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Foram encontradas 332 questões.

2656596 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Manuel Bandeira publicou diversos textos durante o “mês modernista”, espaço aberto para o movimento no jornal carioca A Noite, em dezembro de 1925. O poeta era então assíduo frequentador do restaurante Reis, no velho centro do Rio. Eram dias de vida boêmia, e, apesar de todo o resguardo que tocava a um “tísico profissional”, Bandeira descia do morro do Curvelo ao sorvedouro da Lapa e vizinhanças, à vida pobre e corriqueira aos pés da Glória, onde a poesia se mesclava a um pouco de tudo. O poeta já não é o ser exclusivamente voltado para si mesmo, na busca da expressão da pura subjetividade, mas antes um sujeito que se abre ao mundo.
Uma tal atitude, cheia de consequências para a poesia brasileira, tinha enormes implicações. Implicava algo geral e, ao mesmo tempo, muito particular: uma abertura maior da vida do espírito para a realidade de um país largamente desconhecido de si mesmo e para a novidade de fatos palpáveis da existência material de todo dia, tal como afloravam chocantes no espaço modernizado das cidades.
A fratura da antiga convenção poética coincidia com a brecha do novo, por onde os fatos do dia penetravam no universo da arte, exigindo um tratamento artístico igualmente renovado.
(Adaptado de Davi Arrigucci. Humildade, paixão e morte. São
Paulo: Cia. das Letras, 1990. p.92-93)
O restaurante Reis, ...... o poeta era assíduo frequentador, ficava no velho centro do Rio.
Preenche corretamente a lacuna da frase acima:
 

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2656595 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Manuel Bandeira publicou diversos textos durante o “mês modernista”, espaço aberto para o movimento no jornal carioca A Noite, em dezembro de 1925. O poeta era então assíduo frequentador do restaurante Reis, no velho centro do Rio. Eram dias de vida boêmia, e, apesar de todo o resguardo que tocava a um “tísico profissional”, Bandeira descia do morro do Curvelo ao sorvedouro da Lapa e vizinhanças, à vida pobre e corriqueira aos pés da Glória, onde a poesia se mesclava a um pouco de tudo. O poeta já não é o ser exclusivamente voltado para si mesmo, na busca da expressão da pura subjetividade, mas antes um sujeito que se abre ao mundo.
Uma tal atitude, cheia de consequências para a poesia brasileira, tinha enormes implicações. Implicava algo geral e, ao mesmo tempo, muito particular: uma abertura maior da vida do espírito para a realidade de um país largamente desconhecido de si mesmo e para a novidade de fatos palpáveis da existência material de todo dia, tal como afloravam chocantes no espaço modernizado das cidades.
A fratura da antiga convenção poética coincidia com a brecha do novo, por onde os fatos do dia penetravam no universo da arte, exigindo um tratamento artístico igualmente renovado.
(Adaptado de Davi Arrigucci. Humildade, paixão e morte. São
Paulo: Cia. das Letras, 1990. p.92-93)
Atente para as afirmações abaixo.
I. Uma tal atitude, cheia de consequências para a poesia brasileira, tinha enormes implicações.
As vírgulas poderiam ser substituídas por travessões, sem prejuízo para a correção e a lógica.
II. O poeta já não é o ser exclusivamente voltado para si mesmo, na busca da expressão da pura subjetividade, mas antes um sujeito que se abre ao mundo.
As vírgulas poderiam ser suprimidas, sem prejuízo para a correção e a lógica.
III. A fratura da antiga convenção poética coincidia com a brecha do novo, por onde os fatos do dia penetravam no universo da arte, exigindo um tratamento artístico igualmente renovado.
A vírgula colocada imediatamente depois de arte poderia ser substituída por dois-pontos, sem prejuízo para a correção e a lógica.
Está correto o que se afirma APENAS em
 

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2656594 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Manuel Bandeira publicou diversos textos durante o “mês modernista”, espaço aberto para o movimento no jornal carioca A Noite, em dezembro de 1925. O poeta era então assíduo frequentador do restaurante Reis, no velho centro do Rio. Eram dias de vida boêmia, e, apesar de todo o resguardo que tocava a um “tísico profissional”, Bandeira descia do morro do Curvelo ao sorvedouro da Lapa e vizinhanças, à vida pobre e corriqueira aos pés da Glória, onde a poesia se mesclava a um pouco de tudo. O poeta já não é o ser exclusivamente voltado para si mesmo, na busca da expressão da pura subjetividade, mas antes um sujeito que se abre ao mundo.
Uma tal atitude, cheia de consequências para a poesia brasileira, tinha enormes implicações. Implicava algo geral e, ao mesmo tempo, muito particular: uma abertura maior da vida do espírito para a realidade de um país largamente desconhecido de si mesmo e para a novidade de fatos palpáveis da existência material de todo dia, tal como afloravam chocantes no espaço modernizado das cidades.
A fratura da antiga convenção poética coincidia com a brecha do novo, por onde os fatos do dia penetravam no universo da arte, exigindo um tratamento artístico igualmente renovado.
(Adaptado de Davi Arrigucci. Humildade, paixão e morte. São
Paulo: Cia. das Letras, 1990. p.92-93)
A atitude a que o autor se refere no início do 2º parágrafo é a de
 

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2656593 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Fim de linha
A invenção da máquina de escrever é atribuída ao inglês Henry Mills, em 1713. Era destinada a cegos, chegou a ser patenteada, mas jamais saiu do papel. A partir daí, a intermediação da mecânica no milenar ofício de escrever empunhando pincéis, penas, tintas, lápis, carvão e tantos outros artefatos manuais foi dando saltos. Assiste-se, agora, ao fechamento da última fábrica de máquina de escrever mecânica do mundo.
Ainda há gente, como o professor de filosofia Richard Polt, de Cincinatti, que a usa. “Frequentemente desligo o computador para escrever o primeiro esboço de algum trabalho mais sério numa máquina mecânica. É a maneira mais garantida de não cair na tentação de abrir e-mails ou ficar me distraindo na internet. O bom das máquinas antigas é que você só pode fazer uma coisa com elas: escrever.”
Polt mantém um site na internet que abriga material de consolo para quem sofre de abstinência de conquistas passadas. “Máquinas de escrever manuais são para os ousados, os audaciosos, os que arriscam. Os perfeccionistas, em suma. Por quê? Uma vez que uma tecla é acionada, não há mais volta. Se você errar, só lhe restará recolher-se à sua vergonha e tentar camuflar o erro”, escreveu um frequentador assíduo.
Mas ainda há linhas de montagem de máquinas de escrever elétricas e eletrônicas que continuam a pleno vapor. Sua principal clientela é cativa. Literalmente: vive atrás das grades. Proibida de usar computador, a população carcerária americana é garantia de longa vida para uma indústria tão confinada quanto seus usuários.
(Adaptado da revista Piauí 57, junho de 2011)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher adequadamente a lacuna da frase:
 

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2656592 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Fim de linha
A invenção da máquina de escrever é atribuída ao inglês Henry Mills, em 1713. Era destinada a cegos, chegou a ser patenteada, mas jamais saiu do papel. A partir daí, a intermediação da mecânica no milenar ofício de escrever empunhando pincéis, penas, tintas, lápis, carvão e tantos outros artefatos manuais foi dando saltos. Assiste-se, agora, ao fechamento da última fábrica de máquina de escrever mecânica do mundo.
Ainda há gente, como o professor de filosofia Richard Polt, de Cincinatti, que a usa. “Frequentemente desligo o computador para escrever o primeiro esboço de algum trabalho mais sério numa máquina mecânica. É a maneira mais garantida de não cair na tentação de abrir e-mails ou ficar me distraindo na internet. O bom das máquinas antigas é que você só pode fazer uma coisa com elas: escrever.”
Polt mantém um site na internet que abriga material de consolo para quem sofre de abstinência de conquistas passadas. “Máquinas de escrever manuais são para os ousados, os audaciosos, os que arriscam. Os perfeccionistas, em suma. Por quê? Uma vez que uma tecla é acionada, não há mais volta. Se você errar, só lhe restará recolher-se à sua vergonha e tentar camuflar o erro”, escreveu um frequentador assíduo.
Mas ainda há linhas de montagem de máquinas de escrever elétricas e eletrônicas que continuam a pleno vapor. Sua principal clientela é cativa. Literalmente: vive atrás das grades. Proibida de usar computador, a população carcerária americana é garantia de longa vida para uma indústria tão confinada quanto seus usuários.
(Adaptado da revista Piauí 57, junho de 2011)
NÃO admite transposição para a voz passiva o que se lê em:
I. A partir daí, a intermediação da mecânica foi dando saltos.
II. Ainda há quem a usa.
III. Máquinas de escrever mecânicas são para os ousados.
IV. Sua principal clientela é cativa.
Atende corretamente ao enunciado APENAS o que está em
 

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2656591 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Fim de linha
A invenção da máquina de escrever é atribuída ao inglês Henry Mills, em 1713. Era destinada a cegos, chegou a ser patenteada, mas jamais saiu do papel. A partir daí, a intermediação da mecânica no milenar ofício de escrever empunhando pincéis, penas, tintas, lápis, carvão e tantos outros artefatos manuais foi dando saltos. Assiste-se, agora, ao fechamento da última fábrica de máquina de escrever mecânica do mundo.
Ainda há gente, como o professor de filosofia Richard Polt, de Cincinatti, que a usa. “Frequentemente desligo o computador para escrever o primeiro esboço de algum trabalho mais sério numa máquina mecânica. É a maneira mais garantida de não cair na tentação de abrir e-mails ou ficar me distraindo na internet. O bom das máquinas antigas é que você só pode fazer uma coisa com elas: escrever.”
Polt mantém um site na internet que abriga material de consolo para quem sofre de abstinência de conquistas passadas. “Máquinas de escrever manuais são para os ousados, os audaciosos, os que arriscam. Os perfeccionistas, em suma. Por quê? Uma vez que uma tecla é acionada, não há mais volta. Se você errar, só lhe restará recolher-se à sua vergonha e tentar camuflar o erro”, escreveu um frequentador assíduo.
Mas ainda há linhas de montagem de máquinas de escrever elétricas e eletrônicas que continuam a pleno vapor. Sua principal clientela é cativa. Literalmente: vive atrás das grades. Proibida de usar computador, a população carcerária americana é garantia de longa vida para uma indústria tão confinada quanto seus usuários.
(Adaptado da revista Piauí 57, junho de 2011)
Máquinas de escrever manuais são para os audaciosos.
Uma vez que a tecla é acionada, não há mais volta.
O trecho acima foi reconstruído de modo a não comprometer a correção e a coerência da forma original em:
 

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2656590 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Fim de linha
A invenção da máquina de escrever é atribuída ao inglês Henry Mills, em 1713. Era destinada a cegos, chegou a ser patenteada, mas jamais saiu do papel. A partir daí, a intermediação da mecânica no milenar ofício de escrever empunhando pincéis, penas, tintas, lápis, carvão e tantos outros artefatos manuais foi dando saltos. Assiste-se, agora, ao fechamento da última fábrica de máquina de escrever mecânica do mundo.
Ainda há gente, como o professor de filosofia Richard Polt, de Cincinatti, que a usa. “Frequentemente desligo o computador para escrever o primeiro esboço de algum trabalho mais sério numa máquina mecânica. É a maneira mais garantida de não cair na tentação de abrir e-mails ou ficar me distraindo na internet. O bom das máquinas antigas é que você só pode fazer uma coisa com elas: escrever.”
Polt mantém um site na internet que abriga material de consolo para quem sofre de abstinência de conquistas passadas. “Máquinas de escrever manuais são para os ousados, os audaciosos, os que arriscam. Os perfeccionistas, em suma. Por quê? Uma vez que uma tecla é acionada, não há mais volta. Se você errar, só lhe restará recolher-se à sua vergonha e tentar camuflar o erro”, escreveu um frequentador assíduo.
Mas ainda há linhas de montagem de máquinas de escrever elétricas e eletrônicas que continuam a pleno vapor. Sua principal clientela é cativa. Literalmente: vive atrás das grades. Proibida de usar computador, a população carcerária americana é garantia de longa vida para uma indústria tão confinada quanto seus usuários.
(Adaptado da revista Piauí 57, junho de 2011)
Para efeito de estilo, o autor se vale de palavras ou expressões ambíguas, que possibilitam dupla leitura e servem a mais de um contexto. É o que ocorre nestes dois casos:
 

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2656589 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Fim de linha
A invenção da máquina de escrever é atribuída ao inglês Henry Mills, em 1713. Era destinada a cegos, chegou a ser patenteada, mas jamais saiu do papel. A partir daí, a intermediação da mecânica no milenar ofício de escrever empunhando pincéis, penas, tintas, lápis, carvão e tantos outros artefatos manuais foi dando saltos. Assiste-se, agora, ao fechamento da última fábrica de máquina de escrever mecânica do mundo.
Ainda há gente, como o professor de filosofia Richard Polt, de Cincinatti, que a usa. “Frequentemente desligo o computador para escrever o primeiro esboço de algum trabalho mais sério numa máquina mecânica. É a maneira mais garantida de não cair na tentação de abrir e-mails ou ficar me distraindo na internet. O bom das máquinas antigas é que você só pode fazer uma coisa com elas: escrever.”
Polt mantém um site na internet que abriga material de consolo para quem sofre de abstinência de conquistas passadas. “Máquinas de escrever manuais são para os ousados, os audaciosos, os que arriscam. Os perfeccionistas, em suma. Por quê? Uma vez que uma tecla é acionada, não há mais volta. Se você errar, só lhe restará recolher-se à sua vergonha e tentar camuflar o erro”, escreveu um frequentador assíduo.
Mas ainda há linhas de montagem de máquinas de escrever elétricas e eletrônicas que continuam a pleno vapor. Sua principal clientela é cativa. Literalmente: vive atrás das grades. Proibida de usar computador, a população carcerária americana é garantia de longa vida para uma indústria tão confinada quanto seus usuários.
(Adaptado da revista Piauí 57, junho de 2011)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido deste segmento do 3o parágrafo:
 

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2656588 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Fim de linha
A invenção da máquina de escrever é atribuída ao inglês Henry Mills, em 1713. Era destinada a cegos, chegou a ser patenteada, mas jamais saiu do papel. A partir daí, a intermediação da mecânica no milenar ofício de escrever empunhando pincéis, penas, tintas, lápis, carvão e tantos outros artefatos manuais foi dando saltos. Assiste-se, agora, ao fechamento da última fábrica de máquina de escrever mecânica do mundo.
Ainda há gente, como o professor de filosofia Richard Polt, de Cincinatti, que a usa. “Frequentemente desligo o computador para escrever o primeiro esboço de algum trabalho mais sério numa máquina mecânica. É a maneira mais garantida de não cair na tentação de abrir e-mails ou ficar me distraindo na internet. O bom das máquinas antigas é que você só pode fazer uma coisa com elas: escrever.”
Polt mantém um site na internet que abriga material de consolo para quem sofre de abstinência de conquistas passadas. “Máquinas de escrever manuais são para os ousados, os audaciosos, os que arriscam. Os perfeccionistas, em suma. Por quê? Uma vez que uma tecla é acionada, não há mais volta. Se você errar, só lhe restará recolher-se à sua vergonha e tentar camuflar o erro”, escreveu um frequentador assíduo.
Mas ainda há linhas de montagem de máquinas de escrever elétricas e eletrônicas que continuam a pleno vapor. Sua principal clientela é cativa. Literalmente: vive atrás das grades. Proibida de usar computador, a população carcerária americana é garantia de longa vida para uma indústria tão confinada quanto seus usuários.
(Adaptado da revista Piauí 57, junho de 2011)
Informa-se, nesse texto:
I. Por muito tempo importante na intermediação do ato de escrever, a máquina de escrever mecânica chega ao fim da linha, por razões que o autor não achou necessário esmiuçar.
II. Os nostálgicos do tempo em que imperava a máquina de escrever mecânica não deixam de apresentar alguns argumentos objetivos em favor de seu uso, como a concentração exclusiva na tarefa de escrever.
III. Ainda cabe – e ao que tudo indica caberá por um bom tempo – um papel relevante às máquinas de escrever elétricas ou eletrônicas, em consequência da peculiar condição dos detentos americanos.
Está correto o que se afirma em
 

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2656587 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-RJ
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Minha última consideração é sobre o negro no samba. E uma vez mais, há que bendizer os poetas. Cartola diz: "Habitada por gente simples e tão pobre, que só tem o sol que a todos cobre, como podes Mangueira cantar?"
A indagação vai além da Mangueira. Como podem os do morro fazer com que cantem os do asfalto? Amplie-se a indagação. Como puderam os negros, ao longo de séculos de tanto sofrimento, construir uma cultura poderosa, da qual somos todos herdeiros? Amplie-se a indagação para o país. Como uma história como a nossa – tão dura e, por tanto tempo, tão brutal – pôde construir uma cultura tão rica?
É nisso que temos muito a aprender com as Escolas. A começar pelo senso de disciplina e de organização que as leva a realizar, no Rio de Janeiro, o maior espetáculo de arte popular do mundo. Além da disciplina e da organização, a maior beleza das Escolas, creio, é a alegria e o orgulho de serem o que são. Alegria e orgulho que expressam nas cores que adotam e no toque das baterias que elevam o tambor ancestral a extrema sofisticação. Pelo rufar dos tambores e o som dos tamborins, o povo identifica a Escola, antes mesmo que possa vê-la.
Ninguém se surpreenda, portanto, se, ao cantar sua Escola, o poeta invocar os céus, os santos e os orixás. Se invocar a "graça divina". Se disser de sua Escola que "vista assim do alto mais parece um céu no chão". Se discorrer sobre os grandes temas da história, se cantar o nome de Joaquim José da Silva Xavier e os grandes heróis da pátria. Ninguém se surpreenda se o poeta disser que as cores da sua Escola são como o manto azul de Nossa Senhora Aparecida, abrindo a "procissão do samba".
As Escolas afirmam suas raízes e sua identidade e, ao fazê-lo, afirmam também as raízes e a identidade do Brasil. Nascidas do povo mais humilde do Brasil, as Escolas afirmam a vocação dos brasileiros, de todos os brasileiros, para a grandeza. E o fazem com a dignidade e a elegância de quem oferece ao mundo um belo exemplo de humanidade.
(Trecho do discurso de Francisco Weffort, na entrega da Ordem
do Mérito Cultural, 07 de novembro de 2001. TAM. Almanaque
Brasil de Cultura Popular. São Paulo: Andreato, fevereiro de
2002. p. 17)
Nascidas do povo mais humilde do Brasil, as Escolas afirmam a vocação dos brasileiros, de todos os brasileiros, para a grandeza.
A oração grifada acima tem sentido ...... e, ao reescrevê-la com o emprego da conjunção adequada, a oração resultante deverá iniciar-se por ...... .
As lacunas estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por:
 

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