sol.
O tempo está passando mais rapidamente, ou assim o percebemos, porque cada vez temos menos controle sobre ele. O ócio é algo que consideramos quase que pecaminoso (esquecendo os pecados capitais); qualquer brecha de tempo nós enchemos com uma leitura no Twitter, do Facebook, de e-mail, um videozinho no YouTube, ou um podcast qualquer.
Uma das maiores vítimas dessa correria moderna é nossa conexão com a natureza.
Na ânsia pela informação, pouco desviamos os olhos das telas. Olhar para o céu é algo que raramente fazemos, especialmente nas grandes cidades. Para a maioria das pessoas a natureza é um conceito, algo que existe lá longe, nas fotos que vemos nas revistas, ou nos vídeos do YouTube e especiais de TV.
Para resgatarmos nosso controle sobre o tempo é necessário retornarmos à natureza, criarmos espaço para a contemplação das formas de vida, das árvores, das flores e animais; é necessário olharmos para o céu noturno, longe das luzes da cidade. Assim conseguiremos desacelerar, buscando outro tipo de informação que nos liga ao que temos de mais essencial: nossa relação com os ciclos e ritmos do Cosmo.
(GLEISER, Marcelo. Folha de S. Paulo, 08 dez 2013. Adaptado.)
Identifique se os seguintes trechos do texto são apresentados pelo autor como fatos (F) ou opiniões (O):
( ) “Os celulares tornaram-se parte integral de nossa existência, um apêndice tecnológico que nos define como indivíduos”.
( ) “(...) como verificamos assim que pousa um avião e todo mundo se precipita para ligar seu iPhone ou seu Galaxy (...)”.
( ) “Muita gente me pergunta se o tempo está mudando, passando mais rápido”.
( ) “O ócio é algo que consideramos quase que pecaminoso (...)”.
( ) “O tempo está passando mais rapidamente, ou assim o percebemos, porque cada vez temos menos controle sobre ele”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
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2460097
Ano: 2013
Disciplina: Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
Disciplina: Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Banca: UFPR
Orgão: TJ-PR
Provas:
A respeito das espécies de provimento do servidor do Poder Judiciário, conforme Estatuto dos Funcionários do Poder Judiciário, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.
| 1. Nomeação. | ( ) É o provimento de funcionário efetivo em cargo de atribuições compatíveis com a sua capacidade física ou mental, derivada de alteração posterior à nomeação e verificada em inspeção médica oficial. |
| 2. Readaptação. | ( ) É o retorno de funcionário aposentado ao exercício das atribuições. |
| 3. Aproveitamento. | ( ) É o retorno do funcionário ao exercício das atribuições de seu cargo, ou de cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a demissão por decisão administrativa ou judicial. |
| 4. Reintegração. | ( ) É o retorno obrigatório do funcionário em disponibilidade ao exercício de cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. |
| 5. Reversão. | ( ) É o chamamento para a posse e para a entrada no exercício das atribuições do cargo público. |
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
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Para a ciência, o amor é um fenômeno biológico que pode ser de três subtipos, a paixão, a atração e a ligação afetiva com o objetivo principal de procriar para manter a espécie e aumentar as chances de sobrevivência dos envolvidos, pois dois lutam melhor do que um. Todos esses sentimentos estão relacionados a circuitos neuronais onde há predomínio de um neurotransmissor e, portanto, para modular esses circuitos é preciso controlar o nível desse neurotransmissor dentro do cérebro ou, de preferência, apenas nas regiões interligadas pelo circuito.
Paixão, por exemplo, é um sentimento intenso que torna o indivíduo obcecado pelo outro. Essa condição é muito semelhante ao transtorno obsessivo-compulsivo, o TOC, em que o indivíduo tem uma compulsão a repetir um comportamento, como contar objetos, lavar as mãos ou testar as travas das portas diversas vezes antes de sair de casa. Um estudo da doutora Donatella Marazziti comparou o cérebro de 20 indivíduos apaixonados com o de 20 pessoas com TOC e descobriu que os dois grupos apresentavam baixos níveis de uma proteína transportadora de serotonina dentro do cérebro, tornando seu nível mais baixo que o normal. Depois de um ano, quando não estavam mais obcecados pelos parceiros, os cérebros dos apaixonados foram testados novamente e descobriu-se que o nível dessa proteína havia voltado ao normal, assim como o de serotonina. Os novos medicamentos antidepressivos que aumentam os níveis de serotonina melhoram o comportamento de pessoas com TOC, e podem modular as relações afetivas, podendo ser utilizados para minimizar o sofrimento na hora da separação.
O doutor Larry Young, da Universidade de Atlanta, na Geórgia, administrou uma droga que bloqueia a ação da oxitocina no sistema nervoso em ratazanas-da-pradaria, Microtus ochrogaster, famosas por sua fidelidade (casais são formados e não se separam por toda a vida; é claro que a vida desses roedores dura apenas dois anos, mas, durante todo esse tempo o casal está sempre junto, um cuidando do outro, e ambos cuidando da cria e do ninho). Et voilà, a droga acabou com o casamento das ratazanas-da-pradaria, todas se tornaram poligâmicas.
(...)
Enfim, existem medicamentos na prateleira que podem tornar as pessoas mais imunes às perdas afetivas, mas seu uso corriqueiro e “preventivo” tem um custo. Reduzir a chance de ligação afetiva pode também tornar as pessoas mais antissociais e dificultar relacionamentos interpessoais.
(TUMA, Rogério. Carta Capital, 19 fev. 2014. Adaptado.)
Com base no texto, é correto afirmar:
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A primeira palavra que me vem em mente quando penso na vida moderna é dispersão. Existe uma competição constante pela nossa atenção entre os produtores de novas tecnologias, de comida, de roupas; há uma necessidade crescente de estarmos "ligados" com o que está acontecendo, e já não basta rádio e televisão; tem que ser pelo Facebook, pelo Twitter, pelo Google Plus e um bando de outras redes sociais.
Cada instante é ocupado por algo que vemos numa tela, pequena ou grande. A informação vem em torrentes incessantes. Se esquecemos nosso celular em casa, é como se tivéssemos perdido um dedo ou outra parte do corpo. Os celulares tornaram-se parte integral de nossa existência, um apêndice tecnológico que nos define como indivíduos. Tornaram-se um vício, como verificamos assim que pousa um avião e todo mundo se precipita para ligar seu iPhone ou seu Galaxy, como se naquele voo de 45 minutos a história do mundo tivesse se transformado de forma profunda e aquele e-mail que mudará a sua vida tivesse finalmente chegado.
Não nos permitimos mais espaço para a contemplação.
Sei que isso está parecendo papo de velho, atravancado com os avanços tecnológicos. Mas não é nada disso; eu mesmo tenho todos os brinquedos tecnológicos que existem e os uso como todo mundo, com muito prazer. Portanto, essa reflexão é para mim também, mesmo se digitada em meu laptop.
Muita gente me pergunta se o tempo está mudando, passando mais rápido. Essa é uma percepção psicológica da passagem do tempo, que nada tem a ver com a passagem física do tempo. A duração do dia muda muito lentamente, e muda no sentido inverso, aumentando e não diminuindo, devido à fricção gravitacional das marés causadas pelas atração entre Terra, Lua e Sol.
O tempo está passando mais rapidamente, ou assim o percebemos, porque cada vez temos menos controle sobre ele. O ócio é algo que consideramos quase que pecaminoso (esquecendo os pecados capitais); qualquer brecha de tempo nós enchemos com uma leitura no Twitter, do Facebook, de e-mail, um videozinho no YouTube, ou um podcast qualquer.
Uma das maiores vítimas dessa correria moderna é nossa conexão com a natureza.
Na ânsia pela informação, pouco desviamos os olhos das telas. Olhar para o céu é algo que raramente fazemos, especialmente nas grandes cidades. Para a maioria das pessoas a natureza é um conceito, algo que existe lá longe, nas fotos que vemos nas revistas, ou nos vídeos do YouTube e especiais de TV.
Para resgatarmos nosso controle sobre o tempo é necessário retornarmos à natureza, criarmos espaço para a contemplação das formas de vida, das árvores, das flores e animais; é necessário olharmos para o céu noturno, longe das luzes da cidade. Assim conseguiremos desacelerar, buscando outro tipo de informação que nos liga ao que temos de mais essencial: nossa relação com os ciclos e ritmos do Cosmo.
(GLEISER, Marcelo. Folha de S. Paulo, 08 dez 2013. Adaptado.)
Ao longo do texto, observa-se uma alternância entre formas (pronomes ou verbos) de primeira pessoa do singular, de primeira pessoa do plural e de terceira pessoa.
Considere as seguintes afirmações sobre esse uso:
1. A primeira pessoa do plural é predominante e revela que o autor inclui a si próprio e aos leitores na maior parte de suas afirmações.
2. Em três parágrafos do texto, o autor faz afirmações específicas sobre si mesmo, o que é marcado por formas de primeira pessoa do singular.
3. A primeira pessoa do plural no texto abarca, além do autor e do leitor, uma infinidade de outras pessoas que compartilham as mesmas experiências sobre as quais Gleiser escreve.
4. O uso constante de formas na terceira pessoa do singular marca o distanciamento e objetividade com que o autor aborda o tema.
Assinale a alternativa correta.
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Cada instante é ocupado por algo que vemos numa tela, pequena ou grande. A informação vem em torrentes incessantes. Se esquecemos nosso celular em casa, é como se tivéssemos perdido um dedo ou outra parte do corpo. Os celulares tornaram-se parte integral de nossa existência, um apêndice tecnológico que nos define como indivíduos. Tornaram-se um vício, como verificamos assim que pousa um avião e todo mundo se precipita para ligar seu iPhone ou seu Galaxy, como se naquele voo de 45 minutos a história do mundo tivesse se transformado de forma profunda e aquele e-mail que mudará a sua vida tivesse finalmente chegado.
Não nos permitimos mais espaço para a contemplação.
Sei que isso está parecendo papo de velho, atravancado com os avanços tecnológicos. Mas não é nada disso; eu mesmo tenho todos os brinquedos tecnológicos que existem e os uso como todo mundo, com muito prazer. Portanto, essa reflexão é para mim também, mesmo se digitada em meu laptop.
Muita gente me pergunta se o tempo está mudando, passando mais rápido. Essa é uma percepção psicológica da passagem do tempo, que nada tem a ver com a passagem física do tempo. A duração do dia muda muito lentamente, e muda no sentido inverso, aumentando e não diminuindo, devido à fricção gravitacional das marés causadas pelas atração entre Terra, Lua e Sol.
O tempo está passando mais rapidamente, ou assim o percebemos, porque cada vez temos menos controle sobre ele. O ócio é algo que consideramos quase que pecaminoso (esquecendo os pecados capitais); qualquer brecha de tempo nós enchemos com uma leitura no Twitter, do Facebook, de e-mail, um videozinho no YouTube, ou um podcast qualquer.
Uma das maiores vítimas dessa correria moderna é nossa conexão com a natureza.
Na ânsia pela informação, pouco desviamos os olhos das telas. Olhar para o céu é algo que raramente fazemos, especialmente nas grandes cidades. Para a maioria das pessoas a natureza é um conceito, algo que existe lá longe, nas fotos que vemos nas revistas, ou nos vídeos do YouTube e especiais de TV.
Para resgatarmos nosso controle sobre o tempo é necessário retornarmos à natureza, criarmos espaço para a contemplação das formas de vida, das árvores, das flores e animais; é necessário olharmos para o céu noturno, longe das luzes da cidade. Assim conseguiremos desacelerar, buscando outro tipo de informação que nos liga ao que temos de mais essencial: nossa relação com os ciclos e ritmos do Cosmo.
(GLEISER, Marcelo. Folha de S. Paulo, 08 dez 2013. Adaptado.)
A partir do ponto de vista do autor do texto, é correto afirmar:
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Cada instante é ocupado por algo que vemos numa tela, pequena ou grande. A informação vem em torrentes incessantes. Se esquecemos nosso celular em casa, é como se tivéssemos perdido um dedo ou outra parte do corpo. Os celulares tornaram-se parte integral de nossa existência, um apêndice tecnológico que nos define como indivíduos. Tornaram-se um vício, como verificamos assim que pousa um avião e todo mundo se precipita para ligar seu iPhone ou seu Galaxy, como se naquele voo de 45 minutos a história do mundo tivesse se transformado de forma profunda e aquele e-mail que mudará a sua vida tivesse finalmente chegado.
Não nos permitimos mais espaço para a contemplação.
Sei que isso está parecendo papo de velho, atravancado com os avanços tecnológicos. Mas não é nada disso; eu mesmo tenho todos os brinquedos tecnológicos que existem e os uso como todo mundo, com muito prazer. Portanto, essa reflexão é para mim também, mesmo se digitada em meu laptop.
Muita gente me pergunta se o tempo está mudando, passando mais rápido. Essa é uma percepção psicológica da passagem do tempo, que nada tem a ver com a passagem física do tempo. A duração do dia muda muito lentamente, e muda no sentido inverso, aumentando e não diminuindo, devido à fricção gravitacional das marés causadas pelas atração entre Terra, Lua e Sol.
O tempo está passando mais rapidamente, ou assim o percebemos, porque cada vez temos menos controle sobre ele. O ócio é algo que consideramos quase que pecaminoso (esquecendo os pecados capitais); qualquer brecha de tempo nós enchemos com uma leitura no Twitter, do Facebook, de e-mail, um videozinho no YouTube, ou um podcast qualquer.
Uma das maiores vítimas dessa correria moderna é nossa conexão com a natureza.
Na ânsia pela informação, pouco desviamos os olhos das telas. Olhar para o céu é algo que raramente fazemos, especialmente nas grandes cidades. Para a maioria das pessoas a natureza é um conceito, algo que existe lá longe, nas fotos que vemos nas revistas, ou nos vídeos do YouTube e especiais de TV.
Para resgatarmos nosso controle sobre o tempo é necessário retornarmos à natureza, criarmos espaço para a contemplação das formas de vida, das árvores, das flores e animais; é necessário olharmos para o céu noturno, longe das luzes da cidade. Assim conseguiremos desacelerar, buscando outro tipo de informação que nos liga ao que temos de mais essencial: nossa relação com os ciclos e ritmos do Cosmo.
(GLEISER, Marcelo. Folha de S. Paulo, 08 dez 2013. Adaptado.)
Assinale a alternativa que apresenta uma resposta adequada à pergunta no título do texto.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dados e os novos jornalismos
A internet não mudou apenas a forma como absorvemos a informação, mudou a própria informação. E continua mudando, neste exato momento, até o que entendemos por jornalismo. Não se trata mais apenas daquela história de chuva de informação, da morte do jornal, da liberdade e aprisionamento online. Trata-se do fato de que as companhias de comunicação, com atraso, estão começando a entender que esse novo tempo pede um novo tipo de jornalismo.
O escritor Clay Shirky contextualiza bem esse cenário, quando diz que há apenas quatro períodos nos últimos 500 anos em que os meios de comunicação social mudaram suficientemente para se qualificarem à denominação de Revolução (palavra tão adorada e mal usada por colegas jornalistas). “O primeiro é a imprensa. Depois, há cerca de duzentos anos houve inovação na comunicação bilateral (telégrafo, depois o telefone). No terceiro, há cerca de 150 anos houve uma revolução nos meios de comunicação gravados com fotos, depois o som gravado, depois os filmes codificados em objetos físicos. E finalmente, o aproveitamento do espectro eletromagnético para enviar som e imagens através do ar, rádio e televisão”.
Como pontua Shirky, todas as tecnologias que motivaram essas revoluções têm uma assimetria: quando são boas em gerar conversas, não são boas em gerar grupos, e vice-versa. Se o telefone possibilitou que duas pessoas fossem emissoras e receptoras de informação ao mesmo tempo, não conseguia gerar comunicação com um grupo grande. Do outro lado, se livros, jornais, TV e rádio conseguem passar uma mensagem a milhões, a mensagem tem apenas um emissor, não há idas e vindas, diálogo.
É aqui que entraria o que alguns chamam de quinto período de revolução das comunicações: a internet. Se antes o padrão era a comunicação “um pra um” (telefone) ou “um pra muitos” (televisão, rádio, jornais), a web chega e institui um padrão nativo de comunicação “muitos para muitos”.
– Tá bom, Tiago. Mas e aí? O que isso tem a ver com as mudanças no jornalismo?
Se a comunicação é de muitos para muitos, é natural aparecer um jornalismo nativamente de muitos para muitos. Onde a figura do jornalista em si não fique com o monopólio da informação à qual você, leitor, também tem condições de chegar. Tão natural que já existe.
Uma das vertentes que começa a mostrar outros potenciais na comunicação “muitos para muitos” é o chamado “jornalismo de dados”, onde o jornalista, muitas vezes, não cria a história, mas cria maneiras de fazer com que qualquer um construa uma história, ou que todos a construam conjuntamente.
Você pode parar neste ponto e perguntar “mas a maneira de criar essas ferramentas, essas interações, não continua direcionando a interpretação do leitor?”. Sim, continua. Mas o leitor tem a liberdade para baixar as bases de dados, criticar, fazer a sua própria interpretação e espalhar. Isso diminui a necessidade da figura do jornalista? Isso é você quem vai me dizer. Não estou certo de que todos tenham tempo e disposição para fazer a sua própria história. Provavelmente essa investigação e construção de uma narrativa do jornalista não seja dispensável. Só não será mais exclusiva dele.
(MALI, Tiago. Galileu. 29 mar. 2013. Adaptado.)
Tendo como ponto de partida a caracterização feita por Clay Shirky para os períodos da revolução nos meios de comunicação social, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.
1. Comunicação unilateral, de um para muitos. ( ) Primeiro período.
2. Comunicação bilateral, de um para um. ( ) Segundo período.
3. Comunicação bilateral, de muitos para muitos. ( ) Terceiro período.
( ) Quarto período.
( ) Quinto período.
2. Comunicação bilateral, de um para um. ( ) Segundo período.
3. Comunicação bilateral, de muitos para muitos. ( ) Terceiro período.
( ) Quarto período.
( ) Quinto período.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
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- GeometriaGeometria PlanaCircunferências e CírculosÁrea do círculo, do setor circular e do segmento circular
Devido a um acidente ocorrido em alto mar, uma grande quantidade de óleo está vazando de um navio cargueiro. Suponha que a mancha de óleo gerada por esse vazamento esteja se espalhando uniformemente em todas as direções e que, após algumas horas do início do vazamento, estima-se que a mancha terá assumido o formato circular, com raio de 500 metros.
Qual será a área coberta pelo óleo nesse momento? (Use !$ \boldsymbol{\pi} !$ = 3,14)
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