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Foram encontradas 62 questões.

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Avareza na ficção

Moacyr Scliar

Embora muitos já tenham esquecido, o Brasil viveu períodos de grandes surtos inflacionários, nos quais o dinheiro perdia rapidamente o seu valor. Era muito comum ver moedas nas sarjetas das ruas; ali ficavam porque valiam tão pouco que ninguém se dava ao trabalho de abaixar-se para apanhá-las. Isso nos remete a um fato básico da economia e da vida social: a rigor, o dinheiro é uma ficção. Mas exatamente por causa desse ângulo, digamos, ficcional, ele assume também caráter altamente simbólico. E não muito agradável, segundo Freud. Observando que ao longo da história o dinheiro foi frequentemente (e ainda é) associado à sujeira, o pai da psicanálise postulou que a proposital retenção de fezes, característica da chamada fase anal do desenvolvimento infantil, teria continuidade, no adulto, com a preocupação com o dinheiro. O avarento é um exemplo caricatural disso.

Aos escritores essas coisas não poderiam passar despercebidas, mesmo porque muitos deles tinham, e têm, problemas com dinheiro; Honoré de Balzac (1799 -1850) e Fiódor Dostoievski (1821 - 1881) viviam atolados em dívidas, sobretudo o escritor russo, que era um jogador compulsivo. Não é de admirar que avarentos tenham dado grandes personagens da ficção. O primeiro exemplo é, naturalmente, o Shylock, de William Shakespeare (1564 -1616) na comédia O mercador de Veneza, do fim do século XVI. Shylock era um agiota. Na Idade Média, o empréstimo a juros era proibido aos cristãos e reservado ao desprezado e marginal grupo dos judeus. Um arranjo perfeito: quando o senhor feudal não queria ou não podia pagar dívidas contraídas com os agiotas, desencadeava um massacre de judeus, um grupo desprezado e marginalizado, e resolvia o problema. Shylock sente-se desprezado e quando empresta dinheiro a Antonio, um mercador cristão, pede em garantia uma libra da carne do devedor: ele quer que este se revele inadimplente e pague a dívida com a matéria de seu próprio corpo: um esforço desesperado e grotesco para ser respeitado.

Outro usurário que aparece na peça O avarento (1668), de Jean-Baptiste Molière (1622 - 1673), é Harpagon. Quanto mais rico fica, mais mesquinho se torna, e mais faz sofrer os filhos, o jovem Cléante, apaixonado por Mariane, moça pobre – Harpagon obviamente se opõe ao namoro – e a filha Élise, que ele quer casar com o velho Anselme. Além das brigas com os filhos, Harpagon tem outros motivos para se inquietar: enterrou em seu jardim uma caixa com dez mil escudos de ouro e é constantemente perseguido pela ideia de que sua fortuna será roubada. No fim, a avareza é castigada, e Cléante e Élise podem se unir às pessoas que amam.

Avarentos também não faltam nos romances de Charles Dickens (1812-1870), um dos mais conhecidos é o personagem Ebenezer Scrooge de Um conto de Natal (1843), um homem velho, egoísta, insensível, que odeia tudo – até o Natal – uma festa que evoca bondade e generosidade. Scrooge maltrata seu empregado Bob Cratchit, que tem um filho deficiente físico, o Pequeno Tim, mas na noite de Natal é visitado por misteriosas entidades, os Espíritos do Natal, e muda por completo, tornando-se generoso, ajudando Cratchit e sua família. Em Silas Marner, novela de George Eliot (1819-1880) que usava o pseudônimo de Mary Ann Evans, o personagem, um misantropo que prefere o ouro às pessoas, aprenderá, assim como Scrooge, a sua lição. Ele é roubado, mas, ao tomar sob seus cuidados o menino Eppie, mudará, tornando-se um homem melhor. Em Eugénie Grandet (1900), de Balzac, somos apresentados a Félix Grandet, um rico e sovina mercador de vinhos, que se opõe à paixão da filha pelo sobrinho pobre.

Como se pode ver em todas essas obras, a obsessão pelo dinheiro resulta de uma personalidade repulsiva ou patética. Freud tinha razão: o poder simbólico do vil metal não é pequeno e tem atravessado os séculos incólume.

Texto adaptado de: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos - Acesso em 04/06/2009

Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma palavra com prefixo de negação.

 

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1729973 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Uma das questões principais que diferem a avaliação psicológica clínica da perícia psicológica diz respeito à relação que o profissional tem com o avaliando.
I – Na avaliação psicológica clínica, o sujeito procura por vontade própria ou por encaminhamento de outro profissional da saúde.
II – Na perícia, o sujeito vem a uma avaliação ordenada por um juiz ou advogado, ou seja, de forma involuntária.
III – Na perícia, “o contato médico/paciente é iniciado pelo interesse da sociedade do que pelo desejo individual do paciente.
Quais estão corretas?
Questão Anulada

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1708027 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Em relação ao planejamento da prática do exame psicológico nas perícias judiciais, recomendam-se os seguintes passos, dentre outros:
I – Leitura e estudo dos elementos contidos nos autos do processo.
II – Entrevistas de natureza clínica-pericial com o periciando.
III – Seleção, aplicação e mensuração das provas psicológicas.
Quais estão corretas?
Questão Anulada

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1606233 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Avalie as afirmações abaixo com V, se verdadeiras ou F se falsas, relativamente aos subtestes das Escalas Wechsler.
( ) O subteste Vocabulário possui quatro itens apresentados em forma de figuras e 38 itens representados por palavras.
( ) No subteste Cubos, o examinando utiliza cubos coloridos para produzir até 20 figuras de duas cores, sendo que há um tempo limite para cada montagem.
( ) O subteste Semelhanças tem como objetivo identificar figuras semelhantes, nos primeiros quatro itens, ou explicar como dois objetos ou conceitos se parecem.
( ) No subteste Raciocínio Matricial uma parte de cada figura (item) está faltando, e o examinando deverá completá-la dizendo qual das cinco opções de respostas é a correta.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Questão Anulada

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1542964 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
A avaliação neuropsicológica pode ser utilizada, para a realização de um diagnóstico ou então para documentação, acompanhamento ou fins legais, em casos de diagnósticos conhecidos. A avaliação neuropsicológica completa envolve várias áreas, dentre as quais, exceto:
Questão Anulada

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1518391 Ano: 2009
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
É condição indispensável para o exercício legal de profissão de Psicólogo é a obtenção prévia do registro profissional de Psicólogo na Diretoria do Ensino Superior do(a)
Questão Anulada

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1515517 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
O WISC-III (Wechsler Intelligence Scale for Children-III - Escala de Inteligência Wechsler para Crianças-III) é a escala mais usada para avaliar a inteligência de crianças cobrindo as idades de 6 anos a 16 anos, 11 meses e 30 dias. Sobre esse assunto, analise as afirmações abaixo:
I – Quando a criança não apresenta condições de expressar-se verbalmente, usam-se os testes Matrizes Progressivas de Raven e Escala de Maturidade Mental Colúmbia, que avaliam a inteligência geral e estimam a capacidade de raciocínio geral de crianças de uma forma não-verbal.
II – O WRAML (do inglês Wide Range Assessment of Memory and Learning - Short Form) é um instrumento psicométrico destinado a avaliar a capacidade de aprender e memorizar ativamente vários tipos de informação em pacientes na faixa etária de 5 a 17 anos (memória visual, aprendizado verbal, memória para histórias).
III – Um dos testes mais utilizados para a avaliação da linguagem é o Boston Naming Test, que utiliza figuras de objetos para avaliar a capacidade de reconhecimento e nomeação. É empregado em crianças com dificuldades de compreensão ou produção de palavras ou material verbal escrito.
Quais estão corretas?
Questão Anulada

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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Avareza na ficção

Moacyr Scliar

Embora muitos já tenham esquecido, o Brasil viveu períodos de grandes surtos inflacionários, nos quais o dinheiro perdia rapidamente o seu valor. Era muito comum ver moedas nas sarjetas das ruas; ali ficavam porque valiam tão pouco que ninguém se dava ao trabalho de abaixar-se para apanhá-las. Isso nos remete a um fato básico da economia e da vida social: a rigor, o dinheiro é uma ficção. Mas exatamente por causa desse ângulo, digamos, ficcional, ele assume também caráter altamente simbólico. E não muito agradável, segundo Freud. Observando que ao longo da história o dinheiro foi frequentemente (e ainda é) associado à sujeira, o pai da psicanálise postulou que a proposital retenção de fezes, característica da chamada fase anal do desenvolvimento infantil, teria continuidade, no adulto, com a preocupação com o dinheiro. O avarento é um exemplo caricatural disso.

Aos escritores essas coisas não poderiam passar despercebidas, mesmo porque muitos deles tinham, e têm, problemas com dinheiro; Honoré de Balzac (1799 -1850) e Fiódor Dostoievski (1821 - 1881) viviam atolados em dívidas, sobretudo o escritor russo, que era um jogador compulsivo. Não é de admirar que avarentos tenham dado grandes personagens da ficção. O primeiro exemplo é, naturalmente, o Shylock, de William Shakespeare (1564 -1616) na comédia O mercador de Veneza, do fim do século XVI. Shylock era um agiota. Na Idade Média, o empréstimo a juros era proibido aos cristãos e reservado ao desprezado e marginal grupo dos judeus. Um arranjo perfeito: quando o senhor feudal não queria ou não podia pagar dívidas contraídas com os agiotas, desencadeava um massacre de judeus, um grupo desprezado e marginalizado, e resolvia o problema. Shylock sente-se desprezado e quando empresta dinheiro a Antonio, um mercador cristão, pede em garantia uma libra da carne do devedor: ele quer que este se revele inadimplente e pague a dívida com a matéria de seu próprio corpo: um esforço desesperado e grotesco para ser respeitado.

Outro usurário que aparece na peça O avarento (1668), de Jean-Baptiste Molière (1622 - 1673), é Harpagon. Quanto mais rico fica, mais mesquinho se torna, e mais faz sofrer os filhos, o jovem Cléante, apaixonado por Mariane, moça pobre – Harpagon obviamente se opõe ao namoro – e a filha Élise, que ele quer casar com o velho Anselme. Além das brigas com os filhos, Harpagon tem outros motivos para se inquietar: enterrou em seu jardim uma caixa com dez mil escudos de ouro e é constantemente perseguido pela ideia de que sua fortuna será roubada. No fim, a avareza é castigada, e Cléante e Élise podem se unir às pessoas que amam.

Avarentos também não faltam nos romances de Charles Dickens (1812-1870), um dos mais conhecidos é o personagem Ebenezer Scrooge de Um conto de Natal (1843), um homem velho, egoísta, insensível, que odeia tudo – até o Natal – uma festa que evoca bondade e generosidade. Scrooge maltrata seu empregado Bob Cratchit, que tem um filho deficiente físico, o Pequeno Tim, mas na noite de Natal é visitado por misteriosas entidades, os Espíritos do Natal, e muda por completo, tornando-se generoso, ajudando Cratchit e sua família. Em Silas Marner, novela de George Eliot (1819-1880) que usava o pseudônimo de Mary Ann Evans, o personagem, um misantropo que prefere o ouro às pessoas, aprenderá, assim como Scrooge, a sua lição. Ele é roubado, mas, ao tomar sob seus cuidados o menino Eppie, mudará, tornando-se um homem melhor. Em Eugénie Grandet (1900), de Balzac, somos apresentados a Félix Grandet, um rico e sovina mercador de vinhos, que se opõe à paixão da filha pelo sobrinho pobre.

Como se pode ver em todas essas obras, a obsessão pelo dinheiro resulta de uma personalidade repulsiva ou patética. Freud tinha razão: o poder simbólico do vil metal não é pequeno e tem atravessado os séculos incólume.

Texto adaptado de: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos - Acesso em 04/06/2009

Sobre a pontuação do texto foram feitas as seguintes considerações.

I – Na linha 05, a vírgula separa uma oração reduzida deslocada da oração principal.

II – Na linha 08, o ponto-e-vírgula está separando orações coordenadas assindéticas.

III – Na linha 12, os dois pontos introduzem uma explicação ao que foi apresentado antes.

IV – A segunda vírgula da linha 13 e a vírgula da linha 14 separam uma expressão que tem a função de aposto.

Quais estão corretas?

Questão Anulada

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De acordo com o Código Civil Brasileiro, em relação ao casamento, indique a alternativa incorreta:
Questão Desatualizada

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1666021 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Analise as afirmações abaixo, segundo a Resolução 07/2003.
I - O psicólogo, na elaboração de seus documentos, deverá adotar como princípios norteadores as técnicas da linguagem escrita e os princípios éticos, técnicos e científicos da profissão.
II - O emprego de frases e termos deve ser compatível com as expressões próprias da linguagem profissional, garantindo a precisão da comunicação, evitando a diversidade de significações da linguagem popular, considerando a quem o documento será destinado.
III - Na elaboração de documento, o psicólogo baseará suas informações na observância dos princípios e dispositivos do Código de Ética Profissional do Psicólogo.
Quais estão corretas?
Questão Desatualizada

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