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Carta de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade
São Paulo, 10 novembro 1924
Meu caro Carlos Drummond
Já começava a desesperar da minha resposta? Meu Deus! Comecei esta carta com pretensão... Em todo caso de mim não desespere nunca. Eu respondo sempre aos amigos. Às vezes demoro um pouco, mas nunca por desleixo ou esquecimento. As solicitações da vida é que são muitas e as da minha agora muitíssimas. Atualmente as minhas preocupações são as seguintes: escrever dísticos estrambóticos e divertidos prum baile futurista que vai haver na alta roda daqui (a que não pertenço, aliás). Escolher vestidos extravagantes mas bonitos pra mulher dum amigo que vai ao tal baile. E escrever uma conferência sem valor mas que divirta pra uma festa que damos, o pianista Sousa Lima e eu, no Automóvel Clube, sexta-feira que vem. São as minhas grandes preocupações do momento. Serão desprezíveis pra qualquer idiota antiquado, aguado e simbolista. Pra mim são tão importantes como escrever um romance ou sofrer uma recusa de amor. Tudo está em gostar da vida e saber vivê-la. Só há um jeito feliz de viver a vida: é ter espírito religioso. Explico melhor: não se trata de ter espírito católico ou budista, trata-se de ter espírito religioso pra com a vida, isto é, viver com religião a vida. Eu sempre gostei muito de viver, de maneira que nenhuma manifestação da vida me é indiferente. [...] Eu tanto aprecio uma boa caminhada a pé até o alto da Lapa como uma tocata de Bach e ponho tanto entusiasmo e carinho no escrever um dístico que vai figurar nas paredes dum bailarico e morrer no lixo depois como um romance a que darei a impassível eternidade da impressão. Eu acho, Drummond, pensando bem, que o que falta pra certos moços de tendência modernista brasileiros é isso: gostarem de verdade da vida. Como não atinaram com o verdadeiro jeito de gostar da vida, cansam-se, ficam tristes ou então fingem alegria o que ainda é mais idiota do que ser sinceramente triste. Eu não posso compreender um homem de gabinete e vocês todos, do Rio, de Minas, do Norte me parecem um pouco de gabinete demais. Meu Deus! se eu estivesse nessas terras admiráveis em que vocês vivem, com que gosto, com que religião eu caminharia sempre pelo mesmo caminho (não há mesmo caminho pros amantes da Terra) em longas caminhadas! Que diabo! estudar é bom e eu também estudo. Mas depois do estudo do livro e do gozo do livro, ou antes vem o estudo e gozo da ação corporal. [...] um dos desastres que impedem a felicidade, que é naturalidade, de vocês está aí: em casa lendo, redação de jornal, café com amigos sobre tal livro, tal escritor, escrever coisas depois, talvez cinemas e depois farra com mulheres. Isso não é vida que se leve! Isso é vício. [...] Veja bem, eu não ataco nem nego a erudição e a civilização, como fez o Osvaldo num momento de erro, ao contrário respeito-as e cá tenho também (comedidamente, muito comedidamente) as minhas fichinhas de leitura. Mas vivo tudo. [...] E então parar e puxar conversa com gente chamada baixa e ignorante! Como é gostoso! Fique sabendo duma coisa, se não sabe ainda: é com essa gente que se aprende a sentir e não com a inteligência e a erudição livresca. Eles é que conservam o espírito religioso da vida e fazem tudo sublimemente num ritual esclarecido de religião. [...] li seu artigo. Está muito bom. Mas nele ressalta bem o que falta a você — espírito de mocidade brasileira. Está bom demais pra você. Quero dizer: está muito bem pensante, refletido, sereno, acomodado, justo, principalmente isso, escrito com grande espírito de justiça. Pois eu preferia que você dissesse asneiras, injustiças, maldades moças que nunca fizeram mal a quem sofre delas. Você é uma sólida inteligência e já muito bem mobiliada... à francesa. Com toda a abundância do meu coração eu lhe digo que isso é uma pena. Eu sofro com isso. Carlos, devote-se ao Brasil, junto comigo. Um abraço do
Mário de Andrade.
(Texto adaptado)
Atente para o seguinte excerto: Eles é que conservam o espírito religioso da vida [...]. Assinale a opção em que se diz algo INCORRETO sobre ele.
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Carta de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade
São Paulo, 10 novembro 1924
Meu caro Carlos Drummond
Já começava a desesperar da minha resposta? Meu Deus! Comecei esta carta com pretensão... Em todo caso de mim não desespere nunca. Eu respondo sempre aos amigos. Às vezes demoro um pouco, mas nunca por desleixo ou esquecimento. As solicitações da vida é que são muitas e as da minha agora muitíssimas. Atualmente as minhas preocupações são as seguintes: escrever dísticos estrambóticos e divertidos prum baile futurista que vai haver na alta roda daqui (a que não pertenço, aliás). Escolher vestidos extravagantes mas bonitos pra mulher dum amigo que vai ao tal baile. E escrever uma conferência sem valor mas que divirta pra uma festa que damos, o pianista Sousa Lima e eu, no Automóvel Clube, sexta-feira que vem. São as minhas grandes preocupações do momento. Serão desprezíveis pra qualquer idiota antiquado, aguado e simbolista. Pra mim são tão importantes como escrever um romance ou sofrer uma recusa de amor. Tudo está em gostar da vida e saber vivê-la. Só há um jeito feliz de viver a vida: é ter espírito religioso. Explico melhor: não se trata de ter espírito católico ou budista, trata-se de ter espírito religioso pra com a vida, isto é, viver com religião a vida. Eu sempre gostei muito de viver, de maneira que nenhuma manifestação da vida me é indiferente. [...] Eu tanto aprecio uma boa caminhada a pé até o alto da Lapa como uma tocata de Bach e ponho tanto entusiasmo e carinho no escrever um dístico que vai figurar nas paredes dum bailarico e morrer no lixo depois como um romance a que darei a impassível eternidade da impressão. Eu acho, Drummond, pensando bem, que o que falta pra certos moços de tendência modernista brasileiros é isso: gostarem de verdade da vida. Como não atinaram com o verdadeiro jeito de gostar da vida, cansam-se, ficam tristes ou então fingem alegria o que ainda é mais idiota do que ser sinceramente triste. Eu não posso compreender um homem de gabinete e vocês todos, do Rio, de Minas, do Norte me parecem um pouco de gabinete demais. Meu Deus! se eu estivesse nessas terras admiráveis em que vocês vivem, com que gosto, com que religião eu caminharia sempre pelo mesmo caminho (não há mesmo caminho pros amantes da Terra) em longas caminhadas! Que diabo! estudar é bom e eu também estudo. Mas depois do estudo do livro e do gozo do livro, ou antes vem o estudo e gozo da ação corporal. [...] um dos desastres que impedem a felicidade, que é naturalidade, de vocês está aí: em casa lendo, redação de jornal, café com amigos sobre tal livro, tal escritor, escrever coisas depois, talvez cinemas e depois farra com mulheres. Isso não é vida que se leve! Isso é vício. [...] Veja bem, eu não ataco nem nego a erudição e a civilização, como fez o Osvaldo num momento de erro, ao contrário respeito-as e cá tenho também (comedidamente, muito comedidamente) as minhas fichinhas de leitura. Mas vivo tudo. [...] E então parar e puxar conversa com gente chamada baixa e ignorante! Como é gostoso! Fique sabendo duma coisa, se não sabe ainda: é com essa gente que se aprende a sentir e não com a inteligência e a erudição livresca. Eles é que conservam o espírito religioso da vida e fazem tudo sublimemente num ritual esclarecido de religião. [...] li seu artigo. Está muito bom. Mas nele ressalta bem o que falta a você — espírito de mocidade brasileira. Está bom demais pra você. Quero dizer: está muito bem pensante, refletido, sereno, acomodado, justo, principalmente isso, escrito com grande espírito de justiça. Pois eu preferia que você dissesse asneiras, injustiças, maldades moças que nunca fizeram mal a quem sofre delas. Você é uma sólida inteligência e já muito bem mobiliada... à francesa. Com toda a abundância do meu coração eu lhe digo que isso é uma pena. Eu sofro com isso. Carlos, devote-se ao Brasil, junto comigo. Um abraço do
Mário de Andrade.
(Texto adaptado)
Considere a expressão — Você é uma sólida inteligência e já muito bem mobiliada... à francesa. Nela percebe-se uma crítica
I. ao racionalismo exagerado do intelectual anterior ao período modernista.
II. à importação de valores, principalmente da Europa.
III. à inteligência além do normal.
Está correta a complementação contida em
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Carta de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade
São Paulo, 10 novembro 1924
Meu caro Carlos Drummond
Já começava a desesperar da minha resposta? Meu Deus! Comecei esta carta com pretensão... Em todo caso de mim não desespere nunca. Eu respondo sempre aos amigos. Às vezes demoro um pouco, mas nunca por desleixo ou esquecimento. As solicitações da vida é que são muitas e as da minha agora muitíssimas. Atualmente as minhas preocupações são as seguintes: escrever dísticos estrambóticos e divertidos prum baile futurista que vai haver na alta roda daqui (a que não pertenço, aliás). Escolher vestidos extravagantes mas bonitos pra mulher dum amigo que vai ao tal baile. E escrever uma conferência sem valor mas que divirta pra uma festa que damos, o pianista Sousa Lima e eu, no Automóvel Clube, sexta-feira que vem. São as minhas grandes preocupações do momento. Serão desprezíveis pra qualquer idiota antiquado, aguado e simbolista. Pra mim são tão importantes como escrever um romance ou sofrer uma recusa de amor. Tudo está em gostar da vida e saber vivê-la. Só há um jeito feliz de viver a vida: é ter espírito religioso. Explico melhor: não se trata de ter espírito católico ou budista, trata-se de ter espírito religioso pra com a vida, isto é, viver com religião a vida. Eu sempre gostei muito de viver, de maneira que nenhuma manifestação da vida me é indiferente. [...] Eu tanto aprecio uma boa caminhada a pé até o alto da Lapa como uma tocata de Bach e ponho tanto entusiasmo e carinho no escrever um dístico que vai figurar nas paredes dum bailarico e morrer no lixo depois como um romance a que darei a impassível eternidade da impressão. Eu acho, Drummond, pensando bem, que o que falta pra certos moços de tendência modernista brasileiros é isso: gostarem de verdade da vida. Como não atinaram com o verdadeiro jeito de gostar da vida, cansam-se, ficam tristes ou então fingem alegria o que ainda é mais idiota do que ser sinceramente triste. Eu não posso compreender um homem de gabinete e vocês todos, do Rio, de Minas, do Norte me parecem um pouco de gabinete demais. Meu Deus! se eu estivesse nessas terras admiráveis em que vocês vivem, com que gosto, com que religião eu caminharia sempre pelo mesmo caminho (não há mesmo caminho pros amantes da Terra) em longas caminhadas! Que diabo! estudar é bom e eu também estudo. Mas depois do estudo do livro e do gozo do livro, ou antes vem o estudo e gozo da ação corporal. [...] um dos desastres que impedem a felicidade, que é naturalidade, de vocês está aí: em casa lendo, redação de jornal, café com amigos sobre tal livro, tal escritor, escrever coisas depois, talvez cinemas e depois farra com mulheres. Isso não é vida que se leve! Isso é vício. [...] Veja bem, eu não ataco nem nego a erudição e a civilização, como fez o Osvaldo num momento de erro, ao contrário respeito-as e cá tenho também (comedidamente, muito comedidamente) as minhas fichinhas de leitura. Mas vivo tudo. [...] E então parar e puxar conversa com gente chamada baixa e ignorante! Como é gostoso! Fique sabendo duma coisa, se não sabe ainda: é com essa gente que se aprende a sentir e não com a inteligência e a erudição livresca. Eles é que conservam o espírito religioso da vida e fazem tudo sublimemente num ritual esclarecido de religião. [...] li seu artigo. Está muito bom. Mas nele ressalta bem o que falta a você — espírito de mocidade brasileira. Está bom demais pra você. Quero dizer: está muito bem pensante, refletido, sereno, acomodado, justo, principalmente isso, escrito com grande espírito de justiça. Pois eu preferia que você dissesse asneiras, injustiças, maldades moças que nunca fizeram mal a quem sofre delas. Você é uma sólida inteligência e já muito bem mobiliada... à francesa. Com toda a abundância do meu coração eu lhe digo que isso é uma pena. Eu sofro com isso. Carlos, devote-se ao Brasil, junto comigo. Um abraço do
Mário de Andrade.
(Texto adaptado)
Manuel Bandeira, um dos ícones do Modernismo brasileiro comungava algumas ideias que Mário de Andrade expõe no texto II. Abaixo estão versos de Bandeira. Marque a única opção cujos versos NÃO revelam nenhuma das ideias presentes na carta de Mário de Andrade.
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Carta de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade
São Paulo, 10 novembro 1924
Meu caro Carlos Drummond
Já começava a desesperar da minha resposta? Meu Deus! Comecei esta carta com pretensão... Em todo caso de mim não desespere nunca. Eu respondo sempre aos amigos. Às vezes demoro um pouco, mas nunca por desleixo ou esquecimento. As solicitações da vida é que são muitas e as da minha agora muitíssimas. Atualmente as minhas preocupações são as seguintes: escrever dísticos estrambóticos e divertidos prum baile futurista que vai haver na alta roda daqui (a que não pertenço, aliás). Escolher vestidos extravagantes mas bonitos pra mulher dum amigo que vai ao tal baile. E escrever uma conferência sem valor mas que divirta pra uma festa que damos, o pianista Sousa Lima e eu, no Automóvel Clube, sexta-feira que vem. São as minhas grandes preocupações do momento. Serão desprezíveis pra qualquer idiota antiquado, aguado e simbolista. Pra mim são tão importantes como escrever um romance ou sofrer uma recusa de amor. Tudo está em gostar da vida e saber vivê-la. Só há um jeito feliz de viver a vida: é ter espírito religioso. Explico melhor: não se trata de ter espírito católico ou budista, trata-se de ter espírito religioso pra com a vida, isto é, viver com religião a vida. Eu sempre gostei muito de viver, de maneira que nenhuma manifestação da vida me é indiferente. [...] Eu tanto aprecio uma boa caminhada a pé até o alto da Lapa como uma tocata de Bach e ponho tanto entusiasmo e carinho no escrever um dístico que vai figurar nas paredes dum bailarico e morrer no lixo depois como um romance a que darei a impassível eternidade da impressão. Eu acho, Drummond, pensando bem, que o que falta pra certos moços de tendência modernista brasileiros é isso: gostarem de verdade da vida. Como não atinaram com o verdadeiro jeito de gostar da vida, cansam-se, ficam tristes ou então fingem alegria o que ainda é mais idiota do que ser sinceramente triste. Eu não posso compreender um homem de gabinete e vocês todos, do Rio, de Minas, do Norte me parecem um pouco de gabinete demais. Meu Deus! se eu estivesse nessas terras admiráveis em que vocês vivem, com que gosto, com que religião eu caminharia sempre pelo mesmo caminho (não há mesmo caminho pros amantes da Terra) em longas caminhadas! Que diabo! estudar é bom e eu também estudo. Mas depois do estudo do livro e do gozo do livro, ou antes vem o estudo e gozo da ação corporal. [...] um dos desastres que impedem a felicidade, que é naturalidade, de vocês está aí: em casa lendo, redação de jornal, café com amigos sobre tal livro, tal escritor, escrever coisas depois, talvez cinemas e depois farra com mulheres. Isso não é vida que se leve! Isso é vício. [...] Veja bem, eu não ataco nem nego a erudição e a civilização, como fez o Osvaldo num momento de erro, ao contrário respeito-as e cá tenho também (comedidamente, muito comedidamente) as minhas fichinhas de leitura. Mas vivo tudo. [...] E então parar e puxar conversa com gente chamada baixa e ignorante! Como é gostoso! Fique sabendo duma coisa, se não sabe ainda: é com essa gente que se aprende a sentir e não com a inteligência e a erudição livresca. Eles é que conservam o espírito religioso da vida e fazem tudo sublimemente num ritual esclarecido de religião. [...] li seu artigo. Está muito bom. Mas nele ressalta bem o que falta a você — espírito de mocidade brasileira. Está bom demais pra você. Quero dizer: está muito bem pensante, refletido, sereno, acomodado, justo, principalmente isso, escrito com grande espírito de justiça. Pois eu preferia que você dissesse asneiras, injustiças, maldades moças que nunca fizeram mal a quem sofre delas. Você é uma sólida inteligência e já muito bem mobiliada... à francesa. Com toda a abundância do meu coração eu lhe digo que isso é uma pena. Eu sofro com isso. Carlos, devote-se ao Brasil, junto comigo. Um abraço do
Mário de Andrade.
(Texto adaptado)
Considere as seguintes afirmações acerca do pensamento de Mário de Andrade:
I. Condena a aprendizagem livresca, mas não a leitura.
II. Interpreta a tristeza que alguns escritores sentem ou fingem sentir como decorrência da falta da naturalidade em suas vidas.
III. Condena a vida antinatural de certos escritores.
Está correto o que se diz em
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Carta de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade
São Paulo, 10 novembro 1924
Meu caro Carlos Drummond
Já começava a desesperar da minha resposta? Meu Deus! Comecei esta carta com pretensão... Em todo caso de mim não desespere nunca. Eu respondo sempre aos amigos. Às vezes demoro um pouco, mas nunca por desleixo ou esquecimento. As solicitações da vida é que são muitas e as da minha agora muitíssimas. Atualmente as minhas preocupações são as seguintes: escrever dísticos estrambóticos e divertidos prum baile futurista que vai haver na alta roda daqui (a que não pertenço, aliás). Escolher vestidos extravagantes mas bonitos pra mulher dum amigo que vai ao tal baile. E escrever uma conferência sem valor mas que divirta pra uma festa que damos, o pianista Sousa Lima e eu, no Automóvel Clube, sexta-feira que vem. São as minhas grandes preocupações do momento. Serão desprezíveis pra qualquer idiota antiquado, aguado e simbolista. Pra mim são tão importantes como escrever um romance ou sofrer uma recusa de amor. Tudo está em gostar da vida e saber vivê-la. Só há um jeito feliz de viver a vida: é ter espírito religioso. Explico melhor: não se trata de ter espírito católico ou budista, trata-se de ter espírito religioso pra com a vida, isto é, viver com religião a vida. Eu sempre gostei muito de viver, de maneira que nenhuma manifestação da vida me é indiferente. [...] Eu tanto aprecio uma boa caminhada a pé até o alto da Lapa como uma tocata de Bach e ponho tanto entusiasmo e carinho no escrever um dístico que vai figurar nas paredes dum bailarico e morrer no lixo depois como um romance a que darei a impassível eternidade da impressão. Eu acho, Drummond, pensando bem, que o que falta pra certos moços de tendência modernista brasileiros é isso: gostarem de verdade da vida. Como não atinaram com o verdadeiro jeito de gostar da vida, cansam-se, ficam tristes ou então fingem alegria o que ainda é mais idiota do que ser sinceramente triste. Eu não posso compreender um homem de gabinete e vocês todos, do Rio, de Minas, do Norte me parecem um pouco de gabinete demais. Meu Deus! se eu estivesse nessas terras admiráveis em que vocês vivem, com que gosto, com que religião eu caminharia sempre pelo mesmo caminho (não há mesmo caminho pros amantes da Terra) em longas caminhadas! Que diabo! estudar é bom e eu também estudo. Mas depois do estudo do livro e do gozo do livro, ou antes vem o estudo e gozo da ação corporal. [...] um dos desastres que impedem a felicidade, que é naturalidade, de vocês está aí: em casa lendo, redação de jornal, café com amigos sobre tal livro, tal escritor, escrever coisas depois, talvez cinemas e depois farra com mulheres. Isso não é vida que se leve! Isso é vício. [...] Veja bem, eu não ataco nem nego a erudição e a civilização, como fez o Osvaldo num momento de erro, ao contrário respeito-as e cá tenho também (comedidamente, muito comedidamente) as minhas fichinhas de leitura. Mas vivo tudo. [...] E então parar e puxar conversa com gente chamada baixa e ignorante! Como é gostoso! Fique sabendo duma coisa, se não sabe ainda: é com essa gente que se aprende a sentir e não com a inteligência e a erudição livresca. Eles é que conservam o espírito religioso da vida e fazem tudo sublimemente num ritual esclarecido de religião. [...] li seu artigo. Está muito bom. Mas nele ressalta bem o que falta a você — espírito de mocidade brasileira. Está bom demais pra você. Quero dizer: está muito bem pensante, refletido, sereno, acomodado, justo, principalmente isso, escrito com grande espírito de justiça. Pois eu preferia que você dissesse asneiras, injustiças, maldades moças que nunca fizeram mal a quem sofre delas. Você é uma sólida inteligência e já muito bem mobiliada... à francesa. Com toda a abundância do meu coração eu lhe digo que isso é uma pena. Eu sofro com isso. Carlos, devote-se ao Brasil, junto comigo. Um abraço do
Mário de Andrade.
(Texto adaptado)
Sobre suas preocupações do momento, diz Mário de Andrade que elas Serão desprezíveis pra qualquer idiota antiquado, aguado e simbolista. Para ele, são tão importantes como escrever um romance ou sofrer uma recusa de amor.
Assinale a única afirmativa NÃO condizente com as ideias do texto II.
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Um movimento entre a ruptura estética e o valor do passado
RIO - Falar em modernismo brasileiro é mais do que localizar no país tendências artísticas de pretensões universais. O brasileiro é a marca fundamental pela qual o movimento, aqui, se garantiu modernista. Pensar no nosso modernismo é pensar no folclore do "Macunaíma" (1928) de Mário de Andrade e da música de Villa-Lobos; na antropofagia de Oswald de Andrade e do "Abaporu" (1928) de Tarsila do Amaral, retomada pela Tropicália. Antes de tudo isso, até hoje o marco do movimento no imaginário corrente é a Semana de Arte Moderna de 1922. Só que naqueles dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 90 anos atrás, a ideia de brasilidade era apenas um borrão. O Brasil ainda era sobretudo um país cujo atraso deveria ser superado — mesmo que os "passadistas" a serem combatidos estivessem na plateia do Teatro Municipal de São Paulo, representados pela elite cafeeira financiadora da programação de artes, música e literatura da Semana, no ano do centenário da independência.
Em "A brasilidade modernista: sua dimensão filosófica" — que, publicado originalmente em 1978, será reeditado em março pela Móbile —, Eduardo Jardim trata de dois tempos do modernismo brasileiro. Segundo ele, a partir de 1917, havia uma preocupação imediatista com a inserção na ordem moderna internacional, com uma forte ideia de ruptura, norteadora da Semana de 1922. Já a partir de 1924, molda-se um caminho construtivo para essa inserção, o da particularidade nacional — e então a tradição cultural brasileira passa a ter valor. — No primeiro momento, a oposição de modernismo e passadismo é muito clara — afirma Jardim. — A discussão era como modernizar a produção cultural brasileira pela absorção de recursos expressivos modernos. Em 1924, já se percebe que essa perspectiva não vai funcionar, e que se pode assegurar a entrada numa ordem universal por uma mediação dos traços nacionais. Esses traços perduram ao longo do tempo, como o folclore. Isso faz com que a ideia de ruptura seja revista. O "primeiro momento" do modernismo — que Mário de Andrade, em 1942, chamaria de "tempo destruidor" — é contado pelo jornalista Marcos Augusto Gonçalves em "1922 — A semana que não terminou", que a Companhia das Letras lança na próxima sexta, dia 10. Numa reportagem de cunho histórico, ele explora a rede de relações que culminou na Semana, inaugurada com uma exposição de artistas como Victor Brecheret, Di Cavalcanti e Anita Malfatti. Depois de estudos em Berlim e Nova York, Anita abrira em 1917 — ano que Jardim usa como início desse primeiro tempo — a primeira mostra no país a se autodenominar moderna, que entrou para a História pela crítica feroz de Monteiro Lobato. O escritor condenou aquela "arte caricatural" tipicamente europeia, vinculando-a à perturbação mental. Já para Oswald, sua pintura causava "impressão de originalidade e de diferente visão". Mais do que por características próprias, naquele momento a obra era moderna sobretudo por ser diferente — e essa diferença ainda era, em grande medida, representada pelo que se criava lá fora.
Lobato defendia um caminho próprio para a arte brasileira — e o "moderno" era sinônimo de estrangeiro. Seu nacionalismo se voltava para o mundo rural paulista, representado por artistas como Almeida Júnior (1850-1899), mas a São Paulo que se projetava na jovem República era a cidade industrial, do progresso.
http://oglobo.globo.com/cultura/um-movimento-entre-ruptura-estetica-o-valor-do-passado-3873586
Os seguintes excertos foram retirados das obras de dois escritores modernistas:
1. Dezembro deu à luz das salas enceradas de tia Gabriela as três moças primas de óculos bem falados.
Pantico norte-americava.
E minha mãe entre médicos num leito de crise decidiu meu apressado viageiro do mundo.
2. A moça bonita, chamada Uiara, morava na Terra Grande.
Dizem que tinha cabelos verdes, olhos amarelos.
O mato é verde; pois os seus cabelos eram mais verdes. A flor do ipê é amarela; pois os seus olhos eram mais amarelos.
Com base no que diz o Texto I sobre as duas fases do Modernismo brasileiro, escreva 1 para o que se referir ao excerto 1; 2 para o que se referir ao excerto 2.
( ) A maneira como a linguagem foi trabalhada rompe os padrões tradicionais da linguagem literária.
( ) A introdução de uma figura do folclore empresta à obra o cunho de brasilidade que Monteiro Lobato exigia.
( ) A obra representada no excerto deve ser enquadrada na fase que Mário de Andrade chamaria de “tempo destruidor”.
( ) A obra, cujo excerto é uma amostra, atinge a modernidade pela absorção do que se criava lá fora.
( ) A obra representada pelo excerto assegura a entrada numa ordem universal por uma mediação dos traços nacionais.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
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Um movimento entre a ruptura estética e o valor do passado
RIO - Falar em modernismo brasileiro é mais do que localizar no país tendências artísticas de pretensões universais. O brasileiro é a marca fundamental pela qual o movimento, aqui, se garantiu modernista. Pensar no nosso modernismo é pensar no folclore do "Macunaíma" (1928) de Mário de Andrade e da música de Villa-Lobos; na antropofagia de Oswald de Andrade e do "Abaporu" (1928) de Tarsila do Amaral, retomada pela Tropicália. Antes de tudo isso, até hoje o marco do movimento no imaginário corrente é a Semana de Arte Moderna de 1922. Só que naqueles dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 90 anos atrás, a ideia de brasilidade era apenas um borrão. O Brasil ainda era sobretudo um país cujo atraso deveria ser superado — mesmo que os "passadistas" a serem combatidos estivessem na plateia do Teatro Municipal de São Paulo, representados pela elite cafeeira financiadora da programação de artes, música e literatura da Semana, no ano do centenário da independência.
Em "A brasilidade modernista: sua dimensão filosófica" — que, publicado originalmente em 1978, será reeditado em março pela Móbile —, Eduardo Jardim trata de dois tempos do modernismo brasileiro. Segundo ele, a partir de 1917, havia uma preocupação imediatista com a inserção na ordem moderna internacional, com uma forte ideia de ruptura, norteadora da Semana de 1922. Já a partir de 1924, molda-se um caminho construtivo para essa inserção, o da particularidade nacional — e então a tradição cultural brasileira passa a ter valor. — No primeiro momento, a oposição de modernismo e passadismo é muito clara — afirma Jardim. — A discussão era como modernizar a produção cultural brasileira pela absorção de recursos expressivos modernos. Em 1924, já se percebe que essa perspectiva não vai funcionar, e que se pode assegurar a entrada numa ordem universal por uma mediação dos traços nacionais. Esses traços perduram ao longo do tempo, como o folclore. Isso faz com que a ideia de ruptura seja revista. O "primeiro momento" do modernismo — que Mário de Andrade, em 1942, chamaria de "tempo destruidor" — é contado pelo jornalista Marcos Augusto Gonçalves em "1922 — A semana que não terminou", que a Companhia das Letras lança na próxima sexta, dia 10. Numa reportagem de cunho histórico, ele explora a rede de relações que culminou na Semana, inaugurada com uma exposição de artistas como Victor Brecheret, Di Cavalcanti e Anita Malfatti. Depois de estudos em Berlim e Nova York, Anita abrira em 1917 — ano que Jardim usa como início desse primeiro tempo — a primeira mostra no país a se autodenominar moderna, que entrou para a História pela crítica feroz de Monteiro Lobato. O escritor condenou aquela "arte caricatural" tipicamente europeia, vinculando-a à perturbação mental. Já para Oswald, sua pintura causava "impressão de originalidade e de diferente visão". Mais do que por características próprias, naquele momento a obra era moderna sobretudo por ser diferente — e essa diferença ainda era, em grande medida, representada pelo que se criava lá fora.
Lobato defendia um caminho próprio para a arte brasileira — e o "moderno" era sinônimo de estrangeiro. Seu nacionalismo se voltava para o mundo rural paulista, representado por artistas como Almeida Júnior (1850-1899), mas a São Paulo que se projetava na jovem República era a cidade industrial, do progresso.
http://oglobo.globo.com/cultura/um-movimento-entre-ruptura-estetica-o-valor-do-passado-3873586
Levando em conta as informações contidas no texto sobre a exposição e Anita Malfatti, assinale V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.
( ) Oswald de Andrade e Monteiro Lobato opinaram sobre a exposição partindo de critérios antilógicos.
( ) Para Oswald de Andrade, o parâmetro de julgamento era o novo, o inusitado.
( ) Para Monteiro Lobato, o parâmetro de julgamento era a sanidade mental.
( ) A violenta reação de Monteiro Lobato à exposição deve-se ao fato de ele associar a qualidade da obra à ideia do nacionalismo.
( ) O julgamento de Oswald de Andrade e o de Monteiro Lobato foram ambos parciais.
Está correta, de cima para baixo, a sequência seguinte:
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Um movimento entre a ruptura estética e o valor do passado
RIO - Falar em modernismo brasileiro é mais do que localizar no país tendências artísticas de pretensões universais. O brasileiro é a marca fundamental pela qual o movimento, aqui, se garantiu modernista. Pensar no nosso modernismo é pensar no folclore do "Macunaíma" (1928) de Mário de Andrade e da música de Villa-Lobos; na antropofagia de Oswald de Andrade e do "Abaporu" (1928) de Tarsila do Amaral, retomada pela Tropicália. Antes de tudo isso, até hoje o marco do movimento no imaginário corrente é a Semana de Arte Moderna de 1922. Só que naqueles dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 90 anos atrás, a ideia de brasilidade era apenas um borrão. O Brasil ainda era sobretudo um país cujo atraso deveria ser superado — mesmo que os "passadistas" a serem combatidos estivessem na plateia do Teatro Municipal de São Paulo, representados pela elite cafeeira financiadora da programação de artes, música e literatura da Semana, no ano do centenário da independência.
Em "A brasilidade modernista: sua dimensão filosófica" — que, publicado originalmente em 1978, será reeditado em março pela Móbile —, Eduardo Jardim trata de dois tempos do modernismo brasileiro. Segundo ele, a partir de 1917, havia uma preocupação imediatista com a inserção na ordem moderna internacional, com uma forte ideia de ruptura, norteadora da Semana de 1922. Já a partir de 1924, molda-se um caminho construtivo para essa inserção, o da particularidade nacional — e então a tradição cultural brasileira passa a ter valor. — No primeiro momento, a oposição de modernismo e passadismo é muito clara — afirma Jardim. — A discussão era como modernizar a produção cultural brasileira pela absorção de recursos expressivos modernos. Em 1924, já se percebe que essa perspectiva não vai funcionar, e que se pode assegurar a entrada numa ordem universal por uma mediação dos traços nacionais. Esses traços perduram ao longo do tempo, como o folclore. Isso faz com que a ideia de ruptura seja revista. O "primeiro momento" do modernismo — que Mário de Andrade, em 1942, chamaria de "tempo destruidor" — é contado pelo jornalista Marcos Augusto Gonçalves em "1922 — A semana que não terminou", que a Companhia das Letras lança na próxima sexta, dia 10. Numa reportagem de cunho histórico, ele explora a rede de relações que culminou na Semana, inaugurada com uma exposição de artistas como Victor Brecheret, Di Cavalcanti e Anita Malfatti. Depois de estudos em Berlim e Nova York, Anita abrira em 1917 — ano que Jardim usa como início desse primeiro tempo — a primeira mostra no país a se autodenominar moderna, que entrou para a História pela crítica feroz de Monteiro Lobato. O escritor condenou aquela "arte caricatural" tipicamente europeia, vinculando-a à perturbação mental. Já para Oswald, sua pintura causava "impressão de originalidade e de diferente visão". Mais do que por características próprias, naquele momento a obra era moderna sobretudo por ser diferente — e essa diferença ainda era, em grande medida, representada pelo que se criava lá fora.
Lobato defendia um caminho próprio para a arte brasileira — e o "moderno" era sinônimo de estrangeiro. Seu nacionalismo se voltava para o mundo rural paulista, representado por artistas como Almeida Júnior (1850-1899), mas a São Paulo que se projetava na jovem República era a cidade industrial, do progresso.
http://oglobo.globo.com/cultura/um-movimento-entre-ruptura-estetica-o-valor-do-passado-3873586
Tendo em vista as ideias do texto, marque a opção que completa corretamente a seguinte frase: O Modernismo brasileiro se firmou
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Um movimento entre a ruptura estética e o valor do passado
RIO - Falar em modernismo brasileiro é mais do que localizar no país tendências artísticas de pretensões universais. O brasileiro é a marca fundamental pela qual o movimento, aqui, se garantiu modernista. Pensar no nosso modernismo é pensar no folclore do "Macunaíma" (1928) de Mário de Andrade e da música de Villa-Lobos; na antropofagia de Oswald de Andrade e do "Abaporu" (1928) de Tarsila do Amaral, retomada pela Tropicália. Antes de tudo isso, até hoje o marco do movimento no imaginário corrente é a Semana de Arte Moderna de 1922. Só que naqueles dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 90 anos atrás, a ideia de brasilidade era apenas um borrão. O Brasil ainda era sobretudo um país cujo atraso deveria ser superado — mesmo que os "passadistas" a serem combatidos estivessem na plateia do Teatro Municipal de São Paulo, representados pela elite cafeeira financiadora da programação de artes, música e literatura da Semana, no ano do centenário da independência.
Em "A brasilidade modernista: sua dimensão filosófica" — que, publicado originalmente em 1978, será reeditado em março pela Móbile —, Eduardo Jardim trata de dois tempos do modernismo brasileiro. Segundo ele, a partir de 1917, havia uma preocupação imediatista com a inserção na ordem moderna internacional, com uma forte ideia de ruptura, norteadora da Semana de 1922. Já a partir de 1924, molda-se um caminho construtivo para essa inserção, o da particularidade nacional — e então a tradição cultural brasileira passa a ter valor. — No primeiro momento, a oposição de modernismo e passadismo é muito clara — afirma Jardim. — A discussão era como modernizar a produção cultural brasileira pela absorção de recursos expressivos modernos. Em 1924, já se percebe que essa perspectiva não vai funcionar, e que se pode assegurar a entrada numa ordem universal por uma mediação dos traços nacionais. Esses traços perduram ao longo do tempo, como o folclore. Isso faz com que a ideia de ruptura seja revista. O "primeiro momento" do modernismo — que Mário de Andrade, em 1942, chamaria de "tempo destruidor" — é contado pelo jornalista Marcos Augusto Gonçalves em "1922 — A semana que não terminou", que a Companhia das Letras lança na próxima sexta, dia 10. Numa reportagem de cunho histórico, ele explora a rede de relações que culminou na Semana, inaugurada com uma exposição de artistas como Victor Brecheret, Di Cavalcanti e Anita Malfatti. Depois de estudos em Berlim e Nova York, Anita abrira em 1917 — ano que Jardim usa como início desse primeiro tempo — a primeira mostra no país a se autodenominar moderna, que entrou para a História pela crítica feroz de Monteiro Lobato. O escritor condenou aquela "arte caricatural" tipicamente europeia, vinculando-a à perturbação mental. Já para Oswald, sua pintura causava "impressão de originalidade e de diferente visão". Mais do que por características próprias, naquele momento a obra era moderna sobretudo por ser diferente — e essa diferença ainda era, em grande medida, representada pelo que se criava lá fora.
Lobato defendia um caminho próprio para a arte brasileira — e o "moderno" era sinônimo de estrangeiro. Seu nacionalismo se voltava para o mundo rural paulista, representado por artistas como Almeida Júnior (1850-1899), mas a São Paulo que se projetava na jovem República era a cidade industrial, do progresso.
http://oglobo.globo.com/cultura/um-movimento-entre-ruptura-estetica-o-valor-do-passado-3873586
Considerando as informações veiculadas pelo texto, atente para as afirmações seguintes:
I. A Semana de Arte Moderna foi intrinsecamente contraditória, por receber financiamento dos representantes do passadismo que iria combater.
II. A tentativa de fortalecer a literatura nacional falhou no primeiro momento do Modernismo, cujo objetivo foi trazer para o Brasil tendências universais.
III. Nos três dias da Semana, a ideia de brasilidade diluiu-se no combate aos valores literários do passado.
Está correto o que se diz em
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Considere uma onda harmônica mecânica transversal que incide sobre uma superfície plana e perpendicular à direção de propagação da onda. Com relação às ondas incidente e refletida, pode-se afirmar corretamente que a onda refletida
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