Foram encontradas 272 questões.
Um cubo que está no interior de uma esfera cuja medida do raio é 3 m tem uma de suas faces (e, portanto, quatro vértices) sobre um plano que passa pelo centro da esfera e os demais vértices sobre a superfície esférica. A razão entre o volume da esfera e o volume do cubo é
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O triângulo equilátero XYZ, cuja medida do lado é 4m, é dividido em dois triângulos pelo segmento de reta XP, onde P é um ponto sobre o lado ZY cuja distância a Z é 1m. O produto dos números que representam respectivamente as medidas, em metros quadrados, das áreas dos triângulos XPZ e XPY é
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Se x e y são números reais distintos e não nulos, a matriz !$ X= \begin{pmatrix} x & 1 \\ y & 1 \end{pmatrix} !$ admite inversa !$ X^{-1} !$.
A soma dos elementos de !$ X^{-1} !$ é
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Se o gráfico da função !$ f: R \rightarrow R !$, definida por !$ f(x)=x^2+bx+c !$, intercepta o eixo dos y no ponto (0,4), então pode-se afirmar corretamente que
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Para n e k inteiros positivos com n > k, defina !$ \dbinom{n}{k}={\large{n ! \over k!(n-k)!}} !$, onde n! = 1.2.3....n. Se n e k satisfazem a relação !$ \dbinom{n}{k+1}=3 \dbinom{n}{k} !$, então
tem-se
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Se os números reais positivos m, n, e p formam, nesta ordem, uma progressão geométrica, então a soma log m + log n + log p é igual a
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Um número natural é primo quando possui exatamente dois divisores positivos. Dois números naturais ímpares são consecutivos quando a diferença entre o maior e o menor é igual a dois. Se x, y e z são os três números primos positivos ímpares consecutivos então a soma !$ {\large{1 \over x}}+{\large{1 \over y}}+{\large{1 \over z}} !$ é igual a
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Se X e Y são conjuntos tais que, X possui exatamente vinte elementos e Y possui exatamente sete elementos, então pode-se afirmar corretamente que
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Texto 3
O texto 3 é um recorte de uma entrevista concedida pelo escritor Sérgio Vaz, para o site “Brasil de Fato”. Vaz faz parte de um grupo de escritores que produz o que chamam Literatura Periférica. É também idealizador e coordenador do Sarau da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia). Esse sarau realiza-se há dez anos, toda quarta-feira, no bairro Piraporinha, zona sul de São Paulo.
Brasil de Fato — Qual sua intenção com o livro Literatura, pão e poesia?
Sérgio Vaz — É [uma expressão da minha] relação cotidiana com o meu bairro e com as pessoas [com] que eu convivo. [A ideia é] levar um pouco de literatura, falando dessas pessoas, que eu conheço muito bem. [...] A ideia sempre foi escrever sobre meu cotidiano. Eu me considero um cronista do meu bairro. Então escrevo sobre o lugar onde vivo. Não acho que eu seja um escritor universal, escrevo sobre o que eu vejo na minha realidade.
É difícil publicar e fazer circular livros que tratam do marginalizado?
Eu acho que hoje o difícil é você escrever um livro. O difícil mesmo é a distribuição, a circulação. E é difícil quem leia também. Esse país não é um país de leitores e não só na periferia, mas na classe média e na classe alta. É um país que não lê. O grande desafio da Cooperifa é fazer a formação de público para a leitura.
Num futuro próximo, você pensa na transformação dessa periferia ou você acha que ainda falta muito para essa realidade ser mudada?
Falta muito. Não será a literatura que vai salvar a periferia, mas o poder público atuante. A arte tem o poder de transformação pessoal, que pode fazer com que essas pessoas cobrem do poder público aquilo que é devido, aquilo que é pago em imposto, para que esse imposto retorne em benefícios. Não sou tolo de achar que a literatura pode salvar alguém nesse ponto. Eu acho que a literatura, a música, a arte de forma geral, ela transforma as pessoas em cidadãos. E são esses cidadãos que cobram do governo a postura para que ele faça com que a gente tenha esse benefício.
Qual sua opinião sobre o atual movimento dos trabalhadores da cultura que recentemente ocuparam a Funarte (Fundação Nacional de Arte) e fizeram uma grande manifestação contra a arte como mercadoria?
É isso mesmo. O artista é esse. O artista tem que ser o cara que é incomodado, indignado. Ele tem que protestar. A arte não embala os adormecidos, ela desperta. Agora, se o artista não despertar, como ele vai despertar a pessoa que vê sua arte? [............................................................]
A periferia não era para protestar, não era para ter arte. Alguma coisa deu errado, né? Hoje tem mais de cinquenta saraus acontecendo. Nós temos três anos de Cinema na Laje [...] passamos documentários [a] que jamais a nossa população iria ter acesso. E nesses mais de 50 saraus na periferia é onde as pessoas se apropriaram da literatura. Ou seja, para o status quo, alguma coisa deu errado. Era pra gente não ter boa literatura, era pra gente não ter boa educação, era pra gente não ter bom cinema. E a gente faz cinema e não passa O homem Aranha, não passa nada de Hollywood. Alguma coisa deu errado dentro da concepção do Estado, da elite, né?
No último parágrafo, o entrevistado usa a expressão latina status quo: Ou seja, para o status quo, alguma coisa deu errado.
Releia atentamente esse excerto e marque o item que melhor traduz a expressão dentro do texto em análise.
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Texto 3
O texto 3 é um recorte de uma entrevista concedida pelo escritor Sérgio Vaz, para o site “Brasil de Fato”. Vaz faz parte de um grupo de escritores que produz o que chamam Literatura Periférica. É também idealizador e coordenador do Sarau da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia). Esse sarau realiza-se há dez anos, toda quarta-feira, no bairro Piraporinha, zona sul de São Paulo.
Brasil de Fato — Qual sua intenção com o livro Literatura, pão e poesia?
Sérgio Vaz — É [uma expressão da minha] relação cotidiana com o meu bairro e com as pessoas [com] que eu convivo. [A ideia é] levar um pouco de literatura, falando dessas pessoas, que eu conheço muito bem. [...] A ideia sempre foi escrever sobre meu cotidiano. Eu me considero um cronista do meu bairro. Então escrevo sobre o lugar onde vivo. Não acho que eu seja um escritor universal, escrevo sobre o que eu vejo na minha realidade.
É difícil publicar e fazer circular livros que tratam do marginalizado?
Eu acho que hoje o difícil é você escrever um livro. O difícil mesmo é a distribuição, a circulação. E é difícil quem leia também. Esse país não é um país de leitores e não só na periferia, mas na classe média e na classe alta. É um país que não lê. O grande desafio da Cooperifa é fazer a formação de público para a leitura.
Num futuro próximo, você pensa na transformação dessa periferia ou você acha que ainda falta muito para essa realidade ser mudada?
Falta muito. Não será a literatura que vai salvar a periferia, mas o poder público atuante. A arte tem o poder de transformação pessoal, que pode fazer com que essas pessoas cobrem do poder público aquilo que é devido, aquilo que é pago em imposto, para que esse imposto retorne em benefícios. Não sou tolo de achar que a literatura pode salvar alguém nesse ponto. Eu acho que a literatura, a música, a arte de forma geral, ela transforma as pessoas em cidadãos. E são esses cidadãos que cobram do governo a postura para que ele faça com que a gente tenha esse benefício.
Qual sua opinião sobre o atual movimento dos trabalhadores da cultura que recentemente ocuparam a Funarte (Fundação Nacional de Arte) e fizeram uma grande manifestação contra a arte como mercadoria?
É isso mesmo. O artista é esse. O artista tem que ser o cara que é incomodado, indignado. Ele tem que protestar. A arte não embala os adormecidos, ela desperta. Agora, se o artista não despertar, como ele vai despertar a pessoa que vê sua arte? [............................................................]
A periferia não era para protestar, não era para ter arte. Alguma coisa deu errado, né? Hoje tem mais de cinquenta saraus acontecendo. Nós temos três anos de Cinema na Laje [...] passamos documentários [a] que jamais a nossa população iria ter acesso. E nesses mais de 50 saraus na periferia é onde as pessoas se apropriaram da literatura. Ou seja, para o status quo, alguma coisa deu errado. Era pra gente não ter boa literatura, era pra gente não ter boa educação, era pra gente não ter bom cinema. E a gente faz cinema e não passa O homem Aranha, não passa nada de Hollywood. Alguma coisa deu errado dentro da concepção do Estado, da elite, né?
Considerando a perspectiva do entrevistado, atente para o que se diz abaixo:
I. Nenhuma arte, por si só, é capaz de mudar a sociedade.
II. Um artista não deve viver em recolhimento, sem dar atenção aos problemas que o cercam.
III. O artista não deve ser passivo, pois é, por natureza, um questionador.
Está correto o que se diz em
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