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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 08.
A queda acentuada da taxa de natalidade no Japão tem provocado o esvaziamento das salas de aula e o fechamento de uma média de 450 escolas públicas por ano. Segundo o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciências e Tecnologia japonês, 8 580 instituições de ensino fundamental encerraram suas atividades entre 2002 e 2021. Do total, cerca de 5,5 mil instalações estão sendo utilizadas como centros comunitários ou ganhando sobrevida na forma de pousadas, galeria de arte, aquário e até fábrica de saquê. O restante das escolas fechadas continua sem uso por falta de demanda da comunidade ou devido à deterioração das instalações.
Demolir é uma decisão penosa para os japoneses, que atribuem à escola um papel que vai além de local de estudo. Um estudo comparativo sobre desenvolvimento urbano em áreas de imigração no Sul do Brasil, realizado por Tohru Morioka, constatou que cidades ocupadas por imigrantes italianos e alemães tinham as igrejas como o coração da comunidade, enquanto em regiões de concentração nipônica, como Registro, no interior de São Paulo, cabia às escolas esse papel.
Por meio de um projeto, o governo tenta equacionar o envelhecimento da população e o despovoamento com revitalização regional, aproveitando o protagonismo das escolas e a infraestrutura já estabelecida. “Com a população em declínio, o interessante é utilizar efetivamente os recursos locais disponíveis, em vez de construir novas instalações”, afirma Takahiro Hisa, professor da Faculdade de Sociologia Aplicada da Universidade Kindai, no Japão.
Na cidade de pescadores Muroto, na província de Kochi, por exemplo, uma escola primária fechada 17 anos atrás virou um aquário para atrair turistas à região. Ali é possível encontrar tubarão-martelo e tartarugas nadando na piscina externa de 25 metros, e mil criaturas marinhas de 50 espécies expostas em tanques temáticos distribuídos pelas salas de aula.
O último pico no número de crianças em idade escolar (ensino fundamental) ocorreu em 1981. Desde então, o índice de ocupação das salas de aula segue em queda, não havendo qualquer possibilidade de reversão, pelo contrário: no ano passado, pela primeira vez, o total de nascimentos no Japão ficou abaixo de 800 mil, indicando que mais escolas estão sujeitas a ter suas portas fechadas.
(Fatima Kamata. A inovadora solução do Japão para as escolas abandonadas por falta de alunos. www.bbc.com/portuguese, 17.06.2023. Adaptado)
As informações presentes no texto permitem concluir que o fechamento das escolas no Japão
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Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de regência.
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(Willian Leite. Anésia # 526. www.willtirando.com.br. 03.10.2020. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o acréscimo de vírgula mantém a correção gramatical da frase.
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(Willian Leite. Anésia # 526. www.willtirando.com.br. 03.10.2020. Adaptado)
A partir da leitura da tira, assinale a alternativa correta.
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Assinale a alternativa que preenche respectivamente as lacunas do trecho a seguir, de acordo com a norma-padrão de concordância e de emprego do sinal indicativo de crase.
inadequações nos sistemas e, pelo encarregado as inconsistências, decidiu-se encaminhar todas as prestadoras de serviços solicitação para dar informações empresa.
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Assinale a alternativa em que os advérbios em destaque expressam a relação de sentido indicada entre parênteses.
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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
Leia o texto, para responder às questões de números 10 a 14.
A bolsa – I / O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.
Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
Considere as passagens:
• Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
• Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona...
Os termos destacados estabelecem relações de sentido, respectivamente, de
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Leia o texto, para responder às questões de números 10 a 14.
A bolsa – I / O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.
Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
Observe os trechos em destaque nas passagens a seguir.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado...
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública...
Assinale a alternativa em que a substituição desses verbos está de acordo com a norma-padrão, resultando em enunciados coerentes.
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Leia o texto, para responder às questões de números 10 a 14.
A bolsa – I / O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.
Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
Na passagem do 3º parágrafo – ... mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto... –, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
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- SintaxeRegênciaRegência Verbal
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
Leia o texto, para responder às questões de números 10 a 14.
A bolsa – I / O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.
Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
Assinale a alternativa que reescreve, nos parênteses, o trecho destacado, de acordo com a norma-padrão de regência verbal.
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