Foram encontradas 60 questões.
Leia o Texto 10 para responder a questão.
Texto 10
A leitura do texto literário constitui uma atividade sintetizadora, na medida em que permite ao indivíduo penetrar no âmbito da alteridade, sem perder de vista sua subjetividade e sua história. O leitor não esquece suas próprias dimensões, mas expande as fronteiras do desconhecido, que absorve através da imaginação, mas decifra por meio do intelecto. Por isso trata-se de uma atividade bastante complexa, raramente substituída por outra, mesmo de ordem existencial.
ZILBERMAN, R.; SILVA, E. T. Literatura e pedagogia: ponto e contraponto. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1990. p. 19.
Quanto ao papel da leitura na formação do aluno, Zilberman acredita que
Provas
Leia o Texto 10 para responder a questão.
Texto 10
A leitura do texto literário constitui uma atividade sintetizadora, na medida em que permite ao indivíduo penetrar no âmbito da alteridade, sem perder de vista sua subjetividade e sua história. O leitor não esquece suas próprias dimensões, mas expande as fronteiras do desconhecido, que absorve através da imaginação, mas decifra por meio do intelecto. Por isso trata-se de uma atividade bastante complexa, raramente substituída por outra, mesmo de ordem existencial.
ZILBERMAN, R.; SILVA, E. T. Literatura e pedagogia: ponto e contraponto. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1990. p. 19.
No contexto escolar, Zilberman defende a ideia de que a
Provas
Leia o texto.
Texto 8
Havia um menino
Fernando Pessoa
Havia um menino,
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o tal caracol
do chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
COMBOIO, SAUDADES, CARACÓIS. Organizado por João Alves das
Neves. São Paulo: FTD, 1988. p. 7.
Texto 9
As meninas
Cecília Meireles
Arabela
abria a janela.
Carolina
erguia a cortina.
E Maria
olhava e sorria:
“Bom dia!”
Arabela
foi sempre a mais bela.
Carolina,
a mais sábia menina.
E Maria
apenas sorria:
“Bom dia!”
Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.
Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
“Bom dia!”
OU ISTO OU AQUILO. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. p. 81.
Releia os textos 8 e 9 para responder à questão.
Fernando Pessoa e Cecília Meireles mantiveram contato pessoal em Portugal e por correspondência. Essa convivência influenciou suas obras respectivamente. Os textos 8 e 9 revelam traços dessa influência, pois
Provas
Leia o texto.
Texto 9
As meninas
Cecília Meireles
Arabela
abria a janela.
Carolina
erguia a cortina.
E Maria
olhava e sorria:
“Bom dia!”
Arabela
foi sempre a mais bela.
Carolina,
a mais sábia menina.
E Maria
apenas sorria:
“Bom dia!”
Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.
Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
“Bom dia!”
OU ISTO OU AQUILO. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. p. 81.
Cecília Meireles trata de comportamentos e sentimentos para promover
Provas
Leia o texto.
Texto 8
Havia um menino
Fernando Pessoa
Havia um menino,
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o tal caracol
do chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
COMBOIO, SAUDADES, CARACÓIS. Organizado por João Alves das
Neves. São Paulo: FTD, 1988. p. 7.
Na constituição da figurativização do poema, o autor se vale da seguinte estratégia:
Provas
Leia o Texto 7 para responder a questão.
Texto 7
[...]
É coisa singular, minha prima!, O amor que é insaciável e exigente e não se satisfaz com tudo quanto uma mulher pode dar, que deseja o impossível, às vezes contenta-se com um simples gozo d'alma, com uma dessas emoções delicadas, com um desses nadas, dos quais o coração faz um mundo novo e desconhecido.
Não pense, porém, que eu fui a Petrópolis só para contemplar com enlevo as janelas de um chalé; não; ao passo que sentia esse prazer, refletia no meio de vê-la e falar-lhe.
Mas como?
Se soubesse todos os expedientes, cada qual mais extravagante, que inventou a minha imaginação! Se visse a elaboração tenaz a que se entregava o meu espírito para descobrir um meio de dizer-lhe que eu estava ali e a esperava!
ALENCAR, José de. Cinco minutos. 17. ed. São Paulo: Ática,1993. p. 22.
O trecho apresentado exemplifica traços que se avolumam no livro e nos permitem enquadrar a obra nos romances de temática
Provas
Leia o Texto 7 para responder a questão.
Texto 7
[...]
É coisa singular, minha prima!, O amor que é insaciável e exigente e não se satisfaz com tudo quanto uma mulher pode dar, que deseja o impossível, às vezes contenta-se com um simples gozo d'alma, com uma dessas emoções delicadas, com um desses nadas, dos quais o coração faz um mundo novo e desconhecido.
Não pense, porém, que eu fui a Petrópolis só para contemplar com enlevo as janelas de um chalé; não; ao passo que sentia esse prazer, refletia no meio de vê-la e falar-lhe.
Mas como?
Se soubesse todos os expedientes, cada qual mais extravagante, que inventou a minha imaginação! Se visse a elaboração tenaz a que se entregava o meu espírito para descobrir um meio de dizer-lhe que eu estava ali e a esperava!
ALENCAR, José de. Cinco minutos. 17. ed. São Paulo: Ática,1993. p. 22.
Há no texto um trabalho com a linguagem típico dos romances Cinco Minutos (1860), Lucíola (1862), A Pata da Gazela (1870), Sonhos d'Ouro (1872) e Senhora (1875), de José de Alencar. Esse trabalho consiste no
Provas
Leia o Texto 6 para responder a questão.
Texto 6
Auto da Compadecida
Ariano Suassuna
JOÃO GRILO: E quem foi que disse que nós já fomos julgados
pela justiça?
PADRE: Você mesmo ouviu Nosso Senhor dizer que a situação
era difícil.
JOÃO GRILO: E difícil quer dizer sem jeito? Sem jeito!
Sem jeito por quê? Vocês são uns pamonhas, qualquer
coisa estão arriando. Não vê que tiveram tudo na terra? Se
tivessem tido que aguentar o rojão de João Grilo, passando
fome e comendo macambira na seca, garanto que tinham
mais coragem. Quer ver eu dar um jeito nisso, Padre
João?
PADRE: Quero, Joca.
JOÃO GRILO: Agora é Joca, hem? E você, Senhor Bispo?
BISPO: Eu também, João.
JOÃO GRILO: Padeiro?
PADEIRO: Veja o que pode fazer, João.
JOÃO GRILO: Severino? Mulher e cabra?
MULHER: Nós também. Nossa esperança é você
[...]
JOÃO GRILO: Um momento, Senhor. Posso dar uma palavra?
MANUEL: Você o que é que acha, minha mãe?
A COMPADECIDA: Deixe João falar.
MANUEL: Fale, João.
JOÃO GRILO: Os cinco últimos lugares do purgatório estão
desocupados?
MANUEL: Estão.
JOÃO GRILO: Pegue esses cinco camaradas e bote lá.
AUTO DA COMPADECIDA. 34. ed. Rio de Janeiro: Agir, 2004. p. 167;
168; 181.
A peça Auto da Compadecida apresenta, estruturalmente, quinze personagens, e entre estas o Palhaço, usado como
Provas
Leia o Texto 6 para responder a questão.
Texto 6
Auto da Compadecida
Ariano Suassuna
JOÃO GRILO: E quem foi que disse que nós já fomos julgados
pela justiça?
PADRE: Você mesmo ouviu Nosso Senhor dizer que a situação
era difícil.
JOÃO GRILO: E difícil quer dizer sem jeito? Sem jeito!
Sem jeito por quê? Vocês são uns pamonhas, qualquer
coisa estão arriando. Não vê que tiveram tudo na terra? Se
tivessem tido que aguentar o rojão de João Grilo, passando
fome e comendo macambira na seca, garanto que tinham
mais coragem. Quer ver eu dar um jeito nisso, Padre
João?
PADRE: Quero, Joca.
JOÃO GRILO: Agora é Joca, hem? E você, Senhor Bispo?
BISPO: Eu também, João.
JOÃO GRILO: Padeiro?
PADEIRO: Veja o que pode fazer, João.
JOÃO GRILO: Severino? Mulher e cabra?
MULHER: Nós também. Nossa esperança é você
[...]
JOÃO GRILO: Um momento, Senhor. Posso dar uma palavra?
MANUEL: Você o que é que acha, minha mãe?
A COMPADECIDA: Deixe João falar.
MANUEL: Fale, João.
JOÃO GRILO: Os cinco últimos lugares do purgatório estão
desocupados?
MANUEL: Estão.
JOÃO GRILO: Pegue esses cinco camaradas e bote lá.
AUTO DA COMPADECIDA. 34. ed. Rio de Janeiro: Agir, 2004. p. 167;
168; 181.
Um auto é uma peça teatral – gênero dramático – marcado pela presença da alegoria. Frequentemente, é de inspiração religiosa e moralizante. No trecho citado, e em toda a peça, personagens como Manuel e Compadecida são construídos para
Provas
Leia o Texto 6 para responder a questão.
Texto 6
Auto da Compadecida
Ariano Suassuna
JOÃO GRILO: E quem foi que disse que nós já fomos julgados
pela justiça?
PADRE: Você mesmo ouviu Nosso Senhor dizer que a situação
era difícil.
JOÃO GRILO: E difícil quer dizer sem jeito? Sem jeito!
Sem jeito por quê? Vocês são uns pamonhas, qualquer
coisa estão arriando. Não vê que tiveram tudo na terra? Se
tivessem tido que aguentar o rojão de João Grilo, passando
fome e comendo macambira na seca, garanto que tinham
mais coragem. Quer ver eu dar um jeito nisso, Padre
João?
PADRE: Quero, Joca.
JOÃO GRILO: Agora é Joca, hem? E você, Senhor Bispo?
BISPO: Eu também, João.
JOÃO GRILO: Padeiro?
PADEIRO: Veja o que pode fazer, João.
JOÃO GRILO: Severino? Mulher e cabra?
MULHER: Nós também. Nossa esperança é você
[...]
JOÃO GRILO: Um momento, Senhor. Posso dar uma palavra?
MANUEL: Você o que é que acha, minha mãe?
A COMPADECIDA: Deixe João falar.
MANUEL: Fale, João.
JOÃO GRILO: Os cinco últimos lugares do purgatório estão
desocupados?
MANUEL: Estão.
JOÃO GRILO: Pegue esses cinco camaradas e bote lá.
AUTO DA COMPADECIDA. 34. ed. Rio de Janeiro: Agir, 2004. p. 167;
168; 181.
As ações descritas na cena teatral caracterizam bem o protagonista da peça que
Provas
Caderno Container