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Foram encontradas 291 questões.

1659844 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Na obra “A criança e seus jogos”, a autora refere-se apenas ao brinquedo da criança normal, procurando mostrar do que brinca uma criança à medida que se desenvolve. Sobre esse tema, analise as afirmações que seguem:
I. Em torno dos quatro meses inicia-se a atividade lúdica, fundamental na vida mental da criança: os objetos funcionam como símbolos e ao mesmo tempo produzem-se em seu corpo modificações que facilitam o exame do mundo.
II. Entre quatro e seis meses, a criança adquire diversos modos de elaborar a angústia da perda. Através de seus brinquedos intui, sente e elabora que as pessoas e os objetos tanto podem aparecer como desaparecer.
III. Entre oito e doze meses as diferenças anatômicas dos sexos se manifestam nos brinquedos. A menina prefere colocar objetos num lugar oco, e seus brinquedos repetirão essa experiência.
Quais estão corretas?
 

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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Avareza na ficção

Moacyr Scliar

Embora muitos já tenham esquecido, o Brasil viveu períodos de grandes surtos inflacionários, nos quais o dinheiro perdia rapidamente o seu valor. Era muito comum ver moedas nas sarjetas das ruas; ali ficavam porque valiam tão pouco que ninguém se dava ao trabalho de abaixar-se para apanhá-las. Isso nos remete a um fato básico da economia e da vida social: a rigor, o dinheiro é uma ficção. Mas exatamente por causa desse ângulo, digamos, ficcional, ele assume também caráter altamente simbólico. E não muito agradável, segundo Freud. Observando que ao longo da história o dinheiro foi frequentemente (e ainda é) associado à sujeira, o pai da psicanálise postulou que a proposital retenção de fezes, característica da chamada fase anal do desenvolvimento infantil, teria continuidade, no adulto, com a preocupação com o dinheiro. O avarento é um exemplo caricatural disso.

Aos escritores essas coisas não poderiam passar despercebidas, mesmo porque muitos deles tinham, e têm, problemas com dinheiro; Honoré de Balzac (1799 -1850) e Fiódor Dostoievski (1821 - 1881) viviam atolados em dívidas, sobretudo o escritor russo, que era um jogador compulsivo. Não é de admirar que avarentos tenham dado grandes personagens da ficção. O primeiro exemplo é, naturalmente, o Shylock, de William Shakespeare (1564 -1616) na comédia O mercador de Veneza, do fim do século XVI. Shylock era um agiota. Na Idade Média, o empréstimo a juros era proibido aos cristãos e reservado ao desprezado e marginal grupo dos judeus. Um arranjo perfeito: quando o senhor feudal não queria ou não podia pagar dívidas contraídas com os agiotas, desencadeava um massacre de judeus, um grupo desprezado e marginalizado, e resolvia o problema. Shylock sente-se desprezado e quando empresta dinheiro a Antonio, um mercador cristão, pede em garantia uma libra da carne do devedor: ele quer que este se revele inadimplente e pague a dívida com a matéria de seu próprio corpo: um esforço desesperado e grotesco para ser respeitado.

Outro usurário que aparece na peça O avarento (1668), de Jean-Baptiste Molière (1622 - 1673), é Harpagon. Quanto mais rico fica, mais mesquinho se torna, e mais faz sofrer os filhos, o jovem Cléante, apaixonado por Mariane, moça pobre – Harpagon obviamente se opõe ao namoro – e a filha Élise, que ele quer casar com o velho Anselme. Além das brigas com os filhos, Harpagon tem outros motivos para se inquietar: enterrou em seu jardim uma caixa com dez mil escudos de ouro e é constantemente perseguido pela ideia de que sua fortuna será roubada. No fim, a avareza é castigada, e Cléante e Élise podem se unir às pessoas que amam.

Avarentos também não faltam nos romances de Charles Dickens (1812-1870), um dos mais conhecidos é o personagem Ebenezer Scrooge de Um conto de Natal (1843), um homem velho, egoísta, insensível, que odeia tudo – até o Natal – uma festa que evoca bondade e generosidade. Scrooge maltrata seu empregado Bob Cratchit, que tem um filho deficiente físico, o Pequeno Tim, mas na noite de Natal é visitado por misteriosas entidades, os Espíritos do Natal, e muda por completo, tornando-se generoso, ajudando Cratchit e sua família. Em Silas Marner, novela de George Eliot (1819-1880) que usava o pseudônimo de Mary Ann Evans, o personagem, um misantropo que prefere o ouro às pessoas, aprenderá, assim como Scrooge, a sua lição. Ele é roubado, mas, ao tomar sob seus cuidados o menino Eppie, mudará, tornando-se um homem melhor. Em Eugénie Grandet (1900), de Balzac, somos apresentados a Félix Grandet, um rico e sovina mercador de vinhos, que se opõe à paixão da filha pelo sobrinho pobre.

Como se pode ver em todas essas obras, a obsessão pelo dinheiro resulta de uma personalidade repulsiva ou patética. Freud tinha razão: o poder simbólico do vil metal não é pequeno e tem atravessado os séculos incólume.

Texto adaptado de: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos - Acesso em 04/06/2009

Quando se lê que o dinheiro é uma ficção (linha 03), pode-se inferir que

 

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1657335 Ano: 2009
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
São benefícios do tratamento medicamentoso da esquizofrenia, exceto:
 

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1657187 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Segundo Cunha, em relação a entrevista clínica, analise as afirmações abaixo.
I. A entrevista em que é feita a anamnese tem por objetivo primordial o levantamento detalhado da história de desenvolvimento da pessoa, principalmente da infância.
II. A entrevista de triagem, geralmente é utilizada em serviços de saúde pública ou em clínicas sociais, em que se torna necessário avaliar a adequação da demanda em relação ao encaminhamento pretendido.
III. Nas entrevistas clínicas, é desejado conhecer o sujeito em profundidade; o entrevistado é porta-voz de uma demanda e espera um retorno que o auxilie.
Quais estão corretas?
 

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1656854 Ano: 2009
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Paciente com 60 (sessenta) anos de idade consultou por dor com início espontâneo no quadril esquerdo e em toda a face interna da coxa e do joelho, que se acentuava com a carga e os movimentos. No exame físico o mais relevante foram deformidades em flexão, adução e rotação externa ao nível do quadril. O diagnóstico clínico é:
 

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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Avareza na ficção

Moacyr Scliar

Embora muitos já tenham esquecido, o Brasil viveu períodos de grandes surtos inflacionários, nos quais o dinheiro perdia rapidamente o seu valor. Era muito comum ver moedas nas sarjetas das ruas; ali ficavam porque valiam tão pouco que ninguém se dava ao trabalho de abaixar-se para apanhá-las. Isso nos remete a um fato básico da economia e da vida social: a rigor, o dinheiro é uma ficção. Mas exatamente por causa desse ângulo, digamos, ficcional, ele assume também caráter altamente simbólico. E não muito agradável, segundo Freud. Observando que ao longo da história o dinheiro foi frequentemente (e ainda é) associado à sujeira, o pai da psicanálise postulou que a proposital retenção de fezes, característica da chamada fase anal do desenvolvimento infantil, teria continuidade, no adulto, com a preocupação com o dinheiro. O avarento é um exemplo caricatural disso.

Aos escritores essas coisas não poderiam passar despercebidas, mesmo porque muitos deles tinham, e têm, problemas com dinheiro; Honoré de Balzac (1799 -1850) e Fiódor Dostoievski (1821 - 1881) viviam atolados em dívidas, sobretudo o escritor russo, que era um jogador compulsivo. Não é de admirar que avarentos tenham dado grandes personagens da ficção. O primeiro exemplo é, naturalmente, o Shylock, de William Shakespeare (1564 -1616) na comédia O mercador de Veneza, do fim do século XVI. Shylock era um agiota. Na Idade Média, o empréstimo a juros era proibido aos cristãos e reservado ao desprezado e marginal grupo dos judeus. Um arranjo perfeito: quando o senhor feudal não queria ou não podia pagar dívidas contraídas com os agiotas, desencadeava um massacre de judeus, um grupo desprezado e marginalizado, e resolvia o problema. Shylock sente-se desprezado e quando empresta dinheiro a Antonio, um mercador cristão, pede em garantia uma libra da carne do devedor: ele quer que este se revele inadimplente e pague a dívida com a matéria de seu próprio corpo: um esforço desesperado e grotesco para ser respeitado.

Outro usurário que aparece na peça O avarento (1668), de Jean-Baptiste Molière (1622 - 1673), é Harpagon. Quanto mais rico fica, mais mesquinho se torna, e mais faz sofrer os filhos, o jovem Cléante, apaixonado por Mariane, moça pobre – Harpagon obviamente se opõe ao namoro – e a filha Élise, que ele quer casar com o velho Anselme. Além das brigas com os filhos, Harpagon tem outros motivos para se inquietar: enterrou em seu jardim uma caixa com dez mil escudos de ouro e é constantemente perseguido pela ideia de que sua fortuna será roubada. No fim, a avareza é castigada, e Cléante e Élise podem se unir às pessoas que amam.

Avarentos também não faltam nos romances de Charles Dickens (1812-1870), um dos mais conhecidos é o personagem Ebenezer Scrooge de Um conto de Natal (1843), um homem velho, egoísta, insensível, que odeia tudo – até o Natal – uma festa que evoca bondade e generosidade. Scrooge maltrata seu empregado Bob Cratchit, que tem um filho deficiente físico, o Pequeno Tim, mas na noite de Natal é visitado por misteriosas entidades, os Espíritos do Natal, e muda por completo, tornando-se generoso, ajudando Cratchit e sua família. Em Silas Marner, novela de George Eliot (1819-1880) que usava o pseudônimo de Mary Ann Evans, o personagem, um misantropo que prefere o ouro às pessoas, aprenderá, assim como Scrooge, a sua lição. Ele é roubado, mas, ao tomar sob seus cuidados o menino Eppie, mudará, tornando-se um homem melhor. Em Eugénie Grandet (1900), de Balzac, somos apresentados a Félix Grandet, um rico e sovina mercador de vinhos, que se opõe à paixão da filha pelo sobrinho pobre.

Como se pode ver em todas essas obras, a obsessão pelo dinheiro resulta de uma personalidade repulsiva ou patética. Freud tinha razão: o poder simbólico do vil metal não é pequeno e tem atravessado os séculos incólume.

Texto adaptado de: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos - Acesso em 04/06/2009

Assinale a alternativa em que a palavra porque está aplicada tal qual o segmento (...) ali ficavam porque valiam tão pouco (...) (linha 02).

 

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1654950 Ano: 2009
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Relacione os medicamentos com seus efeitos adversos.
1) Topomax (Topiranomato)
2) Frisium, Rivotril (Benzodiazepinas)
3) Hidantal (Fenitoína)
( ) sonolência, adormecimento das extremidades.
( ) sonolência, aumento da secreção brônquica.
( ) aumento das gengivas, crescimento de pelos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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Em relação à suspensão condicional da pena, é incorreto afirmar que:
 

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1654635 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Sobre a Escala de Desesperança de Beck (BHS) avalie as afirmações abaixo marcando com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) É indicada na triagem de atitudes pessimistas em adolescentes e adultos normais.
( ) É uma escala de auto-relato , composta por 20 itens , que constituem afirmações com as quais o sujeito deve concordar ou discordar.
( ) É indicada na avaliação do pessimismo ou de expectativas negativas frente ao futuro em pacientes psiquiátricos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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1650456 Ano: 2009
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: TJ-RS
Nas cirurgias ortopédicas e traumatológicas em hemofílicos está correto:
 

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